sexta-feira, 30 de julho de 2010

'É difícil determinar o que resume a vida de uma pessoa.


Uns dizem que são as amizades que deixou. Outros dizem que é a fé que teve. Outros, o quanto amou. Outros dizem que a vida não tem sentido algum.'
filme Antes de Partir.

Acho que por hoje eu só tenho isso a dizer ,

quarta-feira, 28 de julho de 2010

A gente se acostuma, mas não tenho certeza se devia.


A gente se acostuma a deixar as janelas de casa fechada, a ligar as luzes mais cedo e achar forte demais a luz do sol. Nos acostumamos com a demora e a inanição, com os planos que caem em meio ao vão e os sonhos que são somente sonhos.
Nos acostumamos com as palavras ofensivas tão comuns, com as coisas bonitas banalizadas, com o medo, a insegurança e a decepção. Não nos arriscamos tanto, perdemos chances e sentimos falta dos lugares, das pessoas, das gotas de chuva caindo no rosto.
Nos acostumamos com a poluição e a escassez de ar puro, com propagandas coloridas, e com a falta de cor de nossas próprias vidas; com o azedo da fruta que compramos ainda verde nas bancas, porque é muito difícil plantar árvores em apartamentos.
Mascaramos nossas vontades como se as vias lotadas e os barulhos das buzinas fossem um acréscimo doce à paisagem cinza montada pelos prédios, como se os assassinatos nos jornais fossem necessários ao nosso mundo e as guerras somente mais um passatempo. Compramos comida pronta com sabor de pressa, pegamos o ônibus lotado e parece muito bom ainda ter um lugarzinho apertado no último banco; depois de noites de insônia temos até um sorriso quando acordamos de um sono pesado sem sonhos bonitos.
Nos acostumamos com a dor.
Nos acostumamos a passar por provas, a acreditar que sempre haverá um perdedor, nos acostumamos com mentiras. Passa a ser rotineiro agirmos como fantoches, como caixas de metal, frios como o aço e rijos como pedras.
Não nos acostumamos com o mundo, nos acostumamos com a falta de humanidade nas pessoas.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Fernando Pessoa,


"Navegadores antigos tinham uma frase gloriosa: 'Navegar é preciso, viver não é preciso'.
Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que sou: Viver não é necessário; o necessário é criar.
Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo.
Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha.
Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade.
É a forma que em mim tocou o misticismo da nossa raça."

Ele foi sem dúvida grande. Soube expôr em seus versos o que sentia, o que todos sentíamos; trouxe pela mágica das palavras os nossos desejos e medos, nossas manias e felicidade. Em outra de suas frases gloriosas:
'Tudo vale a pena quando a alma não é pequena'

sábado, 24 de julho de 2010

'Podes me indicar alguém que dê valor a seu tempo,

valorize o seu dia, entenda que se morre diariamente? Nisso, pois, falhamos: pensamos que a morte é coisa do futuro, mas parte dela já é coisa do passado. Qualquer tempo que já passou pertence à morte.'

Esse pensamento de Sêneca(4 a.C.-65 d.C.) pode ser levado em conta, visto ao ponto de vista da citação seguinte de mesmo autor: 'Enquanto adiamos, a vida se vai. Todas as coisas, Lucílio, nos são alheias, só o tempo é nosso.'
Em cartas, Sêneca defende as ideologias estoicas e epicuristas, correntes filosóficas tradicionais do helenismo que pregavam a preocupação com a própria vida e liberdade, tomando o homem no centro de um teatro de ideias.
Eles estavam no meio de uma confusão, com a fusão de diversas religiões, e quase 2000 anos depois podemos tomar suas lições para nossas vidas.
Isso nos leva a uma conclusão: somos os mesmos depois de tanto tempo. Temos os mesmos medos, as mesmas dores e preocupações; precisamos de paz, amizade, fé e trabalho; temos tristezas e felicidade.
Fica a dica;
os antigos podem ter lições para nos ensinar também.

Cogito ergo sum

'Penso, logo existo'
Hoje o céu parece com as geleiras, cheios de círculos brancos em contraste com o azul rotineiro. Mas agora há um vendaval, que criou uma nova nuvem linda iluminada por uma luz magnífica.
Certamente as coisas ficam melhores na nossa imaginação.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

'Qualquer coisa que você fizer será insignificante,

mas é muito importante que você faça, Porque se você não fizer, ninguém o fará'

Gandhi disse isso um dia, e as pessoas eternizaram.

Eu estava pesquisando sobre ele um dia, e talvez eu ignorasse se tivéssemos nos encontrado em algum momento na rua. Mas corações bondosos nem sempre são feitos de rostos bonitos.

Mahatma, do sânscrito 'A Grande Alma', pode ter se tornado um nome comum, banal depois de dito e ouvido tantas vezes, mas a entidade revelada é muito maior que qualquer palavra. Aquele homem simples, que lutou pelos ideais de sua gente foi grandioso.

Tudo bem, eu não vim falar dele, mas essa frase inicial me foi trazida quando assistia a Remember Me, que mesmo com opiniões divergentes eu ainda considero um filme ótimo, que vale a pena ver.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Eu tenho muito a dizer, sim.
Talvez eu possa expressar com palavras,

Ou precise fazer alguma coisa que signifique para as pessoas.

Tenho uma parte proteccionista. Eu preciso ver a felicidade nas pessoas, preciso embalá-las e sentir suas forças se recuperando; e talvez eu precise de sua lealdade em mim, ou precise que o ciclo se repita, e se repita todas as vezes. Mas haveria um vazio aqui se todos simplesmente seguissem seus caminhos depois. É preciso que deixem uma parte, não como uma cobrança, mas somente um pouco de lealdade.
Acho que foi mais ou menos o que Deus pensou quando criou o mundo. Mas nem eu mesma tenho certeza se acredito nessas coisas, ou tenho um conceito muito diferente do normal.
Talvez tenha uma força muito forte sobre nós agora. Não precisa chamar isso de entidade ou de qualquer outra coisa, somente sentir o que se passa.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

'E a natureza e suas leis jaziam na obscuridade.
Deus disse 'Que Newton seja', e tudo tornou-se luz.'
Por vezes nos sentimos alheios às coisas ao nosso redor.
Quando começamos a pensar sobre as pessoas e os laços que as regem, os movimentos que elas fazem em reflexo, como ímãs. Todo o tempo a gente consegue ver a felicidade e o sucesso dentro delas, mas a inanição que arrebata o ar dos pulmões e faz quase cessar os batimentos forçados do coração, esta se esconde nos confins de todo o tempo. Talvez sejam sentimentos tão reclusos e tão eterno que continuem sempre lá, em um lugar onde nem as flores murcham ou a beleza se esvai.
Uma teoria meio besta é que as coisas não sejam de verdade, e sim uma ilusão.
Esse mundo nos passa sensações que não nos permitem ter uma certeza sobre tudo. Nós não vemos as coisas no escuro porque elas não refletem a luz pela falta de luz, certo!? Mas quem vai provar que as coisas continuam a terem as mesmas cores? Quem disse que não vivemos num mundo escuro? Talvez jamais saibamos, porque em qualquer chance de vermos haveria Newton, haveria luz . As nossas ideias sobre as coisas são a parte mais segura de tudo.