quinta-feira, 29 de setembro de 2011

'Sometimes I get so tense, but I can't speed up the time' ♪

A lua está linda hoje, um sorriso tímido e charmoso que surge no meio do nada como o Gato Risonho, de Alice. Não deixem de ver e, principalmente, de notar a sombra da lua inteira por trás da Terra, que tem sua própria beleza. Pequenas coisas sobre as quais procuramos não pensar tanto.
Cartas do ENEM chegando, embora a minha ainda não esteja em mãos. Está acabando o final de semana seguinte para pôr a matéria em dia, agora é na cara e na coragem. Até parece que há muito tempo atrás eu planejava estudar, e agora o tempo parece tão pequeno, tão pouco. A nossa mente gosta de brincar com essas coisas.
Nessa tarde escolhemos a música da turma para a formatura. É estranho sentir que está perto assim de dezembro.
Lá vou aos estudos mais uma vez, a geometria e a biologia me esperam.
Boa noite, bons sonhos meus anjos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

'E vem chegando a primavera, nosso futuro recomeça' ♪

O horizonte mergulhado no Mar Vermelho, foi assim o fim de tarde. Céu e cor e canção (todos iniciando com a letra 'c') se misturavam debaixo dos prédios, longe do alcance das mãos.
Em menos de um mês acontecem as provas do ENEM, que vão funcionar pra mim como um vestibular; e em três meses é Natal. Eu sei, o tempo dessa segunda situação é ainda menor do que o referido, mas tentei aproximar um saldo maior antes de um novo ano. Já me falaram que tudo voa depois dos quinze anos. Eu diria que não, que nós é fazemos planos demais e deixamos a vida grande, espaçosa, mas aconchegada em um blusão quentinho. Sei também que minhas metáforas não andam boas, mas sinto falta de escrever, de jogar conversa fora no telefone, de ter mais cinco minutos.
Hoje, a perfeição da voz do meu poeta, em Perfeição.
Boa noite, anjos. Sonhos bons.


'Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...'♪

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

'The sun is the same in a relative way, but you're older' ♪

É tão estranho olhar pro céu lá fora de novo, confortável e doce, e lembrar daquelas novas teorias (e das velhas teorias) físicas que propõem um modelo de universo. O ser humano, na sua curiosidade de sempre, procura explicações para o visível e o invisível, o tocável e o próprio pensamento. Eles falam sobre expansão do universo (expansão também do vácuo, então expansão do 'nada'?), mas já se perguntaram para onde vamos 'crescer', a fronteira que há lá fora? Esse planetinha aqui é uma casa segura desde que o respeitemos em seus recursos, mas nossa mente, segura num espaço tão pequeno e tão fantástico, ansia por mais, tem sede de um mundo que deva obedecer a leis criadas nesse espaço ínfimo do cérebro. É como dizem: 'Só sei que nada sei'.
Talvez eu tenha decidido a música para a formatura, e não, não é a do título.
Às vezes um sorriso faz tão bem.
Outubro chega sem pedir, voraz para abrir espaço e dar uma brecha a novembro. O verão quer começar, mas e agora, será que é mesmo tão bom que ele venha cedo, ou o sol pode se prolongar na linha do horizonte todos os dias? Pensando bem, a verdadeira teoria da relatividade é a invenção do tempo, um intervalo entre acontecimentos, que é uma coisa tão abstrata e movida por si que se torna compreensível apenas na sua incompreensão.
Eu sei, depois das dez acabo assim abstrata. Vou fazer o tema de física e elaborar uns teoremas sobre a lógica. Mas que lógica? Também percebi que usei a palavra 'mas' diversas vezes no texto, devo estar querendo ponderar bastante e contradizer as minhas próprias frases. Desculpem; depois de um pouco de prática, passamos a observar até mesmo as vírgulas no caminho.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

'Flores na cabeça, nossos pés descalços' ♪

Essa música não me abandona há uns dois dias. De repente surge uma batida ali, um ruído qualquer e 'Flores na cabeça...'♪. Certo, talvez passe.
Fomos visitar um lar outra vez na segunda-feira, e foi bom alegrar as pessoas com uma música que nos divertia também. Na verdade, não sei quem riu com mais verdade, se fomos nós, com as batidas e notas por vezes trocadas, ou eles, que percebiam o nosso esforço em acertar.
Tenho lido uma diversidade imensa de livros e aprendido mais um punhado de coisas. Às vezes aprendemos a corrigir a própria vida com algumas palavras. O vento que tem surgido nessas tardinhas de quase primavera parece trazer um conforto e embala as risadas, que agora mostram ares de mais seguras, embora ansiosas. Outra vez parece uma contradição, mas só parece. São estados que podem coexistir.
O sono está chegando mais cedo essa semana, então deixo um pedacinho de Chaplin pra vocês.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."
Charles Chaplin

'Ooh, sempre mais do mesmo' ♪

sábado, 17 de setembro de 2011

'O tempo passou, claro que passaria' ♪

Por hábito. Sinto mesmo é falta de nadar, porque às vezes o ar parece pesado. Deve ser o sono que vai e volta.
Já estamos quase em outubro. O tempo parece ter avançado num piscar de olhos, como se a primeira visão tivesse se prolongado, ou avançado em câmera lenta. Não sei quem vai brincar de empurrar no meio da rua no ano que vem; quem vai chutar meu pé enquanto o professor explica até que eu canse; quem vai ficar de mal comigo por causa de um sinal na conta da prova; quem vai me ajudar com o jogo da velha nos cinco minutos que sobram. Sei, já sobrevivi a uma dessas, que foi inesperadamente diferente, mas que seguiu de um jeito que não foi tão mal. É claro, algumas coisas a gente não esquece e se pergunta todo o tempo. 'A thing of beauty is a joy for ever', como dizia Keats.
Certo, eu passei a ter ansiedade pelo presente.
Dois fatos. Percebi que um morador de rua esperava todos os dias de manhã cedo um outro amigo, vindo de outro local, para que eles pudessem coletar materiais juntos. E vi no jornal que, na divisa entre Canoas e Esteio, um viciado matou um mendigo para pegar a prótese de platina que aquele tinha na perna e comprar crack com o dinheiro. Incrível como o primeiro exemplo parece ter um impacto maior e não nos espantamos tanto com maldade do segundo, porque ela se tornou corriqueira. De repente a gente percebe isso.
Fui ao hospital fazer uma visita hoje. É estranho ter saído de lá com um ponto de interrogação na mente, porque um sorriso esconde muitas coisas. As palavras podem cortar como navalhas, se quiserem.
Boa noite, anjos. Sinto falta de vocês. Bons sonhos.

'O tempo passou, claro que passaria
Como passam as vontades que voltam no outro dia' ♪

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

'Vão dizer que eu ando por aí, quando você perguntar por mim' ♪

Hoje à noite tem jogo, Brasil e Argentina, clássico do futebol mundial. Craques como Ronaldinho Gaúcho e, indubitavelmente, Leandro Damião, estarão em campo para prender o olhar de muitos brasileiros no televisor, ansiosos por saltos favoráveis no placar e comemoração.
Fiz minha inscrição pra UFRGS e, após protestos do meu pai, marquei medicina. Agora é estudar bastante e ver no que dá. Vou tentar também na UFCSPA, que usa como argumento a nota do ENEM (que implica dois dias cansativos de provas com questões gigantes e numerosas). É.
Porções de ministros do governo estão sendo denunciados e deixando seus cargos. Fiquei sabendo de uma senhora que foi filmada recebendo dinheiro que teria sido usado em sua campanha eleitoral não teve nem o mandato cassado. Não que eu seja do tipo extremista, mas em outros países uma coisa dessas beiraria a pena de morte. Seria o caso de repensar alguns conceitos e o caráter daqueles que deveriam ser nossos representantes.
Uma coisa me deixou confusa hoje. Assisti no telejornal que a merendeira que supostamente teria posto veneno de rato na refeição de quase 40 crianças não seria condenada porque a quantidade em questão era insuficiente para causar a morte de alguém. Podem me explicar isso? Não sei se ela foi de fato culpada, isso fica na conta dos órgãos policiais competentes, mas como se pode lidar com uma situação dessas? E a intenção, se é que houve intenção? Não será considerada apenas porque o 'serviço' não foi efetivado? E se alguém atirar no braço de outra pessoa e errar a mira, que iria direto no coração? Será também absolvido porque não foi letal?
Enquanto isso, no mundo real... Vamos todos sentar no sofá em frente à televisão hoje à noite, sem tantos pontos de interrogação, e reclamar de um gol anulado ou um cartão amarelo, apenas por hábito. Humanos.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

domingo, 11 de setembro de 2011

'Flores, as flores vão voltar na primavera' ♪

Estamos quase na primavera, depois de meses de inverno que pareciam intermináveis. Passa das sete e eu deveria estar fazendo uma redação (não que aqui eu também não esteja escrevendo).
Foi bom caminhar e ver a lua 'nascer' cheia, linda, enquanto o sol caía, enforcando o horizonte em tons de roxo e laranja. Que coisa, ninguém discute física comigo. Não entendem que é, na verdade, um pedacinho da filosofia.
Há dez anos, exatos dez anos, houve um ataque aos Estados Unidos que atingiu o Pentágono e as Torres Gêmeas. Cerca de três mil pessoas morreram, mas por quê? Talvez alguns perguntem sobre Hiroshima e Nagasaki, as consequências da Rosa hereditária, rosa radioativa, que matou mais de cem mil pessoas (na verdade, o número é muito maior do que esse). Mas então, se chegarmos lá, temos a mesma pergunta: por quê? Mas e os judeus, por quê? Os civis alemães bombardeados, os ingleses, os africanos, as tribos, os índios, por quê? O que faz doer é um simples fato: não foi um tsunami ou um terremoto, mas o próprio homem.

'[...]
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas...'
V. de Moraes

Boa noite anjos, bons sonhos.

sábado, 10 de setembro de 2011

'Clarisse sabe que a loucura está presente' ♪

Entre umas conversas sobre profissões, política e saúde, palavras pra lá e pra cá, surge um punhado de questionamentos e revolta. É claro, a política no nosso país não é a desejada, e talvez assim o seja sequer em alguns lugares do mundo. Gerenciar uma nação tornou-se um jogo de poder e influência, não mais a busca pela reforma de verdade. Os nomes perderam a identificação. Mas lá vamos começar o discurso político de novo. Terminou.
Dúvidas, como sempre. Uma das mais novas é sobre a música pra formatura. Mas não deixa de passar sobre a inscrição na UFRGS e sobre um monte de coisas.
Não sei, fiquei feliz hoje. Foi bom rever pessoas depois de tanto tempo.
A voz do meu poeta acalma. É o que tem soado por aqui.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

'E ainda leve e forte' ♪

Hoje, somente por ouvir a voz do meu poeta.
O tempo parece correr de uma forma estranha, não mais como sempre. Não era assim.
Boa noite, anjos, bons sonhos.
Nas palavras de Cecília:

'[...]
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.



Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.'

'Que ainda era muito
E muito pouco' ♪

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

'Heal me one last time' ♪

Hoje é quinta-feira que parece segunda. Nem acredito que amanhã não vamos ter outra aula de filosofia; passei a gostar mais de teatro depois da última.
Comecei a ler Memórias Póstumas de Brás Cubas, clássico machadiano, e estou gostando do livro, embora tenha progredido pouco além do aviso ao leitor. Pode até parecer que eu passo o dia com livros nas mãos, não deixa de ser verdade, mas há tempo não lia uma obra mais consistente e por vontade própria. É uma das coisas que mais sinto falta. Talvez não avance tanto na próxima semana também; quero tentar algo em inglês.
Já não faço tanto esforço pra levantar cedo, Cássia Eller encontrou o tom perfeito das manhãs de quase primavera e agora canta All Star todos os dias.
Hora de ir, as palavras vão se transformar em números e fazerem a imaginação voar.
Boa noite anjos, bons sonhos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

'It's the little things, little things, little things that make the world' ♪

Tenho alguns minutos, um pouco de cansaço e muitos temas, muita matéria a estudar para a prova de amanhã. Mas eu queria escrever nem que fosse um pouco, porque, como Clarice dizia (e ainda ressoa), 'Às vezes uma só linha basta para salvar o próprio coração'.
Boa noite, bons sonhos, meus anjos.

'Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer.'
C.Lispector

domingo, 4 de setembro de 2011

'Azul, vermelho, pelo espelho a vida vai passar...' ♪

'E o tempo está no pensamento' ♪

Domingo, eu não sabia ao certo como ia ficar o dia, apenas que estaria viajando antes das sete. Sim, isso significa que estou longe de recuperar um pouquinho do sono. A manhã era fria o bastante pra assustar, mas o caminho diferente pra chegar ao mesmo lugar tirou a monotonia. Do alto do morro, absolutamente do ponto mais alto, era possível ver um pedacinho do mundo, o que cabe no que podemos ver. Mas é tão lindo.

'Se eu pudesse ao menos te mostrar o que se enxerga lá do alto, ' ♪

Um mormaço se instalou durante o dia na forma de vento quente que lembrava o verão. O trabalho sobre O Continente I avançava como tinha de ser; nas mãos, a escrita era rápida mas pesada, porque assim estavam os olhos, querendo descansar um pouco.
Mais tarde, no entanto, foi acertada a decisão de permanecer forte, e de assim ter sido por tantos dias. O aço do violão quase levou meus dedos consigo nas batidas, mas o sorriso é cada vez maior, porque o amor comove. O brilho nos olhos se tornou um espelho e um livro, um punhado de memórias. São esses momentos que ficam pra sempre.

'Com o céu aberto limpo e claro, ou com os olhos fechados...' ♪

sábado, 3 de setembro de 2011

'Fly the ocean, dive into the blue' ♪

Então..
Eu sei, esses dois pontos não são um sinal da escrita correta, mas talvez seja assim às vezes, não? Afinal, quem é que vai dizer o que é mesmo certo?
Aprendi a dormir menos tempo por noite; a sempre ter cinco minutos ou meia hora a mais pra conciliar; a tomar um café forte de manhã e ver que isso não adianta muito; a olhar pro céu e quase não ver as estrelas, por estar desacostumada a elas; a sentir uma dor brutal de alívio; a ver e não ver de verdade; a precisar, precisar e continuar precisando; a cantar as próprias músicas pra que elas acalmem quando não dá tempo de ouvir outra voz; a traduzir o cansaço e deixar um pouco pelo caminho; a preferir o relógio de parede, que é mais bonito matematicamente. Só não aprendi a deixar essa inquietação; acho que aos poucos ela vai embora.
Por falta de tempo, talvez até de mais palavras, preciso ir. Este temporário monólogo foi bom, acho, mas não é a solução.
Boa noite anjos, bons sonhos.

'Old memories come alive and then we know
Down below
[...]
We all just stay the same' ♪

Down Below

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

'I shoulda known, there was no other way' ♪

A falta de noites de sono não tem contribuído muito comigo, é verdade. Mas é o que temos, o que dá pra fazer. E não trocaria essa corrida; é divertida.
Outro dia, outro lindo dia. Já estamos em setembro, vai embora o inverno e vamos voltar para o frio em menos de um ano. Essa vida cíclica é tão engraçada. Deve ser o vento; talvez, o tempo e o vento.
Que coisa essa inquietação.
Boa noite, anjos. Bons sonhos e noites geladas.