segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Existe uma coisa chamada luta,

e existe uma coisa chamada adversário.
A definição 'lei da natureza' e suas complicações podemos citar depois.

São olhos frios, cinzas e lindos, que fuzilam até o fundo, e que não parecem doer tanto até que chegam em você. Mas quando iluminam com uma luz queimante, você não sente o pedaço desaparecer. Somente nota quando ele já não está ali.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

'Seja em você a mudança que quer para o mundo'

Eu queria pedir desculpas a esta Terra. Eu não estou fazendo a minha parte pra um mundo melhor, acho. Mas vou tentar corrigir. Vou tentar.

Vou tentar sorrir mais, porque as pessoas dizem que isso pode me fazer mais feliz, embora elas não entendam os meus motivos. Posso até falar mais, tentar falar mais.
Eu tenho cuidado do mundo do meu próprio jeito, e não tem sido o suficiente. Ou talvez eu que ainda não tenha me dado conta. Mas as canetas coloridas já não trazem o tanto de vida necessário. As palavras, elas sim, têm me salvado aos poucos, junto com esse mecanismo do mundo, e com as pessoas. Têm me mantido inteira, isso em um sentido físico, porque não tenho mais certeza sobre as outras partes.

Como é estúpida essa nossa esperança, às vezes, mas como ela é divina.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

'A ganância já não serve mais'

Imagine todas as pessoas vivendo em paz.
Esse não foi somente um desejo, mas um apelo de todos que cantavam, para que houvesse um mundo melhor.
Hoje, olhando pro céu, muitas pessoas não podem ver o sol. Algumas porque se aproxima uma forte chuva onde estão; outras porque permanecem entre quatro paredes, sem espaço para janelas; uma por causa da fumaça dos incêndios, seja a trazida pelo vento, ou a que destruiu casas e roubou vidas; mas há ainda aquelas que são ocupadas demais para contemplar a beleza do lado de fora.

Tem um mundo lindo aqui, do nosso lado.
Mas um pequeno fato: ele está com febre, solitário.
No Centro-oeste são as queimadas, no Sul o calor no meio do inverno e no Sudeste a baixa umidade do ar.
Isso não precisaria acontecer se abríssemos nossas mentes para o mundo, não para nós próprios, pensando nas bolsas de valores, roupas da moda. 'Mas como seria se não houvessem essas coisas todas, se não houvesse pensamento?', alguns perguntam. A sociedade precisa sim de tudo isso, precisa de tendências, ideias, curar suas próprias doenças, mas também precisa de um lugar pra viver, da natureza, de um planeta.
O mundo está implorando.
Só precisamos deixar a ganância, a sistematização e o desamor de lado, porque eles não servem mais.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

'bonheur'

Essa torna-se uma palavra linda quando vem acompanhada de sentimento.
Sim, quando deixa de ser somente uma palavra.

domingo, 22 de agosto de 2010

A lua estava linda hoje. Linda.

Aquela beleza laranja, a cor mais linda hoje, estava em um céu sem nuvens. Era cheia, creio eu. Mas não era só isso. Uma força diferente permanecia ali, e eu já não me lembrava do quanto ela era boa, do quanto me fazia bem.
Havia uma magnetismo. Eu olhava pra ela, e ali, mesmo com o peso de uma atmosfera inteira, com a sua própria falta de atmosfera, com uma distância muito grande entre nós, os átomos da lua 'tocavam' meus olhos, como dizia um grego há muito tempo atrás. Ela estava tão perto, e eu podia respirar o mesmo ar que tocava sua superfície. No mesmo instante em que ele estava lá, distante, estava também dentro de mim.

sábado, 21 de agosto de 2010

'masque'

Gostei dessa palavra em francês.
Na realidade eu passei a gostar de francês agora, e já que a palavra estava no tradutor, vai essa mesma.

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

'É tarde para saber'

Terminei de ler hoje de manhã esse livro de Josué de Guimarães, e depois de toda a história descobri que ele era gaúcho. Bom, isso não faz tanta diferença agora. Foi uma boa leitura até, embora fosse bastante enrolado em algumas partes, serviu de distração. Agora só me faltam seis livros pra terminar até a feira em Porto Alegre, quando eu pretendo encher minha mesa de exemplares novinhos.

Tem umas provas na escola por esses dias. Eu ainda consigo me sentir culpada por não estar estudando, mas isso não muda a minha vontade de permanecer aqui.

Eu queria tocar um pouco de violão e nadar. Mas tudo seria um pouco melhor se estivesse quente.
Sábado vai chegar logo.

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

sábado, 14 de agosto de 2010

'Minha liberdade é escrever. A palavra é o meu domínio sobre o mundo.'

Essa epígrafe da Clarice Lispector diz tudo. Pelo menos até o ponto que as palavras se calam.

Eu não tinha me lembrado exatamente do concurso de redação até que as pessoas começaram a desejar 'boa sorte', porque quando despejam expectativas você sente a pressão que não existia até o momento.
E então era hoje de manhã. Eu me apressei em uma sopa improvisada no almoço, porque não podia perder tempo; tentei ler o jornal na internet, mas nada me chamava atenção o suficiente. Não adiantava o quanto eu tentasse me informar sobre qualquer assunto atual, que minha mente não aceitava nenhuma carga mais. Tentei ouvir umas músicas no carro, mas não deu tempo de chegar em Patience pra me acalmar, quando as letras daquele livro de José Guimarães pareciam voar tão rápido quanto a paisagem do lado de fora, me fazendo avaliar que a outra margem do Guaíba nunca esteve tão perto.
As ruas eram curtas demais e não me deixavam parar de pensar sobre onde eu estava indo, e eu tremia do lado de fora daquela construção que parecia histórica. Fiquei imaginando quantos vestidos pomposos teriam descido aquelas escadas com um ar imponente, ou se seriam os padres da igreja ao lado, também da mesma época, que teriam vivido ali.
Depois aquela sala fechada, e quente. Éramos eu e as palavras, somente fulminando uma à outra. Nenhuma sabia o que fazer, o que dizer, como se alinhar no papel e nas cadeiras apertadas, com uma sinfonia ditada pelas pontas desencontradas dos lápis acariciando o papel, de leve ou com muita força, ansiosos.
As lágrimas quase saíram, quase.
Acabou que consegui fazer uma redação decente. Depois de desistir de diversos parágrafos e deixá-los inacabados, consegui passar as trinta linhas estipuladas; e se cheguei até lá, o que me impediria de passar mais uma etapa?
Aquele vento me reconfortou quando saí da sala. Era uma sensação de dever cumprido, uma coisa boa.
Eu podia respirar novamente; estava acordada, enfim.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Vamos todos amar o Francisco ?

Desculpa eu ter furtado essa frase da Pâmela. Ela vai reivindicar, certamente.

Eu postei sobre uma frase do twitter e descobri que ela vem desse blog aqui http://parafrancisco.blogspot.com/ , que é maravilhoso. Quem lê as minhas postagens já deve conhecê-lo, porque pouca gente lê, mas eu precisava dizer o quanto ele é maravilhoso.

Uma pequena nota: 'FRANCISCO É MEU!'
Eu passei a gostar muito dele, muito.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

tem uma frase bem interessante, vinda no twitter .

'Aprendi que o amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E ainda assim fazer a mesma livre escolha.'
É bem filosófica, como eu tenho dito hoje é relativa - essa parte não precisa ser entendida-, mas tem um bom fundo de razão. Desculpem minhas ponderações, mas eu não consigo admitir um sentimento vestido de racionalidade, não consigo.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

E eu retorno ao meu poeta. Ele se explica por si só.

'Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.'

Quintana.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Querido Diário,

acho que eu já escrevi isso um dia, 'Querido Diário'. Afinal, quem nunca precisou contar uma coisa pra si mesmo?
'Não tenho certeza sobre nada', como dizia o Tyler - Remember Me.
Ontem eu estava meio do tipo inconsolável, mas hoje tudo está do tipo 'vai passar'.
Sem banalizar qualquer problema, até porque isso está fora de questão. Só que as músicas me sugerem que as coisas vão ficar bem, elas me confortam. A voz do Renato Russo me faz bem, como eu disse ontem. Me faz tão bem.
Eu queria poder consertar tudo que deixa a gente triste, mas acho que isso não funciona assim. Mas eu moveria mundos e fundos pra isso. E eu li em algum lugar que não é o tempo que cura as pessoas, e sim o amor. Talvez isso ajude de algum jeito.

Hoje tem jogo no Inter, e se a gente ganhar ou perder, no momento não faz tanta diferença.


Por favor, por favor.

'Eu juro, nem estou procurando tantas coisas do Quintana,

mas elas acabam chegando até mim pela ação da gravidade.'

"As coisas que não conseguem ser
olvidadas continuam acontecendo.
Sentimo-las como da primeira vez,
sentimo-las fora do tempo,
nesse mundo do sempre onde as
datas não datam. Só no mundo do nunca
existem lápides... Que importa se –
depois de tudo – tenha "ela" partido,
casado, mudado, sumido, esquecido,
enganado, ou que quer que te haja
feito, em suma? Tiveste uma parte da
sua vida que foi só tua e, esta, ela
jamais a poderá passar de ti para ninguém.
Há bens inalienáveis, há certos momentos que,
ao contrário do que pensas,
fazem parte da tua vida presente
e não do teu passado. E abrem-se no teu
sorriso mesmo quando, deslembrado deles,
estiveres sorrindo a outras coisas.
Ah, nem queiras saber o quanto
deves à ingrata criatura...
A thing of beauty is a joy for ever
disse, há cento e muitos anos, um poeta
inglês que não conseguiu morrer."


É lindo, só leia e entenda. E leia de novo, sentindo como essas palavras te tocam.

Mário Quintana,

"Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece…
Mas em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto"

Ele tinhas as palavras certas.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

'Desenho toda a calçada, acaba o giz tem tijolo de construção'

Renato Russo, meu poeta.
Eu preciso te dizer que todas aquelas coisas eram verdade,
Às vezes o estômago fica meio embrumado de nervoso, de medo. Eu preciso da voz do meu poeta pra me acalmar.
♪ sim, tua voz me faz tão bem.

Passei na primeira fase do concurso de redação do Unificado *-* Okeey, uma pequena nota somente sobre isso, somente.

Talvez as coisas fiquem bem. Como se diz, 'é claro que o sol vai voltar amanhã'. Mas - carambaaa! -, como eu precisava de um pouquinho de paz. Paciência. Paz.

okeey, um espacinho pra essa música do Nando Reis que eu ouvi um tantão tambeém:
'desculpe estou um pouco atrasado,
mas espero que ainda dê tempo de dizer que andei errado e eu entendo.'

domingo, 1 de agosto de 2010

De tantas palavras,

acho que eu poderia escrever muitas.
Tenho diversos temas pra amanhã, e sinto que já está de volta toda aquela carga de responsabilidade. Me arrependo um pouco de não ter começado a fazer tudo isso algum tempo antes, mas acho que vai me fazer bem essa pressão.
O Gre-Nal estava bom hoje e, embora a Popular estivesse sem as suas bandeiras todas, a torcida cantou bastante em alguns momentos. A Geral de um lado, a Popular de outro. Não importa pra quem torcem, mas tem um que de amor implícito nas vozes, e é essa a parte mais bonita do espetáculo.
Eu queria dar uma palinha sobre a amizade aqui, mas as palavras certas não surgem. Ok, amigos não nos fazem mudar, acompanham nossos passos mesmo que de longe e que guardam nossos corações dentro de si mesmos. Às vezes aparecem umas coisas que a gente precisa que existam, que sejam palpáveis, mas não precisam ficar guardadas, porque lá dentro só tendem a ampliar o vazio e corroer qualquer parte sã.
Ouvindo aquela música, Gypsy, porque enfim ela tem um ritmo viciante.