Esse horário-não-de-verão faz as horas parecerem longas e o dia, curto. Já a chuva e o clima ameno lembram um inverno que veio sem frio. Eu não diria isso em outra situação, mas sinto falta do conforto dos cobertores e do ar gelado que a estação fria traz. O barulho das gotas que soam agora no telhado envolve os ambientes com uma melancolia já vivida. Queria uma desculpa a fim de dormir mais cedo hoje.
O coração anda inquieto, buscando um pouco de silêncio para ouvir o que conforta. Já não basta ouvir a si mesmo, porque as palavras são as de sempre para as antigas questões. As histórias são longas demais até para quem julga conhecê-las e às vezes podem ser um terreno irregular - nem tudo que os olhos veem é corretamente traduzido. Espero que o eco da respiração saiba administrar o tempo e levar o barco a um porto seguro.
Concluí hoje a leitura de O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel. É claro, ainda faltam dois volumes para que eu complete a saga, mas ultrapassei com folga a meta de 50 páginas por dia. Até agora gostei do enredo e suas bifurcações, mas, em certos momentos, preferia a adaptação para o cinema. Achei interessante o sentimento com que algumas questões são exploradas na versão das telonas, o que visivelmente não acontece no livro.
Já troquei a trilha sonora para Limon y Sal, de Julieta Venegas. É uma música mais doce para acompanhar a noite chuvosa.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
'Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer.' C.Lispector
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
'Quando amanhã por acaso faltar alguma alegria no seu coração..' ♪
'Lembra do som dessas águas de lá...' ♪
Faz tanto tempo que não escrevo mais. Assim parece distante a habilidade com as palavras e com a transcrição dos sentimentos. Mas deve ser só impressão. A letra no papel, mesmo esquecida por alguns dias, anda viva. Parece que, depois de algumas linhas, as frases por aqui já governam suas rédeas também.
É bom comer maçãs sem o auxílio da faca, tomar banho de rio, molhar os pés na água da cachoeira, jogar baralho com satisfação, dar altas risadas por um olhar cúmplice, receber uma ligação inesperada, ler um livro com expectativa... E também o gosto de escrever sobre tudo isso.
Os dias de calor me afastaram de Canoas e me levaram a uma pequena cidade na serra gaúcha, Carlos Barbosa. Exceto pelos declives acentuados na geografia do lugar, aquilo é um pedacinho do paraíso. Eu sei, gente da cidade fala isso, mas tenho uma paixão pelos rastros da colonização no ambiente serrano. A hospitalidade dos alemães e gringos é maravilhosa, incrementada pelas belíssimas paisagens. Lá eu vi o horizonte mais lindo, que era como uma lamparina acessa cujo fogo ardia mais forte em vias de extinguir-se. Voltei com o coração mais leve.
Minha vontade agora é escrever deixando as palavras explorarem cada espaço, dominarem cada pensamento e trazerem-no à luz como uma concepção, em forma de oração. Não quero aplacar a fúria das ideias ou dos ideais, mas buscar entendê-los em corpo a fim de verificar se resistem à pressão de uma atmosfera cheia de ar - embora leve como pluma - . Eu queria era ver se eles ainda seriam os mesmos ou de que moldes surgem. Talvez eu faça planos, que ficam mais seguros quando escritos. Estava eu elaborando uma teoria de que a universidade federal me aceitou apenas porque eu incomodei os colegas do inglês com a frase 'I intend to study at UFRGS next year'. De repente há algum fundo de razão.
Deve estar na hora de dormir, porque as linhas estão se entrelaçando e o foco está indo embora. De fato, está na hora de zarpar.
Boa noite; bons sonhos, meus anjos. Obrigada por me ouvirem mais uma vez.
Faz tanto tempo que não escrevo mais. Assim parece distante a habilidade com as palavras e com a transcrição dos sentimentos. Mas deve ser só impressão. A letra no papel, mesmo esquecida por alguns dias, anda viva. Parece que, depois de algumas linhas, as frases por aqui já governam suas rédeas também.
É bom comer maçãs sem o auxílio da faca, tomar banho de rio, molhar os pés na água da cachoeira, jogar baralho com satisfação, dar altas risadas por um olhar cúmplice, receber uma ligação inesperada, ler um livro com expectativa... E também o gosto de escrever sobre tudo isso.
Os dias de calor me afastaram de Canoas e me levaram a uma pequena cidade na serra gaúcha, Carlos Barbosa. Exceto pelos declives acentuados na geografia do lugar, aquilo é um pedacinho do paraíso. Eu sei, gente da cidade fala isso, mas tenho uma paixão pelos rastros da colonização no ambiente serrano. A hospitalidade dos alemães e gringos é maravilhosa, incrementada pelas belíssimas paisagens. Lá eu vi o horizonte mais lindo, que era como uma lamparina acessa cujo fogo ardia mais forte em vias de extinguir-se. Voltei com o coração mais leve.
Minha vontade agora é escrever deixando as palavras explorarem cada espaço, dominarem cada pensamento e trazerem-no à luz como uma concepção, em forma de oração. Não quero aplacar a fúria das ideias ou dos ideais, mas buscar entendê-los em corpo a fim de verificar se resistem à pressão de uma atmosfera cheia de ar - embora leve como pluma - . Eu queria era ver se eles ainda seriam os mesmos ou de que moldes surgem. Talvez eu faça planos, que ficam mais seguros quando escritos. Estava eu elaborando uma teoria de que a universidade federal me aceitou apenas porque eu incomodei os colegas do inglês com a frase 'I intend to study at UFRGS next year'. De repente há algum fundo de razão.
Deve estar na hora de dormir, porque as linhas estão se entrelaçando e o foco está indo embora. De fato, está na hora de zarpar.
Boa noite; bons sonhos, meus anjos. Obrigada por me ouvirem mais uma vez.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
'Or write a song nobody had sung' ♪
Acontece que é bonito ver o céu de verão no final de tarde em tons de vermelho, enquanto um pássaro voa lá longe, sem precisar a altura, e o vento bate. Como vento no litoral.
O silêncio às vezes não é mal. Pode soar como conforto ou segurança. Mas nem sempre. De repente é uma calma que ansia por falar, um abraço que não se demora.
Não estou pra frases grandes ou pensamentos longos, não sei. O tempo está adverso para ler um livro, porque o ar é quente - não morno -; inútil para esperar os minutos passarem, porque sempre haverão novas horas e novos instantes e novos dias. O tempo só não está pra se esperar.
Desculpem as minhas confusões ou imprecisões. Inquietações. Está explicado.
Boa noite, bons sonhos.
O silêncio às vezes não é mal. Pode soar como conforto ou segurança. Mas nem sempre. De repente é uma calma que ansia por falar, um abraço que não se demora.
Não estou pra frases grandes ou pensamentos longos, não sei. O tempo está adverso para ler um livro, porque o ar é quente - não morno -; inútil para esperar os minutos passarem, porque sempre haverão novas horas e novos instantes e novos dias. O tempo só não está pra se esperar.
Desculpem as minhas confusões ou imprecisões. Inquietações. Está explicado.
Boa noite, bons sonhos.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
'And dreamed of para-para-paradise [...] every time she closed her eyes' ♪
Pega trem, pega barco, atravessa lago, sobe morro, desce morro, pega barco, atravessa lago, pega trem. Entra no carro, sobe serra, desce serra.
Muitas voltas por um único final de semana. Só faltou voar para contemplar os principais meios de transporte que costumamos usar. No entanto, com paisagens lindas como essas em ares de calmaria, é como se estivesse voando.
Muitas voltas por um único final de semana. Só faltou voar para contemplar os principais meios de transporte que costumamos usar. No entanto, com paisagens lindas como essas em ares de calmaria, é como se estivesse voando.
P.S.: Fazer o meu pai treinar mais para tirar fotos com a câmera digital. Ele ainda prefere aquelas com filme e às vezes confunde os modelos de máquinas fotográficas.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
'The sun sets in your eyes' ♪
Parece que tirei algumas férias daqui também. Fevereiro anda preguiçoso com a televisão ligada e tempo como a Amazônia: calor e chuva no final do dia. Ainda não me acostumei à perda da rotina certa, dos cadernos novos que nem serão comprados tão brevemente. Deve ser semelhante à Síndrome do Ninho Vazio.
Terminei, há alguns dias, de ler 'Cartas a um jovem médico', de Adib Jatene, um cardiologista renomado e experiente. Recomendo não apenas para quem está envolvido com a área da saúde, mas para todos que estão abertos a refletir sobre os rumos que a medicina e suas derivações tomaram ao longo dos mais de 23 séculos que decorreram desde Hipócrates. Essa semana assisti também a O Senhor dos Anéis. É um filme muito bom, embora eu tenha passado grande parte de seu longo tempo com o coração na mão; vale a pena (ou o digitar).
Estava eu pensando esses dias por que as pessoas pagam uma fiança em dinheiro a fim de se isentarem do cumprimento de alguma pena na cadeia. Muitas vezes o crime é dirigir embriagado, e, com alguns trocados, a pessoa mais afortunada pode responder em liberdade pelo caso - quando o acontecido gera repercussões -. Segundo a Lei de Talião - 'Olho por olho, dente por dente' -, os infratores da antiguidade eram punidos com a amputação de membros do corpo pelo acaso de um roubo, por exemplo, ou com a própria morte. Hoje estipula-se um preço à liberdade da mão que furta ou ameaça com arma de fogo; o dinheiro assumiu o poder de apagar as infrações que atentam contra a vida e não evita a reincidência. Não sou a favor da máxima que atravessou mais de 2 milênios e até hoje exige o 'troco na mesma moeda' em alguns países, mas também não acho justo que alguns vinténs resolvam o problema. Só entendo que deve haver algo errado nesse sistema.
As horas tardam; o compromisso chama. Vou avançar mais algumas páginas de 'Enquanto a noite não chega', de Josué Guimarães e cair nos sonhos, que têm sido escassos.
Um ótimo final de semana a vocês, meus anjos. Boa noite, bons sonhos.
Terminei, há alguns dias, de ler 'Cartas a um jovem médico', de Adib Jatene, um cardiologista renomado e experiente. Recomendo não apenas para quem está envolvido com a área da saúde, mas para todos que estão abertos a refletir sobre os rumos que a medicina e suas derivações tomaram ao longo dos mais de 23 séculos que decorreram desde Hipócrates. Essa semana assisti também a O Senhor dos Anéis. É um filme muito bom, embora eu tenha passado grande parte de seu longo tempo com o coração na mão; vale a pena (ou o digitar).
Estava eu pensando esses dias por que as pessoas pagam uma fiança em dinheiro a fim de se isentarem do cumprimento de alguma pena na cadeia. Muitas vezes o crime é dirigir embriagado, e, com alguns trocados, a pessoa mais afortunada pode responder em liberdade pelo caso - quando o acontecido gera repercussões -. Segundo a Lei de Talião - 'Olho por olho, dente por dente' -, os infratores da antiguidade eram punidos com a amputação de membros do corpo pelo acaso de um roubo, por exemplo, ou com a própria morte. Hoje estipula-se um preço à liberdade da mão que furta ou ameaça com arma de fogo; o dinheiro assumiu o poder de apagar as infrações que atentam contra a vida e não evita a reincidência. Não sou a favor da máxima que atravessou mais de 2 milênios e até hoje exige o 'troco na mesma moeda' em alguns países, mas também não acho justo que alguns vinténs resolvam o problema. Só entendo que deve haver algo errado nesse sistema.
As horas tardam; o compromisso chama. Vou avançar mais algumas páginas de 'Enquanto a noite não chega', de Josué Guimarães e cair nos sonhos, que têm sido escassos.
Um ótimo final de semana a vocês, meus anjos. Boa noite, bons sonhos.
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