Isso é um spoiler. Pessoal e uma confissão; portanto, por via das dúvidas, fica o conselho de parar por aqui.
Eu não devia estar escrevendo nada aqui. Nem agora, nem mais. Eu me decidi por cinco minutos que foi o suficiente eu ter errado algumas vezes, que não podia mais fazer isso. E veja, já é outro erro.
Esse lugar me soa como uma música, o Across the Universe. Não por ser o título de uma, mas pela história que leva. Pelo tempo, por cada linha que salvou uma vida, num instante. Pela intensidade com que permanece, que me embala todo dia.
Qualquer coisa que eu tente escrever parece errado. Um primeiro passo que eu dê, como o último da escada, uma volta inteira, como se tornar uma criança. É como ansiar pelas palavras, mas elas não fazerem nenhum sentido, não contemplando o que eu preciso dizer. Como se por mais que eu lesse as poesias mais bonitas e as histórias mais dramáticas, eu ainda precisasse daquela última sensação. De estar em casa, simples de coração.
'Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer.' C.Lispector
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
domingo, 28 de novembro de 2010
'Eu quero deitar e sonhar outra vez' ♪
Dia de crisma hoje. Não posso explicar como é maravilhoso, a grandiosidade de entregar a chave da porta e deixar a mudança acontecer, simples. Talvez eu tenha aprendido a amar mais. Facilmente, porém com uma importância sem medidas, profundamente; a não impôr limites. Um dia, um dia. Acho que esses dias me perguntaram se eu saia de casa nos sábados porque não tinha muito o que fazer. Acho que não expliquei direito, e não acho que entenderiam se eu tentasse fazê-lo. É algo pra se sentir.
Fui ver as vaquinhas da Cow Parede, todas reunidas lá. Passei em quinze minutos no lugar e tirei bastante fotos, mas faltou de algumas que eu nem achei por lá. Mas elas são todas lindas.
Não quero carregar esse lugar de sentimentos hoje. Só de uma leveza.
Ah, eu quero que chegue segunda, e terça, e quinta e sexta, e sábado *-*
Okeey, quarta também. Sim, quarta sim *-*
Fui ver as vaquinhas da Cow Parede, todas reunidas lá. Passei em quinze minutos no lugar e tirei bastante fotos, mas faltou de algumas que eu nem achei por lá. Mas elas são todas lindas.
Não quero carregar esse lugar de sentimentos hoje. Só de uma leveza.
Ah, eu quero que chegue segunda, e terça, e quinta e sexta, e sábado *-*
Okeey, quarta também. Sim, quarta sim *-*
sábado, 27 de novembro de 2010
The thoughts you bring and the songs you sing are gonna keep me from the cold ♪
Tenho pavor de eletricidade e secadores de cabelo. Escondam eles de mim, por favor.
Essa falta outra vez. Chega a ser uma sensação boa.
'se eu pudesse ao menos lhe contar o que se enxerga lá do alto, com o céu aberto limpo e claro ou com os olhos fechados' ♪
Amanhã é domingo. Talvez eu me cure. Sim, vou me curar, sem dúvidas.
Essa falta outra vez. Chega a ser uma sensação boa.
'se eu pudesse ao menos lhe contar o que se enxerga lá do alto, com o céu aberto limpo e claro ou com os olhos fechados' ♪
Amanhã é domingo. Talvez eu me cure. Sim, vou me curar, sem dúvidas.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
'Just a little while' ♪
'[...]
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.'
(Motivo, Cecília Meireles)
Desde manhã cedinho com uma baita dor no braço. Meu pai disse pra mim comprar um remédio pra passar agora de noite, mas não adiantou. Como eu queria que ele pudesse fazer passar. Se uma pequena parte disso tudo fosse melhor, as coisas seriam diferentes, e muito. Mas talvez a gente não aprendesse a ser tão forte, e não aprendesse a pedir socorro.
Uma grande confissão. Eu precisava de um abraço agora. Pra poder acalmar o medo, pra me justificar por cinco minutos. Porque, como estava no livro da Clarice L. esses dias, a vida é que dá razão pra gente; é o tempo, a espera, os últimos instantes.
Just a little while ♪
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.
Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.'
(Motivo, Cecília Meireles)
Desde manhã cedinho com uma baita dor no braço. Meu pai disse pra mim comprar um remédio pra passar agora de noite, mas não adiantou. Como eu queria que ele pudesse fazer passar. Se uma pequena parte disso tudo fosse melhor, as coisas seriam diferentes, e muito. Mas talvez a gente não aprendesse a ser tão forte, e não aprendesse a pedir socorro.
Uma grande confissão. Eu precisava de um abraço agora. Pra poder acalmar o medo, pra me justificar por cinco minutos. Porque, como estava no livro da Clarice L. esses dias, a vida é que dá razão pra gente; é o tempo, a espera, os últimos instantes.
Just a little while ♪
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Paint no illusion, try to click with what you got ♪
As pessoas dizem que não sentem o coração bater. Mas eu sinto. A cada instante o sangue passa, o ritmo veloz, implacável.
E o que eu faço com isso? O que eu faço essa dor? Onde eu posso escondê-la? Que saudade imensa de umas horas atrás, do meu remédio definitivo.
Sábado. Por que te demoras parado numa esquina? Por que não chega logo e vem sanar meu medo?
Talvez a chuva me faça dormir essa noite. Cai chuva, por favor. Pra mim poder ficar bem quieta, esperando que seja dia novamente.
E o que eu faço com isso? O que eu faço essa dor? Onde eu posso escondê-la? Que saudade imensa de umas horas atrás, do meu remédio definitivo.
Sábado. Por que te demoras parado numa esquina? Por que não chega logo e vem sanar meu medo?
Talvez a chuva me faça dormir essa noite. Cai chuva, por favor. Pra mim poder ficar bem quieta, esperando que seja dia novamente.
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
Maybe I just want to breathe, maybe I just don't believe ♪
O céu estava lindo no final de tarde. Tinha um sol maravilhoso que batia nas nuvens.
Fui no shopping, me revoltei com meio mundo, acho que assustei algumas pessoas correndo no lugar. Nem o All Star tinha. Comprei três cds. Time Flies, Californication e Riot!. Adorei a Go Let It Out, do Oasis.
Acho que estou ficando paranoica.
Fui no shopping, me revoltei com meio mundo, acho que assustei algumas pessoas correndo no lugar. Nem o All Star tinha. Comprei três cds. Time Flies, Californication e Riot!. Adorei a Go Let It Out, do Oasis.
Acho que estou ficando paranoica.
terça-feira, 23 de novembro de 2010
'Let's go dancin' in the light' ♪
Os pulsos queimando voltaram hoje. A chuva dentro e fora de casa, o vento que acolhe e lembra do verão - a falta que ele faz.
Ouvi uma imensidão de vozes que me alertaram que o mundo não para. Que tanto os sorrisos progridem quanto as dores; que embora a gente tenha um amor gigante que deveria curar qualquer sofrimento, ele precisa ser ainda mais forte; que viver somente de sonhos e perder-se da vida real não é o certo, e que pode machucar muito; que é mais fácil planejar uma fuga em detalhes do que mudar uma simples atitude; que a gente não esquece nunca os melhores momentos, nem certos momentos; que podemos ter grandes amigos e eles terem uma importância inexplicável; que o cheiro forte de cloro de piscina dá uma saudade cortante; que todo dia de sol é lindo; que o céu é uma imensidão maravilhosa; que as palavras são violentas e divinas; que as ações doem muito mais, e que a falta de algumas chega a ser brutal; que eu adoro os sábados e as quintas feiras com uma intensidade fora do comum; água gelada com chocolate é a melhor combinação; que eu tenho uma desculpa todo fim de tarde; que a gente pode ter sonhos bons se dormir com uma canção. Coisas que a gente aprende.
Agora eu quero minha música e meu simples de coração, meus sonhos de volta, minha luz.
Ouvi uma imensidão de vozes que me alertaram que o mundo não para. Que tanto os sorrisos progridem quanto as dores; que embora a gente tenha um amor gigante que deveria curar qualquer sofrimento, ele precisa ser ainda mais forte; que viver somente de sonhos e perder-se da vida real não é o certo, e que pode machucar muito; que é mais fácil planejar uma fuga em detalhes do que mudar uma simples atitude; que a gente não esquece nunca os melhores momentos, nem certos momentos; que podemos ter grandes amigos e eles terem uma importância inexplicável; que o cheiro forte de cloro de piscina dá uma saudade cortante; que todo dia de sol é lindo; que o céu é uma imensidão maravilhosa; que as palavras são violentas e divinas; que as ações doem muito mais, e que a falta de algumas chega a ser brutal; que eu adoro os sábados e as quintas feiras com uma intensidade fora do comum; água gelada com chocolate é a melhor combinação; que eu tenho uma desculpa todo fim de tarde; que a gente pode ter sonhos bons se dormir com uma canção. Coisas que a gente aprende.
Agora eu quero minha música e meu simples de coração, meus sonhos de volta, minha luz.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
'Se eu pudesse ao menos lhe mostrar o que se enxerga lá do alto, com o céu aberto limpo e claro ou com os olhos fechados' ♪
Hoje eu quero escrever muito. Mas não estou pra muitas palavras.
Atrasar o tempo, adiantar o tempo. Eu quero este precioso instante. Simples. Um instante.
Acabei de ouvir minha nova música. Hora de dormir.
Atrasar o tempo, adiantar o tempo. Eu quero este precioso instante. Simples. Um instante.
Acabei de ouvir minha nova música. Hora de dormir.
domingo, 21 de novembro de 2010
'E o teu momento passa a ser o meu instante' ♪
É plena tarde de domingo. Tenho um trabalho gigante de geografia pra fazer até terça. Eu devia terminar hoje. Mas aquele sol lá fora e o calor instigam uma vontade imensa de tomar suco e ler no vento, tocar violão, escrever. Meu pai perguntou se eu queria fazer compras hoje, porque talvez eu não tenha tempo durante a semana pra essa maratona de escolher artigos pro domingo. Mas que coisa, eu tenho que terminar o trabalho, e se sair vou me sentir culpada depois. Pelo menos em casa eu posso dizer que me distrai como desculpa. Foi assim que decidi fazer essa tarde, mesmo a um custo imenso. Sem vida social, só agora de tarde.
Eu precisava de umas palavras também, me sentiria feliz em ouvir um pouco. Acho que não gastei a vontade de ontem ainda, esperando uma chuva interior. Talvez se não esfriar de noite. Ah, eu devia ter saído hoje. Devia mesmo. Só que já são quatro horas agora, acho que não dá mais tempo.
Tô ouvindo Traffic in The Sky agora. 'It's enough to make me sigh' ♪
Acabei de ver uma foto do mar. Eu queria praia, agora. Água, uma imensidão. Queria férias dos trabalhos, embora esse final de semana seja quase um oásis perto dos últimos dias.
Minha música, eu quero ouvir ela de novo. E mais outras pra memorizar. Isso me faz lembrar de Cássia Eller. De acaso, coerência, singeleza.
Talvez depois de todas as essas palavras tomarem corpo eu decida redigir a história da agricultura para o trabalho. Vou enganar minha vontade de não largar mais o violão, subtitui-la mesmo que momentaneamente pelo lápis na mão, a força de uma palavra no papel.
Isso me fez lembrar de sonhar.
Eu precisava de umas palavras também, me sentiria feliz em ouvir um pouco. Acho que não gastei a vontade de ontem ainda, esperando uma chuva interior. Talvez se não esfriar de noite. Ah, eu devia ter saído hoje. Devia mesmo. Só que já são quatro horas agora, acho que não dá mais tempo.
Tô ouvindo Traffic in The Sky agora. 'It's enough to make me sigh' ♪
Acabei de ver uma foto do mar. Eu queria praia, agora. Água, uma imensidão. Queria férias dos trabalhos, embora esse final de semana seja quase um oásis perto dos últimos dias.
Minha música, eu quero ouvir ela de novo. E mais outras pra memorizar. Isso me faz lembrar de Cássia Eller. De acaso, coerência, singeleza.
Talvez depois de todas as essas palavras tomarem corpo eu decida redigir a história da agricultura para o trabalho. Vou enganar minha vontade de não largar mais o violão, subtitui-la mesmo que momentaneamente pelo lápis na mão, a força de uma palavra no papel.
Isso me fez lembrar de sonhar.
sábado, 20 de novembro de 2010
Uma nota mais.
Acabei de receber mais três abraços. Não, não foram só dois. E são ótimos, assim antes de dormir.
'They slither while they pass they slip away across the universe [..] Sounds of laughters' ♪
Hoje é sábado. Eu que fiquei aqui pensando e pensando a semana inteira sobre o dia seguinte, preocupada com tanta coisa, com medo. Agora passou.
A lua está linda hoje, brilhando cheia no céu, como uma lamparina, como uma vela que não se apaga, como se fosse um planeta. Quem liga se ela é somente um satélite? É como observar Saturno face a face. E um manto azulado que é o espaço.
Meu momento de ficar feliz. Ganhei dois abraços hoje. Não tenho explicação para tanto, então é melhor que eles fiquem aqui, no seu espaço.
Senti uma vontade bem grande de chorar hoje. Mas já não é como antes, não de tristeza. Era de felicidade, por ter o coração inquieto.
A lua está linda hoje, brilhando cheia no céu, como uma lamparina, como uma vela que não se apaga, como se fosse um planeta. Quem liga se ela é somente um satélite? É como observar Saturno face a face. E um manto azulado que é o espaço.
Meu momento de ficar feliz. Ganhei dois abraços hoje. Não tenho explicação para tanto, então é melhor que eles fiquem aqui, no seu espaço.
Senti uma vontade bem grande de chorar hoje. Mas já não é como antes, não de tristeza. Era de felicidade, por ter o coração inquieto.
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
'Cada palavra que falei lembra uma história que eu nem mesmo sei' ♪
Fui ver Harry Potter hoje, foi um filme muito bom. Eu insisto em preferir a parte do poço, e em sentir uma falta imensa do Snape. Mas ele teve a presença mais sutil possível, e mais marcante.
É por isso que eu gosto dessa música hoje. Porque a ampulheta parou, voltou; porque amanhã é sábado; é o meu sábado; eu tenho o desenho de um disco voador; porque agora todo fim de tarde eu tenho uma desculpa.
É por isso que eu gosto dessa música hoje. Porque a ampulheta parou, voltou; porque amanhã é sábado; é o meu sábado; eu tenho o desenho de um disco voador; porque agora todo fim de tarde eu tenho uma desculpa.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
'Para realinhar as órbitas dos planetas' ♪
Passei rapidinho hoje. O tempo tá corrido.
O céu tava lindo no fim de tarde. Adoro ipês. Mas adoro ainda mais o meu abraço.
O céu tava lindo no fim de tarde. Adoro ipês. Mas adoro ainda mais o meu abraço.
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
Sintonia fina.
Vida é uma palavra tão bonita. É tão momentânea, simples, sem medidas. Respirar e sentir, leveza, água, coloração. Pura, ao acaso, natural, viva. Um impacto, é violência, rapidez, calmaria, instante, saber. La vie est un verbe. Não sei se é escrito assim. É só o que o tradutor me fornece. Mas eu queria francês hoje.
De manhã.
'Manhã cedinho agora. Eu queria guardar pra mim esse sol que bate pela janela, sem que amanhecesse.
Aqui do lado eles falam sobre a formatura do pré das crianças. Eu não me formei, mas lembro do dia. Eram umas roupas vermelhas, bem próximo do Natal, com aquele clima de dezembro. Esse é um mês diferente dos outros, sim. Envolve todo um misticismo especial, um espírito de concluir e retomar, gosto (em substantivo) de um final de semana prolongado.
Admiro a bondade nos olhos das pessoas. É onde ela se encontra pura, lâmina de vidro que deixa transparecer. Como ser professora é bonito. Ela está a uns cinco metros de mim e não imagina esse carinho perdido que eu sinto. É a profissão mais linda.
E acabou de fechar a porta. É minha deixa.'
Aqui do lado eles falam sobre a formatura do pré das crianças. Eu não me formei, mas lembro do dia. Eram umas roupas vermelhas, bem próximo do Natal, com aquele clima de dezembro. Esse é um mês diferente dos outros, sim. Envolve todo um misticismo especial, um espírito de concluir e retomar, gosto (em substantivo) de um final de semana prolongado.
Admiro a bondade nos olhos das pessoas. É onde ela se encontra pura, lâmina de vidro que deixa transparecer. Como ser professora é bonito. Ela está a uns cinco metros de mim e não imagina esse carinho perdido que eu sinto. É a profissão mais linda.
E acabou de fechar a porta. É minha deixa.'
terça-feira, 16 de novembro de 2010
'Parece exato' ♪
'Que vontade de fazer uma coisa errada. O erro é apaixonante.'
Palmas Clarice. Conseguiu expressar exatamente o que eu sinto agora. É um ímpeto de não ficar, sair, correr contra o vento, liberdade. Ela mesma, dona de outras palavras que também cabem a hoje.
'Eu, como um guindaste, a lidar com um delicadíssimo átomo. Me perdoe, mosquitinho, me perdoe, não faço mais isso. Acho que devemos fazer coisa proibida - senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.'
Comprei um Kinder Ovo agora há pouco. Pura nostalgia. Eu precisava sentir esse pedacinho doer em mim, só pra senti-lo. Era urgente. O brinquedo é um carrinho. Me disseram que nos últimos anos era mais fácil montá-los, e com razão.
'Sinto em mim uma violência subterrânea, violência essa que só vem à tona no ato de escrever.'
Me deixa ficar aqui, só mais cinco minutinhos. Só pra poder deixar essa saudade passar. O céu irradia uma luz laranja; tem umas flores crescendo no pátio; chove.
Me servem de consolo essas palavras. Mas momentaneamente. Meu outro poeta.
'Mas em mim, em minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto'
Terminando o que deveria ser um começo. Eu quero voltar, quero meu tempo, decidir de novo, deixar as coisas pra trás. Eu quero um novo erro, um único instante que, como sempre, separa.
Minha luz linda, por que inunda esse espelho? És por acaso uma energia que vai mandar esse barulho estridente embora? Ou és simplesmente a quietude? Eu sei formular o silêncio, mas agora os versos são o meu mundo, são o meu sonho, minha anestesia.
'Quando pequena eu rodava, rodava e rodava em torno de mim mesma até ficar tonta e cair. Cair não era bom mas a tonteira era deliciosa.'
Palmas Clarice. Conseguiu expressar exatamente o que eu sinto agora. É um ímpeto de não ficar, sair, correr contra o vento, liberdade. Ela mesma, dona de outras palavras que também cabem a hoje.
'Eu, como um guindaste, a lidar com um delicadíssimo átomo. Me perdoe, mosquitinho, me perdoe, não faço mais isso. Acho que devemos fazer coisa proibida - senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.'
Comprei um Kinder Ovo agora há pouco. Pura nostalgia. Eu precisava sentir esse pedacinho doer em mim, só pra senti-lo. Era urgente. O brinquedo é um carrinho. Me disseram que nos últimos anos era mais fácil montá-los, e com razão.
'Sinto em mim uma violência subterrânea, violência essa que só vem à tona no ato de escrever.'
Me deixa ficar aqui, só mais cinco minutinhos. Só pra poder deixar essa saudade passar. O céu irradia uma luz laranja; tem umas flores crescendo no pátio; chove.
Me servem de consolo essas palavras. Mas momentaneamente. Meu outro poeta.
'Mas em mim, em minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto'
Terminando o que deveria ser um começo. Eu quero voltar, quero meu tempo, decidir de novo, deixar as coisas pra trás. Eu quero um novo erro, um único instante que, como sempre, separa.
Minha luz linda, por que inunda esse espelho? És por acaso uma energia que vai mandar esse barulho estridente embora? Ou és simplesmente a quietude? Eu sei formular o silêncio, mas agora os versos são o meu mundo, são o meu sonho, minha anestesia.
'Quando pequena eu rodava, rodava e rodava em torno de mim mesma até ficar tonta e cair. Cair não era bom mas a tonteira era deliciosa.'
'Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars?' ♪
Vi um avião ontem cortando o céu; parecia diversão de criança.Parecia tão lindo e tão divertido.
Eu tenho que virar perita em eletrodos, redução, oxidação, elementos químicos para amanhã. Às vezes eu me obrigo a acreditar que podia aprender a fazer as coisas antes. Mas até que não é uma matéria lá difícil, afinal, só demorei umas duas semanas pra entendê-la. Tenho 3 minutos pra explicar amanhã, é o tempo que cada integrante vai ter pra falar. Talvez nem a professora entenda. Preciso de um bom poder de convencimento pelo menos, então.
Eu queria ouvir essa música agora, nadar. Queria diminuir essa falta imensa desde sábado, limitada em certas partes. Como eu ouvi, 'Não se pode dormir de olhos abertos'. Acho que foi isso. Também não se pode sonhar sem fechar os olhos, nem voar com os pés no chão.
Eu tenho que virar perita em eletrodos, redução, oxidação, elementos químicos para amanhã. Às vezes eu me obrigo a acreditar que podia aprender a fazer as coisas antes. Mas até que não é uma matéria lá difícil, afinal, só demorei umas duas semanas pra entendê-la. Tenho 3 minutos pra explicar amanhã, é o tempo que cada integrante vai ter pra falar. Talvez nem a professora entenda. Preciso de um bom poder de convencimento pelo menos, então.
Eu queria ouvir essa música agora, nadar. Queria diminuir essa falta imensa desde sábado, limitada em certas partes. Como eu ouvi, 'Não se pode dormir de olhos abertos'. Acho que foi isso. Também não se pode sonhar sem fechar os olhos, nem voar com os pés no chão.
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Diário de bordo, na montanha, num arranha-céu.
'Nessa selva eu pareço ouvir até o barulho do Tarzan. Será que só eu ouço? Tem uma montanha bem verde que me lembra Crepúsculo, e ainda mais com esse fundo recoberto de nuvens azuis e pesadas. O céu parece na Rússia, mas com o chão dá um ar tropical; quer chorar, quase, e nevaria se fosse um pouco mais frio. Um vento maravilhoso vem; é de noite agora.
Esse lugar está cheio de uns bichinhos que eu chamo de taturanas, nome bonitinho, mas que vão virar borboletas depois. Matei alguns, porque eles podem machucar e, supreendentemente, eles têm uma gosma verde por dentro. Isso sim me deu medo.'
Nesse momento meus primos chegaram, pela bondade do meu tio. Ficamos acordados até perto das duas da manhã jogando cartas e conversa fora. Chimarrão da meia-noite teve até, mas pra variar eu não tomo.
No dia seguinte um animalzinho daqueles que eu disse antes fez um leve estrago no meu dedo. Dói como agulhas, queima.
Tenho um bando de trabalhos pra amanhã, tenho que correr.
Comecei a ler Um Sopro de Vida, da Clarice Lispector, hoje. Ela escreve divinamente, maravilhosamente.
Só carrego uma certeza, de que vou estar aqui pro que for preciso.
Esse lugar está cheio de uns bichinhos que eu chamo de taturanas, nome bonitinho, mas que vão virar borboletas depois. Matei alguns, porque eles podem machucar e, supreendentemente, eles têm uma gosma verde por dentro. Isso sim me deu medo.'
Nesse momento meus primos chegaram, pela bondade do meu tio. Ficamos acordados até perto das duas da manhã jogando cartas e conversa fora. Chimarrão da meia-noite teve até, mas pra variar eu não tomo.
No dia seguinte um animalzinho daqueles que eu disse antes fez um leve estrago no meu dedo. Dói como agulhas, queima.
Tenho um bando de trabalhos pra amanhã, tenho que correr.
Comecei a ler Um Sopro de Vida, da Clarice Lispector, hoje. Ela escreve divinamente, maravilhosamente.
Só carrego uma certeza, de que vou estar aqui pro que for preciso.
domingo, 14 de novembro de 2010
'Há um cais de porto pra quem precisa chegar' ♪
Ótimo, hoje é domingo. Mas eu continuo na onda do sábado, no seu balanço. Deve ser porque amanhã é segunda e feriado. Vamos viajar hoje, daqui a uns quinze minutos. E meu pai quer me matar por ainda estar presa ao computador. Mas vou ter até que levar ele junto pra terminar uns trabalhos da escola. Mas lá pra onde a gente vai não tem internet. Não sintoniza nem sinal de fumaça. Pelo menos tem bastante árvores, verde, pássaros voando - se eu der sorte, não tão perto de mim.
Vou tomando o rumo do lugar, afinal vou ter que caminhar bastante essa noite, no escuro, no meio dos mosquitos. Porque em algum lugar naqueles morros deve existir um pouco de sinal de celular. Assim espero.
Bom feriado.
Ah, quase ia esquecendo. Cássia Eller. Ouvi muito a voz dela hoje. Adorei.
Vou tomando o rumo do lugar, afinal vou ter que caminhar bastante essa noite, no escuro, no meio dos mosquitos. Porque em algum lugar naqueles morros deve existir um pouco de sinal de celular. Assim espero.
Bom feriado.
Ah, quase ia esquecendo. Cássia Eller. Ouvi muito a voz dela hoje. Adorei.
sábado, 13 de novembro de 2010
'O que me acompanha é o barulho dos meus passos' ♪
'É a lembrança de uma abraço,
O misticismo de um ritual,
todo dia igual'
Desculpa, eu não sei fazer versos; não soube continuar a música. Só não quis tirar ela daqui.
Hoje foi uma tarde maravilhosa, adorei brincar de tomar um tombo, um jogo de confiança. Fazia tanto tempo, parecia distante; agora é tão mais real, me faz bem. Por um instante eu fiquei sozinha rindo de uma coisa minha, que só eu ia entender, mas me fazia muito feliz mesmo que somente no pensamento. Era o combinado.
Eu precisava de algumas respostas. Como o ser humano é doido por elas. Eu não preciso saber nada, não preciso que me gritem tudo. Só tenho uma vontade insana de que todos sentissem o mesmo. Que as respostas não fossem retornos, mas uma linha.
Isso tudo fica um pouco confuso pra quem não vê com os meus olhos, não sente com o meu coração. Às vezes até eu mesma me embaralho nas minhas ideias.
Mas 'Tudo ficou tão claro' ♪ Tudo fica tão claro. Jamais comum.
O misticismo de um ritual,
todo dia igual'
Desculpa, eu não sei fazer versos; não soube continuar a música. Só não quis tirar ela daqui.
Hoje foi uma tarde maravilhosa, adorei brincar de tomar um tombo, um jogo de confiança. Fazia tanto tempo, parecia distante; agora é tão mais real, me faz bem. Por um instante eu fiquei sozinha rindo de uma coisa minha, que só eu ia entender, mas me fazia muito feliz mesmo que somente no pensamento. Era o combinado.
Eu precisava de algumas respostas. Como o ser humano é doido por elas. Eu não preciso saber nada, não preciso que me gritem tudo. Só tenho uma vontade insana de que todos sentissem o mesmo. Que as respostas não fossem retornos, mas uma linha.
Isso tudo fica um pouco confuso pra quem não vê com os meus olhos, não sente com o meu coração. Às vezes até eu mesma me embaralho nas minhas ideias.
Mas 'Tudo ficou tão claro' ♪ Tudo fica tão claro. Jamais comum.
sem título.
Eu queria escrever aqui, mas não achava um título para a postagem. Sim, isso me desgasta mais tempo do que a própria escrita.
O céu está bem bonito hoje, parecido com uma criança. É assim pra mim, como eu vejo. Deve ser por causa do azul leve servindo de fundo para as nuvens bem brancas, e tem também a luz do sol, maravilhosa. Acho que vai chover. Sempre tem um vento assim indescritível, igual a esse de agora, quando chove. Mas talvez seja bem longe, talvez esse vento tenha percorrido uns bons quilômetros até aqui.
Hoje é sábado. Parece que há anos que esse dia não acontece. Mas a luz está sorrindo hoje cedo. Tem gosto de retorno.
O céu está bem bonito hoje, parecido com uma criança. É assim pra mim, como eu vejo. Deve ser por causa do azul leve servindo de fundo para as nuvens bem brancas, e tem também a luz do sol, maravilhosa. Acho que vai chover. Sempre tem um vento assim indescritível, igual a esse de agora, quando chove. Mas talvez seja bem longe, talvez esse vento tenha percorrido uns bons quilômetros até aqui.
Hoje é sábado. Parece que há anos que esse dia não acontece. Mas a luz está sorrindo hoje cedo. Tem gosto de retorno.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
'Para que flores não faltem jamais' ♪
Esses dias. Não sei se têm sido exatamente isso. Tem sido muito tempo, pouco tempo o tempo todo, um segundo, virou.
É agitação, é andar, é correria.
Amanhã é sábado. Duas semanas sem as minhas tardes, as minhas maravilhosas tardes. Tenho certeza que vou estar sorrindo diamantes, como depois de um instante hoje, do breve conjunto de segundos que me deixa inatingível.
Eu queria escrever mais aqui, só que não tem dado tempo. Vou corrigir isso, prometo.
Vão haver flores, sempre.
É agitação, é andar, é correria.
Amanhã é sábado. Duas semanas sem as minhas tardes, as minhas maravilhosas tardes. Tenho certeza que vou estar sorrindo diamantes, como depois de um instante hoje, do breve conjunto de segundos que me deixa inatingível.
Eu queria escrever mais aqui, só que não tem dado tempo. Vou corrigir isso, prometo.
Vão haver flores, sempre.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Outra vez, outra frequência.
Pronto. Faz cinco minutos desde a postagem anterior, mas não quero editar aquela, embora tenha ficado muito feia. Escrevi a palavra 'não' muitas vezes. Não gosto disso. Poxa, acabei de falar de novo.
'A medida de amar é amar sem medida' ♪
Hoje. Eu já falei como adoro futebol? Certo, não vou me estender muito por aqui.
Teve prova hoje, estudei muito rápido e a nota não podia ser melhor. Esquema interessante esse, mas não quero repetir nas outras não. Pode ser que não dê certo de novo. É que, afinal, hoje era só inglês.
Fiquei com dor na perna, não sei por quê. Não pode ser pelo jogo, não. Talvez tenha outro no findi, ainda não tenho certeza, mas tenho que estar bem, inteira.
Cinco minutos e eu ganhei um presente. No final já tinha perdido. Mas as risadas depois foram ótimas, não se pode mensurar. O presente continua aqui, todo dia.
Agora sim, minha hora de ir.
Teve prova hoje, estudei muito rápido e a nota não podia ser melhor. Esquema interessante esse, mas não quero repetir nas outras não. Pode ser que não dê certo de novo. É que, afinal, hoje era só inglês.
Fiquei com dor na perna, não sei por quê. Não pode ser pelo jogo, não. Talvez tenha outro no findi, ainda não tenho certeza, mas tenho que estar bem, inteira.
Cinco minutos e eu ganhei um presente. No final já tinha perdido. Mas as risadas depois foram ótimas, não se pode mensurar. O presente continua aqui, todo dia.
Agora sim, minha hora de ir.
quarta-feira, 10 de novembro de 2010
'Sing me something new...' ♪
Dia frio hoje. Acordei cedo, com um sorriso tão feliz. Não ia conseguir dormir além, estava sorrindo demais.
Sim, o meu simples de coração estava lá hoje. Só não sei por que eu insisto em me parecer com a raposa. Já são três horas? Desculpa, eu acho bonito esse ritual. Acabei aprendendo com isso a lição que a raposa ensina. O essencial é invisível aos olhos.
Uma música nova, uma velha música. Um segundo, uma semana, uma sexta-feira. Um fim de tarde,um segundo de novo. Uma vida toda.
Sim, o meu simples de coração estava lá hoje. Só não sei por que eu insisto em me parecer com a raposa. Já são três horas? Desculpa, eu acho bonito esse ritual. Acabei aprendendo com isso a lição que a raposa ensina. O essencial é invisível aos olhos.
Uma música nova, uma velha música. Um segundo, uma semana, uma sexta-feira. Um fim de tarde,um segundo de novo. Uma vida toda.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
Shiiiiiiiiiiiiiiiiiii,
O silêncio é uma música. Alguém mais ouve?
Acho que estou sentindo uma dor. Tem adrenalina demais, eu precisava daquela calma. Não precisava que o céu despejasse água enquanto eu não posso senti-la; não precisava correr, cair, correr; deixar que a chuva chegasse tão perto, que escapasse pelos olhos.
Lá do outro lado do mundo tem um cara vendendo a si mesmo para poder pagar pela liberdade da filha, ele quer ser um escravo. Na China eles só podem ter dois filhos, e a punição é pesada para quem não respeita a lei. Dói tanto. Tanto.
O coração acaba batendo rápido, não espera. Só agita, treme. Eu precisava da minha cura; precisava hoje, aqui, agora, sempre. Dói tanto. Tanto.
Acho que estou sentindo uma dor. Tem adrenalina demais, eu precisava daquela calma. Não precisava que o céu despejasse água enquanto eu não posso senti-la; não precisava correr, cair, correr; deixar que a chuva chegasse tão perto, que escapasse pelos olhos.
Lá do outro lado do mundo tem um cara vendendo a si mesmo para poder pagar pela liberdade da filha, ele quer ser um escravo. Na China eles só podem ter dois filhos, e a punição é pesada para quem não respeita a lei. Dói tanto. Tanto.
O coração acaba batendo rápido, não espera. Só agita, treme. Eu precisava da minha cura; precisava hoje, aqui, agora, sempre. Dói tanto. Tanto.
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
'Free to be whatever I, whatever I choose ' ♪
Eu queria escrever muito, sobre hoje, sobre sempre.
Fico meio nostálgica, desculpa. Sinto falta de sonhar acordada, dos velhos sonhos, porque não tem dado tempo de adaptá-los ao presente; acho que vou fazer isso hoje, juntar tudo na minha mochila e deixar, ver até onde vai.
Acabei de ver a lua. Meu sorriso amarelo. Achei que era um eclipse, porque alguma coisa desconhecida começou a passar na frente dela. Comecei a chorar. Me bateu tão forte aquela coisa de largar tudo, essa humanidade toda. E de repente era somente os meus planetas, satélites, estrelas. Éramos nós. 'Let it be' ♪
Acabou minha parte de saudade. Eu só precisava deixar ela transbordar. Obrigada pro meu sorriso, amarelo.
Fico meio nostálgica, desculpa. Sinto falta de sonhar acordada, dos velhos sonhos, porque não tem dado tempo de adaptá-los ao presente; acho que vou fazer isso hoje, juntar tudo na minha mochila e deixar, ver até onde vai.
Acabei de ver a lua. Meu sorriso amarelo. Achei que era um eclipse, porque alguma coisa desconhecida começou a passar na frente dela. Comecei a chorar. Me bateu tão forte aquela coisa de largar tudo, essa humanidade toda. E de repente era somente os meus planetas, satélites, estrelas. Éramos nós. 'Let it be' ♪
Acabou minha parte de saudade. Eu só precisava deixar ela transbordar. Obrigada pro meu sorriso, amarelo.
'Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.'
Um trecho, talvez até bastante longo, d'O Pequeno Príncipe.
"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz -, debaixo da macieira...
- Quem és tu ? - perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs ele - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpe - disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer 'cativar'?
- Tu não és daqui - disse a raposa - Que procuras?
- Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer 'cativar'?
- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer 'cativar'?
- É algo quase esquecido - disse a raposa. - Significa 'criar laços'...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível - disse a raposa. - Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh, não foi na Terra - disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E há galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito - suspirou a raposa.
Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! - disse ela.
- Eu até gostaria - disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, à quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
- Que é um 'ritual'? - perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também - disse a raposa. - É o que faz com que cada dia seja diferente dos outros dias; uma hora diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não terás ganhado nada!
- Terei, sim - disse a raposa -, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
- Sois belas, mas vazias- continuou ele. - Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela que eu reguei. Foi ela que pus sob a redoma. Foi ela que abriguei com o para-vento. Foi por ela que eu matei as larvas (exceto duas ou três, por causa das borboletas). Foi ela que eu escutei se queixar ou se gabar, ou mesmo calar-se algumas vezes, já que ela é a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não esquecer.
- Foi o tempo que perdeste ( um comentário meu, fora do livro. Acho que a palavra 'perder' não cabe, não deveria estar ali) com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável pela tua rosa...
- Eu sou eternamente responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para não esquecer."
"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz -, debaixo da macieira...
- Quem és tu ? - perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs ele - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpe - disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer 'cativar'?
- Tu não és daqui - disse a raposa - Que procuras?
- Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer 'cativar'?
- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer 'cativar'?
- É algo quase esquecido - disse a raposa. - Significa 'criar laços'...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível - disse a raposa. - Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh, não foi na Terra - disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E há galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito - suspirou a raposa.
Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! - disse ela.
- Eu até gostaria - disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, à quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
- Que é um 'ritual'? - perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também - disse a raposa. - É o que faz com que cada dia seja diferente dos outros dias; uma hora diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não terás ganhado nada!
- Terei, sim - disse a raposa -, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
- Sois belas, mas vazias- continuou ele. - Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela que eu reguei. Foi ela que pus sob a redoma. Foi ela que abriguei com o para-vento. Foi por ela que eu matei as larvas (exceto duas ou três, por causa das borboletas). Foi ela que eu escutei se queixar ou se gabar, ou mesmo calar-se algumas vezes, já que ela é a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não esquecer.
- Foi o tempo que perdeste ( um comentário meu, fora do livro. Acho que a palavra 'perder' não cabe, não deveria estar ali) com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável pela tua rosa...
- Eu sou eternamente responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para não esquecer."
'E ficaria ali pra sempre' '♪
Terminaram ontem as provas do Enem. Vou fazer um relato sobre o que eu aprendi, e não tem lá muito de engraçado não.
É uma baita maratona esses dois dias de prova - e essa, segundo eles, seria uma linguagem regional devido à expressão 'baita', característica... -, e eu nem lembrei de levar lanche pra sala, como muitos outros fizeram. Ano que vem tenho que fazer uma lista. Continuando, as provas são bastante confusas, não é parâmetro pra medir a educação do país. Além de extensas, as questões ou são muito fáceis, tem erro do Inep ou te vencem pelo cansaço, porque ler um texto de meia página para cada questão é demais. Chega uma hora em que a gente só lê as alternativas, porque mesmo que leia o enunciado não vai fazer diferença: na hora de responder você já vai ter esquecido tudo. O texto de no mínimo sete linhas proposto não era uma redação, mas um comentário sobre o tema, quase. Onde já se viu um texto de sete linhas e passar no Enem? Só mesmo um autor de frases de efeito e, convenhamos, acho que nem o Machado de Assis seria aprovado dessa forma. Poderiam por favor fazer uma educação melhor pra gente? Foi o que eu pedi no meu texto, não com essas palavras, mas foi a ideia. E olha que era sobre trabalho escravo. Mas dane-se. Se fosse preciso eu teria feito uma redação bem bonita sobre política e educação, eles teriam que ler, ou é um computador que avalia as redações também? 'Talvez entendessem que a humanidade vale mais que ouro e diamantes'
Agora, um comentário rápido sobre o meu título. Porque não, esse não era em clima de Enem. A respiração é leve. Pronto, passou.
É uma baita maratona esses dois dias de prova - e essa, segundo eles, seria uma linguagem regional devido à expressão 'baita', característica... -, e eu nem lembrei de levar lanche pra sala, como muitos outros fizeram. Ano que vem tenho que fazer uma lista. Continuando, as provas são bastante confusas, não é parâmetro pra medir a educação do país. Além de extensas, as questões ou são muito fáceis, tem erro do Inep ou te vencem pelo cansaço, porque ler um texto de meia página para cada questão é demais. Chega uma hora em que a gente só lê as alternativas, porque mesmo que leia o enunciado não vai fazer diferença: na hora de responder você já vai ter esquecido tudo. O texto de no mínimo sete linhas proposto não era uma redação, mas um comentário sobre o tema, quase. Onde já se viu um texto de sete linhas e passar no Enem? Só mesmo um autor de frases de efeito e, convenhamos, acho que nem o Machado de Assis seria aprovado dessa forma. Poderiam por favor fazer uma educação melhor pra gente? Foi o que eu pedi no meu texto, não com essas palavras, mas foi a ideia. E olha que era sobre trabalho escravo. Mas dane-se. Se fosse preciso eu teria feito uma redação bem bonita sobre política e educação, eles teriam que ler, ou é um computador que avalia as redações também? 'Talvez entendessem que a humanidade vale mais que ouro e diamantes'
Agora, um comentário rápido sobre o meu título. Porque não, esse não era em clima de Enem. A respiração é leve. Pronto, passou.
domingo, 7 de novembro de 2010
'Stop! com Rolling Stones, Stop! com Beatles songs [...] Ratá-tá-tá-tá' ♪
Pronto, só mais um dia de provas.
Terminei. Desde a linha de cima já escrevi 27 outras aqui. Só nessas palavras. Não me prendo nos conceitos, não importa. Só que ele está morto no Vietnã. Alguém vai salvá-lo?
Terminei. Desde a linha de cima já escrevi 27 outras aqui. Só nessas palavras. Não me prendo nos conceitos, não importa. Só que ele está morto no Vietnã. Alguém vai salvá-lo?
sábado, 6 de novembro de 2010
'Mas tudo que eu sentia era algo que me faltava' ♪
Hoje não. Por quê? É aquele esquema de falta e presença, acho.
As janelas da sala de prova eram baixas, fiquei muito tempo parada, resultou em dor, depois passou, deixando lugar a uma música bem alta, alguns sorrisos bem divertidos. Andei sozinha, adorei isso. Mas tinha muita gente ali. Depois andei acompanhada; é muito bom conhecer alguém na multidão.
Pronto, um sorriso que me basta hoje, só hoje.
As janelas da sala de prova eram baixas, fiquei muito tempo parada, resultou em dor, depois passou, deixando lugar a uma música bem alta, alguns sorrisos bem divertidos. Andei sozinha, adorei isso. Mas tinha muita gente ali. Depois andei acompanhada; é muito bom conhecer alguém na multidão.
Pronto, um sorriso que me basta hoje, só hoje.
'Não me peça pra entender, não me peça pra esquecer' ♪
Tem prova mais tarde. Pode ser que eu não saiba o que fazer, pode ser que eu fiquei perdida com tantas questões, que perca a paciência. Talvez ouça vozes, sente perto da janela, veja o céu, me hipnotize nas nuvens, no frio e no vento, no sol. Eu posso parar de ler, chutar as que não souber, posso entrar em desespero ou, por golpe de sorte, conhecer alguém que faz a prova na mesma sala que eu e conversar antes da dita, talvez. Eu posso sorrir. Tenho forças pra sorrir agora. É o mais importante.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
'And it won't leave me alone' ♪
Sexta-feira. Amanhã é dia de Enem. Na realidade, nem notei. Só sei que o céu visto da Ulbra é lindo, uma calma.
Ganhei dois abraços hoje. Um físico, o melhor, que eu vou pedir de novo e de novo - agora parecia o Baby, mas tudo bem, abafa essa parte, é que isso ressuscitou o meu bom humor -. E um que veio lá de longe, que não precisou de nada mais, bastava-se em si mesmo; e me trouxe paz, aquela, A Sua - essa o outro abraço me traz também, de sua forma especialíssima, mas esse de hoje foi de alívio, só peço uma pequena compreensão -.
E acho que adoro correr.
Foi uma tarde boa, meio imersa em desespero, em volta, em esquecer e retomar, em saber, em rir devagar e leve, em falta e em presença. De repente a gente começa a ver de outro jeito, afinal cada um tem sua visão. Mas isso poder ser estagnar, dependendo de onde se olha; ou crescer, quando se pode desgarrar com uma ânsia imensa de voltar pra casa.
Ganhei dois abraços hoje. Um físico, o melhor, que eu vou pedir de novo e de novo - agora parecia o Baby, mas tudo bem, abafa essa parte, é que isso ressuscitou o meu bom humor -. E um que veio lá de longe, que não precisou de nada mais, bastava-se em si mesmo; e me trouxe paz, aquela, A Sua - essa o outro abraço me traz também, de sua forma especialíssima, mas esse de hoje foi de alívio, só peço uma pequena compreensão -.
E acho que adoro correr.
Foi uma tarde boa, meio imersa em desespero, em volta, em esquecer e retomar, em saber, em rir devagar e leve, em falta e em presença. De repente a gente começa a ver de outro jeito, afinal cada um tem sua visão. Mas isso poder ser estagnar, dependendo de onde se olha; ou crescer, quando se pode desgarrar com uma ânsia imensa de voltar pra casa.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
'Toda vez que algo nos falta, algo que parte e não volta' ♪
Eu vou escrever hoje só por uma necessidade, por essa vontade de sair correndo, voando. Desse nó, da falta de uma abraço que a gente precisa não mais para si próprio. Acho que as pessoas podem sentir isso de outras formas, por outros motivos, mas não assim; não sei se compreendem as dimensões disso. De uma marca.
Pode ser um sorriso aceso[sic], um coração que bate na medida, umas palavras bonitas, outras que vêm ao acaso. Pode ser uma noite fria ou uma manhã pacata, um telefone que toca e uma letra que falha, uma flor, uma ave e um mergulho. O tempo que corre, um Senhor do Tempo, a água derretendo, o isopor, o gelo, um passeio de carro, o cimento. Uma explosão, uma bater que faz ir embora pra não voltar nunca mais. Muitos versos, um esperar que não cala. Agora é uma necessidade, e não me abandona.
Pode ser um sorriso aceso[sic], um coração que bate na medida, umas palavras bonitas, outras que vêm ao acaso. Pode ser uma noite fria ou uma manhã pacata, um telefone que toca e uma letra que falha, uma flor, uma ave e um mergulho. O tempo que corre, um Senhor do Tempo, a água derretendo, o isopor, o gelo, um passeio de carro, o cimento. Uma explosão, uma bater que faz ir embora pra não voltar nunca mais. Muitos versos, um esperar que não cala. Agora é uma necessidade, e não me abandona.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
'Este é o livro de nossos dias' ♪
Tomei suco, comi bolo, tomei refrigerante, nessa ordem.
Voltei de ônibus hoje, mas a sensação de saber que não tem ninguém em casa, de andar pela rua sozinha, isso também, dá um vazio imenso. É a mania de ser velado o tempo todo, de se desprender, desgarrar. Ouvir aquela música outra vez, tocar as notas dela, ou criar um ritmo pra uma letra desconhecida.
Terminei de ler o livro da Cristiana Guerra, é maravilhoso. Comecei O Pequeno Príncipe e, como dizia o próprio, nós temos dificuldade em entender as coisas. Acho que é porque quando desgarramos deixamos de ver com o coração, e um sorriso se torna um alívio. 'Relief', gostei dessa palavra.
Voltei de ônibus hoje, mas a sensação de saber que não tem ninguém em casa, de andar pela rua sozinha, isso também, dá um vazio imenso. É a mania de ser velado o tempo todo, de se desprender, desgarrar. Ouvir aquela música outra vez, tocar as notas dela, ou criar um ritmo pra uma letra desconhecida.
Terminei de ler o livro da Cristiana Guerra, é maravilhoso. Comecei O Pequeno Príncipe e, como dizia o próprio, nós temos dificuldade em entender as coisas. Acho que é porque quando desgarramos deixamos de ver com o coração, e um sorriso se torna um alívio. 'Relief', gostei dessa palavra.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
'Nunca olhei pros lados pra não perder a direção' ♪
Talvez eu seja corrigida por esse título de novo, mas acho que a coisa das músicas já passou.
Hoje tinha um sol lindo, e um vento maravilhoso. Acho que falo isso porque acabei de beber uma garrafinha inteira d'água só enquanto estou viajando no computador. Tudo bem, essa última informação não acrescenta nada ao texto, era só porque água faz bem. Continuando, eu ouvi umas palavras bem bonitas junto com as correntes de ar, e foi uma sensação boa até a parte de ter lembranças, a parte de ver tudo de novo, de novo. Eu fiquei longe disso por um tempo, mas agora o filme passa como passou aquela reportagem na tv hoje. É como se fosse ontem, é como se fizesse muito tempo.
Hoje eu fiquei lendo o 'para Francisco'. Quase terminei, e talvez faça isso mais tarde. É que me dá uma sensação muito forte quando leio. Parece que vai me dar um ataque do coração a todo instante. Mas é lindo, é delicado, é um amor intenso que ela transmite com aquelas palavras. Posso falar assim só hoje, né!? O Cisco deve ser muito feliz porque vai conhecer o pai através das páginas mais lindas do mundo, e vai contar suas histórias e sentir falta dele. Confesso, até eu senti enquanto lia.
Hoje tinha um sol lindo, e um vento maravilhoso. Acho que falo isso porque acabei de beber uma garrafinha inteira d'água só enquanto estou viajando no computador. Tudo bem, essa última informação não acrescenta nada ao texto, era só porque água faz bem. Continuando, eu ouvi umas palavras bem bonitas junto com as correntes de ar, e foi uma sensação boa até a parte de ter lembranças, a parte de ver tudo de novo, de novo. Eu fiquei longe disso por um tempo, mas agora o filme passa como passou aquela reportagem na tv hoje. É como se fosse ontem, é como se fizesse muito tempo.
Hoje eu fiquei lendo o 'para Francisco'. Quase terminei, e talvez faça isso mais tarde. É que me dá uma sensação muito forte quando leio. Parece que vai me dar um ataque do coração a todo instante. Mas é lindo, é delicado, é um amor intenso que ela transmite com aquelas palavras. Posso falar assim só hoje, né!? O Cisco deve ser muito feliz porque vai conhecer o pai através das páginas mais lindas do mundo, e vai contar suas histórias e sentir falta dele. Confesso, até eu senti enquanto lia.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
'Seja breve, seja firme' ♪
Feira do livro hoje. Estava ótima, agora eu tenho muitos títulos que fazem os meus olhos brilharem e me dá uma vontade imensa de ler cada palavra, de gravá-la em mim.
Ah, o dia foi tão mas tão legal *-* Ruas de Porto Alegre, com um vento ótimo; muitos 'ipês' pelo caminho, porque se são roxos e amarelos só podem ser ipês. Não sei se for o rio, os meus lindos livros, o vento, o fato de ser Porto Alegre, a @PamelaSakinho me guiando no tour pela cidade acrescido a rir bastante ou as vaquinhas da Cow Parade que são tão graciosas. Acho que foi tudo isso junto que tornou o meu dia tão singular, leve.
Só fiquei sem o meu abraço propriamente dito. Mas por hoje, particularmente, valeu mais que um abraço, foi tão bom quanto.
Ah, o dia foi tão mas tão legal *-* Ruas de Porto Alegre, com um vento ótimo; muitos 'ipês' pelo caminho, porque se são roxos e amarelos só podem ser ipês. Não sei se for o rio, os meus lindos livros, o vento, o fato de ser Porto Alegre, a @PamelaSakinho me guiando no tour pela cidade acrescido a rir bastante ou as vaquinhas da Cow Parade que são tão graciosas. Acho que foi tudo isso junto que tornou o meu dia tão singular, leve.
Só fiquei sem o meu abraço propriamente dito. Mas por hoje, particularmente, valeu mais que um abraço, foi tão bom quanto.
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