'Nessa selva eu pareço ouvir até o barulho do Tarzan. Será que só eu ouço? Tem uma montanha bem verde que me lembra Crepúsculo, e ainda mais com esse fundo recoberto de nuvens azuis e pesadas. O céu parece na Rússia, mas com o chão dá um ar tropical; quer chorar, quase, e nevaria se fosse um pouco mais frio. Um vento maravilhoso vem; é de noite agora.
Esse lugar está cheio de uns bichinhos que eu chamo de taturanas, nome bonitinho, mas que vão virar borboletas depois. Matei alguns, porque eles podem machucar e, supreendentemente, eles têm uma gosma verde por dentro. Isso sim me deu medo.'
Nesse momento meus primos chegaram, pela bondade do meu tio. Ficamos acordados até perto das duas da manhã jogando cartas e conversa fora. Chimarrão da meia-noite teve até, mas pra variar eu não tomo.
No dia seguinte um animalzinho daqueles que eu disse antes fez um leve estrago no meu dedo. Dói como agulhas, queima.
Tenho um bando de trabalhos pra amanhã, tenho que correr.
Comecei a ler Um Sopro de Vida, da Clarice Lispector, hoje. Ela escreve divinamente, maravilhosamente.
Só carrego uma certeza, de que vou estar aqui pro que for preciso.
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