Parece que faz tanto tempo; parece que o trem das 11hs passou e levou tudo embora (Os trilhos do destino cruzando entre nós/ Pela vida, trazendo o novo ♪).
Há algumas semanas eu não escrevo por aqui, mas provavelmente não é devido à falta de horas vagas - não, as minhas aulas na faculdade ainda não começaram -. Talvez seja porque eu não esteja tão predisposta a palavras. Então já podem adivinhar que eu pretendo ser breve.
No meu último relato literário, eu havia começado a ler Odes de Ricardo Reis, mas acabei abandonando temporariamente o empreendimento - minha inclinação ao lirismo foi interrompida quando um não sei quê de metafísica apareceu nos poemas -. Iniciei, portanto, a leitura de Macbeth, de William Shakespeare, para sanar minha vontade de ler peças. No período fiz também novas aquisições: Claro Enigma e Sentimento do Mundo, ambos de Carlos Drummond de Andrade, obras que se tornaram irresistíveis pra mim na prateleira de uma livraria porque são as primeiras que eu encontro do poeta; e Os sentidos da paixão, uma coleção de vários autores que me chamou a atenção por trazer análises literárias, e para tanto fui inspirada devido à recente visita de uma prima que cursa Letras na UFSC. São mais alguns títulos que me acompanharão na mochila para a UFRGS.
Por falar em faculdade, as minhas aulas - que deveriam ter iniciado no dia seis deste mês - foram atrasadas por motivo de uma greve dos docentes de instituições federais em todo o país. Como na maioria das vezes, a razão é o incremento salarial, o que é muito justo. No entanto, essa paralisação afetará o calendário acadêmico e as aulas poderão se estender até janeiro. Eu talvez não me importasse de estudar mais uma vez no período festivo do final do ano - afinal, em 2011 passei pela mesma rotina rumo ao vestibular -, porém a ansiedade para começar a vida de universitária é grande. Espero que nas próximas semanas a situação se resolva.
Então, sinto que é hora de ir. Embora eu ainda esteja de férias, a rotina foi intensa nessa semana, e o cansaço cobra com juros.
Boa noite, anjos. Como sempre, bons sonhos.
'Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer.' C.Lispector
quinta-feira, 9 de agosto de 2012
domingo, 29 de julho de 2012
'É dor que desatina sem doer' ♪
"É esquisito ter lembranças de coisas que ainda não aconteceram[..]"
Ao som do meu poeta, descanso. Recupero as forças que foram deixadas pelo caminho em sorrisos e que foram agradecidas com acenos.
Escrevo porque as mãos têm sede das palavras e de uma conversa como há muito tempo. Escrevo porque o correio nem sempre chega na hora e a telepatia atrasa, porque tenho cinco minutos que ficarão em aberto hoje.
Tenho frases curtas. Sem justificativa. Talvez seja a paciência, mas tenho paciência; talvez seja o frio, mas o dia foi ensolarado hoje. Mais uma vez (Eu sei ♪) não sei.
Concluí ontem à noite a leitura de Leite Derramado, obra de Chico Buarque. No livro, o narrador-personagem no final de sua vida remonta as memórias e nos apresenta a decadência que guiou gerações de sua família - do avô que frequentava o palácio do Imperador ao neto comunista, e talvez tantos outros - . É uma aventura embarcar na mente do personagem e viajar pela história do Brasil através da brisa do mar nas praias cariocas e do som da televisão na casa de repouso. Iniciei no mesmo dia a leitura de Odes de Ricardo Reis, outro heterônimo de Fernando Pessoa. Sigo feliz com meu lirismo.
Vou escrever um pouco no papel agora, porque não sei para onde ir. Então imagino lembranças de coisas que ainda não aconteceram.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
"Mas se com a idade a gente dá para repetir certas histórias, não é por demência senil, é porque certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida."
Chico Buarque
Ao som do meu poeta, descanso. Recupero as forças que foram deixadas pelo caminho em sorrisos e que foram agradecidas com acenos.
Escrevo porque as mãos têm sede das palavras e de uma conversa como há muito tempo. Escrevo porque o correio nem sempre chega na hora e a telepatia atrasa, porque tenho cinco minutos que ficarão em aberto hoje.
Tenho frases curtas. Sem justificativa. Talvez seja a paciência, mas tenho paciência; talvez seja o frio, mas o dia foi ensolarado hoje. Mais uma vez (Eu sei ♪) não sei.
Concluí ontem à noite a leitura de Leite Derramado, obra de Chico Buarque. No livro, o narrador-personagem no final de sua vida remonta as memórias e nos apresenta a decadência que guiou gerações de sua família - do avô que frequentava o palácio do Imperador ao neto comunista, e talvez tantos outros - . É uma aventura embarcar na mente do personagem e viajar pela história do Brasil através da brisa do mar nas praias cariocas e do som da televisão na casa de repouso. Iniciei no mesmo dia a leitura de Odes de Ricardo Reis, outro heterônimo de Fernando Pessoa. Sigo feliz com meu lirismo.
Vou escrever um pouco no papel agora, porque não sei para onde ir. Então imagino lembranças de coisas que ainda não aconteceram.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
"Mas se com a idade a gente dá para repetir certas histórias, não é por demência senil, é porque certas histórias não param de acontecer em nós até o fim da vida."
Leite Derramado, pg 184
quarta-feira, 25 de julho de 2012
I can't hide, I can't hide, I can't hide ♪
"Tempo é uma coisa engraçada. Estamos sempre pensando nas coisas que devemos ou queremos fazer, ou pensando nisto ou naquilo que aconteceu há certo tempo e, quando nos damos conta, ele já passou por nós, deixando lembranças e aprendizado."
Rachel Esteves Soeiro, Diário de Bordo, Parte 8 - Guidam Roumdji, 9 de janeiro de 2012
O tempo é de fato engraçado... Prega peças na gente, primeiro porque ele parece existir só mesmo nas nossas mentes. Um dos maiores desejos do homem é poder viajar completamente - não apenas na imaginação - entre o passado e o futuro. Entretanto, alguém me explica, por favor (Enquanto a vida vai e vem ♪), o que é esse espaço limite entre uma série de reações? Nossos ancestrais o mediam de acordo com o sol ou com as necessidades fisiológicas, e nós aprendemos a compassá-lo nas batidas de uma máquina que se chamou relógio.
Três anos, três minutos, três segundos... Três pontos. Quem diria que as ações nesse tal tempo pudessem ser tão importantes. É o necessário pra sentir falta, conhecer a saudade e o querer bem, subir e descer escadas, ter ideias, correr maratonas e de repente acabar, parar no tempo. Queremos viver pra sempre, postergamos a respiração até não aguentar mais o instante, mas muitas vezes nos esquecemos de entregar a vida a todo momento a coisas que valem a pena - a pena, o corante, o tinteiro por completo -. Acontece que é fácil esquecer que, no final, o tempo está no pensamento.´
Difícil é quando parecem haver tantas certezas. E quando, de repente, após fechar os olhos e mesmo assim ver, algumas ainda continuam ali e incomodam de tanto se redobrarem em si mesmas.
Boa noite, meus anjos. Vocês são sempre minhas certezas. Bons sonhos.
sexta-feira, 20 de julho de 2012
'Hello, is there anybody in there?' ♪
Então... Quase todo mundo em alguma fase da vida já ouviu falar do siso, o chamado dente do juízo. Para quem não está devidamente informado, nós temos quatro dessas pequenas belezas na boca - excetuando os evoluídos de '28 dentes', haha -, e eventualmente elas podem causar problemas futuros. Portanto, muita gente decide se livrar deles optando pela extração - ainda não conheci outros métodos, mas, enfim, podem existir. Como em breve começarão minhas aulas na faculdade, e esses dentes já estavam me trazendo contratempos, há algumas semanas decidi que era hora de mandá-los embora. Na terça-feira, tudo combinado, eu daria tchau aos quatro 'juízos' de uma vez só.
Já na cadeira do dentista, não havia mais escolha ou tempo pra desistir - quem foi que disse que nunca é tarde demais pra voltar atrás? - : era a hora. Logo eu, que nunca tinha levado anestesia, ponto, que nunca tive nem mesmo uma cárie, estava ali, esperando para ter quatro dentes arrancados: só poderia ser uma falta de sorte tremenda. As agulhas começaram a invadir as bochecas até chegar no céu.. da boca. Não era tão ruim... Aos poucos eu começava a me afeiçoar a essas substâncias mágicas que inibem a sensação de dor, até que o profissional começou a puxar o primeiro dente.
Não digo que foi uma das piores experiências - acho que a anestesia cuidou também de mascarar as lembranças ruins -, mas foi no mínimo estranho. Aprendi o que é sentir algo sendo arrancado de maneira indolor, mas irremediavelmente sentir.
Acontece que sorte dificilmente vem sozinha. Era decidido eu teria também a primeira queda de pressão da qual eu me daria conta. Os nove comprimidos que estava tomando por dia exigiam que o corpo estivesse relativamente forte para metabolizá-los, mas é mais difícil se manter inteira apenas com líquidos. Por conta disso, na quinta de manhã eu enxerguei luzes brancas na minha frente, e elas não vinham de nenhum lugar que eu conhecia. Só sei que era confortável. Experimentei a cegueira branca e uma perda de sentido nos membros, mas logo me dei conta do que estava acontecendo: era a hora de acordar com um pouco de sal. Passou.
Todo dia quando acordo, o primeiro reflexo é colocar as mãos no rosto e imaginar que ele recuperou a simetria. No entanto, basta olhar pro espelho e constatar que tudo continua no lugar, inchado de um lado - e do outro também. Alguém me contou que em uma semana ou mais vai passar... Faria de novo? Claro! Nem que fosse só pra ter história pra contar...
Sem dúvidas eu não poderia deixar esse dia em branco, assim como as luzes. Feliz dia do amigo a vocês, meus anjos! Vocês que têm corações sinceros, abraços cheios de carinho, palavras certas, sorrisos espontâneos, olhares que materializam confiança, presenças que alegram sempre... E não teria palavras, como sempre, para adjetivar o quão importante vocês são. Obrigada por tudo.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Já na cadeira do dentista, não havia mais escolha ou tempo pra desistir - quem foi que disse que nunca é tarde demais pra voltar atrás? - : era a hora. Logo eu, que nunca tinha levado anestesia, ponto, que nunca tive nem mesmo uma cárie, estava ali, esperando para ter quatro dentes arrancados: só poderia ser uma falta de sorte tremenda. As agulhas começaram a invadir as bochecas até chegar no céu.. da boca. Não era tão ruim... Aos poucos eu começava a me afeiçoar a essas substâncias mágicas que inibem a sensação de dor, até que o profissional começou a puxar o primeiro dente.
Não digo que foi uma das piores experiências - acho que a anestesia cuidou também de mascarar as lembranças ruins -, mas foi no mínimo estranho. Aprendi o que é sentir algo sendo arrancado de maneira indolor, mas irremediavelmente sentir.
Acontece que sorte dificilmente vem sozinha. Era decidido eu teria também a primeira queda de pressão da qual eu me daria conta. Os nove comprimidos que estava tomando por dia exigiam que o corpo estivesse relativamente forte para metabolizá-los, mas é mais difícil se manter inteira apenas com líquidos. Por conta disso, na quinta de manhã eu enxerguei luzes brancas na minha frente, e elas não vinham de nenhum lugar que eu conhecia. Só sei que era confortável. Experimentei a cegueira branca e uma perda de sentido nos membros, mas logo me dei conta do que estava acontecendo: era a hora de acordar com um pouco de sal. Passou.
Todo dia quando acordo, o primeiro reflexo é colocar as mãos no rosto e imaginar que ele recuperou a simetria. No entanto, basta olhar pro espelho e constatar que tudo continua no lugar, inchado de um lado - e do outro também. Alguém me contou que em uma semana ou mais vai passar... Faria de novo? Claro! Nem que fosse só pra ter história pra contar...
Sem dúvidas eu não poderia deixar esse dia em branco, assim como as luzes. Feliz dia do amigo a vocês, meus anjos! Vocês que têm corações sinceros, abraços cheios de carinho, palavras certas, sorrisos espontâneos, olhares que materializam confiança, presenças que alegram sempre... E não teria palavras, como sempre, para adjetivar o quão importante vocês são. Obrigada por tudo.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
quinta-feira, 12 de julho de 2012
I want to feel sunlight on my face ♪
Parece que faz muito tempo que não escrevo, que não paro para uma retrospectiva, que faço planos ao acaso e na intensidade dos dias. Hoje, ao som de U2, resolvi brincar com as palavras um pouco. Eu já sentia falta disso.
Nas últimas semanas, terminei de ler a edição de Sonetos, de Camões, e recomecei a ler Leite Derramado, de Chico Buarque. Gostei bastante das poesias, e foi bom abrir uma pausa para os líricos na minha mesa de cabeceira. A poesia ritmada de Camões é bastante interessante, e reaprendi, em parte, a buscar um sentido a mais nas frases do poeta. Já sobre Leite Derramado, é um livro que tentei ler em outra ocasião nesse ano, mas que não consegui ultrapassar as 50 páginas. Dessa vez, no entanto, estou apreciando as memórias confusas que os capítulos trazem em forma de romance, e em breve terei novos pareceres sobre elas.
Dia 6 de agosto é a data oficial para o início das aulas do segundo semestre na UFRGS, e espero sinceramente que elas comecem na data prevista - há certos rumores de greve que estão em uma perigosa indefinição -. O certo mesmo é que, após tanto tempo de férias, já estou um pouco cansada da falta de rotina - ou da nova rotina - e de ver as paredes da casa com a tinta descascando. Sinto falta do novo, do que me espera e me desafia. No entanto, vou ter saudade também de pôr lenha no fogão nas manhãs de inverno, de lavar a louça e a roupa, de varrer a casa e de arrumar as camas todos os dias. Terei de interromper meu treinamento como dona de casa por um tempo, e confesso que estava quase me acostumando. Após as provas do vestibular, uma das minhas melhores diversões era dobrar os edredons e esticar os lençóis, e lembro que eu senti um prazer especial em fazer essas coisas com calma. Acontece que às vezes é necessário abrir mão de certos pequenos prazeres para alçar voos maiores. Não vou me arrepender.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Nas últimas semanas, terminei de ler a edição de Sonetos, de Camões, e recomecei a ler Leite Derramado, de Chico Buarque. Gostei bastante das poesias, e foi bom abrir uma pausa para os líricos na minha mesa de cabeceira. A poesia ritmada de Camões é bastante interessante, e reaprendi, em parte, a buscar um sentido a mais nas frases do poeta. Já sobre Leite Derramado, é um livro que tentei ler em outra ocasião nesse ano, mas que não consegui ultrapassar as 50 páginas. Dessa vez, no entanto, estou apreciando as memórias confusas que os capítulos trazem em forma de romance, e em breve terei novos pareceres sobre elas.
Dia 6 de agosto é a data oficial para o início das aulas do segundo semestre na UFRGS, e espero sinceramente que elas comecem na data prevista - há certos rumores de greve que estão em uma perigosa indefinição -. O certo mesmo é que, após tanto tempo de férias, já estou um pouco cansada da falta de rotina - ou da nova rotina - e de ver as paredes da casa com a tinta descascando. Sinto falta do novo, do que me espera e me desafia. No entanto, vou ter saudade também de pôr lenha no fogão nas manhãs de inverno, de lavar a louça e a roupa, de varrer a casa e de arrumar as camas todos os dias. Terei de interromper meu treinamento como dona de casa por um tempo, e confesso que estava quase me acostumando. Após as provas do vestibular, uma das minhas melhores diversões era dobrar os edredons e esticar os lençóis, e lembro que eu senti um prazer especial em fazer essas coisas com calma. Acontece que às vezes é necessário abrir mão de certos pequenos prazeres para alçar voos maiores. Não vou me arrepender.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
'Como o tempo vai e o vento vem' ♪
Ao som de Marisa Monte, meu pensamento solta as asas. Ainda não sei se leve como uma pena ou como um passarinho. Parece que ele encontra os próprios caminhos como água correndo na pedra.
Hoje o clima está ótimo, o meu preferido. Inverno com gosto de infinito, sol que aquece a madeira, vento com textura de abraço. Dias como esse fazem com que eu me sinta em casa na rua; com que eu me reconheça nas músicas, nos livros, nas calçadas, nas paredes dos prédios; com que eu, me perdendo, me encontre mais perfeitamente.
Depois de algumas variações entre dia e noite, eu já sentia falta de escrever e dos vícios de linguagem. Já até perdi a conta dos meus boletins literários por aqui... Terminei há cerca de um par de semanas a leitura de Ensaio Sobre a Cegueira, e tenho boas recomendações sobre este, em especial. Daquele momento em diante, um exemplar da autoria de Lya Luft tentou sem sucesso encontrar seu espaço nas minhas mãos; começo a achar que essa incompatibilidade foi uma questão de natureza. Entretanto, uma edição com sonetos de Camões foi escolhido a dedo e ganhou lugar na mesa de cabeceira, o que satisfez a minha parcela lírica, que reclamava espaço como criança mimada nos últimos dias.
Continuo ansiosa para o início das aulas na UFRGS, como não poderia deixar de ser. Uma das melhores coisas de começar a estudar no segundo semestre - excetuando os pontos não tão bons.. - é a expectativa. Ela e o tempo ocioso do qual desfrutamos tornam a felicidade ainda maior - somos 'bixos' pelo que parece uma eternidade -, e isso é ótimo!
Vagarosamente cai a noite. Como caem as estrelas cadentes ou como os aviões se parecem quando vão ao encontro do pôr-do-sol.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
"[...] Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."
Hoje o clima está ótimo, o meu preferido. Inverno com gosto de infinito, sol que aquece a madeira, vento com textura de abraço. Dias como esse fazem com que eu me sinta em casa na rua; com que eu me reconheça nas músicas, nos livros, nas calçadas, nas paredes dos prédios; com que eu, me perdendo, me encontre mais perfeitamente.
Depois de algumas variações entre dia e noite, eu já sentia falta de escrever e dos vícios de linguagem. Já até perdi a conta dos meus boletins literários por aqui... Terminei há cerca de um par de semanas a leitura de Ensaio Sobre a Cegueira, e tenho boas recomendações sobre este, em especial. Daquele momento em diante, um exemplar da autoria de Lya Luft tentou sem sucesso encontrar seu espaço nas minhas mãos; começo a achar que essa incompatibilidade foi uma questão de natureza. Entretanto, uma edição com sonetos de Camões foi escolhido a dedo e ganhou lugar na mesa de cabeceira, o que satisfez a minha parcela lírica, que reclamava espaço como criança mimada nos últimos dias.
Continuo ansiosa para o início das aulas na UFRGS, como não poderia deixar de ser. Uma das melhores coisas de começar a estudar no segundo semestre - excetuando os pontos não tão bons.. - é a expectativa. Ela e o tempo ocioso do qual desfrutamos tornam a felicidade ainda maior - somos 'bixos' pelo que parece uma eternidade -, e isso é ótimo!
Vagarosamente cai a noite. Como caem as estrelas cadentes ou como os aviões se parecem quando vão ao encontro do pôr-do-sol.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
"[...] Por que foi que cegámos, Não sei, talvez um dia se chegue a conhecer a razão, Queres que te diga o que penso, Diz, Penso que não cegámos, penso que estamos cegos, Cegos que vêem, Cegos que, vendo, não vêem."
Ensaio Sobre a Cegueira, José Saramago
quarta-feira, 13 de junho de 2012
'Do escuro, eu via o infinito, sem presente, passado ou futuro' ♪
De repente ouvir as músicas do Cazuza é bom. Acalma como o coração de um poeta cantando um poema.
Hoje foi o dia da matrícula na UFRGS, a tão esperada data que eu comentei no último post. Acordei ansiosa como criança, organizei tudo com disposição atenta e fui. Fui.
Logo na chegada, os veteranos nos fizeram passar por algumas situações meio engraçadas - declarações de amor e coisas do tipo -, mas nos trataram com bastante respeito, pelo menos em relação a mim - item pelo qual meu pai quis conferir de perto, inclusive é ele na foto, ao fundo -. Foram todos muito receptivos e bem dispostos.
Mais tarde, com a matrícula pronta, turmas escolhidas e alguns conhecidos encontrados, era a hora das tintas. Devidamente paramentados com jalecos e com luvas, os artistas fizeram de nós 'arte moderna', pelas palavras de um dos 'torturadores'. Meu cabelo que o diga; adorou a tinta. Meus braços, para não se sentirem sós, criaram uma afeição especial pelo esmalte.
Depois de limpar tudo que era possível das tintas na pia do banheiro da FAMED, fui ao curso de alemão, porque eu tinha uma sensação especial de que a professora marcaria uma prova para a próxima semana. Não estava enganada. Ao menos não foi em vão que caminhei do Hospital ao Instituto Goethe em tempo recorde enquanto almoçava um pedaço pequeno de chocolate suíço forte, 85% de cacau.
Chegando em casa, eu ainda não conseguia conter o sorriso - é difícil evitá-lo até mesmo agora -. Já tenho horários, turma, colegas... Sei que soa infantil, mas parece um sonho. Acho que vai levar um tempo até acordar. E não me importo. Todos os projetos já foram um sonho, nem que por um instante, antes de se realizarem.
Só foi uma pena que não conheci ainda o meu padrinho, que deixou essa plaquinha pronta para mim, mas não pôde comparecer hoje por motivos de saúde. Ao menos ainda tenho seis anos para entregar os tais chocolates importados que prometi a ele - ou até que o dito vença...
Enfim, fico muito feliz em registrar por aqui esse momento tão especial pra mim. Agora é hora de terminar a leitura de Ensaio Sobre a Cegueira antes que a lâmpada do meu quarto 'queime' e me impeça novamente de ler na companhia do edredom.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Hoje foi o dia da matrícula na UFRGS, a tão esperada data que eu comentei no último post. Acordei ansiosa como criança, organizei tudo com disposição atenta e fui. Fui.
Mais tarde, com a matrícula pronta, turmas escolhidas e alguns conhecidos encontrados, era a hora das tintas. Devidamente paramentados com jalecos e com luvas, os artistas fizeram de nós 'arte moderna', pelas palavras de um dos 'torturadores'. Meu cabelo que o diga; adorou a tinta. Meus braços, para não se sentirem sós, criaram uma afeição especial pelo esmalte.
Depois de limpar tudo que era possível das tintas na pia do banheiro da FAMED, fui ao curso de alemão, porque eu tinha uma sensação especial de que a professora marcaria uma prova para a próxima semana. Não estava enganada. Ao menos não foi em vão que caminhei do Hospital ao Instituto Goethe em tempo recorde enquanto almoçava um pedaço pequeno de chocolate suíço forte, 85% de cacau.
Chegando em casa, eu ainda não conseguia conter o sorriso - é difícil evitá-lo até mesmo agora -. Já tenho horários, turma, colegas... Sei que soa infantil, mas parece um sonho. Acho que vai levar um tempo até acordar. E não me importo. Todos os projetos já foram um sonho, nem que por um instante, antes de se realizarem.
Só foi uma pena que não conheci ainda o meu padrinho, que deixou essa plaquinha pronta para mim, mas não pôde comparecer hoje por motivos de saúde. Ao menos ainda tenho seis anos para entregar os tais chocolates importados que prometi a ele - ou até que o dito vença...
Enfim, fico muito feliz em registrar por aqui esse momento tão especial pra mim. Agora é hora de terminar a leitura de Ensaio Sobre a Cegueira antes que a lâmpada do meu quarto 'queime' e me impeça novamente de ler na companhia do edredom.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
terça-feira, 12 de junho de 2012
'So I throw the windows wide, and call to you cross the sky' ♪
Amanhã é o dia. Durante o período de férias nesse ano - a partir do qual minha vida passou a ser contada em semestres -, algumas datas no calendário da UFRGS se tornaram marcos na minha referência de tempo. Entre elas, está o dia da matrícula, a partir do qual poderei me considerar de fato estudante de medicina. Acontece que amanhã é o dia.
Eu sei, pode ser besteira, mas estou muito ansiosa. MUITO. Por ter tantos meses de férias, parece que o tempo se arrastou até aqui, e as últimas horas antes da quarta-feira 13 são angustiantes de tão eternamente rápidas. Contraditoriamente.
Já está na hora de dormir uma noite inquieta, sorridente, assim como foi o clima hoje. A temperatura ambiente estava maravilhosa - há tempo eu não usava esse adjetivo -, ideal para redescobrir o silêncio paciente de uma caminhada ao ar livre.
Boa noite, meus anjos. Quanto a mim, nem sei se será possível dormir ainda hoje. Em todos os casos, bons sonhos.
Eu sei, pode ser besteira, mas estou muito ansiosa. MUITO. Por ter tantos meses de férias, parece que o tempo se arrastou até aqui, e as últimas horas antes da quarta-feira 13 são angustiantes de tão eternamente rápidas. Contraditoriamente.
Já está na hora de dormir uma noite inquieta, sorridente, assim como foi o clima hoje. A temperatura ambiente estava maravilhosa - há tempo eu não usava esse adjetivo -, ideal para redescobrir o silêncio paciente de uma caminhada ao ar livre.
Boa noite, meus anjos. Quanto a mim, nem sei se será possível dormir ainda hoje. Em todos os casos, bons sonhos.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
'Me diz, me diz, pr'onde é que a gente vai fugir?' ♪
Às vezes tenho medo de esquecer. De já não lembrar das medidas, das fotos, da música, do som, do abraço, da letra. Acho que é por isso que guardo as coisas, as roupas, os escritos: para guardar também o carinho.
Revolver um baú com memórias nem sempre é fácil. De repente dói uma parte mais ao fundo, e o pensamento voa longe junto com a lembrança, querendo captar todo resquício de sensação. Assim como uma sinfonia capta o sentimento de um artista, ou o texto, de seu autor.
Revolver um baú com memórias nem sempre é fácil. De repente dói uma parte mais ao fundo, e o pensamento voa longe junto com a lembrança, querendo captar todo resquício de sensação. Assim como uma sinfonia capta o sentimento de um artista, ou o texto, de seu autor.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
'Quando tudo está perdido, sempre existe uma luz' ♪
"Chegara mesmo ao ponto de pensar que a escuridão em que os cegos viviam não era, afinal, senão a simples ausência de luz, que o que chamamos cegueira era algo que se limitava a cobrir a aparência dos seres e das coisas, deixando-os intactos por trás do seu véu negro. Agora, pelo contrário, ei-lo que se encontrava mergulhado numa brancura tão luminosa, tão total, que devorava, mais do que absorvia, não só as cores, mas as próprias coisas e seres, tornando-os, por essa maneira, duplamente invisíveis." Ensaio sobre a Cegueira
Nessa semana concluí a leitura de Renato Russo: O Filho da Revolução, de Carlos Macedo. Embora o livro não seja como eu imaginara, foi uma experiência bem interessante. O foco abordado pelo escritor é, na maior parte, o contexto no qual se desenrolou a vida de Renato Manfredini Jr. - a opressão da ditadura e o grito de libertação da juventude brasiliense, entre outros -, o que nos permite novas interpretações até mesmo para o lirismo de suas canções.
Como nos últimos anos se tornou rotina, logo fui em busca de outro par de folhas no qual acomodar o marca-páginas. Acho que não vou me reconhecer mais quando não estiver envolvida em alguma leitura; pensando melhor, nem mesmo me lembro quando foi a última vez em que eu me vi livre de algum compromisso literário. Retomando o ponto, escolhi entre os exemplares da fila uma edição de Ensaio sobre a Cegueira, da autoria de José Saramago. Esse é um livro que eu adquiri ainda na feira do livro do ano passado e que eu espero ansiosamente por ler desde que assisti ao filme homônimo. A adaptação cinematográfica foi tema de um trabalho escolar e a considero bastante impactante, não apenas pelo enredo, mas pelas emoções que a brilhante direção de Fernando Meirelles nos proporciona. Sei que muitas pessoas podem não partilhar da mesma opinião; entretanto, foi um filme que mexeu comigo. Desse modo, acredito que o livro será uma 'viagem' recompensante. Como o escrito na contracapa, 'José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto [...]'.
Fui vítima nessa quinta-feira da fúria da janela aqui de casa, que caiu em cima dos meus dedos enquanto eu a trancava. Senti uma dor terrível no momento, mas, por ora, as marcas roxas e o inchaço leve são as lembranças mais perceptíveis do acontecido. Nada quebrado, felizmente. É claro, também ficou bem gravada a anotação mental: prender bem as vidraças antes de fechar a janela!
Hoje tomei a primeira xícara de café 'preto' que eu não rejeitei de prontidão - nem logo após o primeiro gole -. O líquido escuro que das outras vezes era amargo ganhou gosto de companhia com humildade e coração aberto; gosto de amizade pura.
Às vezes tenho o coração doído por não poder estar onde ele - quanto poder a uma víscera! - deseja, por não poder estar em todos os lugares nos quais ele deseja. Nesses momentos tenho vontade de estraçalhá-lo em pedaços e entregá-lo como presente que supra minha ausência. Entretanto, sei que o amor precisa dele inteiro, não em pedaços; necessita de uma cesta inteira, não de alguns retalhos. Então jogo com o tempo - aquele que está somente no pensamento - e faço o melhor que esse senhor me permite. Por isso, embora me contraia em dor nesses instantes, guardo o coração íntegro para estar sempre disponível a mais e inteiramente.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Nessa semana concluí a leitura de Renato Russo: O Filho da Revolução, de Carlos Macedo. Embora o livro não seja como eu imaginara, foi uma experiência bem interessante. O foco abordado pelo escritor é, na maior parte, o contexto no qual se desenrolou a vida de Renato Manfredini Jr. - a opressão da ditadura e o grito de libertação da juventude brasiliense, entre outros -, o que nos permite novas interpretações até mesmo para o lirismo de suas canções.
Como nos últimos anos se tornou rotina, logo fui em busca de outro par de folhas no qual acomodar o marca-páginas. Acho que não vou me reconhecer mais quando não estiver envolvida em alguma leitura; pensando melhor, nem mesmo me lembro quando foi a última vez em que eu me vi livre de algum compromisso literário. Retomando o ponto, escolhi entre os exemplares da fila uma edição de Ensaio sobre a Cegueira, da autoria de José Saramago. Esse é um livro que eu adquiri ainda na feira do livro do ano passado e que eu espero ansiosamente por ler desde que assisti ao filme homônimo. A adaptação cinematográfica foi tema de um trabalho escolar e a considero bastante impactante, não apenas pelo enredo, mas pelas emoções que a brilhante direção de Fernando Meirelles nos proporciona. Sei que muitas pessoas podem não partilhar da mesma opinião; entretanto, foi um filme que mexeu comigo. Desse modo, acredito que o livro será uma 'viagem' recompensante. Como o escrito na contracapa, 'José Saramago nos obriga a parar, fechar os olhos e ver. Recuperar a lucidez, resgatar o afeto [...]'.
Fui vítima nessa quinta-feira da fúria da janela aqui de casa, que caiu em cima dos meus dedos enquanto eu a trancava. Senti uma dor terrível no momento, mas, por ora, as marcas roxas e o inchaço leve são as lembranças mais perceptíveis do acontecido. Nada quebrado, felizmente. É claro, também ficou bem gravada a anotação mental: prender bem as vidraças antes de fechar a janela!
Hoje tomei a primeira xícara de café 'preto' que eu não rejeitei de prontidão - nem logo após o primeiro gole -. O líquido escuro que das outras vezes era amargo ganhou gosto de companhia com humildade e coração aberto; gosto de amizade pura.
Às vezes tenho o coração doído por não poder estar onde ele - quanto poder a uma víscera! - deseja, por não poder estar em todos os lugares nos quais ele deseja. Nesses momentos tenho vontade de estraçalhá-lo em pedaços e entregá-lo como presente que supra minha ausência. Entretanto, sei que o amor precisa dele inteiro, não em pedaços; necessita de uma cesta inteira, não de alguns retalhos. Então jogo com o tempo - aquele que está somente no pensamento - e faço o melhor que esse senhor me permite. Por isso, embora me contraia em dor nesses instantes, guardo o coração íntegro para estar sempre disponível a mais e inteiramente.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
'Lembra e vê que o caminho é um só' ♪
Sol escondido, nuvens que eram seda e açúcar no fim de tarde. Temperatura outonal, e aviões fazendo manobras até tarde sobre o telhado novo. Voa, Canoas.
Terminei na segunda-feira de ler Nas Entrelinhas do Horizonte, e comecei na terça a leitura de Renato Russo: o filho da revolução. Por enquanto o livro trata principalmente do contexto da Ditadura Militar no Brasil, e o texto é muito interessante, além de ter qualidade.
Num vai e vem de conversas, decidi que devo procurar obras de Jorge Amado e Érico Veríssimo quando terminar os exemplares que estão ao lado da televisão esperando sua vez. Simples, surgiu a ideia.
Aquele vinil de Chico Buarque acalmará os ares de casa amanhã quando o sol chegar. Mesmo que ele não chegue, porque talvez esteja nublado.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Terminei na segunda-feira de ler Nas Entrelinhas do Horizonte, e comecei na terça a leitura de Renato Russo: o filho da revolução. Por enquanto o livro trata principalmente do contexto da Ditadura Militar no Brasil, e o texto é muito interessante, além de ter qualidade.
Num vai e vem de conversas, decidi que devo procurar obras de Jorge Amado e Érico Veríssimo quando terminar os exemplares que estão ao lado da televisão esperando sua vez. Simples, surgiu a ideia.
Aquele vinil de Chico Buarque acalmará os ares de casa amanhã quando o sol chegar. Mesmo que ele não chegue, porque talvez esteja nublado.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
segunda-feira, 21 de maio de 2012
'Your lips move but I can't hear what you're saying' ♪
Então, depois de algum tempo sem visitar o blog, os dedos parecem enferrujados. Tenho muito a dizer, ou talvez seja muito pouco. São algumas das contradições que a vida põe.
No domingo concluí finalmente a leitura de O Mundo de Sofia. É um livro muito interessante e valeu a pena ter demorado tanto tempo para lê-lo. Comecei no mesmo dia a ler Nas Entrelinhas do Horizonte, de Humberto Gessinger. Acho que será uma leitura agradável também. Tenho outros exatos 10 livros para apreciar antes que as férias terminem e sinto que não haverá tempo para todos, porque sempre há algumas páginas de outras capas pelo caminho que acabam me encontrando. Espero que eu consiga aproveitar o melhor dessas oportunidades.
As datas das matrículas para a UFRGS foram divulgadas no último sábado, e a turma já se agita para o início das aulas. É claro, a maioiria está ansiosa para conhecer tudo, e comigo não poderia ser diferente. Para todos essa vaga foi conquistada com muito empenho e dedicação: viagens longas para alguns, turnos seguidos de estudo à base de muito café forte para outros. Não vejo a hora de ter uma rotina novamente.
O dia foi intenso hoje, e o corpo pede que eu deite a cabeça de leve no travesseiro e feche os olhos. Só pra sentir um pouco o silêncio e abraçá-lo com coração novo.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
No domingo concluí finalmente a leitura de O Mundo de Sofia. É um livro muito interessante e valeu a pena ter demorado tanto tempo para lê-lo. Comecei no mesmo dia a ler Nas Entrelinhas do Horizonte, de Humberto Gessinger. Acho que será uma leitura agradável também. Tenho outros exatos 10 livros para apreciar antes que as férias terminem e sinto que não haverá tempo para todos, porque sempre há algumas páginas de outras capas pelo caminho que acabam me encontrando. Espero que eu consiga aproveitar o melhor dessas oportunidades.
As datas das matrículas para a UFRGS foram divulgadas no último sábado, e a turma já se agita para o início das aulas. É claro, a maioiria está ansiosa para conhecer tudo, e comigo não poderia ser diferente. Para todos essa vaga foi conquistada com muito empenho e dedicação: viagens longas para alguns, turnos seguidos de estudo à base de muito café forte para outros. Não vejo a hora de ter uma rotina novamente.
O dia foi intenso hoje, e o corpo pede que eu deite a cabeça de leve no travesseiro e feche os olhos. Só pra sentir um pouco o silêncio e abraçá-lo com coração novo.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
terça-feira, 15 de maio de 2012
'But even the sun sets in paradise' ♪
Boa noite, anjos!
Há alguns longos dias eu não apareço por aqui. É claro, sinto falta dessas conversas, mas esse tem sido um tempo de intenso trabalho mental. Creio que às vezes é necessário pensar um pouco, aventurar-se em novos ares, conhecer novas vozes e deixar-se encantar. De repente é preciso perder-se um pouco para se encontrar.
Gosto em especial dessa frase: 'Precisamos [...] que estejam no mundo e que saibam saborear as coisas boas do mundo, mas que não sejam mundanos'. Acho que ela sintetiza muita coisa da nossa vida.
A leitura de O Mundo de Sofia ainda não foi terminada. Isso acontece porque, em uma ou outra página, me deparo com várias dúvidas - o livro me ensinou a questionar bastante -, e preciso pensar..
*Vejo que este post sofreu alguns problemas na hora de ser salvo... Ignorem. Nem sempre uma parte que não está visível se perdeu de verdade.
Há alguns longos dias eu não apareço por aqui. É claro, sinto falta dessas conversas, mas esse tem sido um tempo de intenso trabalho mental. Creio que às vezes é necessário pensar um pouco, aventurar-se em novos ares, conhecer novas vozes e deixar-se encantar. De repente é preciso perder-se um pouco para se encontrar.
Gosto em especial dessa frase: 'Precisamos [...] que estejam no mundo e que saibam saborear as coisas boas do mundo, mas que não sejam mundanos'. Acho que ela sintetiza muita coisa da nossa vida.
A leitura de O Mundo de Sofia ainda não foi terminada. Isso acontece porque, em uma ou outra página, me deparo com várias dúvidas - o livro me ensinou a questionar bastante -, e preciso pensar..
*Vejo que este post sofreu alguns problemas na hora de ser salvo... Ignorem. Nem sempre uma parte que não está visível se perdeu de verdade.
sábado, 5 de maio de 2012
'A distant ship's smoke on the horizon[...] You would not understand' ♪
Hoje há um acontecimento que atrai vários olhares curiosos para o céu: a Lua está mais próxima da Terra do que nos últimos 18 - ou 19 - anos, e esse fenômeno faz com que ela se pareça maior vista por nós, terráqueos. Eu, particularmente, não consegui notar a diferença quanto ao tamanho, mas, de fato, a luz prateada que ela reflete nessa noite é um espetáculo imperdível. Acho que esse sábado de 'lua cheia' está derramando poesia demais sobre mim.
Peguei um livro novo na biblioteca do curso de inglês hoje pela manhã. O escolhido da vez é Drawing the Line: Science and the Case for Animal Rights, um exemplar que é até bem grande, mas que tinha uma etiqueta para o meu nível. Farei o possível para conciliar esse com todos os outros em português que eu pretendo ler em um prazo relativamente curto: o mais rápido possível. Um dos meus objetivos era terminar as leituras que estão 'na fila' antes de as aulas na faculdade começarem, mas já entendi que esse plano não será possível. Tudo porque, enquanto leio um livro, já acrescentei outros dois à lista. Sinto que muito em breve precisarei de uma nova estante para acomodá-los.
Como a noite tarda e ainda tenho muitas páginas pela frente, boa noite, anjos. Bons sonhos para vocês.
Peguei um livro novo na biblioteca do curso de inglês hoje pela manhã. O escolhido da vez é Drawing the Line: Science and the Case for Animal Rights, um exemplar que é até bem grande, mas que tinha uma etiqueta para o meu nível. Farei o possível para conciliar esse com todos os outros em português que eu pretendo ler em um prazo relativamente curto: o mais rápido possível. Um dos meus objetivos era terminar as leituras que estão 'na fila' antes de as aulas na faculdade começarem, mas já entendi que esse plano não será possível. Tudo porque, enquanto leio um livro, já acrescentei outros dois à lista. Sinto que muito em breve precisarei de uma nova estante para acomodá-los.
Como a noite tarda e ainda tenho muitas páginas pela frente, boa noite, anjos. Bons sonhos para vocês.
quinta-feira, 3 de maio de 2012
'Ich muss durch den Monsun, hinter die Welt, ans Ende der Zeit' ♪
Semana de temperaturas baixas no estado, e a minha saúde não resistiu à mudança climática. Como resultado, uma gripe que traz preguiça, aspereza e quietude.
A leitura de Sofies Verden continua, e a cada dia me apaixono mais pela filosofia e por como ela é apresentada nessas páginas tão bem escritas. Se existe uma matéria que eu acho que deveria ser bem discutida com os alunos em todas as séries escolares é a filosofia. Sem dúvida todas as outras são muito importantes, mas essa em especial nos ensina a perguntar (enquanto a sistemática das outras em geral nos doutrina apenas a responder o que já foi respondido por outros).
Essa semana optei por outro CD da banda Tokio Hotel - na versão em alemão, é claro -, e o trecho de uma de suas canções dá título ao post ; as músicas de Georg Kreisler e Barbara Peters, no entanto, são as escolhidas para embalar a frases ritmadas desse texto, porque sua métrica condiz melhor ao momento.
Devo dizer que sinto falta de andar ao sol nas ruas movimentadas de Porto Alegre. Sei que em breve serão rotina ir à faculdade todos os dias e talvez até ver os últimos raios de sol no céu da capital, mas eu não vejo como me cansar de um passeio com meu próprio tempo pela cidade eternizada nos versos de Quintana: 'Há tanta esquina esquisita/ Tanta nuança de paredes'.
Por ora, as pálpebras parecem pesadas, e o corpo pede o descanso da cama confortável. Volto quando as mãos puderem traduzir de novo um pedaço do coração.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
A leitura de Sofies Verden continua, e a cada dia me apaixono mais pela filosofia e por como ela é apresentada nessas páginas tão bem escritas. Se existe uma matéria que eu acho que deveria ser bem discutida com os alunos em todas as séries escolares é a filosofia. Sem dúvida todas as outras são muito importantes, mas essa em especial nos ensina a perguntar (enquanto a sistemática das outras em geral nos doutrina apenas a responder o que já foi respondido por outros).
Essa semana optei por outro CD da banda Tokio Hotel - na versão em alemão, é claro -, e o trecho de uma de suas canções dá título ao post ; as músicas de Georg Kreisler e Barbara Peters, no entanto, são as escolhidas para embalar a frases ritmadas desse texto, porque sua métrica condiz melhor ao momento.
Devo dizer que sinto falta de andar ao sol nas ruas movimentadas de Porto Alegre. Sei que em breve serão rotina ir à faculdade todos os dias e talvez até ver os últimos raios de sol no céu da capital, mas eu não vejo como me cansar de um passeio com meu próprio tempo pela cidade eternizada nos versos de Quintana: 'Há tanta esquina esquisita/ Tanta nuança de paredes'.
Por ora, as pálpebras parecem pesadas, e o corpo pede o descanso da cama confortável. Volto quando as mãos puderem traduzir de novo um pedaço do coração.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
'Talvez a gente encontre explicação' ♪
Hoje fui à UFRGS para entregar os primeiros documentos que serão necessários à matrícula. Nas ruas de Porto Alegre, nos bancos do trem, nos corredores da universidade, pessoas de tantos jeitos, com caminhos tão diferentes. São sentimentais os olhares de Porto Alegre.
O som de Engenheiros do Hawaii, em versão acústica, embala a noite típica do outono sulino. Tão compassado quanto a música está o frio que se apresenta sem cessar nos últimos dias. As temperaturas baixas 'queimam' rosto e mãos, e trazem essa sensação horrível de desidratação. Porque não vejo humor nesses dias sem sol, conto os dias para a primavera; mesmo que o inverno não tenha apontado no calendário ainda, não vejo mal algum em esperar com paciência as flores.
Essa semana o CD escolhido às pressas na biblioteca do Instituto Goethe é de Georg Kreisler e Barbara Peters, artistas que não são muito conhecidos no Brasil, até onde eu sei. Ainda não tive tempo o suficiente de fazer uma análise sobre o estilo das canções, mas, ao ouvir algumas pela primeira vez, parece agradável.
Como o dia tarda, boa noite, meus anjos. Bons sonhos porto-alegrenses [sic] para vocês.
'Juntos para sempre
Objeto e observador
Física moderna,
Velhas canções de amor...' ♪
O som de Engenheiros do Hawaii, em versão acústica, embala a noite típica do outono sulino. Tão compassado quanto a música está o frio que se apresenta sem cessar nos últimos dias. As temperaturas baixas 'queimam' rosto e mãos, e trazem essa sensação horrível de desidratação. Porque não vejo humor nesses dias sem sol, conto os dias para a primavera; mesmo que o inverno não tenha apontado no calendário ainda, não vejo mal algum em esperar com paciência as flores.
Essa semana o CD escolhido às pressas na biblioteca do Instituto Goethe é de Georg Kreisler e Barbara Peters, artistas que não são muito conhecidos no Brasil, até onde eu sei. Ainda não tive tempo o suficiente de fazer uma análise sobre o estilo das canções, mas, ao ouvir algumas pela primeira vez, parece agradável.
Como o dia tarda, boa noite, meus anjos. Bons sonhos porto-alegrenses [sic] para vocês.
'Juntos para sempre
Objeto e observador
Física moderna,
Velhas canções de amor...' ♪
segunda-feira, 23 de abril de 2012
'And this is why my eyes are closed, it's just as well for all I've seen' ♪
Então, quando recebemos tais notícias, sinto a fragilidade e a instantaneidade da vida. Assim como a necessidade de não aquietar o coração, mas enchê-lo de brasas cada vez mais. É preciso guardar tesouros onde eles permanecerão, de fato, para sempre.
A leitura de O Mundo de Sofia prossegue, e hoje adquiri um novo título como presente de aniversário: Renato Russo - O Filho da Revolução, de Carlos Macedo. Eu estava particularmente ansiosa para ler esse livro, porém ele terá de esperar por mais alguns que estão na fila. Há meses estou desviando dos olhares teimosos dos exemplares da autoria de Fernando Pessoa, Chico Buarque, Jane Austen, entre outros; portanto, é necessário que eles troquem de lugar para a prateleira dos 'lidos' em breve.
Hoje levei também a vacina contra a gripe. Não, não tenho medo dessas agulhas. O tempo embrutece a gente e, de repente, um pedacinho de metal perfurando a camada epitelial já não causa tanto medo.
Essa última frase me fez lembrar que Educação pela Pedra será minha próxima aquisição. Desde aquelas tardes na semana antes do vestibular, quando esses poemas me deixavam confusamente sentimental, tenho a vontade de comprar esse livro, mas creio que eu vá à procura de um exemplar usado - que será irresistivelmente mais barato.
Por ora, meu poeta consola a inquietude da vida. Enquanto isso, eu tenho muitas palavras para dizer, mas simplesmente não sei como. Sinto que não são palavras.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
A leitura de O Mundo de Sofia prossegue, e hoje adquiri um novo título como presente de aniversário: Renato Russo - O Filho da Revolução, de Carlos Macedo. Eu estava particularmente ansiosa para ler esse livro, porém ele terá de esperar por mais alguns que estão na fila. Há meses estou desviando dos olhares teimosos dos exemplares da autoria de Fernando Pessoa, Chico Buarque, Jane Austen, entre outros; portanto, é necessário que eles troquem de lugar para a prateleira dos 'lidos' em breve.
Hoje levei também a vacina contra a gripe. Não, não tenho medo dessas agulhas. O tempo embrutece a gente e, de repente, um pedacinho de metal perfurando a camada epitelial já não causa tanto medo.
Essa última frase me fez lembrar que Educação pela Pedra será minha próxima aquisição. Desde aquelas tardes na semana antes do vestibular, quando esses poemas me deixavam confusamente sentimental, tenho a vontade de comprar esse livro, mas creio que eu vá à procura de um exemplar usado - que será irresistivelmente mais barato.
Por ora, meu poeta consola a inquietude da vida. Enquanto isso, eu tenho muitas palavras para dizer, mas simplesmente não sei como. Sinto que não são palavras.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
'Estamos indo de volta pra casa' ♪
'Um pássaro no céu não está necessariamente indo embora. Ele pode estar regressando.'
Como os antigos diziam, hoje completo 'primaveras'. Não vejo prejuízos nisso. É muito bom receber o carinho dos amigos, e tenho certeza que a tão famigerada dor nas costas que eu sinto é em maior parte devida à má postura do que à idade. Só tenho a agradecer por tantas bênçãos nesse ano maravilhoso, e a pedir para que o próximo seja ainda melhor. Como eu já disse, a vida é um espetáculo que me surpreende sempre.
E hoje é... Dia do Índio! Mas desde quando?
Essa data é comemorada em toda América - no Brasil, desde 1943, ano em que o então governante, Getúlio Vargas, promulgou uma lei com essa definição. O motivo da escolha deste dia é em razão do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em 1940, no México, que visava ao atendimento de reivindicações indígenas. O dia 19 de abril é, portanto, dedicado ao estudo do problema desses povos e sua integração na sociedade atual.
E que presente de índio esse de hoje, não é?
Como os antigos diziam, hoje completo 'primaveras'. Não vejo prejuízos nisso. É muito bom receber o carinho dos amigos, e tenho certeza que a tão famigerada dor nas costas que eu sinto é em maior parte devida à má postura do que à idade. Só tenho a agradecer por tantas bênçãos nesse ano maravilhoso, e a pedir para que o próximo seja ainda melhor. Como eu já disse, a vida é um espetáculo que me surpreende sempre.
E hoje é... Dia do Índio! Mas desde quando?
Essa data é comemorada em toda América - no Brasil, desde 1943, ano em que o então governante, Getúlio Vargas, promulgou uma lei com essa definição. O motivo da escolha deste dia é em razão do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em 1940, no México, que visava ao atendimento de reivindicações indígenas. O dia 19 de abril é, portanto, dedicado ao estudo do problema desses povos e sua integração na sociedade atual.
E que presente de índio esse de hoje, não é?
Boa noite, meus anjos. Ao som do meu poeta, bons sonhos.
'Mas nada vai conseguir mudar o que ficou' ♪
quarta-feira, 18 de abril de 2012
'Sie sehen, Sie fühlen, verstehen genau wie wir' ♪
Hoje fizemos a primeiro prova no curso de alemão. Não foi difícil, mas continuo insistindo que preciso trabalhar melhor a pronúncia. A propósito, essa semana fui visitar a fonoaudióloga a fim de corrigir alguns problemas na fala, e qual não é a minha supresa ao saber que ela lembrava até o meu nome mesmo depois de quase oito anos que não nos vemos. É sempre bom ter um lugar que guarda nossas recordações com carinho.
As músicas da Tokio Hotel tocam repetidas vezes, porque não houve tempo o suficiente para vasculhar melhor a biblioteca do Instituto Goethe em busca de outra banda conhecida. Talvez na semana que vem eu me arrisque em um estilo mais ousado. O que importa por ora é que algumas novas palavras em alemão tenham seu sentido compreendido com mais leveza.
Terminado o livro Cartas Roubadas, a obra da vez é David Copperfied, de Charles Dickens. A edição é em inglês - então provavelmente reduzida -, e seu fim é em maior parte didático, mas é sempre bom acompanhar aprendizado com boa leitura. É provável que o próximo exemplar em português que eu leia seja O Mundo de Sofia, que eu desafiarei pela segunda vez. Na primeira tentativa, a paixão pela filosofia e a minha típica vontade de copiar alguns trechos - quando eu percebi, estava reeescrevendo o livro em um caderno - impediram a continuidade. Espero que dessa vez eu tenha aprendido a lição.
Estava eu pensando, e entendi que os aniversários não vão me deixar mais velha. São apenas uma marca do tempo para que este meça a si próprio. Quanto mais primaveras, mais conhecimento. A juventude está no coração.
O pôr-do-sol do Guaíba estava lindo hoje. De repente me bateu uma vontade de discutir sobre Física com o prof. Lucius e avaliar melhor sobre aquelas cores que refratam no horizonte. Irei questioná-lo da próxima vez que o vir.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
As músicas da Tokio Hotel tocam repetidas vezes, porque não houve tempo o suficiente para vasculhar melhor a biblioteca do Instituto Goethe em busca de outra banda conhecida. Talvez na semana que vem eu me arrisque em um estilo mais ousado. O que importa por ora é que algumas novas palavras em alemão tenham seu sentido compreendido com mais leveza.
Terminado o livro Cartas Roubadas, a obra da vez é David Copperfied, de Charles Dickens. A edição é em inglês - então provavelmente reduzida -, e seu fim é em maior parte didático, mas é sempre bom acompanhar aprendizado com boa leitura. É provável que o próximo exemplar em português que eu leia seja O Mundo de Sofia, que eu desafiarei pela segunda vez. Na primeira tentativa, a paixão pela filosofia e a minha típica vontade de copiar alguns trechos - quando eu percebi, estava reeescrevendo o livro em um caderno - impediram a continuidade. Espero que dessa vez eu tenha aprendido a lição.
Estava eu pensando, e entendi que os aniversários não vão me deixar mais velha. São apenas uma marca do tempo para que este meça a si próprio. Quanto mais primaveras, mais conhecimento. A juventude está no coração.
O pôr-do-sol do Guaíba estava lindo hoje. De repente me bateu uma vontade de discutir sobre Física com o prof. Lucius e avaliar melhor sobre aquelas cores que refratam no horizonte. Irei questioná-lo da próxima vez que o vir.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
sábado, 14 de abril de 2012
'I've been thinking a lot, I've been lost in the morning' ♪
É uma sensação única escutar Legião Urbana enquanto o resto da casa respira silêncio. A chuva lá fora e o ar gelado do outono criam um ambiente agradável para a noite que desce, e se torna mais clara a ausência de uma xícara de café com leite quente.
Tenho sido de poucas palavras. Acredito que o que escrevo nem sempre é o que digo, porque o que se coloca sob uma tela de luz é mais inconsequente e fácil de se dizer. Aquilo que a boca profere longe da impulsividade é ainda de maior confiança, mas apenas as intensidades do coração conseguem exprimir, de fato, o nosso intento.
Agora estou lendo Cartas Roubadas, um livro de contos da autoria de Edgar Allan Poe. A leitura é boa, embora as histórias sejam repletas de cenas incomuns e de horror - não muito aconselhável para ler antes de dormir.
É bom acalmar o coração e afastar os medos, pra que a nossa dor vá embora e se transforme em fé. Faz bem cultivar os jardins da alma.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Tenho sido de poucas palavras. Acredito que o que escrevo nem sempre é o que digo, porque o que se coloca sob uma tela de luz é mais inconsequente e fácil de se dizer. Aquilo que a boca profere longe da impulsividade é ainda de maior confiança, mas apenas as intensidades do coração conseguem exprimir, de fato, o nosso intento.
Agora estou lendo Cartas Roubadas, um livro de contos da autoria de Edgar Allan Poe. A leitura é boa, embora as histórias sejam repletas de cenas incomuns e de horror - não muito aconselhável para ler antes de dormir.
É bom acalmar o coração e afastar os medos, pra que a nossa dor vá embora e se transforme em fé. Faz bem cultivar os jardins da alma.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
'In die nacht ' ♪
Quando eu pensei nesse lugar, que não é um espaço físico e não tem paredes de tijolos, imaginei que seria como uma conversa e que eu descobriria muito - não tanto sobre os outros, mas sobre mim. E eu não estava errada.
Nesses quase dois anos de blog eu alterei a frequência dos textos conforme conciliava a vontade e o tempo; mudei a intenção com que escrevia de acordo com o humor; escolhi cuidadosamente canções para os títulos; e, umas das coisas mais importantes, depositei aqui uma parte de mim. Escrever num blog não é falar sozinho - embora possa parecer -, mas é falar com o mundo, sem que faça diferença o número de pessoas que leem o que é dito.
Aos poucos eu aprendi a levar os sentimentos nas pontas dos dedos, a fim de que esses soubessem traduzir aqueles em palavras. Não foi fácil. Entretanto, via as frases surgindo com vida própria e o blog tornou-se uma criança. Ele é uma extensão da minha história, transmitiu conquistas e tropeços, alegrias e desesperos. Salvou vidas quando ainda não se conhecia outros meios.
Depois de tanto tempo, não me vejo escrevendo em outras folhas com outra tinta. Um pedaço de nós é sempre coerente, por mais tempo que faça e por mais longe que esteja.
Nesses quase dois anos de blog eu alterei a frequência dos textos conforme conciliava a vontade e o tempo; mudei a intenção com que escrevia de acordo com o humor; escolhi cuidadosamente canções para os títulos; e, umas das coisas mais importantes, depositei aqui uma parte de mim. Escrever num blog não é falar sozinho - embora possa parecer -, mas é falar com o mundo, sem que faça diferença o número de pessoas que leem o que é dito.
Aos poucos eu aprendi a levar os sentimentos nas pontas dos dedos, a fim de que esses soubessem traduzir aqueles em palavras. Não foi fácil. Entretanto, via as frases surgindo com vida própria e o blog tornou-se uma criança. Ele é uma extensão da minha história, transmitiu conquistas e tropeços, alegrias e desesperos. Salvou vidas quando ainda não se conhecia outros meios.
Depois de tanto tempo, não me vejo escrevendo em outras folhas com outra tinta. Um pedaço de nós é sempre coerente, por mais tempo que faça e por mais longe que esteja.
sábado, 31 de março de 2012
'Now I've got that feeling once again... I can't explain, you would not understand' ♪
A noite tarda, e as estrelas se deixam ver. E brilham forte.
Na nossa vida existem diversas provações, mas que não servem para que desistamos dos nossos propósitos. Ao contrário, elas fortalecem a nossa essência, porque fazem resistir o que há de mais puro no amor, na fé e no caráter. Acho que tudo depende de como as situações são encaradas e de quais são os braços que nos ajudam a sustentar.
Tenho sorte de ter sempre as melhores pessoas do mundo comigo. Espero que chegue um abraço apertado a todos vocês que contribuem com essas palavras, sorrisos, abraços acolhedores ou simples presenças. Senti uma vontade hoje de agradecer a amizade de tantos anjos e a sua importância.
Boa noite, meus anjos - de novo. Bons sonhos.
Na nossa vida existem diversas provações, mas que não servem para que desistamos dos nossos propósitos. Ao contrário, elas fortalecem a nossa essência, porque fazem resistir o que há de mais puro no amor, na fé e no caráter. Acho que tudo depende de como as situações são encaradas e de quais são os braços que nos ajudam a sustentar.
Tenho sorte de ter sempre as melhores pessoas do mundo comigo. Espero que chegue um abraço apertado a todos vocês que contribuem com essas palavras, sorrisos, abraços acolhedores ou simples presenças. Senti uma vontade hoje de agradecer a amizade de tantos anjos e a sua importância.
Boa noite, meus anjos - de novo. Bons sonhos.
quarta-feira, 28 de março de 2012
'Wir sind träumer' ♪
"Engraçado. Queremos contar o tempo batendo na mesa ou ouvindo o relógio, e muitas vezes medimos a vida como medimos os segundos. Três dias, três meses, três anos. Quem dirá o que pode ser feito nesse espaço? E em três segundos?
Ouço e ouço de novo. E de repente não faz mais sentido.
E volta a fazer todo o sentido.
Faço relativos progressos no alemão. Ainda é difícil evitar a confusão com o inglês, mas aos poucos é superada. O mais complicado até então não é a escrita - que é até fácil -, mas a pronúncia. Acho que é porque nem todo mundo sai falando alemão pela rua para que estejamos familiarizados ao sotaque. Mas em pouco tempo pretendo melhorar esse ponto.
Recomecei a ler Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, essa semana. Também fiz uma constatação: preciso aprender a viver melhor o meu tempo - sim, o tempo. A minha lista de livros para leitura não traz boas perspectivas há duas semanas e devo me disciplinar melhor para tirar mais proveito dos cursos de alemão e inglês. Segundo um físico conselheiro meu, a dedicação e o trabalho são essenciais para qualquer propósito. Valioso conselho.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
Nós nos preocupamos em viver pra sempre quando o mais importante é entregar a vida em cada instante. Entregar-se à vida, mas não deixar que o mundo tome nossas rédeas; orientar-se pela razão, mas deixar que as paixões guiem a viagem na hora certa; sorrir para amenizar as dores, ainda mais se for a dor do outro; abraçar como se fizesse muito tempo, como se abraça um filho; falar palavras que não doam como pedra, mas que resistam como tal."
Ouço e ouço de novo. E de repente não faz mais sentido.
E volta a fazer todo o sentido.
Faço relativos progressos no alemão. Ainda é difícil evitar a confusão com o inglês, mas aos poucos é superada. O mais complicado até então não é a escrita - que é até fácil -, mas a pronúncia. Acho que é porque nem todo mundo sai falando alemão pela rua para que estejamos familiarizados ao sotaque. Mas em pouco tempo pretendo melhorar esse ponto.
Recomecei a ler Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, essa semana. Também fiz uma constatação: preciso aprender a viver melhor o meu tempo - sim, o tempo. A minha lista de livros para leitura não traz boas perspectivas há duas semanas e devo me disciplinar melhor para tirar mais proveito dos cursos de alemão e inglês. Segundo um físico conselheiro meu, a dedicação e o trabalho são essenciais para qualquer propósito. Valioso conselho.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
domingo, 25 de março de 2012
'Lights will guide you home' ♪
O domingo é ensolarado hoje, e o céu parece um lençol translúcido. Em verdade, o infinito parece um prisma que enche de cores a Terra inteira.
Não sou a maior fã do outono, porque as árvores ganham cores pálidas e a noite é fria. No entanto, o inverno também é necessário para que tudo renasça na primavera, assim como a nossa vida.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
Não sou a maior fã do outono, porque as árvores ganham cores pálidas e a noite é fria. No entanto, o inverno também é necessário para que tudo renasça na primavera, assim como a nossa vida.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
sábado, 24 de março de 2012
'I could stay there, close my eyes, feel you here forever' ♪
Coisas muito boas acontecem na nossa vida quando nos permitimos abrir o coração um pouco. Não é fácil - ninguém disse que seria - buscar o que nos chama, mas a verdade só nos é entregue no momento certo, fazendo todo o sentido.
Ontem pela manhã chegaram meus primeiros dois livros que serão usados na faculdade, um de fisiologia e outro de anatomia. São gigantes - um sozinho tem mais de mil páginas -, mas são lindos! Sinto que serão longas noites insones, mas tenho a convicção de que valerá a pena. 'Tudo vale a pena se a alma não é pequena', segundo Fernando.
Ontem pela manhã chegaram meus primeiros dois livros que serão usados na faculdade, um de fisiologia e outro de anatomia. São gigantes - um sozinho tem mais de mil páginas -, mas são lindos! Sinto que serão longas noites insones, mas tenho a convicção de que valerá a pena. 'Tudo vale a pena se a alma não é pequena', segundo Fernando.
Os dias vão e os dias vêm, nunca uns como os outros. A gente aprende na luta que às vezes aliviar a dor do outro torna a sua própria menor; que é preciso despir-se do que se é para encontrar-se de novo; e que cada vez descobrimos uma força diferente, que não estava ali antes.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
quinta-feira, 22 de março de 2012
'Planets are moving at the speed of light' ♪
Sinto que há certa confusão de idiomas em minha mente nesses últimos dias. Ontem eu quase falei 'Thank you' para o atendente da loja de café que estava falando português comigo no curso de alemão. De fato, estou pensando demais em outros idiomas...
Sonhei ontem; tive uma 'conversa espiritual' com um professor do curso, o Tiago. Às vezes é bom falar o que a gente quer falar mesmo sabendo que não vai ser ouvido na realidade, só pela força em proferir as palavras. Foi muito bom.
Talvez esteja na hora de adormecer de novo. Eu gosto das noites de outono.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
'If you never try, you'll never know' ♪
Sonhei ontem; tive uma 'conversa espiritual' com um professor do curso, o Tiago. Às vezes é bom falar o que a gente quer falar mesmo sabendo que não vai ser ouvido na realidade, só pela força em proferir as palavras. Foi muito bom.
Talvez esteja na hora de adormecer de novo. Eu gosto das noites de outono.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
'If you never try, you'll never know' ♪
quarta-feira, 21 de março de 2012
'Aonde quer que eu vá, levo você no olhar' ♪
Hoje à tardinha foi o coquetel dos aprovados para os alunos do Unificado. Cheguei lá com um olhar meio desconfiado, mas depois de um tempo encontrei rostos inconfundíveis. Foi tão bom rever as pessoas! Como alguém disse, 'unidos pelo vestibular'.
Acontece que pôr os pés ali depois de tanta história, de tanto dia de verão e de inverno, de tanto sol forte batendo no rosto e de tanta força é um sentimento que ainda não havia sido explorado. Chorei, mas não por fora. E não foi de tristeza, mas de felicidade. Porque foi uma convivência rápida, mas intensa demais. Porque eu não vou esquecê-los. Porque eu precisava voltar pr'aqueles que foram companheiros de batalha e que construíram comigo alguns sonhos para dar um abraço apertado, cheio de gratidão. Porque eles nos ensinaram mais do que passar no vestibular, sem nos deixar esquecer nos momentos de fragilidade que o sucesso naquela batalha não nos tornaria melhores ou piores. O que conta é o que está do lado de dentro.
Muitos professores faltaram, e não consegui encontrar todos que eu queria. Mas estou guardando o abraço de cada um e os entregarei nas próximas semanas, sem falta.
Vou dormir tranquila, com a sensação de que algumas etapas estão cumpridas. Entretanto, há muita missão pela frente. Essa foi apenas uma das batalhas.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
Acontece que pôr os pés ali depois de tanta história, de tanto dia de verão e de inverno, de tanto sol forte batendo no rosto e de tanta força é um sentimento que ainda não havia sido explorado. Chorei, mas não por fora. E não foi de tristeza, mas de felicidade. Porque foi uma convivência rápida, mas intensa demais. Porque eu não vou esquecê-los. Porque eu precisava voltar pr'aqueles que foram companheiros de batalha e que construíram comigo alguns sonhos para dar um abraço apertado, cheio de gratidão. Porque eles nos ensinaram mais do que passar no vestibular, sem nos deixar esquecer nos momentos de fragilidade que o sucesso naquela batalha não nos tornaria melhores ou piores. O que conta é o que está do lado de dentro.
Muitos professores faltaram, e não consegui encontrar todos que eu queria. Mas estou guardando o abraço de cada um e os entregarei nas próximas semanas, sem falta.
Vou dormir tranquila, com a sensação de que algumas etapas estão cumpridas. Entretanto, há muita missão pela frente. Essa foi apenas uma das batalhas.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
terça-feira, 20 de março de 2012
'Mas tem no outono uma luz que acaricia essa dureza cor de giz' ♪
Pela leveza, pela sobriedade, pela frase incompleta e incerta, pela tentativa, pela fé, pela luz do sol, pela calmaria, pela paciência, pela noite estrelada, pela caneca com chá quente, pela colher com doce, pela parede firme, pela prece, pela conversa, pela vocação, pela passada na estrada, pela fala que cativa, pela palavra que comove, pela leitura que aguarda, pela nova manhã, pela viagem... Pelo silêncio.
segunda-feira, 19 de março de 2012
'Eu só quero que você saiba...' ♪
O dia passou bonito. O céu no final de tarde estava lindo, talvez até mais cheio de luz que a aurora boreal. Foi o pôr-do-sol austral.
Hoje à noite voltei a tocar A Sua no violão. Gosto dessas notas desencontradas, que parecem impraticáveis à primeira vista; gosto da poesia nessa música. Bom também foi caminhar entre a terra e o infinito no fim de tarde. O ar parecia mais puro do que sempre. Consegui capturar imagens lindas do céu, algumas que vão ficar fotografadas na memória e outras na câmera.
Com esse espetáculo colorido, boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
'Can't keep my mind from the circling skies ' ♪
O sol inunda a manhã como se fosse água. Formam-se ondas de luz, eletromagnéticas.
Hoje o despertador tocou cedo demais, no meio do sonho. Por falar nessas divagações da nossa mente, seria interessante aprender mais sobre eles. Podemos começar com uma pergunta simples: De onde vêm? Na verdade só parece fácil, pois a maioria das respostas é difusa, desencontrada.
Comecei a ler ontem Confissões e Conversões, livro que ganhei de presente do Dr. Fernando Lucchese, o médico-autor e que operou o meu pai. É uma leitura bem tranquila e rápida. Tenho certa afinidade com essa categoria de autoajuda, se é como podemos classificá-la. Acho que foi a dose em excesso dos livros do Paulo Coelho que me iniciou na doutrina. Talvez o próximo da lista seja um da Lya Luft, herança da feira do livro de 2012 que ainda não tive tempo de recuperar.
Agora a manhã avança e o dia é longo. Preciso organizar os produtos na geladeira, os livros na estante, os dedos nas mãos, as pedras no chão do pátio.
Boa semana, meus anjos.
Hoje o despertador tocou cedo demais, no meio do sonho. Por falar nessas divagações da nossa mente, seria interessante aprender mais sobre eles. Podemos começar com uma pergunta simples: De onde vêm? Na verdade só parece fácil, pois a maioria das respostas é difusa, desencontrada.
Comecei a ler ontem Confissões e Conversões, livro que ganhei de presente do Dr. Fernando Lucchese, o médico-autor e que operou o meu pai. É uma leitura bem tranquila e rápida. Tenho certa afinidade com essa categoria de autoajuda, se é como podemos classificá-la. Acho que foi a dose em excesso dos livros do Paulo Coelho que me iniciou na doutrina. Talvez o próximo da lista seja um da Lya Luft, herança da feira do livro de 2012 que ainda não tive tempo de recuperar.
Agora a manhã avança e o dia é longo. Preciso organizar os produtos na geladeira, os livros na estante, os dedos nas mãos, as pedras no chão do pátio.
Boa semana, meus anjos.
sexta-feira, 16 de março de 2012
'Eu não vou, mas o tempo vem aqui' ♪
É desse tipo de dia que eu falo. Em que a manhã leva um casaco nos ombros; a tarde, um copo de água gelada nas mãos.
Na última semana comecei a ler Discurso do Método, de René Descarte, um filósofo francês cujo trabalho se efetivou no início do século XVII. Ele é o autor da máxima 'Cogito ergo sum' - 'Penso, logo existo' - e, embora as frases sejam muito longas e suas estruturas sejam complexas, o livro é bem interessante. Vale a pena se aventurar.
Outra manhã de sol se apresenta e o dever chama. Deixo aqui alguns fragmentos de um pensamento, de um sorriso, de uma vontade e de uma vida.
'[...]compreendi assim que eu era uma substância cuja essência ou natureza consistem apenas em pensar, e que, para ser, não tem necessidade de nenhum lugar nem depende de coisa material alguma. De modo que esse eu, isto é, a alma pela qual sou o que sou, é inteiramente distinta do corpo, sendo inclusive mais fácil de conhecer do que ele, e, ainda que ele não existisse, ela não deixaria de ser tudo o que é.'
René Descarte
'Na simplicidade do teu trabalho habitual, nos detalhes monótonos de cada dia, tens que descobrir o segredo - para tantos escondido - da grandeza e da novidade: o Amor.'
São Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei.
Na última semana comecei a ler Discurso do Método, de René Descarte, um filósofo francês cujo trabalho se efetivou no início do século XVII. Ele é o autor da máxima 'Cogito ergo sum' - 'Penso, logo existo' - e, embora as frases sejam muito longas e suas estruturas sejam complexas, o livro é bem interessante. Vale a pena se aventurar.
Outra manhã de sol se apresenta e o dever chama. Deixo aqui alguns fragmentos de um pensamento, de um sorriso, de uma vontade e de uma vida.
'[...]compreendi assim que eu era uma substância cuja essência ou natureza consistem apenas em pensar, e que, para ser, não tem necessidade de nenhum lugar nem depende de coisa material alguma. De modo que esse eu, isto é, a alma pela qual sou o que sou, é inteiramente distinta do corpo, sendo inclusive mais fácil de conhecer do que ele, e, ainda que ele não existisse, ela não deixaria de ser tudo o que é.'
René Descarte
'Na simplicidade do teu trabalho habitual, nos detalhes monótonos de cada dia, tens que descobrir o segredo - para tantos escondido - da grandeza e da novidade: o Amor.'
São Josemaria Escrivá, fundador da Opus Dei.
quarta-feira, 14 de março de 2012
'Was bin ich und wer will ich sein?' ♪
Hoje assisti à primeira aula do curso de alemão. Nessa mesma manhã, então que eu buscasse deslocamento, choveu o previsto para o mês inteiro em Porto Alegre, e as ruas estavam belissimamente alagadas. Para não me atrasar logo no primeiro dia, fui de trem, mas ainda precisei caminhar - vulgo correr - da estação até o Instituto Goethe. Longos minutos subindo ladeiras, mas consegui chegar a tempo. Ainda não sou eu que escrevo e ainda não sei corrigir muito bem o título do post, mas reconheço várias palavras, e isso é bom. No entanto, ainda há muito a aprender.
O sol estava lá hoje, queimando no Guaíba no fim de tarde. É claro que o sol vai voltar amanhã.
Estou com vontade de estudar sobre a China e sobre a Índia. Vou repensar seriamente sobre passar o caderno de história do ano passado a limpo, acrescentando algumas informações. Com certeza até o meio do ano eu teria um livro, devido a tanta pesquisa adicionada.
Como não conheço tantas bandas com músicas em alemão, seguirei com Tokio Hotel e LaFee. É o que toca por aqui.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
O sol estava lá hoje, queimando no Guaíba no fim de tarde. É claro que o sol vai voltar amanhã.
Estou com vontade de estudar sobre a China e sobre a Índia. Vou repensar seriamente sobre passar o caderno de história do ano passado a limpo, acrescentando algumas informações. Com certeza até o meio do ano eu teria um livro, devido a tanta pesquisa adicionada.
Como não conheço tantas bandas com músicas em alemão, seguirei com Tokio Hotel e LaFee. É o que toca por aqui.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
segunda-feira, 12 de março de 2012
'And how can I stand here with you and not me moved by you?' ♪
Nesse final de semana tive a primeira aula de inglês do semestre, que eu esperava ansiosa. Houve algumas mudanças na turma, mas a atmosfera boa continua a mesma.
Sábado foi também a primeira tarde do ano do CLJ. Fiquei extremamente feliz em ver o grupo junto outra vez e as pessoas novas. É bom demais sentir os amigos perto da gente e saber que temos um único ideal.
Sábado foi também a primeira tarde do ano do CLJ. Fiquei extremamente feliz em ver o grupo junto outra vez e as pessoas novas. É bom demais sentir os amigos perto da gente e saber que temos um único ideal.
Um vídeo muito interessante segue abaixo. Mesmo que eu assista a ele por várias vezes repetidas, o impacto é o mesmo.
Hoje terminei de ler o terceiro livro da saga O Senhor dos Anéis. Embora a leitura seja um pouco cansativa devido às inúmeras batalhas e aos nomes de lugares pelos quais eu não consigo me orientar, é uma série muito boa, tanto livro como filme.
A luz do sol fica mais bonita no fim de tarde e as coisas se acalmam. Não uma calma de cemitério, mas a adrenalina de ondas grandes.
"Que esta minha paz e este meu amado silêncio
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece…
Mas em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto"
Não iludam a ninguém
Não é a paz de uma cidade bombardeada e deserta
Nem tampouco a paz compulsória dos cemitérios
Acho-me relativamente feliz
Porque nada de exterior me acontece…
Mas em mim, na minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto"
Por Quintana.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
quarta-feira, 7 de março de 2012
'Como o tempo vai e o vento vem' ♪
Escrevo como quem revolve um corte no peito, de forma dolorosa; como quem remove resíduos de arma de fogo, por necessidade; como quem sutura um ferimento nas próprias costas, sem saber muito onde ir, apenas sabendo que está lá. Inspiro como se o coração fosse puxado pra cima; bebo água como se houvesse um estrangulamento na garganta; forço as palavras para que fujam como sangue e curem como a sangria.
Baixo os olhos a fim de encontrar braços mais fortes que os meus. Prendo os meus próprios braços no corpo para que ele permaneça inteiro. Espero como quem espera abrirem uma tampa na pele, para expirar.
Espero, e não é fácil. Escrevo como quem prende os pensamentos para libertá-los.
Baixo os olhos a fim de encontrar braços mais fortes que os meus. Prendo os meus próprios braços no corpo para que ele permaneça inteiro. Espero como quem espera abrirem uma tampa na pele, para expirar.
Espero, e não é fácil. Escrevo como quem prende os pensamentos para libertá-los.
terça-feira, 6 de março de 2012
'Sou eu quem vai ouvir você quando o mundo não puder te entender' ♪
Às vezes eu sinto uma pequena falta de sincronia que faz toda a diferença: a lua do lado errado do céu, o abraço que não chega, as metades do ovo de Páscoa que não se encaixam, o sorriso que se desgasta, os braços que perdem a força, o coração que vacila. Ninguém disse que nossas escolhas eram fáceis.
quinta-feira, 1 de março de 2012
'Durch den Horizont am Himmel vorbei' ♪
O sol da noite trouxe um conforto, assim como a lua da aurora. Agora o silêncio soa como piano em uma música bonita.
Fiz a matrícula hoje no curso de alemão, mas busco trechos de canções sem saber corrigi-los ainda. Ainda.
Não tenho muitas palavras hoje; mais reflexões. Vai ser inverno outra vez.
Boa noite, anjos; bons sonhos.
Fiz a matrícula hoje no curso de alemão, mas busco trechos de canções sem saber corrigi-los ainda. Ainda.
Não tenho muitas palavras hoje; mais reflexões. Vai ser inverno outra vez.
Boa noite, anjos; bons sonhos.
'É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã' ♪
O sol já é alto no horizonte. Não que ele de fato esteja em movimento, mas a Terra faz parecer assim. É que de repente me soa rude dizer que o sol está se mexendo. Assim como a conjugação verbal na terceira pessoa quando o sujeito é 'tu'. Sinto o erro grotesco quando escrevo dessa forma, mas também estranha soaria a forma correta - porque é diferente da falada. Esses vícios de linguagem.
'A fala a nível do sertanejo engana:
as palavras dele vêm, como rebuçadas
(palavras confeito, pílula), na glace
de uma entonação lisa, de adocicada.
Enquanto que sob ela, dura e endurece
o caroço de pedra, a amêndoa pétrea,
dessa árvore pedrenta (o sertanejo)
incapaz de não se expressar em pedra.
Dai por que o sertanejo fala pouco:
as palavras de pedra ulceram a boca
e no idioma pedra se fala doloroso;
o natural desse idioma fala à força.
Daí também por que ele fala devagar:
tem de pegar as palavras com cuidado,
confeitá-las na língua, rebuçá-las;
pois toma tempo todo essse trabalho.'
João Cabral de Melo Neto
'A fala a nível do sertanejo engana:
as palavras dele vêm, como rebuçadas
(palavras confeito, pílula), na glace
de uma entonação lisa, de adocicada.
Enquanto que sob ela, dura e endurece
o caroço de pedra, a amêndoa pétrea,
dessa árvore pedrenta (o sertanejo)
incapaz de não se expressar em pedra.
Dai por que o sertanejo fala pouco:
as palavras de pedra ulceram a boca
e no idioma pedra se fala doloroso;
o natural desse idioma fala à força.
Daí também por que ele fala devagar:
tem de pegar as palavras com cuidado,
confeitá-las na língua, rebuçá-las;
pois toma tempo todo essse trabalho.'
João Cabral de Melo Neto
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
'And I don't want the world to see me, 'cause I don't think that they'd understand' ♪
Esse horário-não-de-verão faz as horas parecerem longas e o dia, curto. Já a chuva e o clima ameno lembram um inverno que veio sem frio. Eu não diria isso em outra situação, mas sinto falta do conforto dos cobertores e do ar gelado que a estação fria traz. O barulho das gotas que soam agora no telhado envolve os ambientes com uma melancolia já vivida. Queria uma desculpa a fim de dormir mais cedo hoje.
O coração anda inquieto, buscando um pouco de silêncio para ouvir o que conforta. Já não basta ouvir a si mesmo, porque as palavras são as de sempre para as antigas questões. As histórias são longas demais até para quem julga conhecê-las e às vezes podem ser um terreno irregular - nem tudo que os olhos veem é corretamente traduzido. Espero que o eco da respiração saiba administrar o tempo e levar o barco a um porto seguro.
Concluí hoje a leitura de O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel. É claro, ainda faltam dois volumes para que eu complete a saga, mas ultrapassei com folga a meta de 50 páginas por dia. Até agora gostei do enredo e suas bifurcações, mas, em certos momentos, preferia a adaptação para o cinema. Achei interessante o sentimento com que algumas questões são exploradas na versão das telonas, o que visivelmente não acontece no livro.
Já troquei a trilha sonora para Limon y Sal, de Julieta Venegas. É uma música mais doce para acompanhar a noite chuvosa.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
O coração anda inquieto, buscando um pouco de silêncio para ouvir o que conforta. Já não basta ouvir a si mesmo, porque as palavras são as de sempre para as antigas questões. As histórias são longas demais até para quem julga conhecê-las e às vezes podem ser um terreno irregular - nem tudo que os olhos veem é corretamente traduzido. Espero que o eco da respiração saiba administrar o tempo e levar o barco a um porto seguro.
Concluí hoje a leitura de O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel. É claro, ainda faltam dois volumes para que eu complete a saga, mas ultrapassei com folga a meta de 50 páginas por dia. Até agora gostei do enredo e suas bifurcações, mas, em certos momentos, preferia a adaptação para o cinema. Achei interessante o sentimento com que algumas questões são exploradas na versão das telonas, o que visivelmente não acontece no livro.
Já troquei a trilha sonora para Limon y Sal, de Julieta Venegas. É uma música mais doce para acompanhar a noite chuvosa.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
'Quando amanhã por acaso faltar alguma alegria no seu coração..' ♪
'Lembra do som dessas águas de lá...' ♪
Faz tanto tempo que não escrevo mais. Assim parece distante a habilidade com as palavras e com a transcrição dos sentimentos. Mas deve ser só impressão. A letra no papel, mesmo esquecida por alguns dias, anda viva. Parece que, depois de algumas linhas, as frases por aqui já governam suas rédeas também.
É bom comer maçãs sem o auxílio da faca, tomar banho de rio, molhar os pés na água da cachoeira, jogar baralho com satisfação, dar altas risadas por um olhar cúmplice, receber uma ligação inesperada, ler um livro com expectativa... E também o gosto de escrever sobre tudo isso.
Os dias de calor me afastaram de Canoas e me levaram a uma pequena cidade na serra gaúcha, Carlos Barbosa. Exceto pelos declives acentuados na geografia do lugar, aquilo é um pedacinho do paraíso. Eu sei, gente da cidade fala isso, mas tenho uma paixão pelos rastros da colonização no ambiente serrano. A hospitalidade dos alemães e gringos é maravilhosa, incrementada pelas belíssimas paisagens. Lá eu vi o horizonte mais lindo, que era como uma lamparina acessa cujo fogo ardia mais forte em vias de extinguir-se. Voltei com o coração mais leve.
Minha vontade agora é escrever deixando as palavras explorarem cada espaço, dominarem cada pensamento e trazerem-no à luz como uma concepção, em forma de oração. Não quero aplacar a fúria das ideias ou dos ideais, mas buscar entendê-los em corpo a fim de verificar se resistem à pressão de uma atmosfera cheia de ar - embora leve como pluma - . Eu queria era ver se eles ainda seriam os mesmos ou de que moldes surgem. Talvez eu faça planos, que ficam mais seguros quando escritos. Estava eu elaborando uma teoria de que a universidade federal me aceitou apenas porque eu incomodei os colegas do inglês com a frase 'I intend to study at UFRGS next year'. De repente há algum fundo de razão.
Deve estar na hora de dormir, porque as linhas estão se entrelaçando e o foco está indo embora. De fato, está na hora de zarpar.
Boa noite; bons sonhos, meus anjos. Obrigada por me ouvirem mais uma vez.
Faz tanto tempo que não escrevo mais. Assim parece distante a habilidade com as palavras e com a transcrição dos sentimentos. Mas deve ser só impressão. A letra no papel, mesmo esquecida por alguns dias, anda viva. Parece que, depois de algumas linhas, as frases por aqui já governam suas rédeas também.
É bom comer maçãs sem o auxílio da faca, tomar banho de rio, molhar os pés na água da cachoeira, jogar baralho com satisfação, dar altas risadas por um olhar cúmplice, receber uma ligação inesperada, ler um livro com expectativa... E também o gosto de escrever sobre tudo isso.
Os dias de calor me afastaram de Canoas e me levaram a uma pequena cidade na serra gaúcha, Carlos Barbosa. Exceto pelos declives acentuados na geografia do lugar, aquilo é um pedacinho do paraíso. Eu sei, gente da cidade fala isso, mas tenho uma paixão pelos rastros da colonização no ambiente serrano. A hospitalidade dos alemães e gringos é maravilhosa, incrementada pelas belíssimas paisagens. Lá eu vi o horizonte mais lindo, que era como uma lamparina acessa cujo fogo ardia mais forte em vias de extinguir-se. Voltei com o coração mais leve.
Minha vontade agora é escrever deixando as palavras explorarem cada espaço, dominarem cada pensamento e trazerem-no à luz como uma concepção, em forma de oração. Não quero aplacar a fúria das ideias ou dos ideais, mas buscar entendê-los em corpo a fim de verificar se resistem à pressão de uma atmosfera cheia de ar - embora leve como pluma - . Eu queria era ver se eles ainda seriam os mesmos ou de que moldes surgem. Talvez eu faça planos, que ficam mais seguros quando escritos. Estava eu elaborando uma teoria de que a universidade federal me aceitou apenas porque eu incomodei os colegas do inglês com a frase 'I intend to study at UFRGS next year'. De repente há algum fundo de razão.
Deve estar na hora de dormir, porque as linhas estão se entrelaçando e o foco está indo embora. De fato, está na hora de zarpar.
Boa noite; bons sonhos, meus anjos. Obrigada por me ouvirem mais uma vez.
quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012
'Or write a song nobody had sung' ♪
Acontece que é bonito ver o céu de verão no final de tarde em tons de vermelho, enquanto um pássaro voa lá longe, sem precisar a altura, e o vento bate. Como vento no litoral.
O silêncio às vezes não é mal. Pode soar como conforto ou segurança. Mas nem sempre. De repente é uma calma que ansia por falar, um abraço que não se demora.
Não estou pra frases grandes ou pensamentos longos, não sei. O tempo está adverso para ler um livro, porque o ar é quente - não morno -; inútil para esperar os minutos passarem, porque sempre haverão novas horas e novos instantes e novos dias. O tempo só não está pra se esperar.
Desculpem as minhas confusões ou imprecisões. Inquietações. Está explicado.
Boa noite, bons sonhos.
O silêncio às vezes não é mal. Pode soar como conforto ou segurança. Mas nem sempre. De repente é uma calma que ansia por falar, um abraço que não se demora.
Não estou pra frases grandes ou pensamentos longos, não sei. O tempo está adverso para ler um livro, porque o ar é quente - não morno -; inútil para esperar os minutos passarem, porque sempre haverão novas horas e novos instantes e novos dias. O tempo só não está pra se esperar.
Desculpem as minhas confusões ou imprecisões. Inquietações. Está explicado.
Boa noite, bons sonhos.
domingo, 12 de fevereiro de 2012
'And dreamed of para-para-paradise [...] every time she closed her eyes' ♪
Pega trem, pega barco, atravessa lago, sobe morro, desce morro, pega barco, atravessa lago, pega trem. Entra no carro, sobe serra, desce serra.
Muitas voltas por um único final de semana. Só faltou voar para contemplar os principais meios de transporte que costumamos usar. No entanto, com paisagens lindas como essas em ares de calmaria, é como se estivesse voando.
Muitas voltas por um único final de semana. Só faltou voar para contemplar os principais meios de transporte que costumamos usar. No entanto, com paisagens lindas como essas em ares de calmaria, é como se estivesse voando.
P.S.: Fazer o meu pai treinar mais para tirar fotos com a câmera digital. Ele ainda prefere aquelas com filme e às vezes confunde os modelos de máquinas fotográficas.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
'The sun sets in your eyes' ♪
Parece que tirei algumas férias daqui também. Fevereiro anda preguiçoso com a televisão ligada e tempo como a Amazônia: calor e chuva no final do dia. Ainda não me acostumei à perda da rotina certa, dos cadernos novos que nem serão comprados tão brevemente. Deve ser semelhante à Síndrome do Ninho Vazio.
Terminei, há alguns dias, de ler 'Cartas a um jovem médico', de Adib Jatene, um cardiologista renomado e experiente. Recomendo não apenas para quem está envolvido com a área da saúde, mas para todos que estão abertos a refletir sobre os rumos que a medicina e suas derivações tomaram ao longo dos mais de 23 séculos que decorreram desde Hipócrates. Essa semana assisti também a O Senhor dos Anéis. É um filme muito bom, embora eu tenha passado grande parte de seu longo tempo com o coração na mão; vale a pena (ou o digitar).
Estava eu pensando esses dias por que as pessoas pagam uma fiança em dinheiro a fim de se isentarem do cumprimento de alguma pena na cadeia. Muitas vezes o crime é dirigir embriagado, e, com alguns trocados, a pessoa mais afortunada pode responder em liberdade pelo caso - quando o acontecido gera repercussões -. Segundo a Lei de Talião - 'Olho por olho, dente por dente' -, os infratores da antiguidade eram punidos com a amputação de membros do corpo pelo acaso de um roubo, por exemplo, ou com a própria morte. Hoje estipula-se um preço à liberdade da mão que furta ou ameaça com arma de fogo; o dinheiro assumiu o poder de apagar as infrações que atentam contra a vida e não evita a reincidência. Não sou a favor da máxima que atravessou mais de 2 milênios e até hoje exige o 'troco na mesma moeda' em alguns países, mas também não acho justo que alguns vinténs resolvam o problema. Só entendo que deve haver algo errado nesse sistema.
As horas tardam; o compromisso chama. Vou avançar mais algumas páginas de 'Enquanto a noite não chega', de Josué Guimarães e cair nos sonhos, que têm sido escassos.
Um ótimo final de semana a vocês, meus anjos. Boa noite, bons sonhos.
Terminei, há alguns dias, de ler 'Cartas a um jovem médico', de Adib Jatene, um cardiologista renomado e experiente. Recomendo não apenas para quem está envolvido com a área da saúde, mas para todos que estão abertos a refletir sobre os rumos que a medicina e suas derivações tomaram ao longo dos mais de 23 séculos que decorreram desde Hipócrates. Essa semana assisti também a O Senhor dos Anéis. É um filme muito bom, embora eu tenha passado grande parte de seu longo tempo com o coração na mão; vale a pena (ou o digitar).
Estava eu pensando esses dias por que as pessoas pagam uma fiança em dinheiro a fim de se isentarem do cumprimento de alguma pena na cadeia. Muitas vezes o crime é dirigir embriagado, e, com alguns trocados, a pessoa mais afortunada pode responder em liberdade pelo caso - quando o acontecido gera repercussões -. Segundo a Lei de Talião - 'Olho por olho, dente por dente' -, os infratores da antiguidade eram punidos com a amputação de membros do corpo pelo acaso de um roubo, por exemplo, ou com a própria morte. Hoje estipula-se um preço à liberdade da mão que furta ou ameaça com arma de fogo; o dinheiro assumiu o poder de apagar as infrações que atentam contra a vida e não evita a reincidência. Não sou a favor da máxima que atravessou mais de 2 milênios e até hoje exige o 'troco na mesma moeda' em alguns países, mas também não acho justo que alguns vinténs resolvam o problema. Só entendo que deve haver algo errado nesse sistema.
As horas tardam; o compromisso chama. Vou avançar mais algumas páginas de 'Enquanto a noite não chega', de Josué Guimarães e cair nos sonhos, que têm sido escassos.
Um ótimo final de semana a vocês, meus anjos. Boa noite, bons sonhos.
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
'Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê' ♪
Para quem não sabe, há alguns meses eu acompanho o blog Quero Medula. Conheci, através de um programa de televisão, a história do Matheus, um 'guri' de 26 anos que lutava há cerca de três anos contra a leucemia. Passei a acompanhar o caso, deixava um ou outro comentário de apoio e invariavelmente me emocinava com cada novo texto.
Ele agitava o hospital com música para arrancar sorrisos, produziu um documentário sobre a rotina de quem, como ele, esperou por um doador compatível, e ainda escrevia no seu blog. Os depoimentos lá encontrados são fortes e inesquecíveis.
Na noite de Ano Novo, verificando as atualizações dos blogs, achei um novo post no Quero Medula. 'O Bilhete Premiado', como era seu título, trouxe uma das melhores notícias que eu poderia ouvir naquele último dia do ano: o Matheus - que eu só conhecia de fotos e reportagens de tv, mas por quem eu já era solidária à causa - havia sido presenteado com a descoberta de dois cordões umbilicais que poderiam salvar sua vida. A operação só se daria em um mês, mas 'o pior já havia passado', nas palavras dele. Era a chance de um novo ano e uma nova vida.
Acontece que, hoje à noite, eu assistia à televisão e saí da sala no intervalo, com a chamada da morte de um menino vítima de leucemia. Até comentei para o meu pai que o Matheus já deveria estar bem, porque ele tinha encontrado o doador que precisava. A minha surpresa quando eu viro o rosto pra sala e vejo aquele violão, aquela história que simplesmente não podia estar ali naquele momento, que não cabia em si. Que não era pra ser verdade, mas era. Não houve tempo para o procedimento, porque a situação de saúde dele se complicou nas últimas semanas.
Do Matheus, ficaram as palavras de força e de esperança; e os relatos da luta, marcada por perdas, medos e sonhos, mas principalmente por perseverança. Ele era um anjo que agora reencontrou as asas.
Um dos posts que eu melhor me lembro é esse aqui: Coragem .
Às vezes eu fico pensando em como seria se ele tivesse encontrado antes alguém que pudesse ajudá-lo. Para ser doador de medula é simples, muito simples perto do sofrimento que essas pessoas passam na esperança de encontrar uma - que na estatística é provável a cada cem mil - compatível. Será que um pouco do sangue que nós temos não poderia ser um pouquinho útil para outro alguém, devolvendo o sorriso de famílias inteiras?
Para mais informações sobre como se tornar um doador, clique aqui.
'Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor' ♪
Ele agitava o hospital com música para arrancar sorrisos, produziu um documentário sobre a rotina de quem, como ele, esperou por um doador compatível, e ainda escrevia no seu blog. Os depoimentos lá encontrados são fortes e inesquecíveis.
Na noite de Ano Novo, verificando as atualizações dos blogs, achei um novo post no Quero Medula. 'O Bilhete Premiado', como era seu título, trouxe uma das melhores notícias que eu poderia ouvir naquele último dia do ano: o Matheus - que eu só conhecia de fotos e reportagens de tv, mas por quem eu já era solidária à causa - havia sido presenteado com a descoberta de dois cordões umbilicais que poderiam salvar sua vida. A operação só se daria em um mês, mas 'o pior já havia passado', nas palavras dele. Era a chance de um novo ano e uma nova vida.
Acontece que, hoje à noite, eu assistia à televisão e saí da sala no intervalo, com a chamada da morte de um menino vítima de leucemia. Até comentei para o meu pai que o Matheus já deveria estar bem, porque ele tinha encontrado o doador que precisava. A minha surpresa quando eu viro o rosto pra sala e vejo aquele violão, aquela história que simplesmente não podia estar ali naquele momento, que não cabia em si. Que não era pra ser verdade, mas era. Não houve tempo para o procedimento, porque a situação de saúde dele se complicou nas últimas semanas.
Do Matheus, ficaram as palavras de força e de esperança; e os relatos da luta, marcada por perdas, medos e sonhos, mas principalmente por perseverança. Ele era um anjo que agora reencontrou as asas.
Um dos posts que eu melhor me lembro é esse aqui: Coragem .
Às vezes eu fico pensando em como seria se ele tivesse encontrado antes alguém que pudesse ajudá-lo. Para ser doador de medula é simples, muito simples perto do sofrimento que essas pessoas passam na esperança de encontrar uma - que na estatística é provável a cada cem mil - compatível. Será que um pouco do sangue que nós temos não poderia ser um pouquinho útil para outro alguém, devolvendo o sorriso de famílias inteiras?
Para mais informações sobre como se tornar um doador, clique aqui.
'Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor' ♪
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
'Longe daqui, longe de tudo, meus sonhos vão te buscar' ♪
Há tempo eu não aparecia por aqui. Primeiro, porque comprometi muitas horas em 2011 com os estudos, postergando o banho de sol e a conversa demorada. Mas também porque aos poucos eu desencontrava esse lugar para escrever; escondi todas as lembranças num pacotinho e percebi que mesmo assim tudo estava inteiro - e mais inteiro do que nunca. O que permaneceu era deveras verdadeiro e forte. 'Às vezes é preciso se perder para se encontrar', já dizia um poeta (ou uma poetiza).
A primeira semana de janeiro foi incomum, porque faltavam apenas sete dias para a prova que eu mais estudei; eu estava tão estranhamente focada em apreender o máximo de conhecimento possível que nem me lembrava do vestibular. A única coisa que não me atrevi a fazer foram os testes dos anos anteriores; iria pra prova sem conhecê-la, porque eu começava a pensar remotamente que 'a ignorância às vezes é uma bênção'. E então, após ter a sensação de viver várias vidas e chegar ao ponto final, era sábado, a véspera. Passei a acordar às 5:30 por aquele pedaço de semana e a ver o sol nascer da janela do carro. Era anormal, mas eu não estava nervosa nos primeiros dois dias de prova - ao menos não do jeito que eu pensava que estaria - ; no entanto, no terceiro dia, o estômago dava voltas e o pé andava pro lado contrário ao pensamento. Foi assim no 4° também, mas apenas antes de ver as questões de matemática: quase tive um ataque de riso (não porque elas fossem fáceis, mas porque eu sabia fazê-las). Depois disso, Festa das Tintas - já deixei fotos por aqui.
Seriam os dez/nove dias mais aterrorizantes da vida de um vestibulando: esperar a lista de aprovados. Eu já havia corrigido as provas em casa, mas as notas pareciam me deixar exatamente na linha tênue entre sim e não. Não havia jeito ou maneira que me desprendesse daquela sexta-feira 20 (mesmo o meu pai dizendo que eu ficaria paranoica). A propósito, para quebrar o ritmo da história, eu já havia feito minha matrícula na UFCSPA para Biomedicina dia 19 como plano B - este que era 'tão certo quanto a água que corre para o rio'. Acontece que alguém pode retirar a água no caminho com um balde, essas coisas. E chega sexta à tarde. O listão sairia às 16:30, mas muitas pessoas já comemoravam antes as aprovações por um erro técnico no site, que divulgou por alguns instantes a relação de nomes. Pontualmente, a página na internet parecia ter escapulido devido à sobrecarga de acessos. Alguns segundos depois eu li uma coisa que eu só poderia acreditar muito lá no fundo: 'PASSOU!'. E logo uma outra janela de conversação aparecia trazendo: 'Parabéns Laura, tu passou em medicina pro 2° semestre!'. Foi um misto de sentimentos que não têm igual. Em alguns segundos em vi o listão e meu nome lá, como tinham dito; senti tudo de novo, sem tirar nem pôr. Logo o meu pai já sabia e muitas pessoas ligavam para cumprimentar. Já nem sei direito o que aconteceu.
Meu pai disse: 'Se apronta que nós vamos pra UFRGS ver o listão!'. Lá fomos nós matar a nossa descrença. Acontece que é tão estranho que os planos que não estávamos de fato planejando se tornem reais que isso bagunça o senso de razão. O dedo percorreu ansioso o papel e lá estava o nome; era de verdade.
Claro, lembrando epígrafes, devo honrar também o grito de guerra infalível, 'EU VOU PASSAR!', do Paulo Ricardo, que ressoava frente às questões difíceis. E assim, um obrigada especial aos professores desde o pré ao cursinho. Eles que ensinaram valores e vida além de conteúdo científico e que põem muito amor no que fazem para que seja feito tão bem. A melhor palavra é de vocês com todas as letras: M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-S.
Então, aqui vai uma foto do meu pai-babão, que faz questão de contar até para os desconhecidos no estádio de futebol que eu passei na UFRGS - haha.
A primeira semana de janeiro foi incomum, porque faltavam apenas sete dias para a prova que eu mais estudei; eu estava tão estranhamente focada em apreender o máximo de conhecimento possível que nem me lembrava do vestibular. A única coisa que não me atrevi a fazer foram os testes dos anos anteriores; iria pra prova sem conhecê-la, porque eu começava a pensar remotamente que 'a ignorância às vezes é uma bênção'. E então, após ter a sensação de viver várias vidas e chegar ao ponto final, era sábado, a véspera. Passei a acordar às 5:30 por aquele pedaço de semana e a ver o sol nascer da janela do carro. Era anormal, mas eu não estava nervosa nos primeiros dois dias de prova - ao menos não do jeito que eu pensava que estaria - ; no entanto, no terceiro dia, o estômago dava voltas e o pé andava pro lado contrário ao pensamento. Foi assim no 4° também, mas apenas antes de ver as questões de matemática: quase tive um ataque de riso (não porque elas fossem fáceis, mas porque eu sabia fazê-las). Depois disso, Festa das Tintas - já deixei fotos por aqui.
Seriam os dez/nove dias mais aterrorizantes da vida de um vestibulando: esperar a lista de aprovados. Eu já havia corrigido as provas em casa, mas as notas pareciam me deixar exatamente na linha tênue entre sim e não. Não havia jeito ou maneira que me desprendesse daquela sexta-feira 20 (mesmo o meu pai dizendo que eu ficaria paranoica). A propósito, para quebrar o ritmo da história, eu já havia feito minha matrícula na UFCSPA para Biomedicina dia 19 como plano B - este que era 'tão certo quanto a água que corre para o rio'. Acontece que alguém pode retirar a água no caminho com um balde, essas coisas. E chega sexta à tarde. O listão sairia às 16:30, mas muitas pessoas já comemoravam antes as aprovações por um erro técnico no site, que divulgou por alguns instantes a relação de nomes. Pontualmente, a página na internet parecia ter escapulido devido à sobrecarga de acessos. Alguns segundos depois eu li uma coisa que eu só poderia acreditar muito lá no fundo: 'PASSOU!'. E logo uma outra janela de conversação aparecia trazendo: 'Parabéns Laura, tu passou em medicina pro 2° semestre!'. Foi um misto de sentimentos que não têm igual. Em alguns segundos em vi o listão e meu nome lá, como tinham dito; senti tudo de novo, sem tirar nem pôr. Logo o meu pai já sabia e muitas pessoas ligavam para cumprimentar. Já nem sei direito o que aconteceu.
Meu pai disse: 'Se apronta que nós vamos pra UFRGS ver o listão!'. Lá fomos nós matar a nossa descrença. Acontece que é tão estranho que os planos que não estávamos de fato planejando se tornem reais que isso bagunça o senso de razão. O dedo percorreu ansioso o papel e lá estava o nome; era de verdade.
Quero agradecer às pessoas maravilhosas, meus anjos, que fizeram parte dessa conquista. Eu jamais conseguiria sem o esforço do meu pai, o incentivo da família e o apoio incondicional dos amigos. Um OBRIGADA! gigante a todos vocês, acompanhado de um abraço apertado, de quebrar as costelas.
Agradeço também Àquele que motiva tudo e que não me deixa desacreditar jamais, cuidando de cada detalhe lá de cima. Nada seria possível sem a frase mágica que eu lembrava todos os dias: 'Não tenhas medo, pois eu estou aqui'♪.Claro, lembrando epígrafes, devo honrar também o grito de guerra infalível, 'EU VOU PASSAR!', do Paulo Ricardo, que ressoava frente às questões difíceis. E assim, um obrigada especial aos professores desde o pré ao cursinho. Eles que ensinaram valores e vida além de conteúdo científico e que põem muito amor no que fazem para que seja feito tão bem. A melhor palavra é de vocês com todas as letras: M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-O-S.
Então, aqui vai uma foto do meu pai-babão, que faz questão de contar até para os desconhecidos no estádio de futebol que eu passei na UFRGS - haha.
De fato, não é assim simples uma façanha dessas, passar em medicina na federal no primeiro ano de vestibular e saindo direto do ensino médio. Isso porque eu vi milhares - sim, comprovadas em números - de pessoas talvez mais experientes, com anos de cursinho e muitas convicções. Acho que outra coisa que me motivou foi a seguinte frase: 'Não sabendo que era impossível, foi lá e fez'. Não sei corretamente a autoria ou mesmo a versão correta, mas o que importa é que existe a tal frase. Na verdade, eu não fiz apenas por mim aquelas provas, mas também por todas as pessoas maravilhosas que eu amo tanto. Nossa vida é cheia de propósitos e essas coisas, só é preciso achar uma pedra angular forte na qual apoiá-los e 'mover o mundo', como disse um certo grego por aí.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
CONTEÚDO LIVRE: Arrogância não ensina - MARTHA MEDEIROS
CONTEÚDO LIVRE: Arrogância não ensina - MARTHA MEDEIROS: Quando soube da polêmica causada pela redação da prova de vestibular da UFRGS deste ano, corri para ler seu enunciado. Estava com uma leve...
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
BloGessinger: P(*)EMAS C(*)M N(*)TAS DE R(*)DAPÉ - 32
BloGessinger: P(*)EMAS C(*)M N(*)TAS DE R(*)DAPÉ - 32: façamos um trato: você desliga o telefone se eu ficar muito abstrato (*) Se alguém acha o papo no BloGessinger muito abstrato, já deixo aqu...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
'The heart is a bloom, shoots up through the stony ground' ♪
Há tempos que eu não aparecia por aqui. Acontece que eu estava envolvida demais com o vestibular - da UFRGS, é claro -, e todas as demais atividades ficaram comprometidas. Não consegui comemorar Natal, Ano Novo ou desejar feliz aniversário pra um monte de gente e agora estou aqui, na expectativa do listão dos aprovados, que será divulgado dia 21. Serão nove dias intermináveis - ontem eram dez, então é um sinal que eles só serão intermináveis enquanto durarem -, e espero não enlouquecer até lá. Já contabilizei o meu número de acertos, o que tornou a dúvida e a ansiedade ainda maiores. A verdade é que eu não sei o que está por vir, não sei.
De toda forma, preciso agradecer novamente a todos que completaram esse meu melhor início de ano que poderia existir. Não é ruim ter aula na manhã do dia 2 de janeiro nem acordar às 5 da manhã durante quatro dias para fazer provas que vão definir um ponto importante da nossa vida. O nervosismo, a falta de fome, o sono, o cansaço, as marcas do sol, o calor de POA no verão, entre outros, formaram uma orquestra perfeita para iniciar 2012. Para ter ânimo até aqui, foram muito importantes todos os incentivos - às vezes até o descrédito de alguns, obtido por conclusões lógicas -, os cumprimentos mesmo que por telepatia dos amigos, o apoio da família e a magnificência dos professores - que muitas vezes não foram perfeitos, mas souberam ser humanos. Depois de muitos anos de colégio e ainda um ano de pré-vestibular se pode entender que ensinar é um ato de amor. Só se pode transmitir algum conhecimento de modo que os outros o tomem como seu quando se ama o que faz - com uma entrega no limiar da humanidade. Pelas experiências que tenho, professor é uma palavra que deveria ser escrita com letras garrafais nos dicionários, porque eles ensinam muito mais do que fórmulas ou teorias.
Obrigada a todos que fizeram parte do meu 2011 e desse começo de 2012. São todos vocês maravilhosos, uns anjos.
Aí vai uma amostra da Festa das Tintas, ou também pode ser chamada de festa de Ano Novo dos vestibulandos ;)
E, abaixo, um vídeo do pré-prova.
De toda forma, preciso agradecer novamente a todos que completaram esse meu melhor início de ano que poderia existir. Não é ruim ter aula na manhã do dia 2 de janeiro nem acordar às 5 da manhã durante quatro dias para fazer provas que vão definir um ponto importante da nossa vida. O nervosismo, a falta de fome, o sono, o cansaço, as marcas do sol, o calor de POA no verão, entre outros, formaram uma orquestra perfeita para iniciar 2012. Para ter ânimo até aqui, foram muito importantes todos os incentivos - às vezes até o descrédito de alguns, obtido por conclusões lógicas -, os cumprimentos mesmo que por telepatia dos amigos, o apoio da família e a magnificência dos professores - que muitas vezes não foram perfeitos, mas souberam ser humanos. Depois de muitos anos de colégio e ainda um ano de pré-vestibular se pode entender que ensinar é um ato de amor. Só se pode transmitir algum conhecimento de modo que os outros o tomem como seu quando se ama o que faz - com uma entrega no limiar da humanidade. Pelas experiências que tenho, professor é uma palavra que deveria ser escrita com letras garrafais nos dicionários, porque eles ensinam muito mais do que fórmulas ou teorias.
Obrigada a todos que fizeram parte do meu 2011 e desse começo de 2012. São todos vocês maravilhosos, uns anjos.
Aí vai uma amostra da Festa das Tintas, ou também pode ser chamada de festa de Ano Novo dos vestibulandos ;)
E, abaixo, um vídeo do pré-prova.
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