segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

'Quando o sol bater na janela do teu quarto, lembra e vê' ♪

Para quem não sabe, há alguns meses eu acompanho o blog Quero Medula. Conheci, através de um programa de televisão, a história do Matheus, um 'guri' de 26 anos que lutava há cerca de três anos contra a leucemia. Passei a acompanhar o caso, deixava um ou outro comentário de apoio e invariavelmente me emocinava com cada novo texto.
Ele agitava o hospital com música para arrancar sorrisos, produziu um documentário sobre a rotina de quem, como ele, esperou por um doador compatível, e ainda escrevia no seu blog. Os depoimentos lá encontrados são fortes e inesquecíveis.
Na noite de Ano Novo, verificando as atualizações dos blogs, achei um novo post no Quero Medula. 'O Bilhete Premiado', como era seu título, trouxe uma das melhores notícias que eu poderia ouvir naquele último dia do ano: o Matheus - que eu só conhecia de fotos e reportagens de tv, mas por quem eu já era solidária à causa - havia sido presenteado com a descoberta de dois cordões umbilicais que poderiam salvar sua vida. A operação só se daria em um mês, mas 'o pior já havia passado', nas palavras dele. Era a chance de um novo ano e uma nova vida.
Acontece que, hoje à noite, eu assistia à televisão e saí da sala no intervalo, com a chamada da morte de um menino vítima de leucemia. Até comentei para o meu pai que o Matheus já deveria estar bem, porque ele tinha encontrado o doador que precisava. A minha surpresa quando eu viro o rosto pra sala e vejo aquele violão, aquela história que simplesmente não podia estar ali naquele momento, que não cabia em si. Que não era pra ser verdade, mas era. Não houve tempo para o procedimento, porque a situação de saúde dele se complicou nas últimas semanas.
Do Matheus, ficaram as palavras de força e de esperança; e os relatos da luta, marcada por perdas, medos e sonhos, mas principalmente por perseverança. Ele era um anjo que agora reencontrou as asas.
Um dos posts que eu melhor me lembro é esse aqui: Coragem .

Às vezes eu fico pensando em como seria se ele tivesse encontrado antes alguém que pudesse ajudá-lo. Para ser doador de medula é simples, muito simples perto do sofrimento que essas pessoas passam na esperança de encontrar uma - que na estatística é provável a cada cem mil - compatível. Será que um pouco do sangue que nós temos não poderia ser um pouquinho útil para outro alguém, devolvendo o sorriso de famílias inteiras?
Para mais informações sobre como se tornar um doador, clique aqui.

'Toda dor vem do desejo de não sentirmos dor' ♪

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