sábado, 31 de dezembro de 2011

'Look at this photograph, everytime I do it makes me laugh' ♪

Então. Lá vem 2012, estamos com a ponta do dedinho em 2011, e é exatamente essa situação - entre a cruz e a espada, metaforicamente -, que nos remete a todos os acontecimentos desse ano.
Não conseguirei retratá-los com perfeição, porque a parcela de ansiedade que envolve o vestibular me leva a extremos de sentimento e emoções, ou seja, a falta de equilíbrio não permite a clareza e talvez não ceda a importância devida a cada coisa. Mas não resisto a deixar um pouquinho do meu coração aqui (como eu falei, estou dada a sentimentalismo).
Queria agradecer a todos que fizeram o meu 2011 melhor que a expectativa, que fazem qualquer esforço valer a pena.
Companheiros e companheiras... Ah, não é discurso político, mas bem que poderia ser - 'Viva a República'! -. Foram três anos de inúmeras situações diferentes com os meus A's do Rondon. Essa semana foi a formatura e nem parece que foi tanto tempo, mas sei que não vou esquecer de muito do que aprendi, que vai além dos conteúdos curriculares. Obrigada, meus anjos.
Aos irmãos que ganhei com o 49° CLJ e a todos que compartilharam essa caminhada. Quero que saibam que se tornaram especialíssimos de uma maneira muito intensa e simples, verdadeira. Agradeço pelos sonhos que compartilhamos, pela vontade de mudar e fazer diferente. Que esse novo ano nos dê mais força para fazer esse grupo lindo crescer tanto em integrantes quanto no amor Daquele que provém essa união e mantém viva a nossa fé. Obrigada, meus anjos.
A toda a família, que se manteve firme, e especialmente ao meu pai, meu herói. Ele que mostrou muita força e coragem quando estas foram necessárias; que sustentou tudo até aqui, a custo de trabalhar dobrado, muitas vezes, levantar cedo no inverno e deixar o café quente em casa; que não hesita em se esforçar ao máximo todos os dias para fazer o melhor que pode e até esquece de si mesmo; que me xinga por estudar tanto e conta rindo no telefone que eu passei no vestibular. Um obrigada que não cabe em nenhum lugar de tão grande, por ser essa pessoa maravilhosa.
Não podia esquecer dos também especiais que ainda não se acharam nos demais parágrafos. Obrigada por serem tão anjos, tão certeiros nos abraços, nos conselhos, nas palavras, nos olhares, no apoio incondicional, acertando até nas incertezas. Não tenho palavras suficientes pra vocês - como, a propósito, não tenho para ninguém -. Já falei que os extremos estão se cruzando na ponta dos dedos hoje e uma vontade incontrolável surgiu de escrever, dizer que vocês são fundamentais para mim, que não importa o que vier, seremos fortes o bastante e ainda mais porque juntos podemos vencer o mundo.
Talvez o barulho dos fogos de artifício esteja me lembrando que é quase outro dia, que é quase outro ano e que nasci no século passado. Afinal, que diferença faz se eu nasci há dez mil anos atrás?
Por fim, mas em primeiro lugar, agradeço a Deus por seu amor imenso, que move as minhas forças, e por enviar todos esses anjos. Não poderia ter sido um plano melhor.
As cortinas parecem se fechar; a luz no palco está diminuindo. A pausa é para o obrigada e o desejo de sucesso. Que 2012 seja melhor, cheio de felicidades e chegue iluminado por toneladas de fogos de artifício. As luzes precisam se reacender sem demoras no palco.

Quero Medula: O bilhete premiado

Quero Medula: O bilhete premiado: Finalmente! A verdade é que nem eu mesmo consigo acreditar ainda, mas eu consegui o meu "bilhete premiado", consegui...dois cordões umbilica...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

'What's the story, morning glory? Well...' ♪

É final de ano. É quase Natal.
2011 foi marcado por coisas demais.
O ano começou de forma inesperada, com a cirurgia do meu pai (que já era prevista, mas pareceu rápida demais porque a decisão foi tomada e concretizada em exatas duas semanas). É claro, nós não temos noção da gravidade quando o médico explica os procedimentos. É bom poder saber agora que passamos bem por tudo isso.
Depois a readaptação. Houve uma série de mudanças em fevereiro e março. Tomei algumas decisões, como começar o pré-vestibular. Parece muito fácil, mas traz uma série de comprometimentos: eu passaria o dia todo fora de casa, em aulas; entraria em contato com uma forma de estudo totalmente nova, na qual a relação professor-aluno não é tão hierarquizada e a iniciativa de aprender é em maior peso nossa; eu aprenderia a ter noites insones em dias comuns, sem provas pra estudar.
Foi um ano também de atividades intensa no CLJ. Pra começar, fiz o CLJ¹ de 17 a 19 de junho de 2011, que significaram uma mudança radical em muitos pontos da minha vida. Não apenas esses três dias - que foram os melhores!- , mas muitos momentos que antecederam essa data foram fundamentais para consquistar pessoas que hoje eu tenho orgulho ao chamar de manos e outras que podem até não terem a mesma nomeação, mas que se tornaram importantes de um modo muito especial. Eu reescrevo muitas vezes a mesma linha, mas não encontro palavras para explicar o que eu sinto por vocês.
É também o último ano de colégio. Ouvi as palavras de uma menina ontem, que fazia um discurso de formatura em outra escola, e me sinto na obrigação de repeti-las, porque se tratam de uma verdade apenas agora entendida: 'Quando éramos pequenos e entramos aqui, víamos os grandes do terceiro ano e também queríamos ter vários cadernos e ser legais. Agora chegamos aqui e percebemos que é mais que uma imagem, porque aprendemos muito não apenas para o vestibular, mas para a vida'. Isso resume toda a nossa trajetória, considerando desde o pré, quando eu tinha uns cinco anos. É incrível como eu lembro de várias episódios desde lá. O primeiro dia em que eu fui promovida à primeira série; quando uma grande amiga minha foi embora da escola em questão de uma semana; o primeiro torneio interséries de futsal; os jogos depois da aula no verão; o comparecimento religioso à escola todas as tardes na oitava série; o colégio novo que parecia um sanatório (e cujas estruturas ainda fornecem tal impressão); as amizades que aos poucos se tornaram grandes; as ligações intermináveis do telefone da escola, os projetos; as manhãs em que o sol brilhava mais bonito com uma caixa de giz na mão; as tardes de Uno, de violão, de vôlei. As coisas que a gente molda e toma pra nós, conhecimentos que se formaram bobos e ficarão como talhos. As marcas às vezes contrariam a regra e trazem lembranças boas. Foi uma trajetória de formação que nos impulsiona hoje a voos mais altos, como um ninho que traz um dilema ao pássaro: relutante por ir embora e ansioso por experimentar as asas; um calor do qual sentiremos certa falta quando falharmos; ensaios e testes que se tornarão provações da vida real, muitas vezes sem segunda chance. É por isso que, parafraseando outro professor da solenidade a que compareci ontem, reúno o que não se pode reunir, um caminho que jamais será traçado igual por quem quer que seja : 'Que as nossas palavras não sejam gravados no mármore, mas nos corações'. Que essa seja a nossa missão daqui pa frente.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

domingo, 18 de dezembro de 2011

'I try but you see, it's hard to explain' ♪

Então, há um certo tempo que eu não apareço por aqui. Acontece que 'Every year is getting shorter, never seem to find the time' ♪.
Último ano no colégio. Isso parece pesado para alguns ou soa como um certificado de liberdade para outros. Eu, particularmente, acho que há um comprometimento que a pessoa deve fazer consigo ao deixar a escola. Toda a mística porque esse é o espaço em que começa de fato a nossa socialização, noções de amizade, de respeito, de convivência fora do ambiente familiar, e assim criamos laços fortes. Não quero me prolongar sobre isso agora; pretendo escrever com mais detalhes a respeito dessa trajetória em um outro capítulo.
Passei no vestibular da PUCRS, pra medicina. Na verdade, fiquei na primeira lista de espera e me chamaram menos de uma semana depois para completar a vaga. Mas o meu objetivo agora é a UFRGS, como foi desde o começo desse ano e, possivelmente, há uma par de anos ou mais. Então boa parte das minhas noites de sono está comprometida, assim como as conversas prolongadas - ou às vezes alguma mínima troca de palavras -, as tardes de sol e os intervalos dos curso.
Nesse ritmo entrou o passeio de hoje. 'Como se chama essa relação ecológica em que uma árvore se hospeda sobre outra sem ocasionar prejuízo a essa última? Ah, inquilinismo'; 'Sabia por que sentimos frio quando saímos da piscina?'; 'Monocotiledôneas têm essas nervuras paralelas nas folhas'. Sei, quase a ponto de burlar a sanidade. Mas é o que acontece com a gente, e assim simples, sem notar. Claro, não dispensei um pouco de sol e vôlei, isso também nos traz aprendizado: esquecer de passar protetor solar em uma parte do rosto pode deixar umas manchinhas vermelhas em dias muito iluminados.
Enfim, um pouco de música também não faz mal algum. É bom refletir por que as nuvens se parecem mais escuras embaixo. Tão bom quanto canção de ninar.
A propósito, quase que dormi mesmo mais cedo. Acordei com o meu pai comentando sobre a seleção brasileira ser campeã no torneio de futebol feminino. Como eu gosto de água gelada em dias de calor.
Desculpem as digressões ou qualquer coisa que possa não fazer sentido. Julgo que aqui faz sentido, como tudo sempre fez.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.

'Flying overseas, no time to feel the breeze' ♪

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

'Ring out the bells again, like we did when spring began' ♪

Hoje, quando eu estava indo almoçar, havia três meninos na porta do restaurante, que claramente não tinham condição para pagarem uma refeição. Meu pai me falou meio baixo, pergunta sem resposta: 'O que vai acontecer se eles entrarem e se servirem?'. É claro, pensamos na possibilidade, mas o que vem à mente?: 'É complicado...', como seria em uma situação parecida. Mas essas foram as mesmas palavras em tom desanimado que eu ouvi do grupo que vinha atrás de nós. Não estou aqui para julgar, e peço que também não me julguem - porque sei que sou igual culpada -, mas o que nos faz observar as coisas assim? Certamente faria diferença, mas não seria a solução satisfazer a fome que eles sentiam naquele momento. E quem é que vai trazer a solução, perguntar onde essas crianças moram - se moram -, onde estudam - se estudam -, quem são seus pais? Acima de tudo, quem vai permitir que elas não precisem nenhum dia mais depender da atitude de outro alguém para terem ao menos o que comer? Dizem que temos o direito à vida e à liberdade, mas quando esses conceitos deixarão de ser, integralmente, mais que um pedaço de papel e de fato se verificarão na sociedade? Onde está a nossa responsabilidade, deixando acontecer uma coisa dessas?
Acho que não há nada de mal em pedirmos um pouco mais de dignidade e igualdade. Enquanto todos acham que as coisas vão bem, porque seus egos e estômagos encontram-se satisfeitos, muitos vivem sem ter mesmo uma identidade para chamar de sua. São João, Vítor, Paulo, José, Eduardo e saibam o nome que tenham. Como é que uma sociedade pode ser igual enquanto muitos não têm nem o que comer?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

'The time is gone, the song is over, thought I'd something more to say' ♪

Muitas coisas têm acontecido nas últimas semanas. Não tenho, de fato, tido muito tempo para escrever por aqui, ou sinto que as palavras certas não chegam. Mas o sono é certeiro, sempre na mesma hora.
Fiz o vestibular da PUCRS no final de semana; isso é uma das coisas que eu lembro bem, porque faz pouco tempo. Os resultados saem na quinta-feira, e fiquei até feliz com os gabaritos extraoficiais que estão pela rede, mas prefiro esperar a lista pra ver como fui de verdade.
O que eu mais tenho lido ultimamente? Acho que devem ter sido as palavras escondidas por trás das tintas das paredes. É difícil permanecer numa leitura em meio a tantos testes de todos os tipos. O tempo, que se acha tão senhor do nosso fazer, tem permitido até demais nesse último mês antes das provas da UFRGS. Minha paciência e braços e pensamentos e cálculos se desdobram como nunca antes.
Senti uma coisa muito boa depois de voltar do vestibular, fazendo uma parada rápida antes de chegar em casa. Foram cinco minutos de felicidade tão boa que não têm equivalente. É isso que dá mais força pra continuar.
O ar que entra pela janela agora também é bom, porque é noite, e o Vivaldi que tocava no rádio não materializou como eu esperava as palavras literárias, mas uma música clássica nunca se perde. Talvez tenha sido até melhor que a minha idealização.
Boa noite, meus anjos de sempre e novos anjos e a todos. Sonhos doces, como de uma noite de verão.

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

'I know... life would be different ' ♪

Eu sei, tenho desaparecido daqui. Às vezes também me confundo à noite, sem saber se estou no sonho ou ainda acordada. As histórias do livro saem como cores; tudo tão calmo, em silêncio, desprovido da sensação de tempo, e chegam diversas pessoas, e caminhamos por montanhas, e começa uma música ao fundo. Até que eu abro os olhos e percebo que fui longe demais outra vez, marco a página e apago a luz sem consciência.
Uns cafés fortes para acordar e umas risadas durante a manhã toda. Mass a sensação de que já passou, que já foi e que vai levar muito tempo. É só uma ilusão. Logo chega a hora de atravessar a passarela, voltar, pôr a mochila nas costas e chegar outra vez.
Daí um monte de coisa se confunde. Não é uma mesma dimensão, não pode ser, eu acredito. Mas uns raios de sol, outro mergulho no copo d'água e o sinal toca. Alguns dias têm vôlei, mas só por hoje, até hoje. Já não vamos ter tanta chance de tentar de novo e esperar uma volta de 360° para estarmos de volta na mesma situação.
Tontura leve, um banho para acordar quando o sol se vai, a escuridão que tenta esconder as estrelas. Nesse ponto bate uma saudade, uma coisa pertinente, comichão que não cessa. Então, quando faltam cumprimentos telepáticos que acalmem o coração, vem o livro para as mãos, uma fuga da rotina que me integra ainda mais a ela. De repente saem cores do livro, o silêncio se deita como um cobertor, o tempo se vai...
Boa noite, anjos. Sinto falta de cada um. Quero retificar que minha presença não tem sido lá o que deveria e me sinto na obrigação de partilhar com vocês o desejo de agir mais, estar mais disponível, acreditar. Eu sei, deixei um pedaço importante de mim ali, guardadinho, mas vou garantir que amo esse espacinho demais demais. A propósito, o visito quase todos os dias, mas às vezes isso acontece na hora das cores. Talvez difícil demais de compreender.

"Tomara que, apesar dos apesares, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz." C.FAbreu

terça-feira, 22 de novembro de 2011

'And let them all listen to your silence' ♪

Enfim, não dormir de acordo com a quantidade recomendada pode ser interessante. Na verdade, até as coisas certas têm seu quê de arte, mas especialmente as que vão contra as regras gerais de saúde nos fazem pensar um pouco mais sobre suas repercussões.
Acontece que hoje me bateu uma saudade, não sei bem de quê. Acho que é esse meu apego ao presente que arrisca tomar um ar diferente, ansioso. Duas semanas têm a duração de duas semanas, mas nem sempre soam igual. Duas semanas para concluir as últimas provas do ensino médio parece um desafio e tanto. Era ontem quando eu lembro de ir pro colégio, cortar linhas na folha para imitar a chuva, colar algodão para fazer nuvens, plantar feijão no copinho, chegar mais tarde por causa das sessões com a fonoaudióloga, elaborar maquetes impensadas, cair jogando futebol, estudar na biblioteca durante as tardes e descobrir a grande farsa de Hitler, entender a metafísica impregnada em tijolos de paredes, escolher palavras para alguns parágrafos. Catorze ou quatorze dias podem significar uma vida, uma ponte de momentos difusos, porque tememos mas ansiamos pelo outro lado. É a busca indecifrável do ser humano sobre o que há de vir.
Como na música, 'O que virá dirá' ♪.
Talvez não tenha sido percebido, mas o propósito do texto acabou ficando ao vão. Tudo bem, já achei um lugar para ele.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

sábado, 19 de novembro de 2011

'They're in my head' ♪

Às vezes precisamos de ritmo. Para almoçar mais rápido revisando matéria, pra cantar uma música pensando nas notas de outra, pra dar o passo pro mesmo lado, na hora certa. Para conciliar os dias que passam com os que virão, os abraços às vezes desencaixados, os minutos a mais que a gente precisa, as palavras que ficam sendo só palavras. Para harmonizar os solos da guitarra (ou do violão) com o compasso da bateria.
Para encaixar nossa vida com nossa vida.
Se eu for abstrata demais, inconclusiva, era pra ser assim mesmo, só um pouquinho.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

BloGessinger: P(*)EMAS C(*)M N(*)TAS DE R(*)DAPÉ - 23

BloGessinger: P(*)EMAS C(*)M N(*)TAS DE R(*)DAPÉ - 23: eu sou velho, meu velho tão velho quanto o mundo eu sou moço, seu moço e o poço não é tão fundo (*) Desnecessário fazer uma lista das indú...

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

'Cause you got your way and [...] I got mine' ♪

Então, fui à Feira do Livro hoje, porque amanhã é feriado e pretendo ter tempo de continuar a leitura de História do Cerco de Lisboa que, por mais difícil que pareça de ser compreendido à primeira impressão, é de uma rapidez imensa. Sei que vai soar estranho, mas o texto de Saramago tem gosto bom, provoca uma avidez por mais parágrafos e por mais faltas de pontos finais. Talvez seja isso que precisamos: de mais pausas curtas, no meio termo.
Por isso que providenciei outro livro do mesmo autor. Dessa vez, Ensaio sobre a Cegueira, que tem uma boa - mas impactante - adaptação para o cinema. Encontrei também uma edição com Poemas do Álvaro de Campos, que vai me poupar um pouco a correria até a biblioteca para o vestibular, uma da Lya Luft - com capa laranja, que agora não recordo o nome sem buscar o livro - e outro livro do Carpinejar, de crônicas. Aprecio os textos desse último e talvez até dê um jeito de ler antes do vestibular.
Amanhã é feriado em homenagem à Proclamação da República. É uma pena que poucas pessoas lembrem o que é isso.
A aula até foi divertida hoje de manhã, antes das oito. Acho que, na verdade, eu só acordei mesmo no período de física, depois de tomar um café, mas paciência, faltam menos de dois meses para uma férias que podem ser bem curtas - e assim espero que sejam.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

domingo, 13 de novembro de 2011

'As cores, figuras, motivos, o sol passando sobre os amigos' ♪

Hoje, como mais um dia desses.
Comecei a ler História do Cerco de Lisboa, de José Saramago. Ele tem um estilo de escrita todo particular, quase sem o uso de pontos, mas a compreensão vai se tornando mais fácil com o correr das páginas.
Talvez eu não tenha tanta paciência ou tempo para parágrafos longos. Precisaria de ocasiões para conversas demoradas.
Não dormi muito bem à noite, acordei inquieta. Por isso tirei um cochilo a toda hora interrompido na viagem de volta pra casa, que é bastante curta. Acho que foi mais um estado de torpor, um fechar os olhos e ter o pensamento automático.
Meditar, acho que vou tentar uma dessas.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

sábado, 12 de novembro de 2011

'O tempo continua com a oscilação' ♪

É diferente que o título não seja a música que eu estou realmente ouvindo. Não sei, ainda tem alguma coisa estranha que insiste em mim.
Umas notas sobre coisas que aconteceram hoje. Desculpem se o texto ficar pessoal demais ou qualquer coisa, talvez se eu usar as palavras erradas. Inevitavelmente, ninguém está pronto para perder alguém que ama, não importa o tempo que passe, em um único momento, que parece um milésimo de segundo e uma eternidade. Lembrei de uma crônica do F. Carpinejar, 'Querido Sérgio "Prego" Fischer', que explica um pouco desse sentimento que bate na gente.
Queria ficar só um instante vendo o sol se pôr. Esperar só um pouquinho mais.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

'Certas coisas de todo dia nos trazem a alegria' ♪

Se tem uma música que eu cantaria agora, nesse momento, seria essa, que traduz bem o vento que nunca chega, as coisas que nunca acontecem.
Como numa música ambiente, 'Me lembrarei de tudo que eu não disse'. ♪



domingo, 6 de novembro de 2011

'Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago' ♪

Enfim. Eu continuo com as minhas perguntas, teorias, digressões.
Com uma vontade de falar que nós precisamos fazer o que for preciso, falar o que for preciso.
Que às vezes eu tenho saudade do momento presente, numa dessas contradições.
Que eu gosto da água do rio/lago onde mergulha o sol; que o barulho das ondas dali é um dos melhores sons do mundo.
Boa noite, anjos. Que os seus sonhos sejam tranquilizantes.

sábado, 5 de novembro de 2011

'Segredos que não podia guardar e não conseguia contar' ♪

Às vezes.
Já não tenho sono nas últimas noites, mas uma exaustão no corpo, das horas insones, da atenção automática, das músicas que por vezes nem sabem quem são, das letras que não fazem sentido no papel, das paredes amareladas de tão brancas, da luz que morre no fim de tarde, do vento que não para, dos questionamentos.
Acontece que eu queria um pouco mais de calma todos os dias. Mas não precisava ser uma calma estática; uma calma dinâmica me bastava.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

'Dançou e gargalhou como se ouvisse música' ♪

Tenho dúvidas.
Como é que as pessoas exercem o direito de voto elegendo alguém através do carisma sem conhecer a história da democracia? Como é que as escolas ensinam tão superficialmente sobre o sistema? Como é que podemos preferir o capitalismo desconhecendo o resto?
Por que eu ouvi Chico Buarque hoje? Por que eu decidi escolher uma música ao acaso e por que tantas vezes escolhemos um produto, uma ideia ao acaso? A que, enfim, estamos nos rendendo?

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

'É impossível reprimir o que acontece toda vez' ♪

Hoje, a muito custo por parte do meu pai, fui à Feira do Livro de Porto Alegre para assistir a uma conversa com Humberto Gessinger. Nunca o tinha visto assim, tão de perto, e confesso que, num primeiro momento, era estranho vê-lo ali, em carne e osso. Esperei que ele pegasse o microfone e proferisse as primeiras palavras para garantir, mas ainda assim restava aquela ponta de dúvida. Só com o desenrolar dos minutos e com as digressões no assunto eu entendi: era o livro falado, face a face. Senti exatamente isso, que estava ouvindo a história (reflexões) que já conhecia do papel, mas que agora era percebida de uma forma totalmente diferente.

'É muito engraçado
Que todos tenham os mesmos sonhos
E que o sonho nunca vire realidade' ♪

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

'É só por hoje, ao menos isso eu aprendi' ♪

Hoje chegamos à marca de 7 bilhões de habitantes no planeta.
Mas, quem são essas pessoas?
São de todos os lados, culturas, credos, etnias, sonhos, gostos musicais, preferências de livros. Mas há algo errado aqui.
Uma (1) a cada sete (7) pessoas passa fome, uma sensação que poucos de nós já sentiram de verdade, a angústia de não ter previsão para o almoço, para a janta, porque muitas vezes nem conhecem essa divisão. Pessoas que se alimentam quando há alguma coisa disponível, mesmo que não seja o adequado - como raras vezes o é. Uma a cada sete, enquanto deixamos comida no prato ou vamos dormir com a certeza de que a geladeira está cheia com garrafas de iogurte ou caixas de suco de vários sabores, muito além do que o necessário para o nosso organismo, mas ainda pouco para os nossos egos. Queremos ainda mais, porque temos uma sensação de poder causado por alguns pedaços de papel na carteira, que na verdade não valem nada. Quase sempre estamos descontentes, mas pelo motivo errado. O egoísmo não permite lançar os olhos muito além, ou um pouco além. Não precisamos ir até a África para encontrar famintos, de alimento ou de vida.
Cerca de 16% das pessoas no mundo não sabem ler. Pode parecer absurdo, certamente, mas apenas para quem junta as palavras desse texto involuntariamente, porque já se tornou um hábito, mas a grafia do próprio nome não é conhecida por vários. Muito menos serão as ideias de libertação. Como pode um povo fugir dos opressores dessa forma?
E nós aqui, entre sete bilhões. Seremos apenas mais um número, ou seremos a diferença?
Boa noite, anjos.

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

'And fly away, only a phase, these dark cafe days' ♪

Final do dia, o sono insiste em bater porque não consegui dormir muito ontem. Fiquei acordada até tarde para desenhar um brasão na bandeira da Espanha, e até que ficou legal. Adoro essas coisas, desenhar em capas de trabalhos, murais, cartazes e afins.
Final de semana, mas não parece. Fui no inglês hoje e já sinto saudade das aulas no sábado. Não sei, mas é uma coisa interessante acordar cedinho depois de sexta só pra ir estudar e sentir aquela energia de lá da escola. Modificar a rotina é estranho, porque, às vezes, o que é cronometrado pode ser bom.
Final de mês. Estamos a uns sessenta dias da UFRGS, com a ansiedade à flor da pele. E essa nota do ENEM que fica no limiar da esperança e da desconfiança, sem me dizer nada, ou me dizendo muito.
Final de ano. Hora de decidir não somente o que passou, mas o que virá. De ponderar os lados, fazer escolhas, achar que o dia começou ou terminou cedo demais.
E eu me questionando. É possível ter certeza de mais de uma coisa? Está nos limites da sanidade ter tanta certeza sobre tantas coisas, ou isso não é certeza nenhuma? É errado ter certeza de que temos certeza? Afinal, o que é errado?
Boa noite, meus anjos. Tão grandes que ignoram o mundo das incertezas. Bons sonhos.

'La libertad, Sancho, es uno de los más preciosos dones que a los hombres dieron los cielos; con ella no pueden igualarse los tesoros que encierran la tierra y el mar: por la libertad, así como por la honra, se puede y debe aventurar la vida.' Dom Quixote, M. Cervantes

'Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas' ♪

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

'Come as you are, as you were' ♪

Então, a nossa vida parece um punhado de contradições que se encaixam, não parece?
Retomei a sensação inexplicável de ler um bom livro - de se permitir o tempo para isso em meio a tantos dias chuva-e-sol - com Memórias Póstumas de Brás Cubas, clássico machadiano, que traz as reflexões de um morto sobre a vida, e não somente a sua. Recomendo, é um livro muito bom, e me inspirou a pensar em outros que eu vou providenciar na Feira do Livro, na próxima semana.
Agora o sono bate, tal como deveria, mas ainda vou assistir a um trecho de Incidente em Antares para poder fazer um trabalho de literatura. Algum dia eu penso em fazer umas matérias do curso de letras, só pra poder discutir melhor sobre as obras; queria ter uma biblioteca.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.


“As pessoas têm medo das mudanças. Eu tenho medo que as coisas nunca mudem.”
Chico Buarque

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

'When the dream came, I held my breath with my eyes closed' ♪

Terminadas as provas no ENEM, o meu esclarecimento não anda muito melhor. Acordei cedo demais, às 4hs, tendo pesadelos com as notas, embora elas tenham sido razoavelmente boas. Na verdade, acho que ainda não saí do estado vegetativo no qual mergulhei desde sábado, com mais intensidade no domingo. Às vezes parecia que corpo e pensamento eram coisas distintas, que se alocavam em lugares diferentes. Eu sei, metafísica demais, mas eu me senti um pouco assim ontem à noite. Passei o dia movida basicamente a líquidos, com sede, talvez pela dor de garganta que o ar condicionado da sala causou. Mas, como dizia Renato Russo, nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem.
Boa noite, anjos. Sinto falta de vocês. Bons sonhos.

Drummond foi esse poeta incrível, de grandiosidades, como 'E Agora José?'. Vou encontrar alguma coisa dele na Feira do Livro de Porto Alegre, sem dúvida.

'A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida está no amor que não damos, nas forças que não usamos, na prudência egoísta que nada arrisca e que, esquivando-nos do sofrimento, perdemos também a felicidade.' C. Drummond de Andrade

sábado, 22 de outubro de 2011

'Sempre mais do mesmo' ♪

Primeiro dia de provas do ENEM. Acho que só vou poder comentar alguma coisa sobre o desempenho depois de corrigir as questões, o que eu espero ansiosamente. Não sei, sempre tenho uma vontade imensa de corrigir provas. Mas vou esperar até amanhã à noite.
Renato Russo cantou Mais do Mesmo e If Tomorrow Never Comes na minha cabeça durante a tarde toda. Sempre melhor pensar acompanhada de música.
Enfim, amanhã é domingo. Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.

Achei mais uma filosofia há pouco, de autor desconhecido.
"Não existe nada tão comovente, nem mesmo atos de amor ou ódio, como a descoberta de que não se está sozinho."

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

'We don't need no thought control' ♪

Estranho. Estou a menos de 24 horas de uma prova que me dá uma sensação estranha. É um misto de confiança com inesperado e com futuro. Razoavelmente incompreensível. Junto com a música que toca em volume alto a fim de abafar as vozes da televisão, eu tenho umas ânsias comuns a toda gente, de explicar o que não pode ser (ou o que não deve ser ou o que não querem que seja) explicado. Nossa mania de querer entender tudo.
Achei uns poemas legais, como The Road Not Taken, de Robert Frost, e recobrei o prazer, ao menos por uma noite, de não ter tarefas obrigatórias. Já nos pouparam bastante com as provas do final de semana. Hoje é dia de ouvir umas músicas sem compromisso, ler sobre filosofia ou dar uma olhada na biografia do Renato Russo, minha distração de ontem. É hora, acima de tudo, de retomar a vontade, de carregar as energias. Talvez eu ouça umas vozes conhecidas durante as provas do final de semana, ou comece a cantar mentalmente para esquecer as milhares de letras no caderno de questões. Mas afinal, que é a questão principal?
Boa noite, bons sonhos, meus anjos.

"Ser verdadeiramente livre é poder. Quando posso fazer o que quero, eis minha liberdade; mas quero necessariamente aquilo que quero, pois de outro modo eu quereria sem razão, sem causa, o que é impossível." Voltaire

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

'Just what you're thinking of' ♪

Não quero rodeios. Mas o vento devagar, que sirva para tranquilizar. Um tempo pra olhar as estrelas que há dias ficam escondidas atrás das nuvens e que tendem a aparecer cada dia mais tarde, porque o horário de verão nos desloca até mais tarde com o sol.
Não quero rodeios. Mas uma confusão encontrada, um punhado de poesia do livro que eu peguei na biblioteca, mais exercício, mais músicas do meu poeta. Busco mais força pra não dormir quando o lápis ainda tenta resolver as questões do livro, quando os as linhas se embaralham.
Ouvi dizer que as pessoas otimistas têm uma alteração no cérebro, afirmação comprovada através de pesquisas. Mas afinal de contas, norte/sul, leste/oeste, onde está o padrão que mede a perfeição?
Bons sonhos ao som do violão. Boa noite, meus anjos.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

'Dark grin, he can't help' ♪

Enfim. É estranho como eu tenho começado a escrever já tirando conclusões do meu próprio pensamento, sem tê-lo exposto e ruminado, ruminado. Não quero concluir agora sobre o que me leva a fazer isso.
Comi melancia hoje, sinalizando que o verão logo chega. Acho que eu tentei ser criança ao extremo há pouco: quase pulei por uma janela de vidro. Na verdade, vou deixar apenas alguns detalhes que, tenho certeza, vão causar risos. Eu estava tentando alcançar o teto de casa, que é alto, dando um salto como no vôlei, na hora de atacar. Essa ainda não é a hora de rir, porque das outras vezes tinha dado tudo certo. Sei que ficar pulando dentro de casa pra essas coisas é fora do comum, mas confio extremamente nos leitores para não concederem a essa fato uma proporção maior. É que estudo demais faz essas coisas com a gente (prefiro acreditar). Bom, hoje o salto não estava dando certo. Isso até que a minha mente brilhante unisse os fiozinhos. Tive a ideia mais simples e burra do mundo, um raciocínio bruto: 'Mas não vou conseguir alcançar enquanto não correr, igual no vôlei!'. É claro que logo fui tentar a nova hipótese, esquecendo que eu tenho um defeito horrível, de não raro esquecer de saltar pra cima e acabar me projetando para a frente. Lá fui eu, pela cozinha, correndo e saindo do chão...direto para a janela. Grande sorte foi perceber, numa fração de segundo no ar, que eu precisava parar, e lembrar que tinha um sofá naquele lugar. Não tomei nota de que ele estava cheio dos cadernos da escola, mas enfim, essas aventuras são permitidas de vez em quando, não?!
Boa noite, meus anjos que entendem esses dilemas da vida. Bons sonhos.

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

'Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão' ♪

Estamos a menos de duas semanas do ENEM, e o tempo fica apertado. Lembro de um post que eu fiz há quase um ano, quando fui conhecer os testes. Não tenho muitos comentários sobre isso, acho. Quero mesmo é rever conteúdo nesses sete dias e ver o que acontece. Sei que parece meio masoquista, mas eu gosto de fazer provas. Fim.
A chuva veio tão rápida no fim de tarde que não mudou muito o tempo abafado. Mas enfim, eu gosto mesmo do calor. Olho para os casacos pesados de inverno nos cabides e realmente não me cabe a entender[sic] como nós vestimos tantas pilhas de roupas. Sou muito fã do jeans e camiseta, não adianta. Eu sei, mesmo sem sentido essas reflexões. Os dedos devem ter aprendido a digitar sozinhos.
É tão estranho.. ♪
Sim, comecei exatamente com as palavras que cabem a Renato Russo, o meu poeta. Eu não podia deixar de dizer que, se tivesse oportunidade de voltar no tempo, sem dúvida iria a um show dele. Essa voz é inexplicável.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
E talvez, uma das lições mais importantes:
'Nunca deixe que lhe digam que não vale a pena acreditar no sonho que se tem' ♪

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

'Like a river flows surely to the sea' ♪

Bonita essa música. Há tempos eu não escutava uma desse tipo e acabei achando a versão do Elvis. Uma série de coincidências. Série, circuito elétrico, mesma corrente passando por todos os resistores. Resistência, guerras de independência. Enfim.
O pôr-do-sol nascendo laranja e morrendo rosa nas nuvens. Essas pequenas coisas que deveriam nos encantar todos os dias pela sua simplicidade. Coisas que não acontecem todo fim de tarde, embora assim seja pensando por muitos. Eu queria saber se o céu em outros lugares do mundo tem o mesmo tom daqui. Tom, timbre, particularidades do som, da voz.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

'Eu lembro dos filmes que eu nunca vi, passando sem parar em algum lugar' ♪

Acontece que em dias como hoje nós temos saudade de tanta coisa. Posso dizer saudade do futuro? Acho que cabe exatamente assim. É por isso que eu gosto do verão (que ainda não chegou, mas é como se fosse), porque dá uma visão toda particular pra cada coisa.
É engraçado como os pais adoram ter medo pelos filhos, simplesmente incrível.
'Não, voar não é só com os pássaros. Nós também voamos, seja nos aviões (quando os voos não são cancelados), seja através de nossa imaginação.'
Nesses últimos dias tenho caminhado aqui pelo bairro depois da aula, afinal de contas é sempre bom se exercitar um pouco. É fácil observar que as pessoas têm construído muros tão grandes nas suas casas, querendo se proteger da violência, e acabam prendendo a si mesmas. Deve haver alguma coisa muito errada por aqui.
Então restamos nós, eu e minha circunstância.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

sábado, 1 de outubro de 2011

'E quando anoitecer, cansado eu te encontrar' ♪

'Já não sei andar só pelos caminhos,
Porque já não posso andar só.'
F. Pessoa

Pra mim, a semana termina no sábado, e isso é bom. Gosto muito dessa parte do tempo com sorrisos tão maravilhosos.
O céu está estrelado.
Está certo, volto para onde é bom, onde tenho certeza que as coisas vão estar seguras.
Boa noite, meus anjos tão anjos de coração imenso. Bons sonhos.

'Vem que a tempestade já não pode te abalar
A segurança em meu barco encontrarás
Confia em mim, o meu amor te abrigará' ♪

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

'Sometimes I get so tense, but I can't speed up the time' ♪

A lua está linda hoje, um sorriso tímido e charmoso que surge no meio do nada como o Gato Risonho, de Alice. Não deixem de ver e, principalmente, de notar a sombra da lua inteira por trás da Terra, que tem sua própria beleza. Pequenas coisas sobre as quais procuramos não pensar tanto.
Cartas do ENEM chegando, embora a minha ainda não esteja em mãos. Está acabando o final de semana seguinte para pôr a matéria em dia, agora é na cara e na coragem. Até parece que há muito tempo atrás eu planejava estudar, e agora o tempo parece tão pequeno, tão pouco. A nossa mente gosta de brincar com essas coisas.
Nessa tarde escolhemos a música da turma para a formatura. É estranho sentir que está perto assim de dezembro.
Lá vou aos estudos mais uma vez, a geometria e a biologia me esperam.
Boa noite, bons sonhos meus anjos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

'E vem chegando a primavera, nosso futuro recomeça' ♪

O horizonte mergulhado no Mar Vermelho, foi assim o fim de tarde. Céu e cor e canção (todos iniciando com a letra 'c') se misturavam debaixo dos prédios, longe do alcance das mãos.
Em menos de um mês acontecem as provas do ENEM, que vão funcionar pra mim como um vestibular; e em três meses é Natal. Eu sei, o tempo dessa segunda situação é ainda menor do que o referido, mas tentei aproximar um saldo maior antes de um novo ano. Já me falaram que tudo voa depois dos quinze anos. Eu diria que não, que nós é fazemos planos demais e deixamos a vida grande, espaçosa, mas aconchegada em um blusão quentinho. Sei também que minhas metáforas não andam boas, mas sinto falta de escrever, de jogar conversa fora no telefone, de ter mais cinco minutos.
Hoje, a perfeição da voz do meu poeta, em Perfeição.
Boa noite, anjos. Sonhos bons.


'Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...'♪

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

'The sun is the same in a relative way, but you're older' ♪

É tão estranho olhar pro céu lá fora de novo, confortável e doce, e lembrar daquelas novas teorias (e das velhas teorias) físicas que propõem um modelo de universo. O ser humano, na sua curiosidade de sempre, procura explicações para o visível e o invisível, o tocável e o próprio pensamento. Eles falam sobre expansão do universo (expansão também do vácuo, então expansão do 'nada'?), mas já se perguntaram para onde vamos 'crescer', a fronteira que há lá fora? Esse planetinha aqui é uma casa segura desde que o respeitemos em seus recursos, mas nossa mente, segura num espaço tão pequeno e tão fantástico, ansia por mais, tem sede de um mundo que deva obedecer a leis criadas nesse espaço ínfimo do cérebro. É como dizem: 'Só sei que nada sei'.
Talvez eu tenha decidido a música para a formatura, e não, não é a do título.
Às vezes um sorriso faz tão bem.
Outubro chega sem pedir, voraz para abrir espaço e dar uma brecha a novembro. O verão quer começar, mas e agora, será que é mesmo tão bom que ele venha cedo, ou o sol pode se prolongar na linha do horizonte todos os dias? Pensando bem, a verdadeira teoria da relatividade é a invenção do tempo, um intervalo entre acontecimentos, que é uma coisa tão abstrata e movida por si que se torna compreensível apenas na sua incompreensão.
Eu sei, depois das dez acabo assim abstrata. Vou fazer o tema de física e elaborar uns teoremas sobre a lógica. Mas que lógica? Também percebi que usei a palavra 'mas' diversas vezes no texto, devo estar querendo ponderar bastante e contradizer as minhas próprias frases. Desculpem; depois de um pouco de prática, passamos a observar até mesmo as vírgulas no caminho.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

'Flores na cabeça, nossos pés descalços' ♪

Essa música não me abandona há uns dois dias. De repente surge uma batida ali, um ruído qualquer e 'Flores na cabeça...'♪. Certo, talvez passe.
Fomos visitar um lar outra vez na segunda-feira, e foi bom alegrar as pessoas com uma música que nos divertia também. Na verdade, não sei quem riu com mais verdade, se fomos nós, com as batidas e notas por vezes trocadas, ou eles, que percebiam o nosso esforço em acertar.
Tenho lido uma diversidade imensa de livros e aprendido mais um punhado de coisas. Às vezes aprendemos a corrigir a própria vida com algumas palavras. O vento que tem surgido nessas tardinhas de quase primavera parece trazer um conforto e embala as risadas, que agora mostram ares de mais seguras, embora ansiosas. Outra vez parece uma contradição, mas só parece. São estados que podem coexistir.
O sono está chegando mais cedo essa semana, então deixo um pedacinho de Chaplin pra vocês.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

"Cada pessoa que passa em nossa vida, passa sozinha, porque cada pessoa é única e nenhuma substitui a outra. Cada pessoa que passa em nossa vida passa sozinha e não nos deixa só, porque deixa um pouco de si e leva um pouquinho de nós. Essa é a mais bela responsabilidade da vida e a prova de que as pessoas não se encontram por acaso."
Charles Chaplin

'Ooh, sempre mais do mesmo' ♪

sábado, 17 de setembro de 2011

'O tempo passou, claro que passaria' ♪

Por hábito. Sinto mesmo é falta de nadar, porque às vezes o ar parece pesado. Deve ser o sono que vai e volta.
Já estamos quase em outubro. O tempo parece ter avançado num piscar de olhos, como se a primeira visão tivesse se prolongado, ou avançado em câmera lenta. Não sei quem vai brincar de empurrar no meio da rua no ano que vem; quem vai chutar meu pé enquanto o professor explica até que eu canse; quem vai ficar de mal comigo por causa de um sinal na conta da prova; quem vai me ajudar com o jogo da velha nos cinco minutos que sobram. Sei, já sobrevivi a uma dessas, que foi inesperadamente diferente, mas que seguiu de um jeito que não foi tão mal. É claro, algumas coisas a gente não esquece e se pergunta todo o tempo. 'A thing of beauty is a joy for ever', como dizia Keats.
Certo, eu passei a ter ansiedade pelo presente.
Dois fatos. Percebi que um morador de rua esperava todos os dias de manhã cedo um outro amigo, vindo de outro local, para que eles pudessem coletar materiais juntos. E vi no jornal que, na divisa entre Canoas e Esteio, um viciado matou um mendigo para pegar a prótese de platina que aquele tinha na perna e comprar crack com o dinheiro. Incrível como o primeiro exemplo parece ter um impacto maior e não nos espantamos tanto com maldade do segundo, porque ela se tornou corriqueira. De repente a gente percebe isso.
Fui ao hospital fazer uma visita hoje. É estranho ter saído de lá com um ponto de interrogação na mente, porque um sorriso esconde muitas coisas. As palavras podem cortar como navalhas, se quiserem.
Boa noite, anjos. Sinto falta de vocês. Bons sonhos.

'O tempo passou, claro que passaria
Como passam as vontades que voltam no outro dia' ♪

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

'Vão dizer que eu ando por aí, quando você perguntar por mim' ♪

Hoje à noite tem jogo, Brasil e Argentina, clássico do futebol mundial. Craques como Ronaldinho Gaúcho e, indubitavelmente, Leandro Damião, estarão em campo para prender o olhar de muitos brasileiros no televisor, ansiosos por saltos favoráveis no placar e comemoração.
Fiz minha inscrição pra UFRGS e, após protestos do meu pai, marquei medicina. Agora é estudar bastante e ver no que dá. Vou tentar também na UFCSPA, que usa como argumento a nota do ENEM (que implica dois dias cansativos de provas com questões gigantes e numerosas). É.
Porções de ministros do governo estão sendo denunciados e deixando seus cargos. Fiquei sabendo de uma senhora que foi filmada recebendo dinheiro que teria sido usado em sua campanha eleitoral não teve nem o mandato cassado. Não que eu seja do tipo extremista, mas em outros países uma coisa dessas beiraria a pena de morte. Seria o caso de repensar alguns conceitos e o caráter daqueles que deveriam ser nossos representantes.
Uma coisa me deixou confusa hoje. Assisti no telejornal que a merendeira que supostamente teria posto veneno de rato na refeição de quase 40 crianças não seria condenada porque a quantidade em questão era insuficiente para causar a morte de alguém. Podem me explicar isso? Não sei se ela foi de fato culpada, isso fica na conta dos órgãos policiais competentes, mas como se pode lidar com uma situação dessas? E a intenção, se é que houve intenção? Não será considerada apenas porque o 'serviço' não foi efetivado? E se alguém atirar no braço de outra pessoa e errar a mira, que iria direto no coração? Será também absolvido porque não foi letal?
Enquanto isso, no mundo real... Vamos todos sentar no sofá em frente à televisão hoje à noite, sem tantos pontos de interrogação, e reclamar de um gol anulado ou um cartão amarelo, apenas por hábito. Humanos.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

domingo, 11 de setembro de 2011

'Flores, as flores vão voltar na primavera' ♪

Estamos quase na primavera, depois de meses de inverno que pareciam intermináveis. Passa das sete e eu deveria estar fazendo uma redação (não que aqui eu também não esteja escrevendo).
Foi bom caminhar e ver a lua 'nascer' cheia, linda, enquanto o sol caía, enforcando o horizonte em tons de roxo e laranja. Que coisa, ninguém discute física comigo. Não entendem que é, na verdade, um pedacinho da filosofia.
Há dez anos, exatos dez anos, houve um ataque aos Estados Unidos que atingiu o Pentágono e as Torres Gêmeas. Cerca de três mil pessoas morreram, mas por quê? Talvez alguns perguntem sobre Hiroshima e Nagasaki, as consequências da Rosa hereditária, rosa radioativa, que matou mais de cem mil pessoas (na verdade, o número é muito maior do que esse). Mas então, se chegarmos lá, temos a mesma pergunta: por quê? Mas e os judeus, por quê? Os civis alemães bombardeados, os ingleses, os africanos, as tribos, os índios, por quê? O que faz doer é um simples fato: não foi um tsunami ou um terremoto, mas o próprio homem.

'[...]
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas...'
V. de Moraes

Boa noite anjos, bons sonhos.

sábado, 10 de setembro de 2011

'Clarisse sabe que a loucura está presente' ♪

Entre umas conversas sobre profissões, política e saúde, palavras pra lá e pra cá, surge um punhado de questionamentos e revolta. É claro, a política no nosso país não é a desejada, e talvez assim o seja sequer em alguns lugares do mundo. Gerenciar uma nação tornou-se um jogo de poder e influência, não mais a busca pela reforma de verdade. Os nomes perderam a identificação. Mas lá vamos começar o discurso político de novo. Terminou.
Dúvidas, como sempre. Uma das mais novas é sobre a música pra formatura. Mas não deixa de passar sobre a inscrição na UFRGS e sobre um monte de coisas.
Não sei, fiquei feliz hoje. Foi bom rever pessoas depois de tanto tempo.
A voz do meu poeta acalma. É o que tem soado por aqui.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

'E ainda leve e forte' ♪

Hoje, somente por ouvir a voz do meu poeta.
O tempo parece correr de uma forma estranha, não mais como sempre. Não era assim.
Boa noite, anjos, bons sonhos.
Nas palavras de Cecília:

'[...]
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.



Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.'

'Que ainda era muito
E muito pouco' ♪

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

'Heal me one last time' ♪

Hoje é quinta-feira que parece segunda. Nem acredito que amanhã não vamos ter outra aula de filosofia; passei a gostar mais de teatro depois da última.
Comecei a ler Memórias Póstumas de Brás Cubas, clássico machadiano, e estou gostando do livro, embora tenha progredido pouco além do aviso ao leitor. Pode até parecer que eu passo o dia com livros nas mãos, não deixa de ser verdade, mas há tempo não lia uma obra mais consistente e por vontade própria. É uma das coisas que mais sinto falta. Talvez não avance tanto na próxima semana também; quero tentar algo em inglês.
Já não faço tanto esforço pra levantar cedo, Cássia Eller encontrou o tom perfeito das manhãs de quase primavera e agora canta All Star todos os dias.
Hora de ir, as palavras vão se transformar em números e fazerem a imaginação voar.
Boa noite anjos, bons sonhos.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

'It's the little things, little things, little things that make the world' ♪

Tenho alguns minutos, um pouco de cansaço e muitos temas, muita matéria a estudar para a prova de amanhã. Mas eu queria escrever nem que fosse um pouco, porque, como Clarice dizia (e ainda ressoa), 'Às vezes uma só linha basta para salvar o próprio coração'.
Boa noite, bons sonhos, meus anjos.

'Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer.'
C.Lispector

domingo, 4 de setembro de 2011

'Azul, vermelho, pelo espelho a vida vai passar...' ♪

'E o tempo está no pensamento' ♪

Domingo, eu não sabia ao certo como ia ficar o dia, apenas que estaria viajando antes das sete. Sim, isso significa que estou longe de recuperar um pouquinho do sono. A manhã era fria o bastante pra assustar, mas o caminho diferente pra chegar ao mesmo lugar tirou a monotonia. Do alto do morro, absolutamente do ponto mais alto, era possível ver um pedacinho do mundo, o que cabe no que podemos ver. Mas é tão lindo.

'Se eu pudesse ao menos te mostrar o que se enxerga lá do alto, ' ♪

Um mormaço se instalou durante o dia na forma de vento quente que lembrava o verão. O trabalho sobre O Continente I avançava como tinha de ser; nas mãos, a escrita era rápida mas pesada, porque assim estavam os olhos, querendo descansar um pouco.
Mais tarde, no entanto, foi acertada a decisão de permanecer forte, e de assim ter sido por tantos dias. O aço do violão quase levou meus dedos consigo nas batidas, mas o sorriso é cada vez maior, porque o amor comove. O brilho nos olhos se tornou um espelho e um livro, um punhado de memórias. São esses momentos que ficam pra sempre.

'Com o céu aberto limpo e claro, ou com os olhos fechados...' ♪

sábado, 3 de setembro de 2011

'Fly the ocean, dive into the blue' ♪

Então..
Eu sei, esses dois pontos não são um sinal da escrita correta, mas talvez seja assim às vezes, não? Afinal, quem é que vai dizer o que é mesmo certo?
Aprendi a dormir menos tempo por noite; a sempre ter cinco minutos ou meia hora a mais pra conciliar; a tomar um café forte de manhã e ver que isso não adianta muito; a olhar pro céu e quase não ver as estrelas, por estar desacostumada a elas; a sentir uma dor brutal de alívio; a ver e não ver de verdade; a precisar, precisar e continuar precisando; a cantar as próprias músicas pra que elas acalmem quando não dá tempo de ouvir outra voz; a traduzir o cansaço e deixar um pouco pelo caminho; a preferir o relógio de parede, que é mais bonito matematicamente. Só não aprendi a deixar essa inquietação; acho que aos poucos ela vai embora.
Por falta de tempo, talvez até de mais palavras, preciso ir. Este temporário monólogo foi bom, acho, mas não é a solução.
Boa noite anjos, bons sonhos.

'Old memories come alive and then we know
Down below
[...]
We all just stay the same' ♪

Down Below

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

'I shoulda known, there was no other way' ♪

A falta de noites de sono não tem contribuído muito comigo, é verdade. Mas é o que temos, o que dá pra fazer. E não trocaria essa corrida; é divertida.
Outro dia, outro lindo dia. Já estamos em setembro, vai embora o inverno e vamos voltar para o frio em menos de um ano. Essa vida cíclica é tão engraçada. Deve ser o vento; talvez, o tempo e o vento.
Que coisa essa inquietação.
Boa noite, anjos. Bons sonhos e noites geladas.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

'Na verdade 'nada' é uma palavra esperando tradução' ♪

As nuvens tinham cor de ferrugem hoje, no céu azul. Mas é estranho falar das nuvens porque elas são um permanente momentâneo.
Eu sei, as palavras estão na verdade esperando tradução, sem encontrar um caminho. Desculpem eu estar abstrata, é a falta de sono.
Boa noite anjos, bons sonhos.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

'Eis, que faço novas todas as coisas' ♪

Choveu gelo de madrugada. As pedras machucavam o chão como se o céu chorasse, acariciando a Terra com desespero. Acordei logo nas primeiras batidas ruidosas no telhado, a inquietação ainda não havia se dissipado, e o infinito e firme do lado de fora despencava em pedaços.
Depois do jogo de vôlei o sono bateu como nunca, mas eu não quero dormir com tanta coisa pra fazer, não acho justo. Quero estudar inglês, escrever, pintar, tocar, andar de bicicleta.
Boa noite, anjos, desculpem a rapidez e o egoísmo nos textos. É que não tenho me aguentado dentro de mim.
Bons sonhos.

domingo, 28 de agosto de 2011

'E se tudo parece tão longe, não sabemos que lado escolher' ♪

Eu queria registrar aqui era uma quantidade de sensações.
Andar no centro de Porto Alegre vazio; sorrir um pouco, sem pressa; fazer alguma coisa que vai roubar sorrisos de outras pessoas, assim como foi pra mim um dia; esperar um pouco na chuva sem finalidade, como calmante; ver a luz do sol aparecer devagar, depois do dia fechado; ouvir música, Moraes.
Devia ter açúcar demais em alguma coisa que eu comi, parece que decidi ligar em 220V todos os dias depois das 10hs. Também porque hoje de manhã eu estava às oito horas na capital esperando para assistir a uma palestra de L. A. Fischer, e não me arrependo de ter acordado cedo para tal.
É, anjos.
Agora talvez eu deva estudar, tenho prova amanhã, mas nem um pouco de vontade de ler sobre Mario de Andrade. Eu queria mesmo era jogar futebol, pular corda, nadar, alguma coisa, só. Não sei, tenho uma inquietação por dentro.

sábado, 27 de agosto de 2011

'I'm free to be whatever I, whatever I choose' ♪

Hoje comecei um novo nível no inglês, e foi até muito bom conhecer pessoas novas, tendo aula com o mesmo professor do semestre passado que deixa o cd do Oasis tocando enquanto estudamos. Também tive aula no pré-vestibular à tarde em uma sala absolutamente lotada de pessoas, e depois o CLJ, como sempre, maravilhoso.
Admito que consegui descansar um pouquinho a mente, já que 'um sorriso cabe em qualquer lugar'♪, mas ainda preciso de mais sono para que possa estudar melhor. Não sei se é a ansiedade, mas eu tenho uma vontade tão grande de estudar. Tá certo, devia ter alguma coisa no pedaço de chocolate que eu acabei de comer pra fazer dizer isso, ou pode ser porque eu tenho uns exercícios do curso atrasados. Queria era ter uma semana de férias pra poder pôr em dia tudo que precisa ser ajustado e ouvir um pouquinho o barulho do mar.
Amanhã, palestras sobre as leituras obrigatórias lá em Porto Alegre.
Encontrei um vídeo que imita o barulho do mar, a água que vai e vem, o vento que dá quase pra sentir. Acho que vou dormir mais calma hoje.
Boa noite, anjos, bons sonhos.

'Free to be whatever you
Whatever you say' ♪

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

'Why do you have to go and make things so complicated?' ♪

Hoje à tardinha eu me olhei no espelho e notei uma aparência cansada. Engraçado, as pessoas não me dizem que eu pareço não dormir há dias (na verdade, dormir pouco) para que eu possa recuperar o rosto, e eu não sinto tanto fisicamente essa rotina, o corpo foi programado à manutenção, tomando por combustível alguns sonhos. Deve ser isso que não permite ao cansaço chegar mais longe além da casca, que mantém os olhos calmos, como devem ser.
Amanhã é sábado, e vai ser um dia no mínimo diferente, com duas aulas. Vamos ver como me saio.
Por ora, boa noite, bons sonhos meus anjos.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

'Porque no escuchas lo que está tan cerca de ti?' ♪

Há tanto eu não escrevia, não tinha a liberdade de digitar sem rumo, só por ouvir o ruído sentimental das teclas. É que já não meço o tempo em dias, mas em semanas, meses, e o que parecia muito distante agora é perto. Não deixa de ser estranho, parece que dormi e acordei várias vezes em 24 horas. Talvez seja mesmo assim.
Correm, correm. Torneio de futebol do CLJ no sábado, Miguelitas campeãs \o/o/o/; olimpíada de matemática que passei, teste de inglês que mascara um novo começo. Ontem fui ao jogo do Inter, final de campeonato, estádio lotado. Foi muito bonito, certas jogadas até pareciam pinturas, e foi bom ficar ao ar livre à noite por um tempo.
É, parece que eu não vou conseguir escrever hoje. Tenho temas pra fazer, não posso dormir depois da uma da manhã de novo, e ainda preciso passar a limpo um trabalho de química, entre outras coisas.

'Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.'

Fala, Cecília, respira em versos.
Boa noite anjos, bons sonhos.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

'But I know the difference between myself and my reflection' ♪

Lá vamos nós, mais uma vez. Dá saudade escrever, fazer analogias, ler filosofias, andar um pouco ao ar livre e ter tempo de pensar antes de dormir. Não sinto falta das horas de sono que eu tenho perdido por dormir à uma e acordar antes das seis, na verdade tenho dormido muito bem, e o açúcar no sangue me impede de desanimar durante o dia. Escola e curso, ambos a galopes, até que é fácil acompanhar o ritmo. Mas pretendo retomar as noites comuns em breve, quando fechar o novo horário de estudo. Eu queria poder me dedicar por inteiro às atividades, às pessoas, sinto falta disso, mas parece que é uma busca sem fim. Talvez seja isso mesmo que eu precise.
Queria conversar em inglês com alguém hoje, por escrito.
Tão bom tocar um solo no violão, de uma música linda como My Immortal. Impossível não acalmar tudo assim, trocar de sintonia.
A propósito, o pôr-do-sol nesses dias está lindo, assim como a lua bem cedo no céu. São as coisas que a nossa vida não devia perder, a unicidade desses instantes.
Boa noite anjos, bons sonhos.

domingo, 14 de agosto de 2011

'De repente vira um filme todo em câmera lenta' ♪

Eu deveria estar estudando, já me repeti isso várias vezes. Preciso mais disciplina pra pôr em prática o cronograma de estudos e, principalmente, pra refazê-lo, porque os horários mudaram no curso e na escola.
Fui viajar hoje, nesse dia dos pais e de chuva. Foi bom, me senti um pouco livre das obrigações da escola, embora tenha começado um trabalho pra outra semana. E joguei futebol \o/ . Também levei uma bolada no rosto que rendeu até banco por uns minutos, mas tudo bem, estamos aí é pra pelear, em bom gauchês. O inglês começou ontem, não lembro se falei disso aqui, mas foi muito bom rever a turma e chegar pra mais um semestre.
Não sei, tive vontade de cantar hoje, embora a chuva harmonize mais alto.
Lá vamos nós pra segunda-feira, com gosto de final de semana.
Boa noite anjos, bons sonhos.

sábado, 13 de agosto de 2011

'Pai! Eu cresci e não houve outro jeito, quero só recostar no teu peito' ♪

Sabe, essa palavra, pai, é incrível.
Pra mim representa uma pessoa muito importante, que é a minha base, e que admiro imensamente pela trajetória. É um exemplo de dedicação, de amor incondicional, e é isso que me orgulha dele, a doação.
Amanhã é comemoração, o calendário diz, mas eu sinto que é todos os dias. Meu pai continua sendo e sempre será o meu herói.


sexta-feira, 12 de agosto de 2011

'We'll run forever' ♪

Era mesmo de saber que uma hora tudo precisaria escoar, que o cansaço ia bater, que a dor ia ser forte, que as cordas soariam repetidas e o som aguardado não viesse, que as palavras permaneceriam frenéticas no limite da pele. Era mesmo de saber que eu não precisaria um tempo pra mim, mas para os outros, porque 'Onde está o teu tesouro, ali estará também o teu coração'.
Desculpem, anjos, por não poder buscar os meus pedaços como deveria.
Boa noite, bons sonhos.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

'Lados separados pela mesma rua' ♪

Então, outra vez.
As noites de sono andam curtas por aqui, os olhos se fecham devagar na história de O Continente, que talvez eu termine ainda hoje, e é um livro muito bom, embora aquela parte sobre dormir com ele nas mãos não traga muita confiança. Chega uma hora à noite em que as palavras se enrolam umas nas outras e já não permitem mais o entendimento, é nessa hora que começa o outro dia.
Uma ou outra coisa ficou um pouco perdida, não devia ser assim. E essa minha imaginação absurdamente fértil é certeira, nem sempre leva onde seja mais fácil, mais consolador.
Ah, conheci essa banda 'emergente', Lados Separados, de um blog que costumo ler, e acabei gostando do ritmo da música. Também recomendo o site, Pão, Circo e 11 pra cada lado.
Ainda tenho um tempo por aqui, as mãos sentem falta dos nós das cordas, do som das notas. Vai ser um casamento perfeito, vou puxar o violão.
Os parágrafos todos começam com vogal hoje. Não sei, eu me importo muito com a estética do texto, não gosto de repetir a mesma categoria de iniciais nos blocos de linhas. Mas a escrita também não faz parte de um estado de espírito? Deve ser, vou deixar como está, um repetitivo nada agradável aos olhos. Não vou quebrar a sequência agora, continuo aqui. Boa noite, anjos. Bons sonhos.

'Meu melhor disfarce, um sorriso leve' ♪

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

'E se pudéssemos ter a velocidade para ver tudo' ♪

Se pudéssemos, assistiríamos a tudo. Mas nem sempre é possível, e isso machuca, não poder estar em todos os lugares ao mesmo tempo, nem mesmo onde se quer estar.
A água e o sorvete (sim, tremendo de frio e sorvete) foram os companheiros de hoje; ontem, muito sono e água pura no quarto estado. O Continente I, de Érico Veríssimo, e outras palavras servem como distração; é um livro muito bom, embora triste.
Amanhã, no último sábado antes do reinício das aulas de inglês, a tranquilidade vai ser rompida por um campeonato de vôlei em Porto Alegre, escola que rouba a minha presença até mesmo nos fins de semana. Já me disseram uma porção de coisas sobre os jogos, minha opinião era quase irredutível, mas aos poucos a gente aprende a trabalhar também com o que é necessário, crescer com as pedras que a vida chuta no nosso caminho. Às vezes muitas delas se transformam em uma escada.
Sinto falta dos abraços de vocês, anjos.
Boa noite, bons sonhos.

'A madrugada perto da noite escurecendo
Ao lado do entardecer, a tarde inteira' ♪

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

'Tem lugares que me lembram minha vida, por onde andei' ♪

Uma pausa. Nos dias cheios do cansaço que eu já não sinto, nas palavras cortadas que falo pra dentro, nos sonhos que eu nunca termino de imaginar porque o sono vence. Só não posso ceder nenhum minuto do meu chocolate preferido, amargo-doce-amargo.
Essa música tocando ao fundo é calmante, parece até alterar o ritmo da própria vida por alguns instantes. Assim foi há pouco, ao olhar o céu noturno. A falha entre as nuvens delineava um carneiro, na escuridão que é a mesma de tão longe daqui, e o vento fazia vezes de abraços protetores, embora frio como aço.
'Desenhos que a vida vai fazendo...' ♪

Boa noite, anjos. Bons sonhos.

'Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam
.'
C. Lispector

sexta-feira, 29 de julho de 2011

'Learning to walk again' ♪

Hoje é tecnicamente meu último dia de férias, já cheio de tarefas, para mergulhar num semestre esperado, pressentido. Talvez eu precisasse de mais tempo pra decidir a profissão, mas não imagino aguentar um ano mais para ver o nome no listão, o temido. Agora paira um pouco de medo, mas existem vários tipos desse. Espero que seja o que serve de impulso para alçar novos voos.
Troquei outra corda do violão hoje, foi divertido improvisar a instalação que teimava em não ficar no lugar e reproduzia sons confusos. Mas sempre há um grampo de cabelo que resolve o problema, mil e tantas utilidades para eles.
Terminei dois trabalhos de literatura, um baseado no filme Ensaio sobre a Cegueira, adaptação de um livro de José Saramago. Digo que o filme é muito (muito, extremamente, profundamente) impactante, mas leva a uma série de reflexões que o tornam imperdível.
Quero dormir um pouco (bastante), porque não sei quando o sono ficará em dia outra vez, e nadar. Parece que há séculos não entro na piscina e reaprendo os primeiros passos.
Agora, contra vontade (e um pouco por vontade), preciso ir. Amanhã é sábado e não sei como vou arranjar tempo para tudo que preciso fazer, como sempre. Umas lacunas ficam, e ficam, e continuam ficando. E assim, embora por tanto tempo com a mesma falta, não mudam.
Boa noite, bons sonhos meus anjos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

'Don't take it away from me' ♪

Hoje, retomando um livro do Carpinejar para plagiar a capa em um trabalho de literatura (ainda não tive sucesso nessa façanha), achei páginas cheias de flechas e lembrei como ele escreve bem. Também lembrei que não li nada da UFRGS nas férias, só Caio Fernando Abreu. É, com os sinônimos perfeitos de Quintana, nunca e sempre, nunca férias são realmente férias, tampouco estudo.
Agora, começando e terminando um dia de férias, um parágrafo do cronista, Fabrício.
'Olho o céu com paciência. O azul não me cansa. Uma ave voando não significa que está partindo. Uma ave voando pode estar regressando.'

Boa noite, anjos. Bons sonhos.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

'The picture kept will remind me' ♪

Hoje visitei um asilo, com três violões e uma meia-lua. Confesso, nosso ritmo foi bárbaro, parece que eu não tocava há anos, e embora uma corda tenha arrebentado, não era possível parar, porque eles bateram palmas mesmo com os acordes dissonantes. Eu sei, às vezes é triste ver a situação em que essas pessoas se encontram, mas é recompensante poder dar a elas um pouquinho do que temos, da esperança, da vida. Em alguns momentos, enquanto elas nos contam seus sonhos, quase nos confundimos e começamos a contar nossas próprias vidas, Liesel e Max, como a menina e o judeu.
Incrível, eu me sinto melhor assim, mais leve, inteira.
Obrigada anjos, por serem tão especiais e por estarem no momento exato, por aliviarem as dores que nem sabem, antes mesmo de serem sentidas.
Boa noite, bons sonhos.

terça-feira, 26 de julho de 2011

'Não é todo rio que tem um mar pra se encontrar' ♪

Na última semana recebi muitas lições de vida, é incrível como aparecem no momento exato. Um blog, muitas palavras, uma ação. Essa última foi aqui perto, mas que precisou de um tempo para ser compreendida. Há umas duas semanas, voltando de ônibus, uns velhinhos no banco da frente falavam alto, quanto um contava sobre a esposa, que havia feito uma cirurgia para trocar a válvula do coração e durante o processo sofreu dois AVCs. Não sei, de repente ele tenha confundido os nomes, mas não deixou de salientar a gravidade. Hoje à tarde fui com o meu pai caminhar, hábito que ele adquiriu há um tempo não tão longo, mas me disse que só concluiríamos cinco voltas na pista porque queria me poupar, já que sou iniciante. Esses dias ele voltou pra casa dizendo que havia feito doze voltas, parecendo uma criança de tão feliz, sabendo que há menos de seis meses ele passou pelo mesmo procedimento cirúrgico citado antes. Dessa vez fui eu que não pude conter o sorriso e o orgulho dele.
O céu parecia entrar em outra dimensão hoje, irregular, e as nuvens pareciam ter um emaranhado de veias sob a camada mais fina. Deve ser o resultado de ouvir músicas velhas, a mente entrou em uma sintonia esquecida.
Talvez eu tenha um pouco de medo por amanhã ser quarta-feira. Não sei, espero que passe.
Ah, mudei algumas coisas no blog. O cheiro do perfume pareceu tão doce hoje que decidi que era melhor trocar as cores por aqui também. Eu sei, não são fatos relacionados, mas aconteceram nessa ordem, vontade de mudar, mudança. Uns versos, do Quintana:
'Quem faz um poema abre uma janela.
Respira, tu que estás numa cela abafada,
esse ar que entra por ela.
Por isso é que os poemas têm ritmo
- para que possas profundamente respirar.
Quem faz um poema salva um afogado.'

Boa noite, anjos. Bons sonhos.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

'Quando o sol bater na janela do teu quarto' ♪

Tão bom caminhar hoje à tardinha, com o vento leve como só este sabe ser. E o céu como um manto oscilando em tons de azul, até cair no poço laranja do horizonte.
Barão Vermelho toca, indicado pelo blog Quero Medula, que eu recomendo. Muitos devem ter visto no Jornal do Almoço, essa semana, a reportagem sobre um jovem com leucemia que precisa de doação de medula. Ele que escreve os textos, que são de uma força tremenda. Lembrando que é uma atitude simples, um pouco do seu tempo que pode valer pela vida de outra pessoa. O cadastro é rápido, necessita de coleta de sangue para teste como num exame normal, e estão aptas as pessoas saudáveis a partir de 18 anos. Conto com vocês.
Como não tenho aula ainda essa semana, acabo voltando à minha mania de organizar as coisas. Roupeiro, mesa, rotina de estudos...Opa, rotina. No meu esquema, tenho horários de estudo que vão das 6hs às 22 hs de segunda a sexta, complementados por curso no sábado de manhã e quatro horas distribuídas ao longo do domingo, pra compensar a falta de tempo durante a semana. Vejo a poeira que aos poucos vai chegando, espero que demore.
Incrível, todas as minhas vontades agora se resumem em ficar ao ar livre, porque o teto, por mais distante que esteja, é quase pesado. Não me engano, acho que já senti isso outras vezes. Mas hoje é apenas segunda-feira, vai passar. Assim como me lembra a música, 'Quero explodir as grades e voar...', no sentido literal.
Parece verão no meio do inverno; parece que nos perdemos, enfim, no meio do acerto.
Boa noite anjos, ao som de uma banda nova. Bons sonhos.

domingo, 24 de julho de 2011

'Only love, only love can leave such a mark' ♪

As palavras aparecem agora como uma marca de sangue, porque assim é a força com que elas brotam, sem se importarem por onde podem ou não ir. Há tempo eu não escrevia, e agora, desmanchando as ataduras, volta a jorrar.
Essa semana foi cheia de provas, o simulado do curso, que exige uma energia imensa, principalmente para o último dia, história e matemática. Até que não fui mal, ninguém diria que 18 é um número mal de acertos, mas pra mim e pro curso que eu pretendo talvez não seja o ideal. É preciso sempre se aperfeiçoar.
Ao som de U2, as frases de Caio Fernando Abreu se desenrolam do livro e logo se unirão às de O Continente, retomando as matérias da escola. Desde sexta-feira me declarei oficialmente de férias, aproveitei o sábado pra fazer um bolo, arrumar o quarto, bancar de dona de casa. Eu não lembrava como era bom ter um tempo livre, pra escrever, renovar, sentir as falhas do cd no rádio com uma voz desconhecida e poder cantar junto. Já tinha esquecido de como é se despreocupar um pouco.
Também é bom viver de novo algumas coisas, parece que me concederam uma carga de vida a mais. Na hora exata.
'Sempre atrasada, sempre iludida
De que vai voltar a vida que você deixou
O tempo, os homens.
As marcas de noites e dias malvividos,
Nada disso te perdoou.'
É assim que Paralamas do Sucesso canta saindo da página de um dos livros mais fantásticos que já li, O Valor do Amanhã, uma edição especial pra um projeto com fragmentos de diversos autores. Termina com o poema ' E agora, José?', de Drummond, que vale a pena conferir.

De repente, de repente.
Às vezes eu acho que preciso de umas férias mais extensas, ou, como já prometi aqui, transformar a rotina em férias, criando um programa com mais descanso. Meu sono é tanto que eu poderia acordar só na outra segunda-feira, pra recuperar as noites em claro e de ansiedade; já a vontade de criar e ordenar as coisas me arrebataria todos os segundos possíveis.
No final, Teatro de Vampiros é o que toca, a voz do meu poeta tão maravilhosamente perfeita. Obrigada, anjos.
Boa noite, bons sonhos.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

'Amigo é coisa pra se guardar no lado esquerdo do peito' ♪

Olá (:
Passo aqui de forma breve (queria que tivesse mais tempo) pra comemorar dois fatos muito importantes: ainda de ontem, quando fez um mês do 49°CLJ¹ ( \o\o/o/ ), e hoje, o Dia do Amigo. Em dias muito próximos, acabei unindo as datas, mas como as tarefas não permitem que me demore pra refazer os passos, escrevo melhor sobre isso na retrospectiva do final do ano. Sei que vai demorar, mas até lá eu vou tentar criar uma rotina que organize o tempo a meu favor.
Por ora, o desempenho nos simulados está sendo bom, em algumas matérias até mesmo além do esperado (embora lá no fundo eu espere sempre mais, invariavelmente). Os dias na parada esperando o ônibus também são um aprendizado interessante, todos os que passam perto de casa só vêm a cada hora, e acabei esperando quarenta (40) minutos em cada uma das três vezes. Peguei dois ônibus diferentes e desci em duas paradas diferentes com as trocas feitas, nunca descendo no mesmo lugar com o mesmo ônibus. Talvez isso me ajude na análise combinatória pra prova amanhã, fechamos com matemática e história. Meu pai quebrando a cabeça nas minhas questões de trigonometria é imperdível, e ele me ensinando depois é fora de série (minha ansiedade é tão grande que quando ele está começando o primeiro cálculo já revisei tudo e descobri meu erro).
Aproveitei a chuva e outras coisas pra chegar mais cedo hoje e estudar em casa, mas acabei cozinhando, tocando violão, fazendo mil e outras coisas que estão muito certas, mas que deixam um pouco de culpa, porque ainda preciso ler todo o material de história, ver probabilidade, funções. Enfim, a geografia física também me salvou hoje, as questões sobre lua e fuso horário pareciam simples depois das primeiras 50.
Agora vou de volta aos livros, se é que isso vai funcionar por muito tempo. Sinto que o travesseiro parece mais fofo a essa hora da noite, e os olhos são quase programados pra estender o tempo da piscada, demorando-se fechados. Preciso acordar, vem muito nos próximos dias.
Retomando as datas, o 49°CLJ é (sim, é) inesquecível e faz um bem tremendo. Em relação ao Dia do Amigo, não há palavras pra descrever a importância de vocês todos (amigos de todos os tipos, vozes, idades, cortes de cabelo, músicas no rádio). Não é à toa que os chamo de anjos toda vez, é a definição que lhes cabe mais perfeitamente por serem tão especiais.
Boa noite anjos, bons sonhos.

P.s. Uma crônica da Martha Medeiros, Entre Amigos, sobre um dia como hoje.

domingo, 17 de julho de 2011

'I'm pushin' to stay with somethin', I'm pushin' to stay with somethin' better' ♪

Então, lá vamos, escrever um pouco antes da prova de redação.
Como sempre, minha desculpa. Estou quase desaparecendo debaixo dos livros e muito cansada, resultado de um semestre muito diferente do ano passado. Minha única folga na semana foi assistir ao último filme da saga Harry Potter na sexta-feira, quando a escola mandou quase todo mundo embora mais cedo - o fato é que nem mesmo os professores queriam dar aula na véspera das férias - . Fazia muito tempo que eu não ia ao cinema, não lembrava como era divertido; e assim também foi porque eu havia lido o livro e esperei ansiosa por várias cenas.
Falando de leituras mesmo, terminei - e comecei - hoje a leitura de Relato de um Náufrago, de Gabriel García Márquez. É um bom livro, foi útil para distração e para conhecer seu estilo de escrever, bem leve e fácil. Só tive alguns problemas com as gaivotas durante o livro; essa parte é do entendimento de poucos.
Amanhã inicia a semana de provas no curso e tirei o dia hoje pra rever Português, que será a primeira, junto com criação (opa, redação). Acho que vai ser importante, precisava mesmo de um desafio, e com os resultados já posso planejar minha rotina, que dessa vez decidi que precisa ser com urgência colocada no papel. Já não funciona - aliás, nunca deveria ter funcionado - deixar as coisas pra um dia antes, ver que o tempo acaba desperdiçado em tanta coisa e já não ter nem o sono em paz.
Tive uns sonhos confusos essa noite, que me lembraram do medo de altura e acalmaram a saudade do mar. As ondas fazem um barulho tão bom.
A seleção do Japão foi campeã na Copa do Mundo de Futebol Feminino Bem que meu pai não precisava ter lembrado que eles sofreram um terremoto, do orgulho que as pessoas deveriam ter, por ter sido uma partida tão difícil. Já deve mesmo estar perto da hora de dormir, acho que preciso de mais descanso para me recompor.
Apareço quando puder, provavelmente na terça, porque hoje é dia 17.
Boa noite anjos, bons sonhos.

domingo, 10 de julho de 2011

'Cento e dez, cento e vinte, cento e sessenta...' ♪

Não, essa não é a minha nova escala de temperatura, embora ela também continue oscilando. Até diminuiu um grau em uma hora sem remédios, natural, mas depois voltou ao extremo da nova normalidade, uma lembrança.
Estudo de exatas para trabalho e prova amanhã, nada que deva ser muito difícil. Bom, o jogo. Não sei como ficará o vôlei mais tarde, porque também precisei mudar os planos de hoje, contrariada.
'A dona aranha subiu pela parede...' ♪
De repente eu cantei para que o tempo passasse, e agora já se foram trinta e quatro minutos. Lembrou a música Time, do Pink Floyd, que o professor do inglês levou para ouvirmos na última aula. Vale a pena conferir a letra, é bem interessante, e me deixou até com vontade de ter aquela caixa que vão lançar com toda a sua discografia.
Agora já está escuro o bastante, preciso adiantar o que ainda falta antes de o sol surgir outra vez.
Boa noite anjos, bons sonhos.
A propósito, sonhei essa noite, embora não me lembre bem sobre o que.

'Thought I'd something more to say' ♪

sexta-feira, 8 de julho de 2011

'Will my memory stay clear?' ♪

Estou num processo, desses pelos quais passamos para adaptação. A linha agora é mudar minha temperatura corporal para 37°C, como nessa faixa se mantém o termômetro aqui de casa, variando os décimos ao longo do dia. Mas tudo bem, nada que uma semana de férias lá adiante não resolva. Acho que é mesmo cansaço, que gera mais cansaço. Vai passar.
Como nem o tempo permite agora, é preciso ir, a noite tarda. Deixo uma música que vale a pena ouvir, que embala.
Boa noite anjos, bons sonhos.

'Mesmo quando tudo pede
Um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede
Um pouco mais de alma
A vida não para...'

quarta-feira, 6 de julho de 2011

'Na busca de um pensamento' ♪

Olá.
Nada mais rápido pra cumprimentar depois de não aparecer por vários dias. Um olá pode fazer compreender.
Talvez eu esteja ainda sobre o efeito de não ter dormido bem noite passada, fui educada a não dormir com febre, mesmo que não seja muita. Sem pensar demais, peguei o livro de física e comecei a me distrair, claro que duraria por muito tempo, até o sono inevitável bater. Nessa hora me arrisquei a ler Robinson Crusoe (e descobri a origem desses nomes tipicamente brasileiros, de origem inglesa, ironicamente) em inglês, só cinquenta páginas que terminei hoje à noite. Não que tenha me acrescentado muito em vocabulário, mas serviu como distração. Ontem acabei caindo no sono, já era tarde, e meus olhos já estavam mesmo fechando desde quando cheguei da escola.
Período extra no curso que só podia ser física, que eu jamais me negaria a ficar. Então isso de novo, essas aulas longas que apenas não reclamo pela matéria que é. Mas o jogo de vôlei contra o Mª Auxiliadora depois das seis não ia me deixar mais duas horas no frio do ginásio, então voltei.
Só me arrependo por não ter comprado um remédio mais forte pra dor (mania de não pecar pelo excesso), podia ajudar a dormir e também aliviar o medo. Eu já disse que o verão esse ano vai chegar mais cedo? Bom, é no que mais acredito agora.
Boa noite anjos, bons sonhos.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

'Na verdade eu preciso aprender, não é fácil, não é fácil' ♪

Começamos com Marisa Monte, em homenagem. Também ouvi uma versão da música Miedo, com Lenine e Julieta Venegas ('Medo de se arrepender, medo de deixar por fazer' ♪), e achei bonita, no som arcaico do cd no rádio.
Hoje ficamos mais tempo na escola pra montar o túnel do terror que vai ter na festa julina, nesse sábado. Como é o pessoal do terceiro ano que organiza essa parte, pra arrecadar fundos pra formatura, lembrei exatamente da minha oitava série, quando fizemos o mesmo. Acontece que eu me senti em ambas as vezes inexplicavelmente feliz, de forma singular e simples. Todos odiaram hoje à noite a vedação das janelas, que trancava o cheiro de lona nova na sala, mas eu tinha a doce recordação de três anos atrás. Porque a forma mais segura de guardar aquele dia quente de outubro (pois quando eu estava no 1° grau fizemos no Halloween) foi pelo olfato: a lona plástica e abóbora queimada (conseguimos uma entalhada como nos filmes, e ela cozinhou o dia todo com uma vela dentro). Assim fica lá, uma lembrança que às vezes acontece de novo e faz a gente boba igual criança.
Estendi o tempo em claro noite passada pra terminar uns temas; quase todas as noites o sono me pega com os livros nas mãos e por sorte acordo de repente, lembrando de guardar tudo, apagar a luz, ajeitar o travesseiro. Mas não culpo a escolha própria, chegam em breve duas semanas de férias antes da rotina apertada que vai até janeiro, no vestibular. Os professores todos disseram pra aproveitar os reais sete dias em que não haverá aula nem simulado, mas ainda não sei bem. Sobre uma porção de coisas eu não tenho certeza, compensada por outra carga de convicções.
Peguei um livro de crônicas da Martha Medeiros pra reler hoje e parei por acaso em uma, 'A fórceps'. Vale a pena dar uma conferida, porque vem ao encontro do nosso tempo escasso, rotina, esses agravantes, e de como nos livramos sutilmente deles.
Por ora, boa noite anjos. Obrigada por tudo, e bons sonhos.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

'There's nothing you can know that isn't known' ♪

Então podemos começar cantando Beatles, ouvindo Legião Urbana.
Queimei a boca com chocolate quente ontem e hoje de manhã, aquele que parece o Nescau que a gente tomava quando era criança e que é tão bom. Difícil não comprar amanhã de novo no intervalo do curso e tomar rápido. Preciso me disciplinar em relação a isso.
Com o frio que permanece estou acabando com garrafas de água por aqui, e aprendi recentemente a me afogar com o próprio ar, quando respiro fundo. É claro, prefiro o verão. Até porque a dor de garganta me ajuda muito.
Já é minha hora de ler, estudar, essas coisas que eu devia fazer pra retomar as matérias da escola e do curso. Hoje quero ser professora daquelas crianças bem pequenas, acho que essa é a profissão do dia.
Boa noite anjos. Vou deixar uma poesia, de John Keats, cujos primeiros versos devem lembrar alguma coisa a vocês. Bons sonhos.

'O que é belo há de ser eternamente
Uma alegria, e há de seguir presente.
Não morre; onde quer que a vida breve
Nos leve, há de nos dar um sono leve,
Cheio de sonhos e de calmo alento.
Assim, cabe tecer cada momento
Nessa grinalda que nos entretece
À terra, apesar da pouca messe
De nobres naturezas, das agruras,
Das nossas tristes aflições escuras,
Das duras dores. Sim, ainda que rara,
Alguma forma de beleza aclara
As névoas da alma. O sol e a lua estão
Luzindo e há sempre uma árvore onde vão
Sombrear-se as ovelhas; cravos, cachos
De uvas num mundo verde; riachos
Que refrescam e o bálsamo da aragem
Que ameniza o calor; musgo, folhagem,
Campos, aromas, flores, grãos, sementes,
E a grandeza do fim que aos imponentes
Mortos pensamos recobrir de glória,
E os contos encantados na memória:
Fonte sem fim dessa imortal bebida
Que vem dos céus e alenta a nossa vida'

terça-feira, 28 de junho de 2011

'Os riscos da juventude, a cara limpa, a roupa suja, esperando que o tempo mude' ♪

Agora acho que enfim estou conseguindo me organizar melhor; a partir dessa tarde, ao menos. Mês lá, mês cá e logo chegam o ENEM e o vestibular da UFRGS. Ainda preciso ter certeza do curso (não, ainda não sei!), porque saí da aula de química de manhã com plena certeza de que optaria por física, sem voltar atrás. Mas e o resto? Acho que estou balançando entre umas duas faculdades. A medicina, claro, que acho que seria mais um tiro no escuro, se for, será e eu vou gostar, porque envolve dois aspectos interessantes, o da satisfação em poder ajudar e o fascínio da matéria; ou a física. Essa última, essa aqui. Sou simplesmente apaixonada pela física, e acho que por isso mesmo acabo em dúvida, parece brusca demais uma decisão assim, mas é tão absolutamente certa. Bom, talvez eu nunca saiba mesmo o que daria certo.
Hoje de manhã lembrei do meu rosto queimado do sol ano passado. Senti dor igual com o vento frio, e aquela coisa de ruína por fogo ou gelo é a maior besteira: dói do mesmo jeito. Esse inverno deixa meu rosto todo um caos, talvez eu arrume uma touca ninja como nos filmes, deve ajudar.
Logo vou tocar violão, Ana Carolina, a mesma que toquei com a Augusta na semana passada. Não sei se o aço das cordas vai ajudar, mas eu gosto do som e dos nós. Terra de Gigantes toca agora no som, há dias eu cantava sozinha e descobri que não tenho um cd com ela.
Talvez meu rosto esteja um pouco inchado, ou estou imaginando coisas. Assim como os meus olhos lacrimejando sozinhos. Sei.
Mas eu não podia esquecer o que me motivou a arrumar esses minutos aqui nessa noite. Foi o céu maravilhoso, um horizonte em chamas, uma distorção da aurora boreal em pleno pôr-do-sol no meridião. Uma ventania no firmamento, parecia que o mundo todo girava em torno do círculo em vermelho que se arrastava e se escondia atrás dos prédios mais altos.
Enfim anjos, estava com saudade de vocês. Vou organizar melhor as rotinas e espero que possa escrever mais, porque sinto muita falta dessa conversa.
Boa noite, bons sonhos.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

'Pra que a dor possa sempre mostrar algo de bom' ♪

Frio hoje, em Porto Alegre, em Canoas. Garganta insiste em brincar comigo, voz aos trancos há uma semana. Estranho mesmo Paralamas do Sucesso tocar aqui, quando eu comprei dois outros cd's pra teste. E ganhei um vinil dos Beatles, que vou escutar amanhã.
Espero mesmo que não chova, como está agora. Gosto assim na hora de dormir, acalma, mas não pra levantar e ir pro curso cedo.
Desculpem a falta de conexões no que eu escrevo, mas acho que reflete um pouco do que acontece. Mas as coisas vão ganhando um sentido aos poucos, e logo tudo fica legível. Só é o momento de frases curtas.
Mas estou levemente tranquila (com medo, mas forte), do modo como poderia estar. Porque eu precisava ter certeza, como sempre, e acho que agora está tudo bem.
Boa noite anjos, amanhã é sábado e eu nem acredito. Bons sonhos.

segunda-feira, 20 de junho de 2011

49° CLJ¹, assim.

Esse final de semana foi inacreditável, uma imensidão de acontecimentos em três dias que a gente nem imagina. Absolutamente maravilhoso.
Hoje à tarde estava quente, e frio, e choveu, e amanhã começa o inverno. Só podia mesmo, só podia. Acho que agora já nem me importo em aceitar o frio, ele se tornou leve. Só o que ainda não permanece tão leve é alguma falta, mas tenho certeza que tudo está melhor, e assim vai ser.
O tempo aqui é curto, o corpo suplica descanso, o quarto, uma bela arrumação (a mala pela metade retrata a pressa). E eu mesma, acho que preciso de mais um pouco de silêncio, pra entender como será daqui pra frente. Preciso de silêncio pra ouvir melhor.
Tudo que tenho pra dizer é que a experiência do 49° CLJ¹ é maravilhosa, foram os melhores três dias (é inevitável repetir o discurso). Só tenho a agradecer pela família que eu trouxe de lá, os melhores irmãos do mundo.
Agora os trovões me fazem ir embora, minha vontade não pode brigar contra eles. E mesmo porque eu preciso deixar a energia voltar, temos muito a fazer.
Boa noite anjos, vocês estão sempre no meu coração. Bons sonhos.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

'Estamos no mesmo barco, sob a mesma lua' ♪

Então, ontem teve eclipse. Um que eu não pude ver porque o professor do vôlei não deixou (que faculdade a peso de ouro esse ano de estudo terá de valer), mas que ouvi por relatos. Acho que assim, ouvindo do sentimento dos outros, foi até mais bonito, além de um fenômeno no céu.
A essa hora eu deveria estar dormindo, porque ontem o sono simplesmente me derrubou durante o jogo do Santos, no primeiro tempo inteiro (e no segundo também!). Mas preciso acertar várias coisas ainda, vou viajar amanhã. A ansiedade é gigantesca, assim como minha lista de coisas pra fazer e pra não esquecer.
Hoje li Vinicius de Moraes, é um ótimo calmante. E Filmes de Guerra, Canções de Amor tocava no rádio, outra vez um timbre bom, enquanto eu alisava o cabelo. Há tempos não fazia isso, e nem gosto muito dele assim, mas vai ser necessário, aposto.
Amanhã vou acordar cedinho, antes das seis, e preciso dar um jeito de fechar a minha mala (sim, A mala). Mas tenho certeza, vão ser três dias maravilhosos.
Boa noite anjos, sinto muita falta de vocês. Desejo bons sonhos, e também um ótimo final de semana.

domingo, 12 de junho de 2011

'Vem, que a tempestade já não pode te abalar' ♪

Logo ontem, que eu precisava de uns abraços mais fortes. E hoje pela manhã continuei sentindo frio, esqueci parte dos casacos em casa. Daí em diante uma porção de coisas, segurança, paciência; depois medo.
Acho que às vezes é preciso abrir mão de algumas coisas, temer outras, manter a coragem. Mas principalmente acreditar. Por vezes, a nossa fé se torna a melhor ou única arma, quando os olhos estão cegos.
Depois de alguns sustos e de muita perseverança, principalmente.

"O maracujá é um fruto produzido pelas plantas do gênero passiflora. As propriedades calmantes presentes no maracujá atuam com docilidade e responsabilidade [...]"
Enfim, foram muitos desafios. Mas 'quando se fecha uma porta, Deus nos abre uma janela'.

Hoje foi um dia muito especial, e sei que mais algumas pessoas compartilham da mesma ideia. Mas é o começo, até agora tudo parece estar previsto pra nós, em várias dimensões.
Obrigada anjos, como sempre, por serem tão importantes pra mim.
E porque é exatamente verdade:
'Não tenhas medo, pois eu estou aqui' ♪

Boa noite, bons sonhos.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

'Quero a tua força como era antes, o que tens é só teu' ♪

Passei leve, breve, só pela vontade que tenho de escrever todos os dias, mesmo no frio. Tenho uma porção de conteúdos pra estudar, temas longos de matemática e coisas do gênero. Hoje pelo menos liberaram mais algumas notas e fiquei bem mais tranquila, tudo andando como sempre, como deveria.
Essas temperaturas baixas também só fazem aumentar a sensação de cansaço (encontrei um poema muito legal do Fernando Pessoa com esse título, 'Cansaço', e vou deixar um trecho aqui no fim do post). Ontem acabei passando tão rápido pelo sono que chegava sem perdão que esqueci de comentar uma coisa relevante.
Vi uma pessoa perder um sonho, e isso é muito forte. Vi uma pessoa perder um sonho porque tinha uma pedra no meio do caminho, no meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho.
Estou quase terminando Persépolis, um livro que recomendo que leiam pelo dinamismo da história em quadrinhos (os últimos que eu li foram do Mickey, há tempos) e conteúdo - reflexão e história fácil de aprender - (nunca sei se é correto fechar o travessão antes do ponto, então, se tiverem opiniões, ajudem). Mas lá vou eu, a geometria aguarda.
Desejem que eu consiga me manter acordada e que não surte logo, porque não sei quanto tempo mais os olhos aguentam.
Boa noite, bons sonhos. E uma música pra embalar vocês.


Como prometido:

'[...] Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque eu quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
[...]'

P.S. Também nunca sei como usar esses colchetes - [...] -, mas preciso explicar que é só um trecho do poema, não ele inteiro. Se tiverem umas dicas sobre isso também, agradeço (:

quarta-feira, 8 de junho de 2011

'It's times like these, time and time again' ♪

Ah, eu falei na postagem anterior sobre os afazeres de hoje. É claro, nessa hora estou morrendo de sono e vou dormir no sofá, certamente. Às vezes queria que não tivesse teto aqui em casa, só pra poder ver o céu à noite.
O frio hoje decidiu marcar presença, queimando - a ideia, os olhos, a ideia.
Meu almoço foi um punhado de balas e suco de laranja, parece que às vezes a gente precisa fazer assim. Nada que sustentasse por muito tempo a firmeza na ortografia, e logo no 'desígnio', desempate da segunda rodada. Mas tudo bem, sempre gostei de física mesmo.
Agora o sono pede, me obriga a ir. Acho até que estou sonhando. Acho.
Boa noite, bons sonhos.

terça-feira, 7 de junho de 2011

'We dream our dreams alone with no resistance' ♪

No meio da semana, milagre que eu possa aparecer por aqui. É que eu não podia deixar de escrever, as mãos já estavam doendo por se baterem tanto.
Amanhã meu dia vai ser cheio, das oito às oito (na realidade começa ainda antes e sempre termina depois). Aula das 7:45 até 12:45, tenho quinze minutos pra almoçar e chegar na escola, porque vai ter um campeonato de ortografia e vou bancar de 'orientadora' também, além de competir (claro, preciso simular um poço de calma pra ir bem). Prova de inglês ainda de tarde, seguida de duas hora no treino do vôlei. Eu podia até imaginar que esse ano teria mais atividades, não que estivesse lotado delas. O problema é que não consigo deixar alguma coisa de lado por gostar muito de tudo. Caso difícil o meu.
Essa tarde não teve aula, foi bom conversar bastante, estudar e comer chocolate. Quanto tempo que eu não fazia isso. E às vezes as histórias se confundem de tão parecidas, chega até a doer um pouco agora, pensando melhor. Há tempo não batia fundo.
Assim também adiantei um tema sobre radioatividade agora à noite. E comprei canetinhas novas, daquelas que se juntam uma na outra, de 24 cores! Agora os meus resumos pra estudo vão funcionar muito melhor, aposto.
Mas é impressionante como sinto sede no inverno. Da próxima vez vou estocar galões d'água. Ao som de Engenheiros do Hawaii, e de Oasis. É a canção do alívio imediato.
Já viram que lindas as fotos da erupção do vulcão no Chile? Vi uma de relance na Zero Hora hoje, e é realmente linda. Lá vão condenar os vulcões, já sei, mas procurem só a foto pra ver.
Acordei sonhando, sim. E sem despertador, mas por sorte na hora certa. Um dia eu aprendo a não ter tanto medo, e a calcular menos. Pode ser melhor, de repente.
Boa noite anjos, bons sonhos.

'Sem que você peça
Sempre haverá
Abrigo pro frio do inverno
[..]
Canta só pra ouvir a canção
Procura como um louco procura
A própria cura' ♪

segunda-feira, 6 de junho de 2011

'All I wanna do is live by the sea' ♪

Há tempos. Sei que não consigo aparecer aqui como queria, nem ter conversas calmas e frequentes. Ainda mais porque passei o domingo ao som de sinos que badalavam só na minha cabeça, enquanto recomeçava a escrever uma redação sobre aprendizado e terminava O Centauro no Jardim. O livro é bom, uns pensamentos interessantes. Enfim, os sinos se foram depois de um bom tempo, e restaram as vozes ressoando, um tom abaixo ou acima do ideal.
As aulas agora nesse meio de ano (SIM, JÁ ESTAMOS NO MEIO DO ANO!) parecem a conclusão de uma vida, todo mundo fala com suas experiências e opiniões sérias. Acho que ficamos velhos. Pronto, passou, somos jovens de novo, ao escrever a letra de uma música e cantá-la várias vezes, pra acertar o ritmo. Ou ao reconhecer aquela canção, lembrança exata meio apagada, mas os primeiros acordes tocam instantaneamente um território sem defesas.
É por isso que eu prefiro o verão, parece trazer uma segurança. Mas o céu de inverno no fim de tarde é sempre um espetáculo, isso não se pode trocar.
Oasis embala, o sono já vai chegar. Nesses tempos também é inevitável lembrar que tenho que decidir pelo curso na faculdade, afinal a UFRGS só aceita uma opção. É inevitável também ficar dividida, às vezes negar um comprometimento e, principalmente, ter medo. Sim, espero que isso seja normal.
Vou lá tomar água (é impressionante como tenho sede no inverno, muito mais que no verão) e estudar, é preciso garantir terreno onde quer que se vá pisar. Então melhor fingir que vou fazer vestibular pra NASA.
A propósito, já viram como está linda a lua essa semana? É um sorriso, como em Alice no País das Maravilhas. Aparece, simplesmente, no meio do céu escuro.
Boa noite anjos, bons sonhos.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

'Nas entrelinhas do horizonte dessa highway' ♪

Começa oficialmente o final de semana, e a minha cabeça lateja, lateja. Logo hoje, depois de uma hora de vôlei não combinado, com gosto de fim de ano. Tão estranho ver a data, que já é junho, e não parecia ter passado assim rápido das outras vezes. Enfim, tudo imediato, uma sombra que se esconde no Equador.
Errei uma questão na trimestral de física, primeira em provas com esse professor. Desculpem, só não estou muito acostumada com isso. Podia ser matemática, português, não sei, qualquer outra.
O frio permanece, como não podia deixar de ser, e hoje comprei um Mc (não o feliz, esse é caro demais) no almoço. Ah, professor na praça de alimentação do shopping também é coisa de outro século, às vezes a nossa mente é blindada e se esquece dessas coisas.
Acordei com mensagens de boa noite hoje, é divertido, e estamos na sexta, gosto desse dia. Falei com a Augusta mais cedo. Dei pulos de alegria quando ela disse que já comprou a passagem pra vir. Sinto muita falta deles todos.
Entendo por que eu não posso escrever diariamente. Demorei mais de trinta minutos, entre ouvir música e retomar ideias. Só podia, eu fico corrigindo e substituindo coisas aqui e ali. Grande parte acaba só escrita e apagada, não registrada. De repente como o céu toda tarde, só permanece laranja uns instantes.
Boa noite anjos, que ninguém precise levantar cedinho salvo por um bom motivo amanhã, porque talvez seja recorde de menor temperatura. Bons sonhos.

'Mas "a dúvida é o preço da pureza"
É inútil ter certeza...' ♪