sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

'We are the champions' ♪

Parabéns ano lindo que chega. Mega abraço a todos. E uma bela canção.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

'Take another breath and say another pray' ♪

Está quase no fim. Mais uns suspiros e o ano do calendário termina. Um obrigado especial a todos que leram esse pedacinho em palavras, essas frases desajeitadas e desabafos. Espero que tenhamos todos um ano maravilhoso, cheio de felicidade, saúde, paz, amor, força e muitos sonhos.

'Then fly away from here
To anywhere' ♪

E eu, o que faço com esses números? ♪

Medir a vida em números não dá certo. Devia ser em instantes. E a gente deve ter coragem e amor o suficiente pra não deixar o momento passar. Não deixar de dizer, correr, tentar mais uma vez, buscar força. Não deixar as promessas pra um próximo ano, mês ou segunda-feira. Pra quê?
Nesse 2010, se eu posso contar uma história, ela seria realmente longa. Nas férias, como que do nada, eu decidi fazer natação a convite da Augusta. Aquelas tardes, janeiro e fevereiro, foram de uma importância tão grande, tão grande. Eu sabia que ela ia ter de ir embora, só não queria acreditar. O ano começou com uma escola mais com cara de casa. O grupo tradicional do ano passado se dilatou, e foi bom. Comecei o ano com catorze anos ainda, estranho lembrar disso.
Abril chegou, e a Augusta foi pra Curitiba, mas me deixou um presente maravilhoso. Parece que foi uma deixa, brecha entre umas conversas de msn e risadas do time adversário que aproximou de novo a Pâmela (okeey, Sakinho). Não tenho palavras que traduzam a importância dos cinco minutos que a gente sempre arruma a mais nas conversas, e o simples de coração. Não, isso não é só uma palavra.
Nisso tudo, em abril, eu conheci o CLJ. ( No meio de tudo você me salva da selva, me salva da selva ♪ ) Sem explicação. Eu acabava numa ansiedade a semana inteira pra que chegasse o sábado. Conheci pessoas maravilhosas lá, e realmente, não pensava que pudesse ser tão bom, da paz tamanha que traz. A gente só acredita quando sente. Não adianta eu tentar explicar.
Comecei a escrever aqui no blog perto do meio do ano. É divertido, bom sentir o gosto das palavras. Isso me lembra a feira do livro de Porto Alegre, que lembra as minhas vaquinhas da Cow Parade, o (meu) rio (ou lago) onde mergulha o sol. Lembra de tanto fim de tarde, de tanto céu bonito e vento bom desse ano.
Li Clarice Lispector, que foi maravilhoso. O Pequeno Príncipe, que tirou o véu de coisas que estavam aqui, meio de lado. E poesias divinas, Cecília Meireles. Goethe que o diga, também. Música boa, com o Humberto Gessinger embalando muita vida e também incontáveis postagens daqui. Violão, meu lindo! Me acompanhando muitas vezes, deixando os nós aliviarem a respiração presa. Obrigado pelas cordas-que-não-arrebentam-nunca suportarem as batidas pesadas e alegres.
Sim, converso com seres inanimados às vezes. Isso acabou de lembrar meu cachorro. Se foi também. Ele era vivo, muito vivo. E eu gosto muito dele. Mas às vezes nosso amor vai embora, não é assim?
Como sempre, não é certo que a estrada esteja livre de curvas. Houve muitos contratempos, noites insones, choro desesperado e redentor (o alívio imediato), vontade de avançar muitos quilômetros ou mesmo superar dois dedos de distância pra poder dar um abraço forte. A gente acaba encontrando uma maneira de passar por isso, deixando que os ensinamentos moldem a nós mesmos. Tão bom se renovar todo dia.
Maravilhoso céu nesse ano. A todo instante, as minhas estrelas e demais astros todos lindos lá na imensidão. Bonito ver eles assim, me conforta. E esse manto azul, nuvens brancas e laranjas e rosas e vermelhas. Sempre sem explicação.
Parece que grande parte das coisas comigo é assim. Perda de palavras. Logo as palavras que eu gosto tanto.
Sonhei bastante, os melhores sonhos. Por noites aleatórias ou acordada, no mundo paralelo. Adoro isso.
Mais um ano, um bando de números, frases soltas e algumas coisas fazendo sentido, outras não. Mas eu amei especificamente cada instante. E espero ansiosa não por um novo ano, mas pelo momento seguinte, agora mesmo. Viu? Passou. Logo virá o próximo, e será cada vez melhor. Carrego planos, como qualquer outro. Pretendo concretizá-los, e vou trabalhar bastante pra isso. Mas vou ter uma ajuda especial, como sempre.

'Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes...' (meu poeta, Quintana)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

'O céu não acaba' ♪

Eu estava preparando uma coisa sobre o final de ano, mas não consegui terminar essa noite ainda.
O céu azul não queria abandonar a imensidão sobre nós hoje. A cor do universo. Enfim teve que se render para que as estrelas, lá onde existem um carneiro e uma rosa. Onde a luz tem som. De risadas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

'Só os loucos sabem' ♪

Dia complicado hoje. Lista de quem passou ou não lá na escola. Não peguei nenhuma recuperação, mas dá uma tristeza por quem ficou. O pessoal trabalhou muito, mesmo que nos últimos dias, estudando bastante.
Passando tudo isso, fui no centro. Não, eu não estava livre pra andar, mesmo sozinha. Já ouviu aquela parte que diz que é solitário andar por entre a gente? E que em cada esquina para em cada olhar esperando encontrar alguém conhecido, só pra se sentir em casa?
Afoguei o tempo que tinha em livros, maquiagem, sorvete e ainda cortei o cabelo. Obrigada Carpinejar, pelas lindas palavras.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Drive until you lose the road ♪

Primeiro dia oficialmente de férias, livre mesmo, sem nenhum tipo de vínculo com a escola. E já estou me desesperando por não achar o que fazer nesse tempo livre a mais. Mas foi um desespero rápido, até que eu achasse a série do House M.D. pra assistir. Lembrei que ela me faz sonhar, pelo menos enquanto assisto.
Pesquisei um pouco na internet sobre os cursos pré-vestibular. Foi bonito quando eu encontrei o UnificadoMed. De repente deu uma vontade imensa de tentar isso, mas é lá em Porto Alegre, meio bem distante. Por que eu não moro mais perto do meu lago onde mergulha o sol, hein!?
Eu queria morar perto do mar. É tão bom quando a gente tá viajando pra praia, vendo onde começa a aparecer a areia e onde o horizonte vira constante, quando a brisa traz gosto de sol e sal.
Rumo a mais um dia, mais um lindo dia.

domingo, 26 de dezembro de 2010

'Suave é a noite' ♪

Eu queria mesmo era pôr aqui uma outra canção, que me lembra Porto Alegre.
'Na zona Sul existe um rio
nesse rio mergulha o sol
e arde fins-de-tarde de luz vermelha
de dor vermelha
vermelho anil' ♪

Fomos passear um pouco no Natal, lá pra algum lugar da serra. Muitos tios, primos, parentes de todos os tipos. Que saudade e que força em ser uma família. É tão bom, tão bom. No sábado, como de praxe, fomos jogar futebol no campo de um time com a sede ali perto; só descer o morro, pra variar. Tinha uma chuva até meio fraca enquanto estávamos no caminho; já quando chegamos lá, de repente as nuvens todas pareceram desmanchar-se numa água torrencial vinda do céu. Parabéns Papai Noel, lindo presente pra nós. Depois de esperar meia hora, sem a chuva ceder, decidimos voltar. Isso perto das 3 horas. Chegamos em casa completamente molhados, mesmo tendo voltado correndo. Às cinco horas tinha um céu azul e sol maravilhoso. 'Vamos lá jogar de novo?', perguntou o meu primo super feliz. 'Não, agora nem que me paguem'. Lindo foi o arco-íris que apareceu depois. Primeira vez que vi um tão de perto, que vi onde ele 'desce'. Minha vó dizia que ele nasce no rio. Agora acho que é verdade. Esse feixe de luz colorida no céu é tão fantástico! Não paro de me emocionar com isso.
Hoje foi a volta pra casa, trazendo uma bagagem leve e um gosto do ar puro que vem da imensidão de árvores. Por favor, não me permitam perder isso nunca.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

'Ninguém se engana com uma canção' ♪

Véspera de Natal hoje. Dia tão bonito, maravilhoso. O céu lindo, #gessingerday em homenagem ao aniversário do Humberto Gessinger no topo dos tweets por bastante tempo. E um fim de tarde com músicas lindas, uns abraços fortes e cheios de um amor que transborda. Podia ser Natal todos os dias, pra gente poder ser tão feliz assim sempre. A gente podia acreditar e deixar o Natal acontecer todos os dias. É só uma questão de fazer com que aconteça, que esse espírito de amor que deveria nos tomar apareça todos os dias como se fosse novo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

'Vou lembrar que não se morre enquanto se deixa vivo seu olhar dentro de nós' ♪

Estava tocando pra uma estrela agora. Mas de repente a janela se fecha, e só nos resta a música já fora do tom. É sempre assim. O vento que parte, a chuva do alívio imediato.
Agora, por favor, só um pouco de silêncio.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

'E essa febre que não passa' ♪

Tem um vento tão bom lá fora, que abraça a gente. Mas o céu, a imensidão, estão limitados pelas nuvens, até onde elas podem nos levar.
Eu queria aprender a não machucar as pessoas com algumas atitudes. Queria tentar explicar que uma coisa em mim faz com que eu não saiba julgar, ou não queira julgar; ou declare todos inocentes. Não sei bem, só não sei fazer de outro jeito. Mesmo que depois possa doer muito, não só em mim. Preciso mudar, mas sozinha eu não sei.
Daqui dois dias é Natal. E, para surpresa e espanto, Natal não é Papai Noel. É aniversário (não só do maravilhoso Humberto Gessinger, no dia 24) de um amor sem medidas. De onde a gente se perde pra poder se encontrar. Me traz uma paz imensa quando penso nisso.
Caminhar um pouco hoje me fez bem, sentir o sol quente. E nadar. Me lembro do quanto implorava por isso há alguns meses. Bom ganhar um abraço que a gente espera. Bom também falar com a Joana mais cedo, o que me lembrou de escrever sobre o Natal, o que talvez seja o que me mantém agora.
Saudade da sopa da tia do meu pai. Saudade da minha vó. Vovó, sinto uma falta imensa. Nem imaginas o quanto eu precisava desse teu abraço agora, do olhar bondoso e maravilhoso, carregado de sonhos e de uma vida inteira. Não lembro se te disse isso algum dia, mas te amo muito.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

'O melhor esconderijo, a maior escuridão' ♪

Era madrugada de eclipse essa, acordei três e meia só pra ver a minha lua linda se pintar de tijolo. Quando vou revisar as janelas todas, o céu estava repleto de nuvens, e não dava pra ver lua, estrelas, infinito nem cometas. Mas vi o brilho branco, que compensou tudo. O céu é majestosamente belo de madrugada. Nada paga. Fiquei lendo O Pequeno Príncipe, esperando poder ver parte do eclipse, mas não deu. Houveram uns pequenos intervalos de sono nessa hora.
Ah, tive uns sonhos bem bonitos essa noite. Sem dor. Era uma viagem de trem, tinha umas pessoas mais velhinhas, e sol, muito sol, som, muito som. Foi maravilhoso. Só não foi melhor que o nosso ensaio, mais cedo. Eu já disse que adoro os sons do piano, da bateria e dos violões? Pois é, eu adoro.
Agora é minha hora de ouvir Oasis. Boa noite.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

'Minha terra tem a lua, tem estrelas e sempre terá' ♪


A chuva motivou esse arco-íris lindo hoje, maravilhoso. Não me canso de dizer, me encanto toda vez, todo dia.
Essa madrugada vai ter um eclipse lunar. Legal, não moro no hemisfério norte pra ver lindamente a lua cheia desaparecer. Mas vou ver ela aqui, do meu jeito, como for, porque o que mais importa é que eu sinta que o meu ar é o ar da lua, que toca no mesmo instante a superfície branca e está aqui dentro. Minha lua.

domingo, 19 de dezembro de 2010

'Now you feel what I'm feeling' ♪

Tinha sol hoje. Depois o azul, maravilhado e infinito visto da highway, deu lugar a um céu cor de terra, que jorrava sangue. Estava pressionado; se doia todo, por isso chorou.
Sonhei umas coisas bem divertidas. Instrumentos, crianças, amigos. Espero que possa voar com essa chuva linda aqui.

sábado, 18 de dezembro de 2010

'E apesar de tudo, enquanto o tempo passa' ♪

Comprei o Dvd da Cássia Eller hoje. Quando botei pra rodar, com o meu pai na sala também, ele se espantou. Confesso, até eu fiquei com medo. Esse é o aspecto revolucionário que tomou conta de diversas outras bandas nos anos 80 e 90, vou entender isso, porque não tem como não ouvir algumas músicas várias vezes. Cássia, tua voz é tão linda.
Hoje foi sábado. Um dos primeiros sábados a enfrentar sem vocês, mas com vocês, porque estão sempre no meu coração.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

'Mas ainda é cedo pra saber se isso é ruim ou se é muito bom' ♪

Tarde de descanso. Passei a manhã com uma revisão de física pro pessoal, espero que tenham se saído bem na prova. Quero um terceiro ano lindo em 2011, pra aprovação total e garantindo a diversão.
Minha voz ainda quer ir embora. Por quê?
Hoje de manhã cedinho, enquanto eu estava no saguão da escola, apareceu uma menina bem pequena, talvez uns quatro anos. Me pediu que desenhasse um coração, assim simples, sem cumprimentos. Personificou meu desenho, ele tinha um rosto, e sorria. Acho que o sol que ela desenhou ficou ainda mais bonito, com a boca em sinal de felicidade, num reflexo, e o nariz redondo. Desculpa se eu quase chorei quando ela foi embora. Fiquei com saudade, daquela simplicidade, espontaneidade. E me lembrei exatamente do meu pequeno príncipe. Apareceu de onde menos se esperava, e assim tornou aquele instante outro, essa vida e esse sorriso outros. Não perguntou meu nome, não perguntei-lhe o nome. Uns minutos depois ela voltou, escreveu com aquelas letras em teste a sua inscrição, como lhe chamavam. Senti mais ainda a sua falta.
'As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê'

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

More than words ♪

Estou quase sem voz, então não posso falar muito, nem cantar. Acho que vou comer uma maçã mais tarde, pra ver se melhora. Uma vez me disseram que isso fazia bem. Milagre eu ir dormir cedo hoje, com esses dias cheios de coisas.
Vou esperar que tenha uns sonhos bons, que parecem ter saído de férias. Acho que a noite está linda, como sempre. Vi uma foto da lua e, com certeza, vou ver ela lá no céu. Me lembra aquela musiquinha gostosa que eu cantava quando era menor. Mas fico com medo de fazer ela voltar agora. Porque me dá saudade de uma voz.
Acordei de noite, sem razão, como não devia ter acordado. Foi de susto, talvez.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

'Because you don't know what it means to me'♪

As manhãs lotadas de gente pra ter aulas extras de física e matemática cansam. Porém mais do que isso, é recompensante quando alguém consegue entender. E no final vai valer a pena, tenho certeza. Isso só exige um pouco mais de mim, um período letivo prolongado, e posso recuperar mais tarde, enquanto os outros precisam da ajuda urgente.
Assim torno útil essa coisa toda, que não devia me machucar às vezes, e faço dela uma etapa, uma chance.
Tem sido difícil voar. Parece que o tempo fica ansioso, e o cansaço me toma nas noites, deixando o corpo quase cair, indiferente a qualquer protesto.
Acho que vai ser assim de novo. Hora de ir.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

'E por isso voltou' ♪

Sabe que costuma doer. E que costuma fazer bem. E doer mais ainda, cada vez.
Me traz de volta pra casa, em mim mesma. Porque não importa se costuma doer. Costuma fazer bem. E doer mais uma vez.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

'Vou lembrar do tempo de onde eu via o mundo azul' ♪

Logo mais eu devia fazer uma ligação. Mas estou com medo. De deixar escapar um pouquinho disso que insiste em ficar aqui há dias.
Meu Pequeno Príncipe. Um dia me pediram que desenhasse um carneiro, sem nenhum propósito. Foi a falta de razão mais bonita do mundo.
Me traz de volta pra casa mais um vez? Por favor.

sábado, 11 de dezembro de 2010

'Sentiu sorrir seu coração' ♪

'Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem'
Obrigada Clarice, por dizer agora o que as minhas palavras entre lágrimas não sabem explicar.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

'Eu só queria te contar..' ♪

'[..]
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia sem explicação'

Sexta-feira. Quase o começo das férias, depois desse ano inteiro, intenso de coisas. Eu queria falar sobre o ano, mas tenho pouco tempo aqui hoje. Se eu puder amanhã de manhã, escrevo um pouco mais. Hoje fica Cássia Eller por aqui.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

'Eu volto pra lembrar que a gente cresceu na beira do mar' ♪

Amanhã terminam as provas. Eu não quero estudar mais, não mesmo.
Shi. Esse parágrafo está reservado para a falta de palavras.
Quero que sábado seja ótimo também.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

'Vale mais o coração, ninguém sabia, ninguém viu' ♪

Desculpa, não pude passar aqui antes. Esses afazeres da escola e as coisas todas me dão tanto trabalho que eu prefiro tirar férias antecipadas e acabo nem escrevendo, gastando tempo com o nadismo.
Também, o calor da estação que virá se apresenta com toda força e me dirige a outras mil coisas. Acabo um tanto perdida. E agora até me ligam pra marcar grupo de estudo. Acho que vou virar professora mesmo e acabou a festa, como me disseram esses dias. Seria divertido, até, e não posso dizer que eu não ia gostar. Mas quero voar. De que adianta todo esse tempo pra não sentir o céu? A propósito, ele estava maravilhoso hoje. Não me canso de dizer isso nunca. O céu está sempre lindo, sentimental e sonhador. Inspiração. Puxar o ar, sentir os pulmões inflarem e parece que sentimos o sangue circular nesse instante. Mas inspiração é observar o fim de tarde, o começo da manhã ou o meio dia, é sentir um sorriso, fazer uma prece, abraçar forte ou de leve, ouvir uma música e cantar mesmo que na voz baixinha; é ter a espontaneidade de uma criança, encher um balão, fechar os olhos e voar nos sonhos.
Inspiração é escrever cada linha dessas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

'Salaam-E-Ishq' ♪

Cantei música indiana hoje.
E noto cada vez mais que eu se deixar pra escrever no blog sempre antes de dormir, vai acabar sobrando cada vez menos tempo. Se eu conseguir terminar o trabalho de biologia amanhã de manhã, faço um post bem bonito.
Céu azul, tava lindo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

'Em cada esquina paro em cada olhar, deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar' ♪

Ouvi umas cem vezes essa mesma música hoje.
O céu estava tão lindo, maravilhoso.
Por hoje vou deixar essas notas, que são muito mais do que palavras ao vento.

domingo, 5 de dezembro de 2010

'No alto da montanha, num arranha-céu' ♪

Fomos viajar hoje. Tempo que eu não conversava com uma prima minha. Foi divertido.
Vi muitos violões hoje. Me traz uma alegria imensa sentir esses sons conhecidos, esses abraços. Não vou conseguir ficar longe disso as férias inteiras, com certeza. Se uma semana já passa num ritmo quase lento, nem consigo imaginar o que seriam dois meses.
Quero voar agora. Preciso voar mais um pouquinho.
E amanhã espero ter meu simples de coração de volta, porque faz uma falta gigantesca.
Eu podia voltar no meu vira-tempo para sexta-feira? Queria mudar umas pequenas coisas. Bem pequenas

sábado, 4 de dezembro de 2010

'É o meu abrigo, meu lugar secreto' ♪

Só pra lembrar que é sábado, que o dia foi ótimo. Que será uma longa história.
Acho que vou deixar uns rascunhos por aqui. Ou a psicose vai aumentar.
Às vezes eu tenho medo. Porque eu podia fazer melhor algumas coisas, acertar um ponteiros.
Se eu explicar que estou sorrindo agora, não vão entender. Mas eu não quero deixar isso no rascunho, não posso. É simples.
Talvez eu tenha ficado com sono agora, porque me lembrei de como voar. Então preciso sonhar um pouco. Porque 'sonhar é acordar-se para dentro'. De novo, de novo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

'Atores sem papel' ♪

No começo eu cantava esse trecho como 'A torre sem Babel'. Tem uma torre com esse nome na história, e eu acabei relacionando.
Ver o mundo entre uma e outra braçada na natação é como uma câmera de imagem ruim. Tudo roda, volta, água, afoga. É bom, se afogar de fez em quando.
Amanhã é sábado, e acho que vai ser um dia muito bom.
Vou ali voar porque, sem prática, não há perfeição.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

'It's so unreal' ♪

Hoje cai uma chuva fraca, mas bem acolhedora.
Deu uma saudade de tanta coisa, de recortar, colar, escrever. Uma sensação de família em todos os lugares hoje. Estou anotando aqui os sinais da paranoia, estejam cientes disso.
Vou ter sonhos bons de novo, com certeza. Sempre me acontecem mil coisas nessas viagens, são divertidas.
Acho que isso só funciona no meu travesseiro, essa história de dormir, portanto, over. Até amanhã.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

'Volta voando (vinda do alto), derrete o chumbo do céu' ♪

Não foi por acaso que tem sol hoje. Tem um céu feliz, sem nuvens. Mas eu gosto das nuvens, mas elas não estão lá, mas eu gosto da chuva, mas eu gosto do arco-íris, e eu gosto do sol de novo.
(Re)Comecei a natação ontem. Lembrei como faz, como não respirar a água. Talvez na aula de sexta eu reaprenda as braçadas que já eram complicadas antes. Acho que se eu correr antes vai ser um bom aquecimento, se não chover.
Amanhã vai ser o terceiro dia consecutivo que vou na escola estudar desde as 8, cedinho. Mas é quase proveitoso o pequeno espaço de tempo que fico lá sozinha, porque consegui terminar de ler uma coletânea da Cecília Meireles. Ela escreve de um jeito maravilhoso, inigualável (não que outros não sejam sem comparação também, cada um a sua maneira), maravilhoso. Vale realmente a pena ler seus poemas, ou poesias. Um dia eu aprendo a diferença. Mas esses dias têm me deixado cansada, um pouco. Acho que era a parte psicológica, possivelmente.
Voltei pra casa. Quase. Um dia desses eu me encontro de novo, logo.
Acabei de descobrir que perdi dentro de casa a câmera com as fotos das vaquinhas da Cow Parade. Isso me dá um desespero imenso. Vou procurar até que ache, nem que me custe dias.
Tive sonhos bons essa noite, acordei com um sorriso leve, que ainda agora volta como se tivesse acabado de abrir os olhos. Acho que estou ficando paranoica de novo.
Tecnicamente, 'paranoia' se origina do grego (esse idioma maravilhoso), e é caracterizada por um delírio crônico, lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria. Mas o resto da definição não me cabe. Melhor parar por aqui, porque assim fica até bonito.
Descobri hoje que a Cássia Eller morreu. Me avisaram tarde, hein!? Li também que quando ela estava grávida do filho Francisco, o pai da criança morreu. Parece uma outra história que li em algum lugar.
Eu acho bem divertido conjugar os verbos na segunda pessoa do singular. Tu. Parece tão pessoal, tão direto, tão lindo.
Quase tive um colapso ouvindo Sete Cidades hoje. A música é muito bonita. Mas eu queria a letra de uma versão acústica que achei. O final é em inglês, e faltam umas três palavras para que eu posso concluir a frase.
Agora vou, com uns versos da Cecília.

'E o passarinho perguntava:
"Lembras-te da tua voz devolvida pelo eco?"

E eu me lembrava, mas não das palavras,
só que as respostas eram sempre incompletas.

E o recorte da montanha, no horizonte,
lembras-te como era azul e negro? E as palmeiras?
E as sebes de flores encarnadas?

E eu me lembrava de tudo, sentia o aroma da tarde,
e o canto das cigarras, e o lamento dos sabiás
e das rolas,
e via brilhar a bola azul do telhado, que amei tanto,
e sentia, tão doce, a minha perpétua solidão.

E perguntei ao pássaro: "Onde estavas,
para me perguntares tudo isso?
Também já viveste tanto?"

E ele me respondeu: "Não, tudo isso está no fundo dos teus olhos.
E só vou perguntando o que estou lendo...
E, porque o leio, canto." '

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

'Para que eu possa te ouvir toda vez que eu precisar' ♪

Isso é um spoiler. Pessoal e uma confissão; portanto, por via das dúvidas, fica o conselho de parar por aqui.
Eu não devia estar escrevendo nada aqui. Nem agora, nem mais. Eu me decidi por cinco minutos que foi o suficiente eu ter errado algumas vezes, que não podia mais fazer isso. E veja, já é outro erro.
Esse lugar me soa como uma música, o Across the Universe. Não por ser o título de uma, mas pela história que leva. Pelo tempo, por cada linha que salvou uma vida, num instante. Pela intensidade com que permanece, que me embala todo dia.
Qualquer coisa que eu tente escrever parece errado. Um primeiro passo que eu dê, como o último da escada, uma volta inteira, como se tornar uma criança. É como ansiar pelas palavras, mas elas não fazerem nenhum sentido, não contemplando o que eu preciso dizer. Como se por mais que eu lesse as poesias mais bonitas e as histórias mais dramáticas, eu ainda precisasse daquela última sensação. De estar em casa, simples de coração.

domingo, 28 de novembro de 2010

'Eu quero deitar e sonhar outra vez' ♪

Dia de crisma hoje. Não posso explicar como é maravilhoso, a grandiosidade de entregar a chave da porta e deixar a mudança acontecer, simples. Talvez eu tenha aprendido a amar mais. Facilmente, porém com uma importância sem medidas, profundamente; a não impôr limites. Um dia, um dia. Acho que esses dias me perguntaram se eu saia de casa nos sábados porque não tinha muito o que fazer. Acho que não expliquei direito, e não acho que entenderiam se eu tentasse fazê-lo. É algo pra se sentir.
Fui ver as vaquinhas da Cow Parede, todas reunidas lá. Passei em quinze minutos no lugar e tirei bastante fotos, mas faltou de algumas que eu nem achei por lá. Mas elas são todas lindas.
Não quero carregar esse lugar de sentimentos hoje. Só de uma leveza.
Ah, eu quero que chegue segunda, e terça, e quinta e sexta, e sábado *-*
Okeey, quarta também. Sim, quarta sim *-*

sábado, 27 de novembro de 2010

The thoughts you bring and the songs you sing are gonna keep me from the cold ♪

Tenho pavor de eletricidade e secadores de cabelo. Escondam eles de mim, por favor.
Essa falta outra vez. Chega a ser uma sensação boa.
'se eu pudesse ao menos lhe contar o que se enxerga lá do alto, com o céu aberto limpo e claro ou com os olhos fechados' ♪
Amanhã é domingo. Talvez eu me cure. Sim, vou me curar, sem dúvidas.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

'Just a little while' ♪

'[...]
Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
- não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
- mais nada.'
(Motivo, Cecília Meireles)

Desde manhã cedinho com uma baita dor no braço. Meu pai disse pra mim comprar um remédio pra passar agora de noite, mas não adiantou. Como eu queria que ele pudesse fazer passar. Se uma pequena parte disso tudo fosse melhor, as coisas seriam diferentes, e muito. Mas talvez a gente não aprendesse a ser tão forte, e não aprendesse a pedir socorro.
Uma grande confissão. Eu precisava de um abraço agora. Pra poder acalmar o medo, pra me justificar por cinco minutos. Porque, como estava no livro da Clarice L. esses dias, a vida é que dá razão pra gente; é o tempo, a espera, os últimos instantes.
Just a little while ♪

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Paint no illusion, try to click with what you got ♪

As pessoas dizem que não sentem o coração bater. Mas eu sinto. A cada instante o sangue passa, o ritmo veloz, implacável.
E o que eu faço com isso? O que eu faço essa dor? Onde eu posso escondê-la? Que saudade imensa de umas horas atrás, do meu remédio definitivo.
Sábado. Por que te demoras parado numa esquina? Por que não chega logo e vem sanar meu medo?
Talvez a chuva me faça dormir essa noite. Cai chuva, por favor. Pra mim poder ficar bem quieta, esperando que seja dia novamente.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Maybe I just want to breathe, maybe I just don't believe ♪

O céu estava lindo no final de tarde. Tinha um sol maravilhoso que batia nas nuvens.
Fui no shopping, me revoltei com meio mundo, acho que assustei algumas pessoas correndo no lugar. Nem o All Star tinha. Comprei três cds. Time Flies, Californication e Riot!. Adorei a Go Let It Out, do Oasis.
Acho que estou ficando paranoica.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

'Let's go dancin' in the light' ♪

Os pulsos queimando voltaram hoje. A chuva dentro e fora de casa, o vento que acolhe e lembra do verão - a falta que ele faz.
Ouvi uma imensidão de vozes que me alertaram que o mundo não para. Que tanto os sorrisos progridem quanto as dores; que embora a gente tenha um amor gigante que deveria curar qualquer sofrimento, ele precisa ser ainda mais forte; que viver somente de sonhos e perder-se da vida real não é o certo, e que pode machucar muito; que é mais fácil planejar uma fuga em detalhes do que mudar uma simples atitude; que a gente não esquece nunca os melhores momentos, nem certos momentos; que podemos ter grandes amigos e eles terem uma importância inexplicável; que o cheiro forte de cloro de piscina dá uma saudade cortante; que todo dia de sol é lindo; que o céu é uma imensidão maravilhosa; que as palavras são violentas e divinas; que as ações doem muito mais, e que a falta de algumas chega a ser brutal; que eu adoro os sábados e as quintas feiras com uma intensidade fora do comum; água gelada com chocolate é a melhor combinação; que eu tenho uma desculpa todo fim de tarde; que a gente pode ter sonhos bons se dormir com uma canção. Coisas que a gente aprende.
Agora eu quero minha música e meu simples de coração, meus sonhos de volta, minha luz.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

'Se eu pudesse ao menos lhe mostrar o que se enxerga lá do alto, com o céu aberto limpo e claro ou com os olhos fechados' ♪

Hoje eu quero escrever muito. Mas não estou pra muitas palavras.
Atrasar o tempo, adiantar o tempo. Eu quero este precioso instante. Simples. Um instante.
Acabei de ouvir minha nova música. Hora de dormir.

domingo, 21 de novembro de 2010

'E o teu momento passa a ser o meu instante' ♪

É plena tarde de domingo. Tenho um trabalho gigante de geografia pra fazer até terça. Eu devia terminar hoje. Mas aquele sol lá fora e o calor instigam uma vontade imensa de tomar suco e ler no vento, tocar violão, escrever. Meu pai perguntou se eu queria fazer compras hoje, porque talvez eu não tenha tempo durante a semana pra essa maratona de escolher artigos pro domingo. Mas que coisa, eu tenho que terminar o trabalho, e se sair vou me sentir culpada depois. Pelo menos em casa eu posso dizer que me distrai como desculpa. Foi assim que decidi fazer essa tarde, mesmo a um custo imenso. Sem vida social, só agora de tarde.
Eu precisava de umas palavras também, me sentiria feliz em ouvir um pouco. Acho que não gastei a vontade de ontem ainda, esperando uma chuva interior. Talvez se não esfriar de noite. Ah, eu devia ter saído hoje. Devia mesmo. Só que já são quatro horas agora, acho que não dá mais tempo.
Tô ouvindo Traffic in The Sky agora. 'It's enough to make me sigh' ♪
Acabei de ver uma foto do mar. Eu queria praia, agora. Água, uma imensidão. Queria férias dos trabalhos, embora esse final de semana seja quase um oásis perto dos últimos dias.
Minha música, eu quero ouvir ela de novo. E mais outras pra memorizar. Isso me faz lembrar de Cássia Eller. De acaso, coerência, singeleza.
Talvez depois de todas as essas palavras tomarem corpo eu decida redigir a história da agricultura para o trabalho. Vou enganar minha vontade de não largar mais o violão, subtitui-la mesmo que momentaneamente pelo lápis na mão, a força de uma palavra no papel.
Isso me fez lembrar de sonhar.

sábado, 20 de novembro de 2010

Uma nota mais.

Acabei de receber mais três abraços. Não, não foram só dois. E são ótimos, assim antes de dormir.

'They slither while they pass they slip away across the universe [..] Sounds of laughters' ♪

Hoje é sábado. Eu que fiquei aqui pensando e pensando a semana inteira sobre o dia seguinte, preocupada com tanta coisa, com medo. Agora passou.
A lua está linda hoje, brilhando cheia no céu, como uma lamparina, como uma vela que não se apaga, como se fosse um planeta. Quem liga se ela é somente um satélite? É como observar Saturno face a face. E um manto azulado que é o espaço.
Meu momento de ficar feliz. Ganhei dois abraços hoje. Não tenho explicação para tanto, então é melhor que eles fiquem aqui, no seu espaço.
Senti uma vontade bem grande de chorar hoje. Mas já não é como antes, não de tristeza. Era de felicidade, por ter o coração inquieto.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

'Cada palavra que falei lembra uma história que eu nem mesmo sei' ♪

Fui ver Harry Potter hoje, foi um filme muito bom. Eu insisto em preferir a parte do poço, e em sentir uma falta imensa do Snape. Mas ele teve a presença mais sutil possível, e mais marcante.
É por isso que eu gosto dessa música hoje. Porque a ampulheta parou, voltou; porque amanhã é sábado; é o meu sábado; eu tenho o desenho de um disco voador; porque agora todo fim de tarde eu tenho uma desculpa.

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

'Para realinhar as órbitas dos planetas' ♪

Passei rapidinho hoje. O tempo tá corrido.
O céu tava lindo no fim de tarde. Adoro ipês. Mas adoro ainda mais o meu abraço.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Sintonia fina.

Vida é uma palavra tão bonita. É tão momentânea, simples, sem medidas. Respirar e sentir, leveza, água, coloração. Pura, ao acaso, natural, viva. Um impacto, é violência, rapidez, calmaria, instante, saber. La vie est un verbe. Não sei se é escrito assim. É só o que o tradutor me fornece. Mas eu queria francês hoje.

De manhã.

'Manhã cedinho agora. Eu queria guardar pra mim esse sol que bate pela janela, sem que amanhecesse.
Aqui do lado eles falam sobre a formatura do pré das crianças. Eu não me formei, mas lembro do dia. Eram umas roupas vermelhas, bem próximo do Natal, com aquele clima de dezembro. Esse é um mês diferente dos outros, sim. Envolve todo um misticismo especial, um espírito de concluir e retomar, gosto (em substantivo) de um final de semana prolongado.
Admiro a bondade nos olhos das pessoas. É onde ela se encontra pura, lâmina de vidro que deixa transparecer. Como ser professora é bonito. Ela está a uns cinco metros de mim e não imagina esse carinho perdido que eu sinto. É a profissão mais linda.
E acabou de fechar a porta. É minha deixa.'

terça-feira, 16 de novembro de 2010

'Parece exato' ♪

'Que vontade de fazer uma coisa errada. O erro é apaixonante.'
Palmas Clarice. Conseguiu expressar exatamente o que eu sinto agora. É um ímpeto de não ficar, sair, correr contra o vento, liberdade. Ela mesma, dona de outras palavras que também cabem a hoje.
'Eu, como um guindaste, a lidar com um delicadíssimo átomo. Me perdoe, mosquitinho, me perdoe, não faço mais isso. Acho que devemos fazer coisa proibida - senão sufocamos. Mas sem sentimento de culpa e sim como aviso de que somos livres.'
Comprei um Kinder Ovo agora há pouco. Pura nostalgia. Eu precisava sentir esse pedacinho doer em mim, só pra senti-lo. Era urgente. O brinquedo é um carrinho. Me disseram que nos últimos anos era mais fácil montá-los, e com razão.
'Sinto em mim uma violência subterrânea, violência essa que só vem à tona no ato de escrever.'
Me deixa ficar aqui, só mais cinco minutinhos. Só pra poder deixar essa saudade passar. O céu irradia uma luz laranja; tem umas flores crescendo no pátio; chove.
Me servem de consolo essas palavras. Mas momentaneamente. Meu outro poeta.
'Mas em mim, em minha alma,
Pressinto que vou ter um terremoto'
Terminando o que deveria ser um começo. Eu quero voltar, quero meu tempo, decidir de novo, deixar as coisas pra trás. Eu quero um novo erro, um único instante que, como sempre, separa.
Minha luz linda, por que inunda esse espelho? És por acaso uma energia que vai mandar esse barulho estridente embora? Ou és simplesmente a quietude? Eu sei formular o silêncio, mas agora os versos são o meu mundo, são o meu sonho, minha anestesia.
'Quando pequena eu rodava, rodava e rodava em torno de mim mesma até ficar tonta e cair. Cair não era bom mas a tonteira era deliciosa.'

'Can we pretend that airplanes in the night sky are like shooting stars?' ♪

Vi um avião ontem cortando o céu; parecia diversão de criança.Parecia tão lindo e tão divertido.
Eu tenho que virar perita em eletrodos, redução, oxidação, elementos químicos para amanhã. Às vezes eu me obrigo a acreditar que podia aprender a fazer as coisas antes. Mas até que não é uma matéria lá difícil, afinal, só demorei umas duas semanas pra entendê-la. Tenho 3 minutos pra explicar amanhã, é o tempo que cada integrante vai ter pra falar. Talvez nem a professora entenda. Preciso de um bom poder de convencimento pelo menos, então.
Eu queria ouvir essa música agora, nadar. Queria diminuir essa falta imensa desde sábado, limitada em certas partes. Como eu ouvi, 'Não se pode dormir de olhos abertos'. Acho que foi isso. Também não se pode sonhar sem fechar os olhos, nem voar com os pés no chão.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Diário de bordo, na montanha, num arranha-céu.

'Nessa selva eu pareço ouvir até o barulho do Tarzan. Será que só eu ouço? Tem uma montanha bem verde que me lembra Crepúsculo, e ainda mais com esse fundo recoberto de nuvens azuis e pesadas. O céu parece na Rússia, mas com o chão dá um ar tropical; quer chorar, quase, e nevaria se fosse um pouco mais frio. Um vento maravilhoso vem; é de noite agora.
Esse lugar está cheio de uns bichinhos que eu chamo de taturanas, nome bonitinho, mas que vão virar borboletas depois. Matei alguns, porque eles podem machucar e, supreendentemente, eles têm uma gosma verde por dentro. Isso sim me deu medo.'
Nesse momento meus primos chegaram, pela bondade do meu tio. Ficamos acordados até perto das duas da manhã jogando cartas e conversa fora. Chimarrão da meia-noite teve até, mas pra variar eu não tomo.
No dia seguinte um animalzinho daqueles que eu disse antes fez um leve estrago no meu dedo. Dói como agulhas, queima.
Tenho um bando de trabalhos pra amanhã, tenho que correr.
Comecei a ler Um Sopro de Vida, da Clarice Lispector, hoje. Ela escreve divinamente, maravilhosamente.
Só carrego uma certeza, de que vou estar aqui pro que for preciso.

domingo, 14 de novembro de 2010

'Há um cais de porto pra quem precisa chegar' ♪

Ótimo, hoje é domingo. Mas eu continuo na onda do sábado, no seu balanço. Deve ser porque amanhã é segunda e feriado. Vamos viajar hoje, daqui a uns quinze minutos. E meu pai quer me matar por ainda estar presa ao computador. Mas vou ter até que levar ele junto pra terminar uns trabalhos da escola. Mas lá pra onde a gente vai não tem internet. Não sintoniza nem sinal de fumaça. Pelo menos tem bastante árvores, verde, pássaros voando - se eu der sorte, não tão perto de mim.
Vou tomando o rumo do lugar, afinal vou ter que caminhar bastante essa noite, no escuro, no meio dos mosquitos. Porque em algum lugar naqueles morros deve existir um pouco de sinal de celular. Assim espero.
Bom feriado.
Ah, quase ia esquecendo. Cássia Eller. Ouvi muito a voz dela hoje. Adorei.

sábado, 13 de novembro de 2010

'O que me acompanha é o barulho dos meus passos' ♪

'É a lembrança de uma abraço,
O misticismo de um ritual,
todo dia igual'

Desculpa, eu não sei fazer versos; não soube continuar a música. Só não quis tirar ela daqui.
Hoje foi uma tarde maravilhosa, adorei brincar de tomar um tombo, um jogo de confiança. Fazia tanto tempo, parecia distante; agora é tão mais real, me faz bem. Por um instante eu fiquei sozinha rindo de uma coisa minha, que só eu ia entender, mas me fazia muito feliz mesmo que somente no pensamento. Era o combinado.
Eu precisava de algumas respostas. Como o ser humano é doido por elas. Eu não preciso saber nada, não preciso que me gritem tudo. Só tenho uma vontade insana de que todos sentissem o mesmo. Que as respostas não fossem retornos, mas uma linha.
Isso tudo fica um pouco confuso pra quem não vê com os meus olhos, não sente com o meu coração. Às vezes até eu mesma me embaralho nas minhas ideias.
Mas 'Tudo ficou tão claro' ♪ Tudo fica tão claro. Jamais comum.

sem título.

Eu queria escrever aqui, mas não achava um título para a postagem. Sim, isso me desgasta mais tempo do que a própria escrita.
O céu está bem bonito hoje, parecido com uma criança. É assim pra mim, como eu vejo. Deve ser por causa do azul leve servindo de fundo para as nuvens bem brancas, e tem também a luz do sol, maravilhosa. Acho que vai chover. Sempre tem um vento assim indescritível, igual a esse de agora, quando chove. Mas talvez seja bem longe, talvez esse vento tenha percorrido uns bons quilômetros até aqui.
Hoje é sábado. Parece que há anos que esse dia não acontece. Mas a luz está sorrindo hoje cedo. Tem gosto de retorno.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

'Para que flores não faltem jamais' ♪

Esses dias. Não sei se têm sido exatamente isso. Tem sido muito tempo, pouco tempo o tempo todo, um segundo, virou.
É agitação, é andar, é correria.
Amanhã é sábado. Duas semanas sem as minhas tardes, as minhas maravilhosas tardes. Tenho certeza que vou estar sorrindo diamantes, como depois de um instante hoje, do breve conjunto de segundos que me deixa inatingível.
Eu queria escrever mais aqui, só que não tem dado tempo. Vou corrigir isso, prometo.
Vão haver flores, sempre.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Outra vez, outra frequência.

Pronto. Faz cinco minutos desde a postagem anterior, mas não quero editar aquela, embora tenha ficado muito feia. Escrevi a palavra 'não' muitas vezes. Não gosto disso. Poxa, acabei de falar de novo.

'A medida de amar é amar sem medida' ♪

Hoje. Eu já falei como adoro futebol? Certo, não vou me estender muito por aqui.
Teve prova hoje, estudei muito rápido e a nota não podia ser melhor. Esquema interessante esse, mas não quero repetir nas outras não. Pode ser que não dê certo de novo. É que, afinal, hoje era só inglês.
Fiquei com dor na perna, não sei por quê. Não pode ser pelo jogo, não. Talvez tenha outro no findi, ainda não tenho certeza, mas tenho que estar bem, inteira.
Cinco minutos e eu ganhei um presente. No final já tinha perdido. Mas as risadas depois foram ótimas, não se pode mensurar. O presente continua aqui, todo dia.
Agora sim, minha hora de ir.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

'Sing me something new...' ♪

Dia frio hoje. Acordei cedo, com um sorriso tão feliz. Não ia conseguir dormir além, estava sorrindo demais.
Sim, o meu simples de coração estava lá hoje. Só não sei por que eu insisto em me parecer com a raposa. Já são três horas? Desculpa, eu acho bonito esse ritual. Acabei aprendendo com isso a lição que a raposa ensina. O essencial é invisível aos olhos.
Uma música nova, uma velha música. Um segundo, uma semana, uma sexta-feira. Um fim de tarde,um segundo de novo. Uma vida toda.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Shiiiiiiiiiiiiiiiiiii,

O silêncio é uma música. Alguém mais ouve?
Acho que estou sentindo uma dor. Tem adrenalina demais, eu precisava daquela calma. Não precisava que o céu despejasse água enquanto eu não posso senti-la; não precisava correr, cair, correr; deixar que a chuva chegasse tão perto, que escapasse pelos olhos.
Lá do outro lado do mundo tem um cara vendendo a si mesmo para poder pagar pela liberdade da filha, ele quer ser um escravo. Na China eles só podem ter dois filhos, e a punição é pesada para quem não respeita a lei. Dói tanto. Tanto.
O coração acaba batendo rápido, não espera. Só agita, treme. Eu precisava da minha cura; precisava hoje, aqui, agora, sempre. Dói tanto. Tanto.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

'Free to be whatever I, whatever I choose ' ♪

Eu queria escrever muito, sobre hoje, sobre sempre.
Fico meio nostálgica, desculpa. Sinto falta de sonhar acordada, dos velhos sonhos, porque não tem dado tempo de adaptá-los ao presente; acho que vou fazer isso hoje, juntar tudo na minha mochila e deixar, ver até onde vai.
Acabei de ver a lua. Meu sorriso amarelo. Achei que era um eclipse, porque alguma coisa desconhecida começou a passar na frente dela. Comecei a chorar. Me bateu tão forte aquela coisa de largar tudo, essa humanidade toda. E de repente era somente os meus planetas, satélites, estrelas. Éramos nós. 'Let it be' ♪
Acabou minha parte de saudade. Eu só precisava deixar ela transbordar. Obrigada pro meu sorriso, amarelo.

'Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.'

Um trecho, talvez até bastante longo, d'O Pequeno Príncipe.
"E foi então que apareceu a raposa:
- Bom dia - disse a raposa.
- Bom dia - respondeu educadamente o pequeno príncipe, que, olhando a sua volta, nada viu.
- Eu estou aqui - disse a voz -, debaixo da macieira...
- Quem és tu ? - perguntou o principezinho. - Tu és bem bonita...
- Sou uma raposa - disse a raposa.
- Vem brincar comigo - propôs ele - Estou tão triste...
- Eu não posso brincar contigo - disse a raposa. - Não me cativaram ainda.
- Ah! Desculpe - disse o principezinho.
Mas, após refletir, acrescentou:
- Que quer dizer 'cativar'?
- Tu não és daqui - disse a raposa - Que procuras?
- Procuro os homens - disse o pequeno príncipe. - Que quer dizer 'cativar'?
- Os homens - disse a raposa - têm fuzis e caçam. É assustador! Criam galinhas também. É a única coisa que fazem de interessante. Tu procuras galinhas?
- Não - disse o príncipe. - Eu procuro amigos. Que quer dizer 'cativar'?
- É algo quase esquecido - disse a raposa. - Significa 'criar laços'...
- Criar laços?
- Exatamente - disse a raposa. - Tu não és ainda para mim senão um garoto inteiramente igual a cem mil garotos. E eu não tenho necessidade de ti. E tu também não tens necessidade de mim. Não passo a teus olhos de uma raposa igual a outras cem mil raposas. Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender - disse o pequeno príncipe. - Existe uma flor... eu creio que ela me cativou...
- É possível - disse a raposa. - Vê-se tanta coisa na Terra...
- Oh, não foi na Terra - disse o principezinho.
A raposa pareceu intrigada:
- Num outro planeta?
- Sim.
- Há caçadores nesse planeta?
- Não.
- Que bom! E há galinhas?
- Também não.
- Nada é perfeito - suspirou a raposa.
Mas a raposa retomou o seu raciocínio.
- Minha vida é monótona. Eu caço galinhas e os homens me caçam. Todas as galinhas se parecem e todos os homens se parecem também. E isso me incomoda um pouco. Mas, se tu me cativas, minha vida será como que cheia de sol. Conhecerei um barulho de passos que será diferente dos outros. Os outros passos me fazem entrar debaixo da terra. Os teus me chamarão para fora da toca, como se fossem música. E depois, olha! Vês, lá longe, os campos de trigo? Eu não como pão. O trigo para mim não vale nada. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos dourados. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, fará com que eu me lembre de ti. E eu amarei o barulho do vento no trigo...
A raposa calou-se e observou por muito tempo o príncipe:
- Por favor... cativa-me! - disse ela.
- Eu até gostaria - disse o principezinho -, mas não tenho muito tempo. Tenho amigos a descobrir e muitas coisas a conhecer.
- A gente só conhece bem as coisas que cativou - disse a raposa. - Os homens não têm mais tempo de conhecer coisa alguma. Compram tudo já pronto nas lojas. Mas, como não existem lojas de amigos, os homens não têm mais amigos. Se tu queres um amigo, cativa-me!
- Que é preciso fazer? - perguntou o pequeno príncipe.
- É preciso ser paciente - respondeu a raposa. - Tu te sentarás primeiro um pouco longe de mim, assim, na relva. Eu te olharei com o canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é uma fonte de mal-entendidos. Mas, cada dia, te sentarás mais perto...
No dia seguinte o principezinho voltou.
- Teria sido melhor se voltasses à mesma hora - disse a raposa. - Se tu vens, por exemplo, à quatro da tarde, desde as três eu começarei a ser feliz. Às quatro horas, então, estarei inquieta e agitada: descobrirei o preço da felicidade! Mas se tu vens a qualquer momento, nunca saberei a hora de preparar meu coração... É preciso que haja um ritual.
- Que é um 'ritual'? - perguntou o principezinho.
- É uma coisa muito esquecida também - disse a raposa. - É o que faz com que cada dia seja diferente dos outros dias; uma hora diferente das outras horas. Os meus caçadores, por exemplo, adotam um ritual. Dançam na quinta-feira com as moças da aldeia. A quinta-feira é então o dia maravilhoso! Vou passear até a vinha. Se os caçadores dançassem em qualquer dia, os dias seriam todos iguais, e eu nunca teria férias!
Assim o pequeno príncipe cativou a raposa. Mas, quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Eu vou chorar.
- A culpa é tua - disse o principezinho. - Eu não queria te fazer mal; mas tu quiseste que eu te cativasse...
- Quis - disse a raposa.
- Mas tu vais chorar! - disse ele.
- Vou - disse a raposa.
- Então, não terás ganhado nada!
- Terei, sim - disse a raposa -, por causa da cor do trigo.
Depois ela acrescentou:
- Vai rever as rosas. Assim compreenderás que a tua é única no mundo. Tu voltarás para me dizer adeus, e eu te presentearei com um segredo.
O pequeno príncipe foi rever as rosas:
- Vós não sois absolutamente iguais à minha rosa, vós não sois nada ainda. Ninguém ainda vos cativou, nem cativastes ninguém. Sois como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas eu a tornei minha amiga. Agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram desapontadas.
- Sois belas, mas vazias- continuou ele. - Não se pode morrer por vós. Um passante qualquer sem dúvida pensaria que a minha rosa se parece convosco. Ela sozinha é, porém, mais importante que todas vós, pois foi ela que eu reguei. Foi ela que pus sob a redoma. Foi ela que abriguei com o para-vento. Foi por ela que eu matei as larvas (exceto duas ou três, por causa das borboletas). Foi ela que eu escutei se queixar ou se gabar, ou mesmo calar-se algumas vezes, já que ela é a minha rosa.
E voltou, então, à raposa:
- Adeus... - disse ele.
- Adeus - disse a raposa. - Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.
- O essencial é invisível aos olhos - repetiu o principezinho, para não esquecer.
- Foi o tempo que perdeste ( um comentário meu, fora do livro. Acho que a palavra 'perder' não cabe, não deveria estar ali) com tua rosa que a fez tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com a minha rosa... - repetiu ele, para não esquecer.
- Os homens esqueceram essa verdade - disse ainda a raposa. - Mas tu não a deves esquecer. Tu te tornas eternamente responsável pela tua rosa...
- Eu sou eternamente responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para não esquecer."

'E ficaria ali pra sempre' '♪

Terminaram ontem as provas do Enem. Vou fazer um relato sobre o que eu aprendi, e não tem lá muito de engraçado não.
É uma baita maratona esses dois dias de prova - e essa, segundo eles, seria uma linguagem regional devido à expressão 'baita', característica... -, e eu nem lembrei de levar lanche pra sala, como muitos outros fizeram. Ano que vem tenho que fazer uma lista. Continuando, as provas são bastante confusas, não é parâmetro pra medir a educação do país. Além de extensas, as questões ou são muito fáceis, tem erro do Inep ou te vencem pelo cansaço, porque ler um texto de meia página para cada questão é demais. Chega uma hora em que a gente só lê as alternativas, porque mesmo que leia o enunciado não vai fazer diferença: na hora de responder você já vai ter esquecido tudo. O texto de no mínimo sete linhas proposto não era uma redação, mas um comentário sobre o tema, quase. Onde já se viu um texto de sete linhas e passar no Enem? Só mesmo um autor de frases de efeito e, convenhamos, acho que nem o Machado de Assis seria aprovado dessa forma. Poderiam por favor fazer uma educação melhor pra gente? Foi o que eu pedi no meu texto, não com essas palavras, mas foi a ideia. E olha que era sobre trabalho escravo. Mas dane-se. Se fosse preciso eu teria feito uma redação bem bonita sobre política e educação, eles teriam que ler, ou é um computador que avalia as redações também? 'Talvez entendessem que a humanidade vale mais que ouro e diamantes'

Agora, um comentário rápido sobre o meu título. Porque não, esse não era em clima de Enem. A respiração é leve. Pronto, passou.

domingo, 7 de novembro de 2010

'Stop! com Rolling Stones, Stop! com Beatles songs [...] Ratá-tá-tá-tá' ♪

Pronto, só mais um dia de provas.
Terminei. Desde a linha de cima já escrevi 27 outras aqui. Só nessas palavras. Não me prendo nos conceitos, não importa. Só que ele está morto no Vietnã. Alguém vai salvá-lo?

sábado, 6 de novembro de 2010

'Mas tudo que eu sentia era algo que me faltava' ♪

Hoje não. Por quê? É aquele esquema de falta e presença, acho.
As janelas da sala de prova eram baixas, fiquei muito tempo parada, resultou em dor, depois passou, deixando lugar a uma música bem alta, alguns sorrisos bem divertidos. Andei sozinha, adorei isso. Mas tinha muita gente ali. Depois andei acompanhada; é muito bom conhecer alguém na multidão.
Pronto, um sorriso que me basta hoje, só hoje.

'Não me peça pra entender, não me peça pra esquecer' ♪

Tem prova mais tarde. Pode ser que eu não saiba o que fazer, pode ser que eu fiquei perdida com tantas questões, que perca a paciência. Talvez ouça vozes, sente perto da janela, veja o céu, me hipnotize nas nuvens, no frio e no vento, no sol. Eu posso parar de ler, chutar as que não souber, posso entrar em desespero ou, por golpe de sorte, conhecer alguém que faz a prova na mesma sala que eu e conversar antes da dita, talvez. Eu posso sorrir. Tenho forças pra sorrir agora. É o mais importante.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

'And it won't leave me alone' ♪

Sexta-feira. Amanhã é dia de Enem. Na realidade, nem notei. Só sei que o céu visto da Ulbra é lindo, uma calma.
Ganhei dois abraços hoje. Um físico, o melhor, que eu vou pedir de novo e de novo - agora parecia o Baby, mas tudo bem, abafa essa parte, é que isso ressuscitou o meu bom humor -. E um que veio lá de longe, que não precisou de nada mais, bastava-se em si mesmo; e me trouxe paz, aquela, A Sua - essa o outro abraço me traz também, de sua forma especialíssima, mas esse de hoje foi de alívio, só peço uma pequena compreensão -.
E acho que adoro correr.
Foi uma tarde boa, meio imersa em desespero, em volta, em esquecer e retomar, em saber, em rir devagar e leve, em falta e em presença. De repente a gente começa a ver de outro jeito, afinal cada um tem sua visão. Mas isso poder ser estagnar, dependendo de onde se olha; ou crescer, quando se pode desgarrar com uma ânsia imensa de voltar pra casa.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

'Toda vez que algo nos falta, algo que parte e não volta' ♪

Eu vou escrever hoje só por uma necessidade, por essa vontade de sair correndo, voando. Desse nó, da falta de uma abraço que a gente precisa não mais para si próprio. Acho que as pessoas podem sentir isso de outras formas, por outros motivos, mas não assim; não sei se compreendem as dimensões disso. De uma marca.
Pode ser um sorriso aceso[sic], um coração que bate na medida, umas palavras bonitas, outras que vêm ao acaso. Pode ser uma noite fria ou uma manhã pacata, um telefone que toca e uma letra que falha, uma flor, uma ave e um mergulho. O tempo que corre, um Senhor do Tempo, a água derretendo, o isopor, o gelo, um passeio de carro, o cimento. Uma explosão, uma bater que faz ir embora pra não voltar nunca mais. Muitos versos, um esperar que não cala. Agora é uma necessidade, e não me abandona.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

'Este é o livro de nossos dias' ♪

Tomei suco, comi bolo, tomei refrigerante, nessa ordem.
Voltei de ônibus hoje, mas a sensação de saber que não tem ninguém em casa, de andar pela rua sozinha, isso também, dá um vazio imenso. É a mania de ser velado o tempo todo, de se desprender, desgarrar. Ouvir aquela música outra vez, tocar as notas dela, ou criar um ritmo pra uma letra desconhecida.
Terminei de ler o livro da Cristiana Guerra, é maravilhoso. Comecei O Pequeno Príncipe e, como dizia o próprio, nós temos dificuldade em entender as coisas. Acho que é porque quando desgarramos deixamos de ver com o coração, e um sorriso se torna um alívio. 'Relief', gostei dessa palavra.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

'Nunca olhei pros lados pra não perder a direção' ♪

Talvez eu seja corrigida por esse título de novo, mas acho que a coisa das músicas já passou.
Hoje tinha um sol lindo, e um vento maravilhoso. Acho que falo isso porque acabei de beber uma garrafinha inteira d'água só enquanto estou viajando no computador. Tudo bem, essa última informação não acrescenta nada ao texto, era só porque água faz bem. Continuando, eu ouvi umas palavras bem bonitas junto com as correntes de ar, e foi uma sensação boa até a parte de ter lembranças, a parte de ver tudo de novo, de novo. Eu fiquei longe disso por um tempo, mas agora o filme passa como passou aquela reportagem na tv hoje. É como se fosse ontem, é como se fizesse muito tempo.
Hoje eu fiquei lendo o 'para Francisco'. Quase terminei, e talvez faça isso mais tarde. É que me dá uma sensação muito forte quando leio. Parece que vai me dar um ataque do coração a todo instante. Mas é lindo, é delicado, é um amor intenso que ela transmite com aquelas palavras. Posso falar assim só hoje, né!? O Cisco deve ser muito feliz porque vai conhecer o pai através das páginas mais lindas do mundo, e vai contar suas histórias e sentir falta dele. Confesso, até eu senti enquanto lia.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

'Seja breve, seja firme' ♪

Feira do livro hoje. Estava ótima, agora eu tenho muitos títulos que fazem os meus olhos brilharem e me dá uma vontade imensa de ler cada palavra, de gravá-la em mim.
Ah, o dia foi tão mas tão legal *-* Ruas de Porto Alegre, com um vento ótimo; muitos 'ipês' pelo caminho, porque se são roxos e amarelos só podem ser ipês. Não sei se for o rio, os meus lindos livros, o vento, o fato de ser Porto Alegre, a @PamelaSakinho me guiando no tour pela cidade acrescido a rir bastante ou as vaquinhas da Cow Parade que são tão graciosas. Acho que foi tudo isso junto que tornou o meu dia tão singular, leve.
Só fiquei sem o meu abraço propriamente dito. Mas por hoje, particularmente, valeu mais que um abraço, foi tão bom quanto.

domingo, 31 de outubro de 2010

'Reminds me of childhood memories' ♪

Vou começar falando sobre ontem, sábado. Em geral são dias muito especiais, mas ontem foi único, sem palavras. Me trouxe uma paz, uma felicidade imensa.
Hoje eu fui lá pra serra e toquei bastante violão até. Esqueci de acrescentar que ontem tinha um pôr-do-sol lindo, o horizonte queimando tanto quanto eu sentia uma força gigantesca em mim.
Amanhã feira do livro de POA com a Sakinho, a Alena, e bom, a gente vai arrecadar mais gente, eu tenho certeza :D
Tem um vento muito bom hoje, um gosto de alívio no ar. [Isso é uma sinestesia, eu acho, quando misturamos vários sentidos numa única frase, mas tudo bem, esquecendo já, é que eu tenho prova sobre figuras de linguagem na próxima semana]
É incrível como algumas coisas mudam a gente e nos fazem tão melhor.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

'just wait a minute, just sittin', waitin' ' ♪

'Uma palavra que comece com 'se', logo'. Repeti isso três vezes hoje. Acabei com 'sei', 'semente' e 'segurança'. Criei uma historinha com elas, mas terminei de apagá-la também. Pra mim uma palavra que começa com 'se' é confiança. Tudo bem, ela não começa assim gramaticalmente, mas é como se parece pra mim.
Eu tenho um peixinho laranja *-* Okeey, nem falo do peixe mais.
Virá chuva, a noite também.
Já é quase final de semana. E a nossa vida, onde foi parar? Aqui, no mesmo lugar. Mas ela aparece em lampejos.
Hoje o dia foi bom, ponderando. Até muito bom.
E sábado já vai chegar.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

'As the bright blue sky' ♪

Fiquei bem desesperada hoje, agora de noite. Me lembrei que andar perto das estrelas é bom. E senti de novo, aquela sensação de prender e perder. Não preciso dizer qual é, nem explicar. Mas é aquela.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

'Nem senti meus passos' ♪

Amanhã é terça. E eu já fico pensando nisso, como se já não fosse o suficiente, como se o sol do recreio não bastasse pra me fazer sair daquela palestra no quinto período. Eu não faço isso, exceto hoje. Falei mesmo que segunda feira era um dia bonito. Aprendi bastante sobre o vidro, por causa daquele cartaz de frente pra escada que era a mesma coisa que me segurava no chão, e dentro de mim mesma. Palmas, poderiam haver palmas. Eu não quero um parágrafo aqui. Continuar escrevendo já me contenta. 'Nem tão longe que eu não possa ver, nem tão perto que eu possa tocar' ♪

'Mas como o vento, vem tão depressa' ♪

Não, acho que essa frase não diz exatamente o que eu queria que dissesse. Mas estou ouvindo essa música agora, e quero dar um replay, não ouvir as outras.
Acho que nessa segunda feira de manhã o relógio anda mais devagar, quase se arrastando. É o tempo, ele deve seguir o seu curso como sempre, só que a nossa mente insiste em direcioná-lo conforme os nossos temores.
Comprei um livro do Rubem Fonseca ontem. Terminei de ler Feliz Ano Novo, do mesmo autor, de manhã, e à tarde eu passei por um exemplar de capa prateada e não pude resistir quando vi o autor e aqueles textos pequenos escritos atrás que fascinam os leitores. 'Pequenas Criaturas' é o título, e depois de abrir a embalagem descobri que a capa prata era um invólucro, e a verdadeira era vermelha. Gostei das palavras mesmo assim. Tem uma crítica social importante nos seus textos.
Ainda não tive tempo de falar sobre o sábado aqui.
Acho que de manhã eu fiz a coisa mais errada possível. E, como eu já sabia, a pior coisa do mundo é machucar as pessoas, principalmente aquelas tão importantes. Não, não foi uma só.
Mas a tarde, essa sim vem tão depressa como o vento. Espontânea. Eu senti um alívio imenso, e as pessoas talvez não entendam. Não é uma coisa que se possa explicar; aqueles sorrisos são um vício, únicos.
Ainda não concertei as coisas do lado de fora, e isso é essencial. Mas eu sei qual é a cura, pela primeira vez.

sábado, 23 de outubro de 2010

'Nenhum de nós sabe exatamente onde vai parar' ♪

Hoje é sábado. Sempre o melhor sábado. Talvez tenha uma hora a mais, não tenho certeza, mas espero muito que sim.
Violão, sons concretos.
Eu ia escrever aqui. Esqueci o que era.
'Hoje o tempo voa nas asas de um avião' ♪
O meu pensamento fica vago, com pequenos relâmpagos de cor e um vazio que me impede de lembrar.
Mas como eu ouvi por aí, é só acertar os pontos. É só acertar o centro do móbile, ajustar as velas ao vento.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

'Lembre que hoje vai ter pôr do sol' ♪

Dia cheio, corrido. Sol na quadra, sol no rosto.
Aquele piazito me tirou pra jogar futebol hoje. Eu posso ter corrido um pouco e me desmantelado toda, mas eu ganhei dele logo de primeira, só que cansei depois. Mas me fez muito feliz, de uma forma simples.
E essas conversas ainda. Elas precisam acontecer, só que não dessa forma. As pessoas que eu preciso nunca lêem isso, então talvez não adiante muito. Eu só preciso que seja de outro jeito, porque quando as coisas vêm lá de dentro, depois de tanto tempo, elas precisam de calma pra vir.
Acho que fui bastante testada hoje, sobre os meus olhos. Eu tenho uma leve impressão de que era exatamente esse o objetivo. Era muito mais pra ver o que ia acontecer comigo do que sobre a resposta de verdade, porque essa podia ser depois. Mas eu não sei, porque naquele instante o chão grudou os meus olhos com uma força imensa. Não era a hora de elas chegarem. Depois sim, mais tarde.

'Um salto no escuro da piscina' ♪

Acho que fiquei meio tonta com o futebol essa manhã. Podiam ter economizado na parte de me dar boladas no estômago, e em me fazer correr como no primeiro jogo.
Tem a redação pra hoje. Fiquei imensamente feliz por ser aprovada nessa etapa. Não costumo levar muita fé, e tinha quase esquecido do concurso, mas agora participar se torna muito importante. São aquelas coisas que a gente só dá valor depois que acontece.
Se eu não tremer de novo, acho que vai dar certo. Eu queria tanto desistir do Enem agora, mas acho que não dá mais. Vai ser em um sábado, e vou precisar especialmente daquele dia.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Mas te vejo e sinto o brilho desse olhar ♪

Sim, vou ouvir Pouca Vogal agora - a música não é deles, mas eu prefiro essa versão, com o Humberto. -Haam *-*
Hoje eu me lembrei de várias coisas, de Otelo, de Mário Quintana, de muitos livros que eu li. Eles passaram lá na sala perguntando quantos a gente tinha lido desde o início de ano, e eu nem soube responder. São muitos. Chutei onze, mas foram mais.
Fico com Otelo. O meu Mouro -adoro chamar ele assim- que foi vingativo, sentimental, e parece com a música que eu estou ouvindo agora.
Eu estava pensando sobre o tempo de novo. Poxa, por que ele vem assim aos nossos olhos? 'Um dia me disseram que as nuvens não eram de algodão' ♪
As pessoas são seres curiosos. Se planejam tanto pra alguns dias, alguns anos, sem perceber que é algo tão relativo e que só acontece dentro de nós mesmos. Eu quero tanto que chegue quinta-feira, pra poder jogar futebol, mas os segundos não são palpáveis, não consigo ver eles se aproximando. Isso me atormenta agora, quando eu reflito sobre. E quando eu penso sobre os sorrisos, os medos e os sonhos. Tudo me atormenta profundamente. Acho que é porque estou sem nada pra fazer agora. Isso sempre parece uma eternidade. Mas e se o tempo todo foi um fingimento? E se as voltas todas no relógio forem apenas um movimento, e estivermos num teatro, um teatro de vampiros? 'A primeira vez, sempre a última chance' ♪


'Deixe um sinal de alegria onde passar.'

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

'Someone told me long ago, there's a calm before the storm, I know'♪

Ontem eu queria ter postado, mas não houve tempo. Tinha um longo trabalho a fazer. Mas fui lá pro meio do verde bem de manhã cedo. Eu gosto realmente das árvores, da grama, da música nesse lugar todo. Fui dormir tarde, acordei cedo e com sono, mas já desenhando cavalos para a nossa programação ultra especial de português hoje.
Eu queria queimar no sol, ver a luz.
Uma rosa vermelha, um violão. Um dia de sol.

sábado, 16 de outubro de 2010

Já estive aqui antes.

Eu estava pensando agora, e me bateu uma vontade incrível de escrever.
Sobre a presença e a falta; sobre eu ter entendido o que é cada uma, o quanto são necessárias.
E do tempo. Um dia nós acordamos e bom, depois de fazer todas as coisas que fazemos sempre, tem alguma coisa diferente. Não notamos mais cada dia, o quanto crescemos cada dia. De repente o mundo nos chuta pro lado de fora com uma faixa presa às pressas:' Estamos prontos'. Num piscar de olhos a capa muda, mas parece tão igual no fundo. E parece tão fácil imaginar o que tem lá no fundo, e o que vai ser. Tempo. Tempo que é corrida, pressa, chuva, insolação, necessidade, cor, música, palavras, caminho, menta, manga, desenho, tijolo, vídeo, perfume, chá, garrafa, telefone, lugar, espaço, tamanho, abraço, silêncio.
Tempo que faz tempo, que faz pouco tempo e bastante tempo. Que é agora, que foi antes e que vai continuar a ser muito depois disso.

'But it also breeds creation'♪

E agora eu tenho um coração. Descobri isso quando ele estava na garganta, bem aqui essa manhã; e parecia que batia por ar, empurrando para uma última respiração forçada.
Agora ele bate melhor, pulsa o sangue de leve.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

'So I drew a new face and laughed' ♪

Hoje o dia parecia um caos.
Entendi sobre os mitos de vampiros queimarem ao sol. Isso é algo que acontece com as pessoas de verdade, não só nos livros.
E também sobre morrer duas vezes. Da segunda vez dói mais. Da terceira não seria possível, não seria coerente nem dolorido, mas instantâneo.
'Uma dor que desatina sem doer'♪
Fica muito mais lindo na voz do meu poeta, mesmo sabendo que esses versos atravessaram séculos até aqui.

Faltou luz hoje. Foi o espaço de tempo mais aterrorizante da minha vida, acho. Isso me faz lembrar invariavelmente da Piano Bar. 'Como um barco perde o rumo' ♪
A luz voltou depois. Mas aquela falta, ela só vai passar mais tarde, não hoje.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

'Come to decide that the things that I tried were in my life just to get high on' ♪

Joguei futebol hoje, e queria jogar de novo.
Preciso fazer a redação pra amanhã, aquela sobre a nossa vida. Eu pensei em acrescentar coisa sobre como podemos fazer um mundo melhor acreditando nos nossos sonhos, mas isso seria utópico demais. Acho que se eu fosse escrever sobre a minha vida isso seria uma crônica, uma crítica, não uma história. Eu queria falar sobre as coisas que me aconteceram, sobre o que eu sinto, o que eu poderia ter feito melhor, mas que prefiro ser do jeito que foi. Talvez não soubesse lidar se fosse diferente. E a minha frase inevitável caberia aqui, mas eu não quero escrevê-la agora.
Ainda não falei sobre o dia das crianças aqui, não do jeito que eu queria. Então, lá vamos. Eu gostava de ser pequena, de fazer minhas casas de bonecas, me mudar pra um aglomerado de cobertores no meio da casa quando me contrariavam. Gostava de passear, caminhar, fazer as coisas da escola e rir muito; despejar minha caixa de brinquedos no chão, onde tinha todo um mundo de imaginação. Eu fazia planos, mas queria ter histórias pra contar, como as pessoas grandes. Sempre quis chegar e contar sobre o dia, sobre as pessoas da escola e as situações mais bobas da rotina. Eu gostava muito de ter uma mão pra segurar, e de me sentir segura. Mas um dia a gente acorda, e as coisas não são mais como a gente esperava. Mentira, eu esperava. Só não sabia como seria. Agora eu vejo aquele traçado quase transparente que recobre aquele tempo, separando o que éramos do que somos.
Pronto, falei sobre ser criança. Até demais.

Sobre o dia de hoje ainda, eu fiquei lembrando sobre umas partes bem engraçadas de muito tempo atrás. E o meu abraço me tirou a dor, como sempre.

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

'Havia um tempo' ♪

Acho que assim dói menos.

Poxa, essas queimaduras aqui doem tanto. Nem acredito que fui na aula hoje. Tive que pedir pro meu pai não me deixar passar perto de um espelho até que a gente chegasse na escola e eu não pudesse mais voltar atrás. O resto foi suportável, até mesmo a dor, alguns momentos.
Pelo mais, continua doendo.

terça-feira, 12 de outubro de 2010

'Que a noite caia de repente caia tão demente quanto um raio. Que a noite traga alívio imediato.'♪

Acho que demorei mais do que eu queria pra escrever aqui.
Na segunda o sol estava lindo e, depois de um dia trancada no tédio, fui na casa da Any pra pastelada. Foi uma breve noite muito divertida. Acho que eu nunca tinha brincado da roda com a música dos Escravos de Jó, ou tão levemente como jogando Adoleta. Que saudade daquele dia, que saudade de ontem.
Hoje é Dia das Crianças. Me queimei lindamente com o sol, logo o meu preferido. E vi a lua hoje, em pleno meio dia. Ela era um arqueado triste. Eu fiquei pensando como é a rotação da Terra para que ela fique feliz de noite.
Terça. Voltando da Base Aérea eu vi uma placa bem mal pintada em uma casa onde estava escrito 'Vende-se alfase', ao lado de uma horta. Fiquei pensando se 'alfase' seria um tipo de arma nuclear, porque o que estava plantado ali ao lado placa eram alfaces. E bom, eu estava voltando de uma apresentação que trazia a bandeira do Brasil como o maior orgulho, e o país estava tão presente no meu coração naquele momento que eu iria pra guerra por ele. Depois de ver o escrito enquanto passava, fiquei pensando em como a pessoa que escreveu aquilo poderia exercer o direito de voto conscientemente. Imaginei um mundo, no meu sonho. Todos os brasileiros, todas as pessoas teriam um lugar melhor pra viver, teriam esperança, força. Seriam parte dessa conquista. Pronto, parece discurso de político.
Agora terminei.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

'Uma luz que não produz sombra.'♪

Hoje tem sol, é um dia lindo.
Legal, adoro brincar com o potinho do M&M's *-* Dá um som tão bonitinho quando ficamos abrindo e fechando eles.
Hm, acabo de descobrir um frio lá fora. Mas eu andaria de mangas curtas, sem problema.
Acho que vou ali montar uma obra de arte com as minhas embalagens coloridas.


Não sinta.

'Pode cuidar do meu acordeão Liesel? Resolvi não levá-lo - então encontrou algo que realmente queria dizer: - E, se houver novos bombardeios, continue a ler no abrigo.'

Um trecho de um dos meus preferidos, A Menina que Roubava Livros. A observadora que me ensinou a olhar pra cima todos os dias, pra ver o que se esconde sobre as nossas cabeças.
'Na visão de Liesel, o céu que vi estava cinzento e brilhante. Uma tarde prateada.'

Ontem eu vi um pessoal com um violão lá no parque Marinha. De repente me bateu uma vontade imensa de fazer isso um dia.
Eu queria mesmo era a leveza de estar lá, sem lugar pra ir, sem hora pra voltar.
Dois dias sem aula ainda, pra variar, mas cheia de trabalhos por fazer. Acho que o que eu quero mesmo é jogar futebol na quinta de manhã.

domingo, 10 de outubro de 2010

'Only to break rhyme' ♪

Domingo. Hoje o dia foi bom, porque o céu estava lindo e eu vi quatro vaquinhas lá em Porto Alegre, incluindo o sol no Guaíba e uma lua que estava mais para um sorriso, e quase amarelada, como a cera de uma vela brilhando no manto escuro.
As notas aqui não são mais tão grandes quanto nos últimos dias. Eu pareço curada por alguns instantes, com o coração nas mãos, tentando voltar para o seu lugar da forma mais fácil possível.

sábado, 9 de outubro de 2010

'O calor escorre de dentro' ♪

Uma tarde maravilhosa, como todas as de sábado. Não poderia ter sido melhor.
Uma homenagem para os pós que eu amo tanto, e que tiveram um dia muito especial hoje.
A Isadora, tão calma e de coração gigante, de uma felicidade imensa. A Joana, que me traz uma segurança tão grande quando está por perto. A Kérollin, de uma nobreza e liderança natas. A Marina, sempre quieta mas disposta a conversar quando precisamos. O Charles, com suas piadas sempre tão divertidas, como aquela sobre o nome da Natália sem acento. A Priscila, com uma docilidade e um sorriso que é sempre o ideal. E o William, das notas únicas no violão, que me deixou tão feliz quando me fez tocar aquele dia, pelo que vou me lembrar por muito e muito tempo.

Certo, tenho que ir para mais um longo feriado agora.

'Don't leave do fast' ♪

Termina outra semana. E termina com um longo feriado, ainda por cima.
E hoje é sabado. Meu dia de tocar violão, de memorizar cada traço e cada espaço pra semana, para me manter com um sorriso lá dentro.

Um obrigado. De lá do fundo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

'E agora o que peço é só um momento.' ♪

Hoje teve encerramento do Illuminati, o projeto lá da turma. Enquanto a Carol falava lá no palco eu senti tanto orgulho de cada palavra dela, daquela turma e de todo o trabalho. Do domingo de jogo que eu fui fazer o painel de manhã na casa dela, de todos os balões que a gente encheu naquela segunda-feira cedinho, na correria da Unisinos que me deixou com sono por dias.
Depois ainda teve música *-*
'É preciso saber viver.
Quem espera que a vida seja feita de ilusão
Pode até viver maluco ou morrer na solidão.' ♪

Eu queria pôr o trecho final da música Quando menos se espera, da Necessidade Humana, mas não tem no site eu não consigo decifrar ela. Mas eu sinto o que a música quer dizer.
E sinto ainda mais o que está por vir. Isso eu não sei como vai ser. Não suporto nem mesmo a ideia, mas seria egoísta demais se eu pedir isso agora? Sim, deveras. Mas extremamente necessário, em cada pedaço, em cada instante eu preciso disso.

'E as palavras foram brotando, como sangue jorrando de um artéria.'

Passei a noite em vigília.
O sono insistia em não vir, e só consegui os primeiros bocejos forçados quando passava da uma da manhã. E os intervalos entre acordar, ver a hora que parecia não avançar emperrada no celular e breves piscar de olhos que pareciam alucinações não levaram nada embora. Dói como se fosse de novo e de novo a cada instante, como se o sangue precisasse jorrar. Mas nem ele quis sair ontem à noite, não enquanto eu estava sozinha ali. E eu entendi que não seria assim, que ele ficaria preso como uma agulha com anestesia que precisa se aplicada por outra pessoa.
Continua.
E continua.
Hoje finalmente é sexta. Ironia eu esperar por esse dia a semana inteira!?
Logo agora que eu precisava de uns dias de escola, de uma dose de coisas fáceis.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

'Do que você tem medo?' ♪

A educação física estava ótima hoje. Eu queria ter ficado jogando pra sempre, pra sempre. E ainda mais pra sempre. Só na volta que eu fiquei sentindo umas coisas, mas estava tudo bem no momento.
Depois quando eu cheguei em casa que a dor começou a aumentar.
Eu estava realmente tremendo no terceiro período na aula, precisando daquela garrafa d'água bem gelada que ainda fica na minha companhia agora, embora quase vazia. E a minha ouvinte. O meu abraço. Eles me deixam muito mais forte, só que eu ainda precisei me segurar no corrimão pra ter certeza de que não ia cair pelo toldo enquanto a professora que sempre é tão pontual decidiu-se por demorar para a próxima aula.
Agora eu fico aqui esperando, com medo, porque eu sei o que acontece, eu sei o que temer, o que há do outro lado.
E só peço por favor, de lá de dentro.

'Eu cresci e não houve outro jeito
Quero só recostar no teu peito' ♪
E saber que as coisas vão ficar bem. Eu queria essa certeza todo dia.

Desculpa, eu preciso pôr pra fora, preciso de uma sangria. E ainda nem há corte algum, e essas não são algumas gotas de vermelho vivo. São só o ensaio.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

'O monstro parece maior quando nos afastamos dele.'

Hoje o dia estava meio cheio.
Eu dormi com dor ontem, mas acordei bem.
Porque sempre fico pensando que é sexta? Já me perguntei umas três vezes no dia em que parte da semana estamos.
Mais do simulado hoje. Prova de português. Acho que fui bem até, porque estou começando a gostar de interpretar textos.
Hoje a prof Daniela ainda chega lá na sala com quatro potinhos de Mm's na mão e me entrega dizendo: 'Mandaram te entregar e desejaram um feliz dia da criança.' Acho que foi uma das melhores partes do meu dia. Tudo bem que eu passei uma bela vergonha com o povo todo me olhando, mas nem me importei tanto com isso.
Tem educação física amanhã. Vai ser bom jogar futebol. Sinto muita falta disso.

Agora preciso ir, quando eu queria ficar aqui o tempo todo.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

'So Sally can wait' ♪

Hoje fiz as provas do simulado do Kzuka. Adorei a de literatura, porque falava de Fernando Pessoa, Camões, Legião Urbana, Casimiro de Abreu, entre tantos outros. Foi a melhor prova do tipo que já fiz, embora eu tenha feito poucas.
Ah, já está tarde, não tenho muito tempo mais aqui.
Mas o sol estava lindo de manhã cedo e o calor me animou tanto no dia, tanto.
Acho que eu falei demais nas aulas da hoje, mas só em algumas aulas. As pessoas podiam entender às vezes que eu tenho um jeito meio incompreensível, não podiam!? Que eu já senti isso, que eu sei o que é.
Tem feriado no começo da semana que vem. Já sinto os meus dotes culinários aflorando - haaa, crendo nisso- . Vou aprender a fazer brigadeiros e branquinhos não líquidos, eu espero; e, se não der certo, eu trato de levar umas colheres.
Hoje é terça, terça.
Ainda falta uma boa dose de semana pra ser sábado de novo. Enquanto isso eu tento seguir o que li por aí:
'Deixe algum sinal de alegria por onde passar'.
Como eu queria fazer isso bem.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

'I heard you say' ♪

Ah, eu estava vendo fotos e ouvindo música aqui. Adorei a palestra da FAB lá na escola hoje, e até me animei na ideia. Não tenho certeza de que daria certo, mas eu não ia querer sair daqui não, vendo de certo ponto de vista. Já não posso me afastar, pra onde quer que fosse. Um espaço aqui?
Sim, um grande espaço aqui.


Eu ainda guardo o print daquele jogo do Grêmio contra o Santos. 'Já viu um peixe morrer afogado?'. Qualquer dia desses eu ponho ele aqui, pra me divertir com aquele começo - ou seria somente uma retomada?-.
Acho que isso começou há um tempo, e eu lembro disso, de algumas coisas bem importantes. Mas bom, eu nunca achei que seria assim, exatamente dessa forma.
Não pensei que eu fosse sentir tanto medo, medo de perder alguém não pela distância, mas pra sempre. Desculpa, isso é difícil, ainda me assusta muito. Acho que aquele medo foi o que eu senti por muito dias, dormindo e acordando com ele. Mas passou. Hoje eu sinto que os outras coisas são menores, são mínimas frente àquilo.
E também nunca pensei que fosse tão feliz, rindo tanto, dispondo de sempre mais cinco minutinhos. Que uma risada fosse tão confortante, que um abraço pudesse resgastar uma alma. Que jogar futebol de novo fosse tão bom, que uma ligação fosse tão desesperada e uma resposta tão comemorada.
Não pensei que pudesse ser tão grande, tão grande um coração.
Eu só sei que o que for será certo. As coisas vão ficar bem.
Ah, posso dizer, posso dizer? [/eba]
Aaaaah, La mia Chayote . Te amo muito muito, pro infinito e além, e pra todo sempre, num tamanho imensamente gigante, e sempre mais <3
Algumas coisas continuam, e continuam. Como seria a loucura pelos danoninhos, pelos Mc's de caixinha. Como seria pelos Mm's e bonequinhos de msn.


Eu só sei do que eu sinto, só sei o que me atinge, que sopra pra mim.

domingo, 3 de outubro de 2010

'O que seria de nós se não fosse a ilusão que nos trouxe até aqui?' ♪

Essa página está há alguns minutos aqui, porque eu não consigo para de ouvir Wonderwall. O foco está funcionando com a música, e com tantas outras coisas.
Hoje eu vi a lua no meio do dia, e as coisas estavam tão bem. As minhas amadas nuvens, o sol que parecia que batia em um vidro e chegava até mim.
Como eu me sinto forte. Espero que as forças de ontem durem até o próximo sábado.
Eu precisava de um abraço bem apertado agora. Aquele abraço que me levantou tantas outras vezes. Eu vou sentir falta essencialmente dele. Desesperadamente dele.
Sempre fiquei pensando como a palavra 'to miss', do inglês, poderia significar sentir saudade. Hoje eu descobri que ela é a falta, é um buraco no peito, não uma palavra.
Mas às vezes as coisas assumem uma ordem própria, caminham com as próprias pernas. Agora eu me lembro da música. 'We are one, but we are not the same.'♪
Esse é um tempo de aprender a viver de novo, de aprender a amar de novo.

Que bom que existem fones de ouvido. Que bom que aprendemos a chorar quando temos muito medo. Que bom que existe um violão, notas, cordas sob os dedos. Que bom que aqueles sorrisos e aqueles timbres realmente existem, porque vou precisar deles cada vez mais. E como eles são fortes e reconfortantes, curando todas as partes que doem.
Que bom que existe um 'pra sempre'.

sábado, 2 de outubro de 2010

eba, eu não quero dormir hoje.

Ah, eu não ia editar a postagem anterior, embora essa seja só cinco minutos depois daquela. Eu queria deixar uma mensagem no twitter, mas não quero que as pessoas me descubram aqui.
Eu só estou agitada demais pra dormir, mas sou muito fraca pra ficar sonhando acordada.
Ah, hoje ainda é sábado. Eu quero voltar pra lá. Por que me fizeram ir embora?

'It's times like these you learn to love again.' ♪

Essa tarde. Eu não consigo descrever o que sinto nas tardes de sábado, mas é uma felicidade gigante, extrema. Ela chega a ser grande demais.
Bom, eu vou ser anjo da guarda de alguém durante um mês. Vou precisar de uma bela ajuda pra que isso dê certo, mas quero essencialmente cumprir bem a tarefa, em agradecimento a todos os bons tempos, os melhores tempos.

É um tempo de acordar de novo, de aprender a viver de novo. O ar tem sido tão calmo; é tão lindo tocar, ouvir a música, e ainda mais cantar.
Eu me fixo exatamente nessa voz, nesse timbre.
E descontroladamente nessa respiração.

Ah, hoje é sábado, é sábado.

Até que eu dormi rápido ontem. Não consegui ficar pensando por muito tempo, também porque já estava tarde e o dia foi cansativo.
Quando eu escrevo aqui não parece que o tempo passa, mas vendo a data nos cadernos ontem eu me deparei com um outubro doce, mais que o doce novembro, sabendo que setembro foi muito bom. Sim, isso ficou confuso. Tive que apagar algumas partes. Mas eu espero que cada dia seja melhor, com uma dose exata de calor e de frio.
Às vezes nos prendemos a sonhos, a coisas improváveis. Mas dentro de nós só resta acreditar nessas peripécias, sem nada mais. Não consigo escrever a palavra não aqui, na frase que eu quero. Isso quer dizer que não consigo admitir esse pensamento tão comum que se aconteça. Eu sei que ele está ali, mas pra que pensar nisso agora?
Vou-me as embalos de sábado à tarde.

'E a saudade que sinto não é nem do passado nem do futuro.'

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

'It's time like these you learn to live again [...] it's time like these you learn to love again'♪

Em tempos como esse que aprendemos a viver de novo, a amar de novo.
Acordei às 5 hoje pra fazer um trabalho de inglês que foi uma enrolação. Mas vendo por agora, eu não me importo tanto. Acho que eu estou doente.
Levei o violão na aula, e juro que da próxima vez eu mando as outras pessoas levarem todos os materiais pra aula por mim, porque é muito peso, mesmo indo de carro. Não posso negar que a sensação de sentir as cordas na mão, cada nó e cada nota, cada batida, são reconfortantes. Eles me hipnotizam, quase.
Amanhã é sábado. Acho que pela primeira vez a semana passou da forma normal, como eu quis. Era segunda, e de repente era sexta de novo. Mas eu aproveitei esses dias, ao invés de deixar que eles passassem assim. Senti o gosto doce e cinza de cada um.
E as coisas andam, e eu percebo como o tempo passou de alguns meses pra cá. Foi rápido, foi recompensante, maravilhoso, um alívio, uma contemplação, um infinito e um sol lindo nos meus dias inteiros.
'Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto'. Como eu amo essa frase.

Parece que esse sorriso traz uma parte de cada olhar, de cada respiração; e as respirações sim, essas eu guardo.

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

'O que aconteceu enquanto o mundo estava a girar?' ♪

Acho que agora eu precisava gritar de novo. Como é que uma música dói tanto?
Tenho um trabalho de inglês para amanhã, não é novidade. A questão é que eu devia estar fazendo ele agora. E tem um trabalho de português pra fazer também.
Vou levar o violão na escola amanhã de tarde. Isso é emocionante. Mas agora eu sinto uma dor por dentro. Talvez eu já tenha sentido isso antes, mas não lembro como era. Só acho que não doia. Não assim.


'O tempo passa tão depressa que fica difícil explicar
o que aconteceu enquanto o mundo estava a girar.'♪

'Na verdade nada é uma palavra esperando tradução' ♪

Hoje eu precisei gritar. Caramba, eu precisava tanto disso que chegava a doer. Acho que eu ainda morro do coração, ou talvez não saiba. Mas seria lindo morrer disso.
Mangas *-* Sim, eu adoro mangas.

Vou lá tocar Piano Bar agora, porque cansei de aprimorar a Upside Down.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

'Tá zoando comigo? . Não, com o disco voador.'

Como eu adoro essa ironia barata. Ela alegra tanto o meu dia que as outras coisas se tornam até mesmo graciosas. Esses pequenos episódios de seriedade.
Hoje eu quero ser meteorologista. Eu quero ver as nuvens, as estrelas; mas não como as pessoas fazem normalmente. Eu preciso dessas coisas, desse mundo maravilhoso.

Por favor entenda se eu pedir pra você não voltar tão tarde ♪

terça-feira, 28 de setembro de 2010

'I don't want this feeling to go away' ♪

Hoje. Foi hoje mesmo?
O dia começou cedo, também porque acordei antes das seis pra fazer tema de geografia, a linda geografia, e porque saí às 7 horas de casa pra ir pro Unisinos Experience. Valeu a pena pra mim, pelo menos, já que eu adorei ver os planetas e as estrelas na oficina de física *-*
Algumas fotos aqui, o show da banda Identidade e o pessoal todo da escola.






Mas sim, fiquei esgotada como uma laranja passada na máquina de suco.
A aula à tarde foi cheia de pessoas deitadas nas classes, e muito mais silenciosa do que sempre. Parece que não sou a única a sentir as consequências desse projeto.

Aquela música.Eu vou tocar ela.
"I don't want this feeling to go away"♪

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

'De tudo, ao meu amor serei atento; antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto.'

Meu corpo cansado, atordoado. Mas minha mente intacta, flutuando.
Às vezes quero que o tempo voe; ou quero aproveitar cada instante, pra poder valorizar sempre os melhores.

Teve projeto hoje \o
Eu não sei por que as pessoas adoram associar Illuminati com Iluminismo. Caraaaamba, o Illuminati veio antes.



Eu acho lindo esse soneto do Vinícius de Moraes. Gosto tanto, mas tanto. Precisava deixar ele aqui.

'De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure'

domingo, 26 de setembro de 2010

'Like we used to.' ♪

Acordei uma boas vezes durante a noite, de diversos modos. Primeiro achei que eu não estava bem; depois eu quis mesmo acordar, quis ler; e depois eu reprogramei o despertador quando ele tocou antes das sete, porque eu queria continuar sonhando com as músicas de ontem, ao mesmo tempo que ela são muito. Acho que eu não consigo me conter. É demais; é reconfortante.
Mas como eu me sinto bem assim. Ainda estou flutuando. Me mantenha.

sábado, 25 de setembro de 2010

'Unidos estamos aqui' ♪

Estou relativamente muito feliz agora. Completamente muito feliz.
Depois dessa tarde hoje acho que as coisas não são as mesmas. Uma pequena nota.
'Eu sei o que você quis dizer com aquelas palavras. Eu senti isso. Mas espero que um dia você sinta o que eu tive hoje. Porque é completamente diferente.'
Não é um alívio, não é preencher um furo. Simplesmente a dor foi embora, e não quero buscá-la de novo, ou descobrir onde ela se escondeu. Eu só quero viver isso.
Como eu posso não amá-los cada vez mais? E cada vez mais, indefinidamente?
Desculpem, eu não consigo me conter. Eu os amo sem limites, como nem cabe em mim. E eu preciso dizer isso de novo, e de novo. E todas as vezes que eu possa dizer.
Não tenho bem certeza de para onde estou andando. É como se tivesse inebriada.
Estou flutuando. Não me deixe parar. Não me deixe cair jamais.

'I've been here before a few times' ♪

Hoje foi a entrega dos bolentins e, como de costume, eu tinha uma nota errada. A mesma do trimestre passado. Talvez eu não me importasse se fosse nota a mais, só que não era.
Dormi melhor ontem, relativamente. Mas eu estava pensando. Eu faço isso demais às vezes; são os meus próprios pesadelos, porque eu prefiro tê-los quando ainda estou acordada, onde fica mais fácil os afastar, consciente dos gatos que ficam andando e miando no nosso pátio e do ar que parece se esgotar.
Sim, eu prefiro ter pesadelos acordada também porque decido o rumo que eles devem tomar, ao menos na minha mente.
Eu queria tocar violão hoje, e nadar. E não ouvir mais um sermão do meu pai quando eu disser que perdi a primeira via do boletim no qual eu fiz a professora escrever a minha nota certa (eu juro que vi aquele treco ontem -Urgh).
Eu preciso da água. As forças eu encontrarei essa tarde.

Eles me fazem tão bem ♪

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

'I see it all through a telescope: guitar, suitcase, and a warm coat' ♪

Não vi as estrelas hoje; mas eu sei que elas estão lá fora.
Ontem, a essa hora, eu não estava aqui. Ou estava tão dentro de mim que se tornava impossível de saber o que acontecia.
O silêncio do lado de fora era vazio. E o vazio pesa.
Mas o medo dói mais que qualquer outra coisa.

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

'Now my feet turn the corner back home, sun turns the evening to rose, stars turning high up above' ♪

Essa música leve embala meu dia cinza, artificial.
A finitude do céu se torna pesada. Uma reflexão da aula de literatura de hoje. Ninguém mandou a professora nos deixar nostálgicos fazendo poemas.
Meu pai fica insistindo em várias coisas. A de agora é que eu preciso dormir; como se eu já não soubesse.
Eu tenho umas reflexões importantes, mas elas ficam presas.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

'Toda vez que falta luz, toda vez que algo nos falta - alguém que parte e não volta .' ♪

Dói. Dói porque eu sabia, porque eu sei. Dói por eu não ter feito nada o tempo todo. Mas isso é uma outra questão.

Aquela coisa toda que existia; ela não se foi. Ela continua ali. Ao contrário da música, alguém que partiu voltará. Porque tudo que é realmente nosso nunca se vai para sempre.

'The night is here and the day is gone, and the world spins madly on.' ♪

A respiração fica pesada. Não é mais leve, mas forçada.
E os olhos. Volta a sensação do dia do filme mas, como diz a Moema, 'agora o furo é mais embaixo'. Os pulmões entraram na mesma onda, e até o coração.

Isso tudo foi hoje de manhã.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

'Parecia que era minha aquela solidão.

No iníco era um precipício
Um corpo que caía
Depois virou um vício, foi tão difícil
Acordar no outro dia' ♪

Os meus olhos estão doendo. Mas outras coisas doem mais.
Dói o fim de tarde, o sol que vai, as músicas que parece que saíram de dentro de nós, os filmes que voltam nossa história, as notas que entram na alma. Dói fazer escolhas, se sentir fraca, ter sonhos, precisar de tempo, sentir saudade, ver as estrelas e precisar daquele universo. Dói amar demais.

Hoje acho que eu preciso pedir desculpas pra alguém. Sei que exatamente essa pessoa vai ler isso. Isso é por hoje, porque eu me senti culpada, e por tanta coisa que eu possa ter feito de errado. Não prometo que não vou errar de novo, porque promessas são só promessas. Mas eu preciso pedir desculpas. O problema é que ela não gosta muito disso, embora eu não consiga deixar de fazer.

Estou fazendo a sangria. As veias abrem aos poucos. Mas isso é somente uma parte.

'O tempo vai passar,
Os anos vão confirmar
As três palavras que eu proferi:
Amiga, estou aqui.' ♪

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

'I let the day go by, I always say goodbye' ♪

Achei essa música aleatoriamente. Gostei dela.

Me debulhei chorando nessa tarde com a segunda parte de Antes de Partir - um filme que vale muito a pena-, enquanto o meu pai dizia muitas coisas fora de foco ali da área, e eu só respondia 'ahaam'. Eu posso assistir ao filme muitas vezes, mas acabo sempre me emocionando de novo.
Comprei outro livro hoje *-* Sim, isso é uma compulsão.Mas depois que eu explicar a história vai dar pra entender.
Meu pai teve a brilhante ideia de ir no Carrefour, e eu adoro ver os livros lá. Quando eu estava indo já pro outro lado, eis que eu passo os olhos pelos exemplares surrados lá embaixo, e um com uma lateral listrada de preto e vermelho carrega o título 'Água para elefantes'. Eu lembrei na hora que é o filme que o Robert do Crepúsculo vai atuar, e acho até que o nome do seu personagem será Jacob, por ironia. E se a história vai virar filme, e se eles podem pagar o Robert, deve ser um bom conto. E a melhor parte de todas: não é um Pocket \o
Nada muito contra os pockets, mas eu não quero uma biblioteca deles. Eu gosto dos livros bonitos. Embora as palavras me fascinem mais que os livros, uma boa capa atrai o leitor como uma nova rota para o velho viajante. Cada dia será uma nova aventura, como em cada frase do livro.

'O céu é só uma promessa. Eu tenho pressa, vamos nessa direção' ♪

O sol lindo lá fora me faz abrir um sorriso, e os passarinhos cantando nem são de todo mal.
Acho que hoje uma roda de amigos, uns violões, um pouco de volei e Porto Alegre já seria o suficiente. Mentira, seria muito mais do que suficiente.
E se eu pudesse nadar um pouco. Acho que era tudo que eu queria.
Talvez umas comprinhas básicas. Eu quero fazer compras hoje. E também quero me formar, fazer as provas do vestibular - tá, isso já ficou forçado-, ir à praia, viajar de ônibus, voltar pro Beto Carreiro, jogar canastra, andar de avião, ir pra Londres, ler Goethe, cantar o hino no Rio Grande do Sul com um orgulho imenso dos farroupilhas e dessa terra, tocar umas daquelas músicas de sempre, escrever muito, tomar suco de laranja com gominhos, andar de bicicleta, brincar com crianças - sim, eu queria isso hoje-, fazer muito exercício físico, comer melancia, ir no Planetário, respirar.
Tenho uma lista bem grande.
Mas um último desejo. Eu quero voar.

domingo, 19 de setembro de 2010

'Eu sei que é pra sempre enquanto durar'

Crepúsculo de Porto Alegre.
De um lado vinha o laranja do sol se pondo, e do outro o rosa em linha arrastando o horizonte consigo. Aquele vento leve acariciava a pele, fazendo lembrar de tantos outros dias, desses em que o sol termina no Guaíba, especialmente. Mas algumas vezes em que ele terminou em Canoas foram alguns dos melhores dias, e em tantos outros lugares.
Vejam a lua hoje, e as estrelas.
Sei que isso vai lhe fazer bem.

'Quanto tempo ficou pra trás.'

sábado, 18 de setembro de 2010

'Um dia desses num desses encontros casuais'

Hoje tive uma tarde muito boa, como são todas as de sábado. Acho que elas nunca poderiam ser melhores.
Comprei dois Pockets novos *-* Hamlet, de Shakespeare; e A volta ao mundo em 80 dias, de Júlio Verne.
A noite está linda lá fora. Eu me pergunto porque estou aqui dentro, e logo acho respostas. Eu preciso descansar dessa dor.
Vou tratar para que ela tome o melhor rumo agora. Mas um dia ainda vou ficar acordada pra ver a lua e as estrelas com o meu telescópio (um dia eu ganho um \o).
Acho que agora é hora de ir, porque preciso cuidar de uns assuntos aqui.

Hoje decidi por Medicina.

Que confusão parece isso. Cada dia escolho uma profissão nova.
Mas hoje eu senti uma coisa sobre isso. Preciso ajudar as pessoas, de alguma forma. E acho essa uma forma linda.

Existem barreiras que precisamos vencer. Eu tenho um medo excepcional, e não se é o certo ir por essa parte. Pode ser a ruína. Mas ainda quero tentar. Sei que se não fosse difícil não seria o certo.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Ah, esses versos me fazem coçar as mãos, roem na garganta.

Mas eu resisto insistentemente em permitir que eles tomem vida.
Intolerância boba a minha. Eu sei que ficaria bem mais feliz se deixasse que isso corresse sobre mim, impregnado em cada gota do sangue leve sob os pulsos.

Eu preciso deixar as palavras saírem. Preciso de uma sangria imediatamente.

Okeey, minhas palavras.

Elas não são boas assim, às vezes nem dão certo.

Urgh, desisti de escrever.
Fica o fragmento de Hamlet, de Shakespeare:
'Ecstasy?
My pulse as yours doth temperately keep time
And makes as healthful music. It is not madness
That I have uttered. '

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

'Mas crimes perfeitos não deixam suspeitos'

Sim, está chovendo aqui. E tem trovões também.
Não, ainda não li o livro que eu preciso para daqui duas horas. E a bateria do computador está acabando. Porque eu, sabidamente, liguei o moden na tomada e deixei o outro plug desligado porque podia queimar se caísse a luz. Sim, tenho umas ideias bem sem cabimento.
Agora a chuva começou ainda mais forte, e eu fico feliz de ter feito os temas pra hoje. Pelo menos os do papel. E vai ser lindo andar na chuva até a sala de vídeo para a aula com a Moema hoje. Eu bem queria tomar um pouco de chuva mesmo.
Aah, esses trovões ficam cada vez mais fortes. Talvez eu volte aqui de noite, e possa fazer outra postagem. Mas tem prova de geografia amanhã e não sei se não seria interessante estudar.
Eu estava pensando aqui, e como somos individualistas. Caramba, eu sinto até medo dessa coisa de individualismo. Opto por Durkhein, a consciência coletiva.
Opa, temos um problema aqui. Eu ando repetindo muito as palavras. Algo que preciso melhorar na escrita. Acho que estão fazendo falta algumas redações na aula; me sinto quase enferrujada.

domingo, 12 de setembro de 2010

'Tolo seria viver quando viver é um tormento.' Otelo, Primeiro ato, cena III.

Estou um tanto nostálgica hoje. Do tipo de morrer de vontade de uma sopa de pacotinho e uns bons filmes velhos. Ou um livro; um Beethoven no vinil, como eu ouvi de manhã.
Aaah, eu tinha que ler Contos Gauchescos, do Simões Lopes Neto, pra segunda. Mas acabei correndo atrás do livro até onde meu pai deixou, e não encontrei. Me contentei com um Pocket de Otelo. Com o jogo do Botafogo passando na televisão eu consegui me distrair o suficiente pra avançar umas boas páginas. E não consigo desgrudar do primeiro exemplar da Mediadora, que parece uma releitura de Crepúsculo. Na realidade, parece uma imitação barata, mas tem o seu valor.
Hoje tinha uma chuva bem convidativa aqui. Bem do tipo hora de dormir. Mas eu resisti bravamente; não tinha sono. Agora, ouvindo a narração do jogo do Inter que chega da cozinha num misto às ondas de calor do fogão a lenha, eu bem queria ter ido ao estádio. Talvez fosse uma boa desculpa pra passar na Saraiva e ver aquelas estantes sem pausas, com títulos e títulos me esperando. Eu não resistiria.
Isso foi o que senti hoje. Já o que eu senti ontem, acho que são coisas demais, como sempre.

sábado, 11 de setembro de 2010

11 de setembro.

Não é preciso explicar. Ela é o próprio significado, o próprio carma.
hic et nunc.
Precisamos cada vez mais.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

' A thing of beauty is a joy for ever '

Um mundo que me deixa sorrir, que me traz uma forma linda e serena de realidade.
O vento passa de uma forma leve. Não é uma tempestade, mas como uma mão doce e terna que torna as dores menores. Ela não está em lugar algum. É o próprio mundo.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Botânica.

Se eu precisasse de uma profissão hoje, escolheria essa.
Em meio às montanhas, como nesse final de semana, nós acabamos vendo o mundo de uma outra forma. Queremos ser parte dele, escavar a terra ou pular na água, e ser parte do mundo. Ver as plantas lindas ao redor, embora distantes por causa da janela do carro.
Estava tudo tão bom, até começar o asfalto. Não acredito que aquela gente vai deixar passar um asfalto ali um dia. O mundo é lindo sem ele.

sábado, 4 de setembro de 2010

Aaaah, o sol apareceu hoje *-*

É sempre um raio de luz que resta.
Ele invade todos os cantos de onde havia escuridão.

'Era uma vez um homem que foi a um psiquiatra por causa do enorme medo de voar.

A fobia dele era baseada na crença de que haveria uma bomba a bordo de todos os aviões nos quais ele embarcava. O médico tentou acabar com essa fobia, mas não conseguiu, então mandou o paciente para um estatístico, que pegou uma calculadora e informou ao paciente que a chance de haver uma bomba no próximo voo que ele embarcasse era de uma em meio milhão. O homem ainda não tinha ficado satisfeito e ficou ali imaginando que ele estaria bem naquele um avião da estatística. Então o estatístico fez outros cálculos e perguntou ao homem se ele ficaria feliz se a chance fosse de uma para dez milhões. O homem disse que sim, com certeza. Então o estatístico disse: "A chance de haver duas bombas, separadas e sem relação uma com a outra, a bordo do próximo avião que você pegar é exatamente de uma em dez milhões." O homem pareceu confuso e disse: "Tá bom, tudo ótimo e perfeito, mas como isso me ajuda?" O estatístico respondeu: "É simples. Leve uma bomba com você quando for embarcar."
O Vendedor de Armas
Hugh Laurie.