domingo, 12 de setembro de 2010

'Tolo seria viver quando viver é um tormento.' Otelo, Primeiro ato, cena III.

Estou um tanto nostálgica hoje. Do tipo de morrer de vontade de uma sopa de pacotinho e uns bons filmes velhos. Ou um livro; um Beethoven no vinil, como eu ouvi de manhã.
Aaah, eu tinha que ler Contos Gauchescos, do Simões Lopes Neto, pra segunda. Mas acabei correndo atrás do livro até onde meu pai deixou, e não encontrei. Me contentei com um Pocket de Otelo. Com o jogo do Botafogo passando na televisão eu consegui me distrair o suficiente pra avançar umas boas páginas. E não consigo desgrudar do primeiro exemplar da Mediadora, que parece uma releitura de Crepúsculo. Na realidade, parece uma imitação barata, mas tem o seu valor.
Hoje tinha uma chuva bem convidativa aqui. Bem do tipo hora de dormir. Mas eu resisti bravamente; não tinha sono. Agora, ouvindo a narração do jogo do Inter que chega da cozinha num misto às ondas de calor do fogão a lenha, eu bem queria ter ido ao estádio. Talvez fosse uma boa desculpa pra passar na Saraiva e ver aquelas estantes sem pausas, com títulos e títulos me esperando. Eu não resistiria.
Isso foi o que senti hoje. Já o que eu senti ontem, acho que são coisas demais, como sempre.

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