'Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer.' C.Lispector
segunda-feira, 31 de janeiro de 2011
'And ecstasy's what you prefer' ♪
Sabe, dia corrido hoje. De repente muitas voltas, uma falta aqui ou ali que se nota. Uma nota, um som. O som do coração.
sábado, 29 de janeiro de 2011
'Marvin, agora é só você e não vai adiantar chorar, só vai me fazer sofrer' ♪
O céu está lindo, com a minha estrela ali, brilhando.
Obrigada, meus anjos maravilhosos. Sei que já agradeci ontem, mas hoje foi tão importante pra mim, sejam as palavras que eu ouvi, alguma coisa que tenham feito, uma presença ou um olhar confiante. Assim conseguiram tornar o meu dia mais feliz, resgatar uma força que eu procurava sem saber onde. E, porque eu acreditava em anjos, eles existiam. (Uma releitura de Clarice Lispector).
'Marvin, a vida é pra valer' ♪
Obrigada, meus anjos maravilhosos. Sei que já agradeci ontem, mas hoje foi tão importante pra mim, sejam as palavras que eu ouvi, alguma coisa que tenham feito, uma presença ou um olhar confiante. Assim conseguiram tornar o meu dia mais feliz, resgatar uma força que eu procurava sem saber onde. E, porque eu acreditava em anjos, eles existiam. (Uma releitura de Clarice Lispector).
'Marvin, a vida é pra valer' ♪
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
'Aeronaves seguem pousando' ♪
Aprendi a tocar Luz dos Olhos ♪ hoje. Agora sei também um soneto do Vinicius de Moraes, aquele tão bonito.
'Eu escrevo pra nada e pra ninguém. Se alguém me lê é por conta própria e auto-risco [sic].'
Créditos da frase a Clarice Lispector, sempre maravilhosa.
Hoje fez um céu lindo aqui. E eu queria dizer um obrigada, a toda amizade sincera, a qualquer coração que se dispõe assim, agora. Que lindos os sorrisos todos de amanhã.
'Eu escrevo pra nada e pra ninguém. Se alguém me lê é por conta própria e auto-risco [sic].'
Créditos da frase a Clarice Lispector, sempre maravilhosa.
Hoje fez um céu lindo aqui. E eu queria dizer um obrigada, a toda amizade sincera, a qualquer coração que se dispõe assim, agora. Que lindos os sorrisos todos de amanhã.
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
'E os minutos passando e os minutos passando...'
Cada verso do Vinicius de Moraes aqui parece tão doce. Às vezes profundo, como aço cortante e frio; ou extremo demais em sua suavidade, mas jamais sem passar despercebido e deixar uma marca. De repente até transbordando, como diria Clarice, nesse calor tão forte. Me digo todo tempo que devo dormir. Mas vou tomar os últimos sonetos do livro de Florbela Espanca como uma prece mal resolvida, penitência de, às palavras de Shakespeare, 'Sonhos de uma noite de verão'. Tenho certeza que serão as melhores palavras que já li, pela circunstância inteira.
Tão estranho dizer que nascemos no século passado. Talvez essas noções de tempo estejam afetando qualquer tipo de análise possível. Sem considerações.
Tão estranho dizer que nascemos no século passado. Talvez essas noções de tempo estejam afetando qualquer tipo de análise possível. Sem considerações.
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
'Esqueça as curvas da estrada de Santos' ♪
Horas iguais. Fazia tempo que eu não as via assim.
E agora a música faz barulho, o som do carro, tudo parece tão ensurdecedor, tão estranho. Sim, devo estar sonhando e ninguém me acordou.
E agora a música faz barulho, o som do carro, tudo parece tão ensurdecedor, tão estranho. Sim, devo estar sonhando e ninguém me acordou.
'Corremos pro lado contrário' ♪
'E de manhã o sol é uma cratera,
Uma serpente de oiro (...)'
Mais um pequeno trecho dos sonetos de Florbela. Esses versos falam sobre a melhor parte do dia, precisavam estar aqui.
Pela manhã é mais fácil escrever, na companhia do violão e muitas músicas, certamente também uns bons copos d'água pra amenizar a alta temperatura característica dessa época. Mas eu gosto do calor; é como estar em casa (ignorando a parte de já estar em casa).
Tão bom se passasse um rio aqui.
Uma serpente de oiro (...)'
Mais um pequeno trecho dos sonetos de Florbela. Esses versos falam sobre a melhor parte do dia, precisavam estar aqui.
Pela manhã é mais fácil escrever, na companhia do violão e muitas músicas, certamente também uns bons copos d'água pra amenizar a alta temperatura característica dessa época. Mas eu gosto do calor; é como estar em casa (ignorando a parte de já estar em casa).
Tão bom se passasse um rio aqui.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Lookin' straight at the sun ♪
De repente. De repente. Não há espaço nem tempo suficiente pra passar em palavras esse barulho aqui dentro. Não consigo.
'Onde estão os olhos do Montauk agora, onde? Por que me privaram ainda desse pedacinho de vida tão necessário?'
'Onde estão os olhos do Montauk agora, onde? Por que me privaram ainda desse pedacinho de vida tão necessário?'
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
'You think that's where it's at, but is that where it's supposed to be?' ♪
Não que esse título faça exatamente algum sentido, mas gostei bastante de ouvir essa música agora. Em geral escrevo à noite, mas apareceu um sol tão bonito colorido de ouro aqui e resolvi esboçar alguma coisa.
Aquele livro, Conversa no Tempo, fica olhando pra mim como uma porção do melhor chocolate do mundo ao lado de um copo de água gelada, praticamente irresistível. Como se deixasse vago um grito de socorro ali na estante. Mas não posso ainda, tenho que acabar com as listas de versos e ficção antes de partir pra outra viagem ao subconsciente.
De repente essa manhã o tempo avançou como semanas de espera. Fez-se ferro frio forte. Não sei se quero nadar hoje, se a falta de ar não vai me assustar ainda mais. Tudo que eu precisava agora era um número, um instante que surgisse como há alguns anos, no meio de tudo. Por que ninguém me entregou esse número ainda? Por quê?
Há exatamente um mês era véspera de Natal. Bom Natal esse.
Aquele livro, Conversa no Tempo, fica olhando pra mim como uma porção do melhor chocolate do mundo ao lado de um copo de água gelada, praticamente irresistível. Como se deixasse vago um grito de socorro ali na estante. Mas não posso ainda, tenho que acabar com as listas de versos e ficção antes de partir pra outra viagem ao subconsciente.
De repente essa manhã o tempo avançou como semanas de espera. Fez-se ferro frio forte. Não sei se quero nadar hoje, se a falta de ar não vai me assustar ainda mais. Tudo que eu precisava agora era um número, um instante que surgisse como há alguns anos, no meio de tudo. Por que ninguém me entregou esse número ainda? Por quê?
Há exatamente um mês era véspera de Natal. Bom Natal esse.
domingo, 23 de janeiro de 2011
'Pido y me darán otro sol' ♪
Título novo hoje, fugindo do português. Bom ouvir umas músicas diferentes, novos ares.
Como prometido, o trecho de um soneto de Florbela Espanca:
"Não tenhas medo, não! Tranquilamente,
Como adormece a noite pelo Outono,
Fecha os teus olhos, simples, docemente,
Como, à tarde, uma pomba que tem sono...
A cabeça reclina levemente
E os braços deixa-os ir ao abandono,
Como tombam, arfando, ao sol poente,
A asas de uma pomba que tem sono..."
É porque agora eu também acredito que o ano vai ser melhor, porque eu também acredito que a vida deve ser melhor, que a minha estrela, que fugiu do céu essa noite, brilha (e como numa música, mesmo que de outros fins, mas que me lembrou agora : 'E a cada dia brilha mais'♪ ) e sorri, no meio do universo, no manto azul.
Agora eu me sinto voando. Por quê? É possível sonhar só um pouco, mesmo que sejam elásticos segundos, quando o interior permite. Sobre sonhos serem uma fuga? São, uma fuga quase real.
Como prometido, o trecho de um soneto de Florbela Espanca:
"Não tenhas medo, não! Tranquilamente,
Como adormece a noite pelo Outono,
Fecha os teus olhos, simples, docemente,
Como, à tarde, uma pomba que tem sono...
A cabeça reclina levemente
E os braços deixa-os ir ao abandono,
Como tombam, arfando, ao sol poente,
A asas de uma pomba que tem sono..."
É porque agora eu também acredito que o ano vai ser melhor, porque eu também acredito que a vida deve ser melhor, que a minha estrela, que fugiu do céu essa noite, brilha (e como numa música, mesmo que de outros fins, mas que me lembrou agora : 'E a cada dia brilha mais'♪ ) e sorri, no meio do universo, no manto azul.
Agora eu me sinto voando. Por quê? É possível sonhar só um pouco, mesmo que sejam elásticos segundos, quando o interior permite. Sobre sonhos serem uma fuga? São, uma fuga quase real.
sábado, 22 de janeiro de 2011
Eu tenho medo do medo que as pessoas têm ♪
Mudei um pouco o blog. Amanhã deixo aqui uma poesia da Florbela Espanca, leitura atual.
Matei um monte de saudades hoje, muito muito bom um abraço de longe ou de perto. Entendo aquela coisa de o que vale é a intenção.
Dias longos, corridos.
Matei um monte de saudades hoje, muito muito bom um abraço de longe ou de perto. Entendo aquela coisa de o que vale é a intenção.
Dias longos, corridos.
sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
'Uma vez eu perguntei e nós não dissemos nada' ♪
Hoje não está um dia tão quente, só um pouco. E agora ainda é final de semana, talvez o dia errado, ou talvez um dia bem certo.
Não nadei bem hoje; ansiosidade pra respirar de novo não me deixava olhar pra água assim, naquele instante, cara a cara. Umas palavras boas que ouvi há uns minutos, obrigada.
Pronto, agora é hora de ouvir uns cds antes de dormir, possivelmente. Pelo menos, deveria ser, mas acho que não. Então, mais um dia sem músicas, mais um dia no escuro.
Não nadei bem hoje; ansiosidade pra respirar de novo não me deixava olhar pra água assim, naquele instante, cara a cara. Umas palavras boas que ouvi há uns minutos, obrigada.
Pronto, agora é hora de ouvir uns cds antes de dormir, possivelmente. Pelo menos, deveria ser, mas acho que não. Então, mais um dia sem músicas, mais um dia no escuro.
quinta-feira, 20 de janeiro de 2011
'Do you know what's worth fighting for?' ♪
Como o pôr-do-sol está maravilhoso, laranja brilhante na minha janela. Mas hoje deixei os livros, as músicas, os lápis, até mesmo essa sensação estranha, ficou tudo de lado. Tão fácil à primeira vista se despir de tudo e retomar a antiga capa protetora, inexorável. Só que esse gosto de metal que chega toda hora exige mais força, um pouco de água daquele poço no meio do deserto, um instante seguro.
Dormi com a televisão acessa ontem. Muitas pessoas fazem isso, não sei com que motivo. Acordei pra apagar, mais tarde, porque talvez já tivesse passado.
Nada estranho no Guaíba essa manhã, sem algas nem nada. Margens no lugar, barcos como deveriam estar, ruas movimentadas porém vazias.
Dormi com a televisão acessa ontem. Muitas pessoas fazem isso, não sei com que motivo. Acordei pra apagar, mais tarde, porque talvez já tivesse passado.
Nada estranho no Guaíba essa manhã, sem algas nem nada. Margens no lugar, barcos como deveriam estar, ruas movimentadas porém vazias.
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
'Sempre vai haver uma canção contando tudo de mim' ♪
Ano novo? Acabei de notar. Medo novo. Sol maravilhoso, cada vez mais.
De repente aparecer tanto aqui me faz perder um pouco da intensidade que deveria ser, pode fazer minimizar algumas coisas, acreditar que elas são cotidianas. Mas não são, eu sei.
Às vezes, como agora, eu fico esperando sobre o que escrever. Parece que as palavras certas surgem na mente do autor assim, num passe de imaginação. Talvez seja, eu estava mesmo era pensando sobre acontecimentos.
Comprei uma boa parte do material escolar hoje. Precisava me ocupar com alguma coisa, bom andar um pouco e gastar tempo em coisas pouco relevantes. Achei um caderno no extremo infantil, cheio de desenhos coloridos em todas as folhas (nada rosa). Escolhi esse mesmo, sem hesitar. Trazia na capa o Pequeno Príncipe e, entre outras, a frase: 'Só se vê bem com o coração'. Fácil arrancar um sorriso hoje, no meio disso.
Numa reflexão sobre que pensamento poderia ter trazido o Príncipe à tona, concluí que ele surgiu no deserto, há muitos anos atrás, ensinando o caminho de um poço ao viajante sedento e a um amigo sem igual; contando a história de uma rosa, uma raposa e seu próprio planeta.
De repente aparecer tanto aqui me faz perder um pouco da intensidade que deveria ser, pode fazer minimizar algumas coisas, acreditar que elas são cotidianas. Mas não são, eu sei.
Às vezes, como agora, eu fico esperando sobre o que escrever. Parece que as palavras certas surgem na mente do autor assim, num passe de imaginação. Talvez seja, eu estava mesmo era pensando sobre acontecimentos.
Comprei uma boa parte do material escolar hoje. Precisava me ocupar com alguma coisa, bom andar um pouco e gastar tempo em coisas pouco relevantes. Achei um caderno no extremo infantil, cheio de desenhos coloridos em todas as folhas (nada rosa). Escolhi esse mesmo, sem hesitar. Trazia na capa o Pequeno Príncipe e, entre outras, a frase: 'Só se vê bem com o coração'. Fácil arrancar um sorriso hoje, no meio disso.
Numa reflexão sobre que pensamento poderia ter trazido o Príncipe à tona, concluí que ele surgiu no deserto, há muitos anos atrás, ensinando o caminho de um poço ao viajante sedento e a um amigo sem igual; contando a história de uma rosa, uma raposa e seu próprio planeta.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
'The past is never far, did you lose yourself somewhere out there?' ♪
Pode ser que a foto não tenha ficado boa, mas o céu da minha janela é tão lindo nesses fins de tarde do verão. Ainda mais com as gloriosas palavras do livro na mão e Goo Goo Dolls ao fundo, melhor música que pode fazer companhia a uma leitura. Não quero mudar isso, em qualquer lugar sentiria falta, seja pela antena que faz uma companhia na paisagem e insiste em sair no retrato ou pelo calor e brisa tão agradáveis dessa hora do dia, ou quase da noite. Céu maravilhoso.
Ontem consegui trocar a corda danificada do violão. Como deveria ser, acabei querendo mudar todas então e, logo na segunda, já tive como resultado dois dedos cortados, bem cortados com o aço. Acho que vou esperar até que as outras apresentem defeito; do contrário, prefiro ainda ter as mãos sãs pra poder tocar.
Tive um pouco de medo de dormir ontem. Passou, mas existiu. Mas passou.
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
'Coisas que nem sonhei, quem me dera sonhar' ♪
Hoje o dia estava quente, um sol do Sul bem apropriado pro verão. É, o calor não serve pra nada, mas eu gosto. Agora de noite, depois da chuva, tem um ar agradabilíssimo aqui, com nuvens no céu. Convidam a bons sonhos, como um inverno, pequeno paraíso. Sinto falta do dia a pino, da luz.
Pelas minha observações, quero ser meteorologista. Nada tão bonito quanto prestar atenção no céu durante todos os instantes.
Pelas minha observações, quero ser meteorologista. Nada tão bonito quanto prestar atenção no céu durante todos os instantes.
domingo, 16 de janeiro de 2011
'Zero Kelvin, perfeição' ♪
Boa noite. Agora o céu adormece num suspiro, um sopro na terra. Azul mar, anil mergulho, onda, escuro. 'Feche a porta, esqueça o barulho. Feche os olhos, tome ar' ♪
Hoje consegui estourar uma corda do violão, tão linda. Comprei umas novas, só preciso aprender a colocá-las, vou descobrir sozinha como faz. Como um bolinho de terra. O aço soa o som. O chão, silêncio.
Estava lendo Manuel Bandeira nesse calor maravilhoso da tarde. Por umas boas páginas os poemas traziam o nome de Teresópolis, Petrópolis, aquelas cidades do Rio de Janeiro que sofreram tanto com as chuvas esses dias. De repente bateu saudade desses lugares, porque pelas palavras dele eu senti as ruas, o céu e a expressão daquelas pessoas. A falta delas se materializou também, ora vira nó, ora uma página dedicada.
Hoje consegui estourar uma corda do violão, tão linda. Comprei umas novas, só preciso aprender a colocá-las, vou descobrir sozinha como faz. Como um bolinho de terra. O aço soa o som. O chão, silêncio.
Estava lendo Manuel Bandeira nesse calor maravilhoso da tarde. Por umas boas páginas os poemas traziam o nome de Teresópolis, Petrópolis, aquelas cidades do Rio de Janeiro que sofreram tanto com as chuvas esses dias. De repente bateu saudade desses lugares, porque pelas palavras dele eu senti as ruas, o céu e a expressão daquelas pessoas. A falta delas se materializou também, ora vira nó, ora uma página dedicada.
sábado, 15 de janeiro de 2011
'Olha o sopro do dragão' ♪
Voz linda do Renato Russo tocando aqui.
Nesse sábado senti uma grande falta do CLJ. Morrendo de vontade (hipérbole) das tardes maravilhosas lá, daqueles sorrisos tão vivos.
Amanhã transcrevo um treco de Manuel Bandeira aqui (metonímia). Linda obra.
Nesse sábado senti uma grande falta do CLJ. Morrendo de vontade (hipérbole) das tardes maravilhosas lá, daqueles sorrisos tão vivos.
Amanhã transcrevo um treco de Manuel Bandeira aqui (metonímia). Linda obra.
"Às vezes parecia... ♪
(...)
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...
Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro" (Legião Urbana)
Há dias que busco um tempo por aqui e acaba como uma tentativa sem sucesso, não tenho certeza se hoje vai ser diferente.
Encontrei essa música pra deixar de título. Não, eu nunca tinha ouvido. E sim, achei ela maravilhosa, como só poderia ser.
Desde o início da semana eu queria fazer uma postagem além. É porque fomos a uma festa domingo, pra comemorar 25 anos de padre de um primo do meu pai. Foi lindo. O irmão dele falou umas coisas muito bonitas também, contando numa história antiga. Aumentar a lenha no fogo pra preparar o almoço, cada vez é um novo começo, e devemos ser assim também, novo fôlego. Ainda ontem fomos a uma ordenação, também muito linda e transmitindo uma força por doar a vida assim, tão inteira às pessoas. Me emocionou bastante.
E se o tempo passar por aqui, se me deixar uma carta, mande na direção do sol. É onde vou estar.
Que de tanto acreditar
Em tudo que achávamos
Tão certo...
Teríamos o mundo inteiro
E até um pouco mais
Faríamos floresta do deserto
E diamantes de pedaços de vidro" (Legião Urbana)
Há dias que busco um tempo por aqui e acaba como uma tentativa sem sucesso, não tenho certeza se hoje vai ser diferente.
Encontrei essa música pra deixar de título. Não, eu nunca tinha ouvido. E sim, achei ela maravilhosa, como só poderia ser.
Desde o início da semana eu queria fazer uma postagem além. É porque fomos a uma festa domingo, pra comemorar 25 anos de padre de um primo do meu pai. Foi lindo. O irmão dele falou umas coisas muito bonitas também, contando numa história antiga. Aumentar a lenha no fogo pra preparar o almoço, cada vez é um novo começo, e devemos ser assim também, novo fôlego. Ainda ontem fomos a uma ordenação, também muito linda e transmitindo uma força por doar a vida assim, tão inteira às pessoas. Me emocionou bastante.
E se o tempo passar por aqui, se me deixar uma carta, mande na direção do sol. É onde vou estar.
quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
'Se o seu mundo for o mundo inteiro, sua vida, seu amor, seu lar..' ♪
'Cuide tudo que for verdadeiro
Deixe tudo que não for passar
(...)
Cuide bem do seu amor
Seja quem for' ♪
Como o céu de Canoas é lindo. Como o sol acaricia a gente muito mais que trovões. Quando é que os olhos trêmulos se perderam na vida? Quando as mãos no controle parecem buscar um sentido nos mesmos atos? Repeti-los longamente, buscando aquela batida, numa mudança de minuto.
Deixe tudo que não for passar
(...)
Cuide bem do seu amor
Seja quem for' ♪
Como o céu de Canoas é lindo. Como o sol acaricia a gente muito mais que trovões. Quando é que os olhos trêmulos se perderam na vida? Quando as mãos no controle parecem buscar um sentido nos mesmos atos? Repeti-los longamente, buscando aquela batida, numa mudança de minuto.
terça-feira, 11 de janeiro de 2011
'Pra quem gosta de nós é um prato cheio' ♪ #EngHawDay
11 de janeiro de 1985. Nesse dia foi o primeiro show da Engenheiros do Hawaii. E o que devia durar uma noite somente, hoje traz alegrias imensas aos fãs 'de fé', muitos que acompanharam a banda desde o começo ou mesmo que pegaram o trem andando. Vinte e seis anos de letras maravilhosas, canções marcantes, que hoje motivam um amor sem medidas. Não tenho palavras. Porque cada música, cada nova tradução que se ouve, seja pela posição do sol ou o lado do vento, cada vez que a nota toca é diferente, misticamente especial. Sim, esse foi um dia especial.
A twitcam que o Humberto Gessinger fez agora de noite, relembrando muitos sucessos da estrada, foi maravilhosa, me deixou sem palavras. Não vou esquecer tua voz linda nessa festa, HG. Como poderia!? A gente passou muito tempo no twitter pra fazer com que a tag #EngHawDay fosse vista e reconhecida nacionalmente, e às vezes, oscilando, caindo e voltando, a gente sentia que não ia conseguir. Mas de repente alguém pergunta sobre a nossa força, ou outro pede ânimo. É o que basta pra lembrar que 'um dia nós seremos a maioria', e continuar cada vez com mais força. Foi o que justificou cada momento do mini-show essa noite, com o violão e a gaita em punho. Foi o que nos fez chegar aqui; que depois de tanto tempo, conquistou fãs mais novos que a própria banda, que entoam as poesias (sim, são poesias) como um guerreiro canta o hino, com mão no peito e orgulho transparente.
Obrigado Engenheiros do Hawaii, por passarem pelos anos todos com o mesmo espírito de antes, com a mesma revolução e amor daqueles jovens do curso de Arquitetura que pensaram em tocar por diversão e acabaram ídolos de gerações. Pelos fins-de-tarde de luz vermelha que ardem no rio (lago) da zona sul com gosto de amizade, pelo valor da vida que se explica inexplicável. Obrigado a todos que foram parte disso e, por serem, serão eternos; pelos que hoje estiveram aqui de alma pura pra consagrar essa trajetória gloriosa.
A twitcam que o Humberto Gessinger fez agora de noite, relembrando muitos sucessos da estrada, foi maravilhosa, me deixou sem palavras. Não vou esquecer tua voz linda nessa festa, HG. Como poderia!? A gente passou muito tempo no twitter pra fazer com que a tag #EngHawDay fosse vista e reconhecida nacionalmente, e às vezes, oscilando, caindo e voltando, a gente sentia que não ia conseguir. Mas de repente alguém pergunta sobre a nossa força, ou outro pede ânimo. É o que basta pra lembrar que 'um dia nós seremos a maioria', e continuar cada vez com mais força. Foi o que justificou cada momento do mini-show essa noite, com o violão e a gaita em punho. Foi o que nos fez chegar aqui; que depois de tanto tempo, conquistou fãs mais novos que a própria banda, que entoam as poesias (sim, são poesias) como um guerreiro canta o hino, com mão no peito e orgulho transparente.
Obrigado Engenheiros do Hawaii, por passarem pelos anos todos com o mesmo espírito de antes, com a mesma revolução e amor daqueles jovens do curso de Arquitetura que pensaram em tocar por diversão e acabaram ídolos de gerações. Pelos fins-de-tarde de luz vermelha que ardem no rio (lago) da zona sul com gosto de amizade, pelo valor da vida que se explica inexplicável. Obrigado a todos que foram parte disso e, por serem, serão eternos; pelos que hoje estiveram aqui de alma pura pra consagrar essa trajetória gloriosa.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
'Uma delicada lembrança, branca neve que nunca senti' ♪
Hoje não houve tempo ainda para a postagem especial que eu queria fazer. Espero que dê pra fazer isso logo.
Acabei surtando com a resolução das provas do vestibular da UFRGS. Pretendo estudar bastante esse ano para me sair bem. Jornada até tripla se necessário. Vou precisar de muitos empurrões, acho, e persistência. Bom, ainda tem um ano. Eu lembro dos nossos planos quando ainda faltavam dois. 'Vamos começar no segundo ano? No meio do ano ainda?', 'Sim, com certeza, temos que começar cedo'. Eram boas ideias, mas agora estamos aí. Tempo cravado, como estudar um dia antes da prova, e esperar ter aprendido tudo. Sempre o tempo vai parecer pouco, o planejamento é adiado pela insistente mania de cigarra, cantando no verão, e no final acaba por essa correria. Preparem as cortinas, apaguem as luzes, todos parados. Vai começar.
Acabei surtando com a resolução das provas do vestibular da UFRGS. Pretendo estudar bastante esse ano para me sair bem. Jornada até tripla se necessário. Vou precisar de muitos empurrões, acho, e persistência. Bom, ainda tem um ano. Eu lembro dos nossos planos quando ainda faltavam dois. 'Vamos começar no segundo ano? No meio do ano ainda?', 'Sim, com certeza, temos que começar cedo'. Eram boas ideias, mas agora estamos aí. Tempo cravado, como estudar um dia antes da prova, e esperar ter aprendido tudo. Sempre o tempo vai parecer pouco, o planejamento é adiado pela insistente mania de cigarra, cantando no verão, e no final acaba por essa correria. Preparem as cortinas, apaguem as luzes, todos parados. Vai começar.
domingo, 9 de janeiro de 2011
'Viajamos sete léguas por entre abismos e florestas' ♪
Ontem não escrevi aqui. Esqueci. Acho que estou envelhecendo.
Hoje fomos viajar, mas conto mais sobre isso amanhã, posso até fazer uma postagem especial para.
O céu estava lindo, maravilhoso. Com aquelas nuvens de tempestade, vento alto.
Desculpa eu ser breve agora. É por ser agora.
Hoje fomos viajar, mas conto mais sobre isso amanhã, posso até fazer uma postagem especial para.
O céu estava lindo, maravilhoso. Com aquelas nuvens de tempestade, vento alto.
Desculpa eu ser breve agora. É por ser agora.
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
'Se tu quiseres saber quem eu sou' ♪
Tenho aprendido muito com intensidades. Como todos os dias antes de dormir. Parece que o calor está fazendo isso com os meus olhos.
'Derrete o chumbo do céu' ♪
Música linda que toca agora. Foi inevitável deixar um trecho dela aqui.
A que ponto? Quanto?
Amanhã é sábado. Vai ser meu sábado de novo. Espero.
'Derrete o chumbo do céu' ♪
Música linda que toca agora. Foi inevitável deixar um trecho dela aqui.
A que ponto? Quanto?
Amanhã é sábado. Vai ser meu sábado de novo. Espero.
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
'Amanhã ou depois, tanto faz se o depois for nunca mais' ♪
Boa noite. Meu céu estava laranja, com nuvens lindas.
Vi a Augusta hoje. Que saudade imensa, como é bom poder vencer a distância que deixou umas noites insones. E que agora parece que nunca existiu.
Aniversário da Carol, 6 de janeiro. Gostei de ver todo mundo de novo. Vou roubar um daqueles cãezinhos[sic] dela pra mim. Eu devia ter feito isso essa noite mesmo. São tão lindos os filhotes.
Acho que preciso brincar na terra agora. Me bateu uma dor, e uma felicidade. Ambas tão intensas. Eu precisava agora daquele abraço, aquele. Pra acalmar, como sempre. Trazer o alívio imediato. Não sei quanto tempo mais vou aguentar sem esse. Não sei. Se a terra fofinha vai sanar o problema hoje. Acho que não.
Vi a Augusta hoje. Que saudade imensa, como é bom poder vencer a distância que deixou umas noites insones. E que agora parece que nunca existiu.
Aniversário da Carol, 6 de janeiro. Gostei de ver todo mundo de novo. Vou roubar um daqueles cãezinhos[sic] dela pra mim. Eu devia ter feito isso essa noite mesmo. São tão lindos os filhotes.
Acho que preciso brincar na terra agora. Me bateu uma dor, e uma felicidade. Ambas tão intensas. Eu precisava agora daquele abraço, aquele. Pra acalmar, como sempre. Trazer o alívio imediato. Não sei quanto tempo mais vou aguentar sem esse. Não sei. Se a terra fofinha vai sanar o problema hoje. Acho que não.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
'When I got to the bottom I go back to the top of the slide' ♪
Sabe aquelas perguntas que os egípcios fazem, ou pelo menos que fizeram no filme? Pois é, eu tento consertar as coisas. E tem uma boa dose agora que eu podia tentar fazer melhor, que eu queria resgatar para o mundo. De novo eu sendo egoísta, achando que os meus princípios tão certos. Mas se a gente não seguir uma linha, o que pode ser certo?
Pai, me compra um instrumento de teclas? Quero aprender sozinha. Sozinha. O mundo lá fora machuca demais as pessoas.
Vou roubar um abraço dia desses. Vou caminhar na terra também. Minha terra fofinha.
Pai, me compra um instrumento de teclas? Quero aprender sozinha. Sozinha. O mundo lá fora machuca demais as pessoas.
Vou roubar um abraço dia desses. Vou caminhar na terra também. Minha terra fofinha.
'Que que você faz quando um bar parece um barco e uma cidade um oceano?' ♪
Hoje eu quero correr. O sol tá forte lá fora, mas eu preciso sentir os pés no chão, queria correr na terra.
Terminei de ler O Profeta, do Khalil Gibran. É, sem dúvida, um livro muito bom. E sigo com um do Fabrício Carpinejar, crônicas que fazem refletir.
Tem uma dor. Tive um sonho bom. Depois um pesadelo. E continuo sonhando agora, pra apagar as lembranças ruins.
Terminei de ler O Profeta, do Khalil Gibran. É, sem dúvida, um livro muito bom. E sigo com um do Fabrício Carpinejar, crônicas que fazem refletir.
Tem uma dor. Tive um sonho bom. Depois um pesadelo. E continuo sonhando agora, pra apagar as lembranças ruins.
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
'Há um vilarejo ali' ♪
Hoje o céu parece um holofote. Um globo, um paraíso. Uma presença.
É quase como se eu conseguisse ver a praia, a quilômetros de distância. E sentisse a beira, o mar tocando os meus pés numa lentidão, no ritmo das ondas. É só fechar os olhos, às vezes menos já basta.
Só pelas vezes que dói uma dor aqui. Uma tentativa. Eu queria dizer aquela frase, aquela do filme. Ela é tão certa, certeira. Como uma ponta, aço frio, puro, mas carregado de uma anestesia.
É quase como se eu conseguisse ver a praia, a quilômetros de distância. E sentisse a beira, o mar tocando os meus pés numa lentidão, no ritmo das ondas. É só fechar os olhos, às vezes menos já basta.
Só pelas vezes que dói uma dor aqui. Uma tentativa. Eu queria dizer aquela frase, aquela do filme. Ela é tão certa, certeira. Como uma ponta, aço frio, puro, mas carregado de uma anestesia.
segunda-feira, 3 de janeiro de 2011
'Amar e mudar as coisas me interessa mais' ♪
Acho que é o jeito de olhar. Com certeza. Claro que ninguém mais vai perceber igual. Eu devia dizer que só se vê bem com o coração, por isso mesmo. Fiquei com saudade disso agora.
Dia lindo hoje, com sol, chuva, música, céu brincando na terra, como se recebesse esfumaçados que deixaram um pedaço do algodão. Em algumas partes a imensidão azul se revela um pouco doente, quase com hepatite. Amarelo, destruindo lentamente na escuridão. Às vezes acaba corroendo dentro de mim, ou parecendo como uma parada cardíaca. Como se dormisse e, do lindo sonho, a parte passasse a viver. Vendo que era bom e porque era bom, fez-se assim. Nasce mais bonito, cada vez.
Talvez eu quisesse um pequeno espaço pra conversar aqui. Que a gente nunca escolhe quando vai ser um pesadelo, ou quando vai começar. Que a gente nunca sabe.
Dia lindo hoje, com sol, chuva, música, céu brincando na terra, como se recebesse esfumaçados que deixaram um pedaço do algodão. Em algumas partes a imensidão azul se revela um pouco doente, quase com hepatite. Amarelo, destruindo lentamente na escuridão. Às vezes acaba corroendo dentro de mim, ou parecendo como uma parada cardíaca. Como se dormisse e, do lindo sonho, a parte passasse a viver. Vendo que era bom e porque era bom, fez-se assim. Nasce mais bonito, cada vez.
Talvez eu quisesse um pequeno espaço pra conversar aqui. Que a gente nunca escolhe quando vai ser um pesadelo, ou quando vai começar. Que a gente nunca sabe.
domingo, 2 de janeiro de 2011
Look into you heart and you'll find love, love, love ♪
Novo ano. Por enquanto não parece ter mudado tanto. Mas eu já sinto o gosto das aulas, da correria, do meu céu lindo todo dia e dos meus sábados (uma falta imensa). Quero logo, urgente, todo esse 2011.
'Sinto saudades de quem não me despedi direito, das coisas que deixei passar.'
Mas eu sinto saudade do presente. Nostalgia.
'Sinto saudades de quem não me despedi direito, das coisas que deixei passar.'
Mas eu sinto saudade do presente. Nostalgia.
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