quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

'E os minutos passando e os minutos passando...'

Cada verso do Vinicius de Moraes aqui parece tão doce. Às vezes profundo, como aço cortante e frio; ou extremo demais em sua suavidade, mas jamais sem passar despercebido e deixar uma marca. De repente até transbordando, como diria Clarice, nesse calor tão forte. Me digo todo tempo que devo dormir. Mas vou tomar os últimos sonetos do livro de Florbela Espanca como uma prece mal resolvida, penitência de, às palavras de Shakespeare, 'Sonhos de uma noite de verão'. Tenho certeza que serão as melhores palavras que já li, pela circunstância inteira.
Tão estranho dizer que nascemos no século passado. Talvez essas noções de tempo estejam afetando qualquer tipo de análise possível. Sem considerações.

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