11 de janeiro de 1985. Nesse dia foi o primeiro show da Engenheiros do Hawaii. E o que devia durar uma noite somente, hoje traz alegrias imensas aos fãs 'de fé', muitos que acompanharam a banda desde o começo ou mesmo que pegaram o trem andando. Vinte e seis anos de letras maravilhosas, canções marcantes, que hoje motivam um amor sem medidas. Não tenho palavras. Porque cada música, cada nova tradução que se ouve, seja pela posição do sol ou o lado do vento, cada vez que a nota toca é diferente, misticamente especial. Sim, esse foi um dia especial.
A twitcam que o Humberto Gessinger fez agora de noite, relembrando muitos sucessos da estrada, foi maravilhosa, me deixou sem palavras. Não vou esquecer tua voz linda nessa festa, HG. Como poderia!? A gente passou muito tempo no twitter pra fazer com que a tag #EngHawDay fosse vista e reconhecida nacionalmente, e às vezes, oscilando, caindo e voltando, a gente sentia que não ia conseguir. Mas de repente alguém pergunta sobre a nossa força, ou outro pede ânimo. É o que basta pra lembrar que 'um dia nós seremos a maioria', e continuar cada vez com mais força. Foi o que justificou cada momento do mini-show essa noite, com o violão e a gaita em punho. Foi o que nos fez chegar aqui; que depois de tanto tempo, conquistou fãs mais novos que a própria banda, que entoam as poesias (sim, são poesias) como um guerreiro canta o hino, com mão no peito e orgulho transparente.
Obrigado Engenheiros do Hawaii, por passarem pelos anos todos com o mesmo espírito de antes, com a mesma revolução e amor daqueles jovens do curso de Arquitetura que pensaram em tocar por diversão e acabaram ídolos de gerações. Pelos fins-de-tarde de luz vermelha que ardem no rio (lago) da zona sul com gosto de amizade, pelo valor da vida que se explica inexplicável. Obrigado a todos que foram parte disso e, por serem, serão eternos; pelos que hoje estiveram aqui de alma pura pra consagrar essa trajetória gloriosa.
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