sábado, 31 de dezembro de 2011

'Look at this photograph, everytime I do it makes me laugh' ♪

Então. Lá vem 2012, estamos com a ponta do dedinho em 2011, e é exatamente essa situação - entre a cruz e a espada, metaforicamente -, que nos remete a todos os acontecimentos desse ano.
Não conseguirei retratá-los com perfeição, porque a parcela de ansiedade que envolve o vestibular me leva a extremos de sentimento e emoções, ou seja, a falta de equilíbrio não permite a clareza e talvez não ceda a importância devida a cada coisa. Mas não resisto a deixar um pouquinho do meu coração aqui (como eu falei, estou dada a sentimentalismo).
Queria agradecer a todos que fizeram o meu 2011 melhor que a expectativa, que fazem qualquer esforço valer a pena.
Companheiros e companheiras... Ah, não é discurso político, mas bem que poderia ser - 'Viva a República'! -. Foram três anos de inúmeras situações diferentes com os meus A's do Rondon. Essa semana foi a formatura e nem parece que foi tanto tempo, mas sei que não vou esquecer de muito do que aprendi, que vai além dos conteúdos curriculares. Obrigada, meus anjos.
Aos irmãos que ganhei com o 49° CLJ e a todos que compartilharam essa caminhada. Quero que saibam que se tornaram especialíssimos de uma maneira muito intensa e simples, verdadeira. Agradeço pelos sonhos que compartilhamos, pela vontade de mudar e fazer diferente. Que esse novo ano nos dê mais força para fazer esse grupo lindo crescer tanto em integrantes quanto no amor Daquele que provém essa união e mantém viva a nossa fé. Obrigada, meus anjos.
A toda a família, que se manteve firme, e especialmente ao meu pai, meu herói. Ele que mostrou muita força e coragem quando estas foram necessárias; que sustentou tudo até aqui, a custo de trabalhar dobrado, muitas vezes, levantar cedo no inverno e deixar o café quente em casa; que não hesita em se esforçar ao máximo todos os dias para fazer o melhor que pode e até esquece de si mesmo; que me xinga por estudar tanto e conta rindo no telefone que eu passei no vestibular. Um obrigada que não cabe em nenhum lugar de tão grande, por ser essa pessoa maravilhosa.
Não podia esquecer dos também especiais que ainda não se acharam nos demais parágrafos. Obrigada por serem tão anjos, tão certeiros nos abraços, nos conselhos, nas palavras, nos olhares, no apoio incondicional, acertando até nas incertezas. Não tenho palavras suficientes pra vocês - como, a propósito, não tenho para ninguém -. Já falei que os extremos estão se cruzando na ponta dos dedos hoje e uma vontade incontrolável surgiu de escrever, dizer que vocês são fundamentais para mim, que não importa o que vier, seremos fortes o bastante e ainda mais porque juntos podemos vencer o mundo.
Talvez o barulho dos fogos de artifício esteja me lembrando que é quase outro dia, que é quase outro ano e que nasci no século passado. Afinal, que diferença faz se eu nasci há dez mil anos atrás?
Por fim, mas em primeiro lugar, agradeço a Deus por seu amor imenso, que move as minhas forças, e por enviar todos esses anjos. Não poderia ter sido um plano melhor.
As cortinas parecem se fechar; a luz no palco está diminuindo. A pausa é para o obrigada e o desejo de sucesso. Que 2012 seja melhor, cheio de felicidades e chegue iluminado por toneladas de fogos de artifício. As luzes precisam se reacender sem demoras no palco.

Quero Medula: O bilhete premiado

Quero Medula: O bilhete premiado: Finalmente! A verdade é que nem eu mesmo consigo acreditar ainda, mas eu consegui o meu "bilhete premiado", consegui...dois cordões umbilica...

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

'What's the story, morning glory? Well...' ♪

É final de ano. É quase Natal.
2011 foi marcado por coisas demais.
O ano começou de forma inesperada, com a cirurgia do meu pai (que já era prevista, mas pareceu rápida demais porque a decisão foi tomada e concretizada em exatas duas semanas). É claro, nós não temos noção da gravidade quando o médico explica os procedimentos. É bom poder saber agora que passamos bem por tudo isso.
Depois a readaptação. Houve uma série de mudanças em fevereiro e março. Tomei algumas decisões, como começar o pré-vestibular. Parece muito fácil, mas traz uma série de comprometimentos: eu passaria o dia todo fora de casa, em aulas; entraria em contato com uma forma de estudo totalmente nova, na qual a relação professor-aluno não é tão hierarquizada e a iniciativa de aprender é em maior peso nossa; eu aprenderia a ter noites insones em dias comuns, sem provas pra estudar.
Foi um ano também de atividades intensa no CLJ. Pra começar, fiz o CLJ¹ de 17 a 19 de junho de 2011, que significaram uma mudança radical em muitos pontos da minha vida. Não apenas esses três dias - que foram os melhores!- , mas muitos momentos que antecederam essa data foram fundamentais para consquistar pessoas que hoje eu tenho orgulho ao chamar de manos e outras que podem até não terem a mesma nomeação, mas que se tornaram importantes de um modo muito especial. Eu reescrevo muitas vezes a mesma linha, mas não encontro palavras para explicar o que eu sinto por vocês.
É também o último ano de colégio. Ouvi as palavras de uma menina ontem, que fazia um discurso de formatura em outra escola, e me sinto na obrigação de repeti-las, porque se tratam de uma verdade apenas agora entendida: 'Quando éramos pequenos e entramos aqui, víamos os grandes do terceiro ano e também queríamos ter vários cadernos e ser legais. Agora chegamos aqui e percebemos que é mais que uma imagem, porque aprendemos muito não apenas para o vestibular, mas para a vida'. Isso resume toda a nossa trajetória, considerando desde o pré, quando eu tinha uns cinco anos. É incrível como eu lembro de várias episódios desde lá. O primeiro dia em que eu fui promovida à primeira série; quando uma grande amiga minha foi embora da escola em questão de uma semana; o primeiro torneio interséries de futsal; os jogos depois da aula no verão; o comparecimento religioso à escola todas as tardes na oitava série; o colégio novo que parecia um sanatório (e cujas estruturas ainda fornecem tal impressão); as amizades que aos poucos se tornaram grandes; as ligações intermináveis do telefone da escola, os projetos; as manhãs em que o sol brilhava mais bonito com uma caixa de giz na mão; as tardes de Uno, de violão, de vôlei. As coisas que a gente molda e toma pra nós, conhecimentos que se formaram bobos e ficarão como talhos. As marcas às vezes contrariam a regra e trazem lembranças boas. Foi uma trajetória de formação que nos impulsiona hoje a voos mais altos, como um ninho que traz um dilema ao pássaro: relutante por ir embora e ansioso por experimentar as asas; um calor do qual sentiremos certa falta quando falharmos; ensaios e testes que se tornarão provações da vida real, muitas vezes sem segunda chance. É por isso que, parafraseando outro professor da solenidade a que compareci ontem, reúno o que não se pode reunir, um caminho que jamais será traçado igual por quem quer que seja : 'Que as nossas palavras não sejam gravados no mármore, mas nos corações'. Que essa seja a nossa missão daqui pa frente.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.

domingo, 18 de dezembro de 2011

'I try but you see, it's hard to explain' ♪

Então, há um certo tempo que eu não apareço por aqui. Acontece que 'Every year is getting shorter, never seem to find the time' ♪.
Último ano no colégio. Isso parece pesado para alguns ou soa como um certificado de liberdade para outros. Eu, particularmente, acho que há um comprometimento que a pessoa deve fazer consigo ao deixar a escola. Toda a mística porque esse é o espaço em que começa de fato a nossa socialização, noções de amizade, de respeito, de convivência fora do ambiente familiar, e assim criamos laços fortes. Não quero me prolongar sobre isso agora; pretendo escrever com mais detalhes a respeito dessa trajetória em um outro capítulo.
Passei no vestibular da PUCRS, pra medicina. Na verdade, fiquei na primeira lista de espera e me chamaram menos de uma semana depois para completar a vaga. Mas o meu objetivo agora é a UFRGS, como foi desde o começo desse ano e, possivelmente, há uma par de anos ou mais. Então boa parte das minhas noites de sono está comprometida, assim como as conversas prolongadas - ou às vezes alguma mínima troca de palavras -, as tardes de sol e os intervalos dos curso.
Nesse ritmo entrou o passeio de hoje. 'Como se chama essa relação ecológica em que uma árvore se hospeda sobre outra sem ocasionar prejuízo a essa última? Ah, inquilinismo'; 'Sabia por que sentimos frio quando saímos da piscina?'; 'Monocotiledôneas têm essas nervuras paralelas nas folhas'. Sei, quase a ponto de burlar a sanidade. Mas é o que acontece com a gente, e assim simples, sem notar. Claro, não dispensei um pouco de sol e vôlei, isso também nos traz aprendizado: esquecer de passar protetor solar em uma parte do rosto pode deixar umas manchinhas vermelhas em dias muito iluminados.
Enfim, um pouco de música também não faz mal algum. É bom refletir por que as nuvens se parecem mais escuras embaixo. Tão bom quanto canção de ninar.
A propósito, quase que dormi mesmo mais cedo. Acordei com o meu pai comentando sobre a seleção brasileira ser campeã no torneio de futebol feminino. Como eu gosto de água gelada em dias de calor.
Desculpem as digressões ou qualquer coisa que possa não fazer sentido. Julgo que aqui faz sentido, como tudo sempre fez.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.

'Flying overseas, no time to feel the breeze' ♪

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

'Ring out the bells again, like we did when spring began' ♪

Hoje, quando eu estava indo almoçar, havia três meninos na porta do restaurante, que claramente não tinham condição para pagarem uma refeição. Meu pai me falou meio baixo, pergunta sem resposta: 'O que vai acontecer se eles entrarem e se servirem?'. É claro, pensamos na possibilidade, mas o que vem à mente?: 'É complicado...', como seria em uma situação parecida. Mas essas foram as mesmas palavras em tom desanimado que eu ouvi do grupo que vinha atrás de nós. Não estou aqui para julgar, e peço que também não me julguem - porque sei que sou igual culpada -, mas o que nos faz observar as coisas assim? Certamente faria diferença, mas não seria a solução satisfazer a fome que eles sentiam naquele momento. E quem é que vai trazer a solução, perguntar onde essas crianças moram - se moram -, onde estudam - se estudam -, quem são seus pais? Acima de tudo, quem vai permitir que elas não precisem nenhum dia mais depender da atitude de outro alguém para terem ao menos o que comer? Dizem que temos o direito à vida e à liberdade, mas quando esses conceitos deixarão de ser, integralmente, mais que um pedaço de papel e de fato se verificarão na sociedade? Onde está a nossa responsabilidade, deixando acontecer uma coisa dessas?
Acho que não há nada de mal em pedirmos um pouco mais de dignidade e igualdade. Enquanto todos acham que as coisas vão bem, porque seus egos e estômagos encontram-se satisfeitos, muitos vivem sem ter mesmo uma identidade para chamar de sua. São João, Vítor, Paulo, José, Eduardo e saibam o nome que tenham. Como é que uma sociedade pode ser igual enquanto muitos não têm nem o que comer?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

'The time is gone, the song is over, thought I'd something more to say' ♪

Muitas coisas têm acontecido nas últimas semanas. Não tenho, de fato, tido muito tempo para escrever por aqui, ou sinto que as palavras certas não chegam. Mas o sono é certeiro, sempre na mesma hora.
Fiz o vestibular da PUCRS no final de semana; isso é uma das coisas que eu lembro bem, porque faz pouco tempo. Os resultados saem na quinta-feira, e fiquei até feliz com os gabaritos extraoficiais que estão pela rede, mas prefiro esperar a lista pra ver como fui de verdade.
O que eu mais tenho lido ultimamente? Acho que devem ter sido as palavras escondidas por trás das tintas das paredes. É difícil permanecer numa leitura em meio a tantos testes de todos os tipos. O tempo, que se acha tão senhor do nosso fazer, tem permitido até demais nesse último mês antes das provas da UFRGS. Minha paciência e braços e pensamentos e cálculos se desdobram como nunca antes.
Senti uma coisa muito boa depois de voltar do vestibular, fazendo uma parada rápida antes de chegar em casa. Foram cinco minutos de felicidade tão boa que não têm equivalente. É isso que dá mais força pra continuar.
O ar que entra pela janela agora também é bom, porque é noite, e o Vivaldi que tocava no rádio não materializou como eu esperava as palavras literárias, mas uma música clássica nunca se perde. Talvez tenha sido até melhor que a minha idealização.
Boa noite, meus anjos de sempre e novos anjos e a todos. Sonhos doces, como de uma noite de verão.