Hoje fui à UFRGS para entregar os primeiros documentos que serão necessários à matrícula. Nas ruas de Porto Alegre, nos bancos do trem, nos corredores da universidade, pessoas de tantos jeitos, com caminhos tão diferentes. São sentimentais os olhares de Porto Alegre.
O som de Engenheiros do Hawaii, em versão acústica, embala a noite típica do outono sulino. Tão compassado quanto a música está o frio que se apresenta sem cessar nos últimos dias. As temperaturas baixas 'queimam' rosto e mãos, e trazem essa sensação horrível de desidratação. Porque não vejo humor nesses dias sem sol, conto os dias para a primavera; mesmo que o inverno não tenha apontado no calendário ainda, não vejo mal algum em esperar com paciência as flores.
Essa semana o CD escolhido às pressas na biblioteca do Instituto Goethe é de Georg Kreisler e Barbara Peters, artistas que não são muito conhecidos no Brasil, até onde eu sei. Ainda não tive tempo o suficiente de fazer uma análise sobre o estilo das canções, mas, ao ouvir algumas pela primeira vez, parece agradável.
Como o dia tarda, boa noite, meus anjos. Bons sonhos porto-alegrenses [sic] para vocês.
'Juntos para sempre
Objeto e observador
Física moderna,
Velhas canções de amor...' ♪
'Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer.' C.Lispector
quinta-feira, 26 de abril de 2012
segunda-feira, 23 de abril de 2012
'And this is why my eyes are closed, it's just as well for all I've seen' ♪
Então, quando recebemos tais notícias, sinto a fragilidade e a instantaneidade da vida. Assim como a necessidade de não aquietar o coração, mas enchê-lo de brasas cada vez mais. É preciso guardar tesouros onde eles permanecerão, de fato, para sempre.
A leitura de O Mundo de Sofia prossegue, e hoje adquiri um novo título como presente de aniversário: Renato Russo - O Filho da Revolução, de Carlos Macedo. Eu estava particularmente ansiosa para ler esse livro, porém ele terá de esperar por mais alguns que estão na fila. Há meses estou desviando dos olhares teimosos dos exemplares da autoria de Fernando Pessoa, Chico Buarque, Jane Austen, entre outros; portanto, é necessário que eles troquem de lugar para a prateleira dos 'lidos' em breve.
Hoje levei também a vacina contra a gripe. Não, não tenho medo dessas agulhas. O tempo embrutece a gente e, de repente, um pedacinho de metal perfurando a camada epitelial já não causa tanto medo.
Essa última frase me fez lembrar que Educação pela Pedra será minha próxima aquisição. Desde aquelas tardes na semana antes do vestibular, quando esses poemas me deixavam confusamente sentimental, tenho a vontade de comprar esse livro, mas creio que eu vá à procura de um exemplar usado - que será irresistivelmente mais barato.
Por ora, meu poeta consola a inquietude da vida. Enquanto isso, eu tenho muitas palavras para dizer, mas simplesmente não sei como. Sinto que não são palavras.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
A leitura de O Mundo de Sofia prossegue, e hoje adquiri um novo título como presente de aniversário: Renato Russo - O Filho da Revolução, de Carlos Macedo. Eu estava particularmente ansiosa para ler esse livro, porém ele terá de esperar por mais alguns que estão na fila. Há meses estou desviando dos olhares teimosos dos exemplares da autoria de Fernando Pessoa, Chico Buarque, Jane Austen, entre outros; portanto, é necessário que eles troquem de lugar para a prateleira dos 'lidos' em breve.
Hoje levei também a vacina contra a gripe. Não, não tenho medo dessas agulhas. O tempo embrutece a gente e, de repente, um pedacinho de metal perfurando a camada epitelial já não causa tanto medo.
Essa última frase me fez lembrar que Educação pela Pedra será minha próxima aquisição. Desde aquelas tardes na semana antes do vestibular, quando esses poemas me deixavam confusamente sentimental, tenho a vontade de comprar esse livro, mas creio que eu vá à procura de um exemplar usado - que será irresistivelmente mais barato.
Por ora, meu poeta consola a inquietude da vida. Enquanto isso, eu tenho muitas palavras para dizer, mas simplesmente não sei como. Sinto que não são palavras.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
'Estamos indo de volta pra casa' ♪
'Um pássaro no céu não está necessariamente indo embora. Ele pode estar regressando.'
Como os antigos diziam, hoje completo 'primaveras'. Não vejo prejuízos nisso. É muito bom receber o carinho dos amigos, e tenho certeza que a tão famigerada dor nas costas que eu sinto é em maior parte devida à má postura do que à idade. Só tenho a agradecer por tantas bênçãos nesse ano maravilhoso, e a pedir para que o próximo seja ainda melhor. Como eu já disse, a vida é um espetáculo que me surpreende sempre.
E hoje é... Dia do Índio! Mas desde quando?
Essa data é comemorada em toda América - no Brasil, desde 1943, ano em que o então governante, Getúlio Vargas, promulgou uma lei com essa definição. O motivo da escolha deste dia é em razão do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em 1940, no México, que visava ao atendimento de reivindicações indígenas. O dia 19 de abril é, portanto, dedicado ao estudo do problema desses povos e sua integração na sociedade atual.
E que presente de índio esse de hoje, não é?
Como os antigos diziam, hoje completo 'primaveras'. Não vejo prejuízos nisso. É muito bom receber o carinho dos amigos, e tenho certeza que a tão famigerada dor nas costas que eu sinto é em maior parte devida à má postura do que à idade. Só tenho a agradecer por tantas bênçãos nesse ano maravilhoso, e a pedir para que o próximo seja ainda melhor. Como eu já disse, a vida é um espetáculo que me surpreende sempre.
E hoje é... Dia do Índio! Mas desde quando?
Essa data é comemorada em toda América - no Brasil, desde 1943, ano em que o então governante, Getúlio Vargas, promulgou uma lei com essa definição. O motivo da escolha deste dia é em razão do Primeiro Congresso Indigenista Interamericano, realizado em 1940, no México, que visava ao atendimento de reivindicações indígenas. O dia 19 de abril é, portanto, dedicado ao estudo do problema desses povos e sua integração na sociedade atual.
E que presente de índio esse de hoje, não é?
Boa noite, meus anjos. Ao som do meu poeta, bons sonhos.
'Mas nada vai conseguir mudar o que ficou' ♪
quarta-feira, 18 de abril de 2012
'Sie sehen, Sie fühlen, verstehen genau wie wir' ♪
Hoje fizemos a primeiro prova no curso de alemão. Não foi difícil, mas continuo insistindo que preciso trabalhar melhor a pronúncia. A propósito, essa semana fui visitar a fonoaudióloga a fim de corrigir alguns problemas na fala, e qual não é a minha supresa ao saber que ela lembrava até o meu nome mesmo depois de quase oito anos que não nos vemos. É sempre bom ter um lugar que guarda nossas recordações com carinho.
As músicas da Tokio Hotel tocam repetidas vezes, porque não houve tempo o suficiente para vasculhar melhor a biblioteca do Instituto Goethe em busca de outra banda conhecida. Talvez na semana que vem eu me arrisque em um estilo mais ousado. O que importa por ora é que algumas novas palavras em alemão tenham seu sentido compreendido com mais leveza.
Terminado o livro Cartas Roubadas, a obra da vez é David Copperfied, de Charles Dickens. A edição é em inglês - então provavelmente reduzida -, e seu fim é em maior parte didático, mas é sempre bom acompanhar aprendizado com boa leitura. É provável que o próximo exemplar em português que eu leia seja O Mundo de Sofia, que eu desafiarei pela segunda vez. Na primeira tentativa, a paixão pela filosofia e a minha típica vontade de copiar alguns trechos - quando eu percebi, estava reeescrevendo o livro em um caderno - impediram a continuidade. Espero que dessa vez eu tenha aprendido a lição.
Estava eu pensando, e entendi que os aniversários não vão me deixar mais velha. São apenas uma marca do tempo para que este meça a si próprio. Quanto mais primaveras, mais conhecimento. A juventude está no coração.
O pôr-do-sol do Guaíba estava lindo hoje. De repente me bateu uma vontade de discutir sobre Física com o prof. Lucius e avaliar melhor sobre aquelas cores que refratam no horizonte. Irei questioná-lo da próxima vez que o vir.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
As músicas da Tokio Hotel tocam repetidas vezes, porque não houve tempo o suficiente para vasculhar melhor a biblioteca do Instituto Goethe em busca de outra banda conhecida. Talvez na semana que vem eu me arrisque em um estilo mais ousado. O que importa por ora é que algumas novas palavras em alemão tenham seu sentido compreendido com mais leveza.
Terminado o livro Cartas Roubadas, a obra da vez é David Copperfied, de Charles Dickens. A edição é em inglês - então provavelmente reduzida -, e seu fim é em maior parte didático, mas é sempre bom acompanhar aprendizado com boa leitura. É provável que o próximo exemplar em português que eu leia seja O Mundo de Sofia, que eu desafiarei pela segunda vez. Na primeira tentativa, a paixão pela filosofia e a minha típica vontade de copiar alguns trechos - quando eu percebi, estava reeescrevendo o livro em um caderno - impediram a continuidade. Espero que dessa vez eu tenha aprendido a lição.
Estava eu pensando, e entendi que os aniversários não vão me deixar mais velha. São apenas uma marca do tempo para que este meça a si próprio. Quanto mais primaveras, mais conhecimento. A juventude está no coração.
O pôr-do-sol do Guaíba estava lindo hoje. De repente me bateu uma vontade de discutir sobre Física com o prof. Lucius e avaliar melhor sobre aquelas cores que refratam no horizonte. Irei questioná-lo da próxima vez que o vir.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
sábado, 14 de abril de 2012
'I've been thinking a lot, I've been lost in the morning' ♪
É uma sensação única escutar Legião Urbana enquanto o resto da casa respira silêncio. A chuva lá fora e o ar gelado do outono criam um ambiente agradável para a noite que desce, e se torna mais clara a ausência de uma xícara de café com leite quente.
Tenho sido de poucas palavras. Acredito que o que escrevo nem sempre é o que digo, porque o que se coloca sob uma tela de luz é mais inconsequente e fácil de se dizer. Aquilo que a boca profere longe da impulsividade é ainda de maior confiança, mas apenas as intensidades do coração conseguem exprimir, de fato, o nosso intento.
Agora estou lendo Cartas Roubadas, um livro de contos da autoria de Edgar Allan Poe. A leitura é boa, embora as histórias sejam repletas de cenas incomuns e de horror - não muito aconselhável para ler antes de dormir.
É bom acalmar o coração e afastar os medos, pra que a nossa dor vá embora e se transforme em fé. Faz bem cultivar os jardins da alma.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Tenho sido de poucas palavras. Acredito que o que escrevo nem sempre é o que digo, porque o que se coloca sob uma tela de luz é mais inconsequente e fácil de se dizer. Aquilo que a boca profere longe da impulsividade é ainda de maior confiança, mas apenas as intensidades do coração conseguem exprimir, de fato, o nosso intento.
Agora estou lendo Cartas Roubadas, um livro de contos da autoria de Edgar Allan Poe. A leitura é boa, embora as histórias sejam repletas de cenas incomuns e de horror - não muito aconselhável para ler antes de dormir.
É bom acalmar o coração e afastar os medos, pra que a nossa dor vá embora e se transforme em fé. Faz bem cultivar os jardins da alma.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
'In die nacht ' ♪
Quando eu pensei nesse lugar, que não é um espaço físico e não tem paredes de tijolos, imaginei que seria como uma conversa e que eu descobriria muito - não tanto sobre os outros, mas sobre mim. E eu não estava errada.
Nesses quase dois anos de blog eu alterei a frequência dos textos conforme conciliava a vontade e o tempo; mudei a intenção com que escrevia de acordo com o humor; escolhi cuidadosamente canções para os títulos; e, umas das coisas mais importantes, depositei aqui uma parte de mim. Escrever num blog não é falar sozinho - embora possa parecer -, mas é falar com o mundo, sem que faça diferença o número de pessoas que leem o que é dito.
Aos poucos eu aprendi a levar os sentimentos nas pontas dos dedos, a fim de que esses soubessem traduzir aqueles em palavras. Não foi fácil. Entretanto, via as frases surgindo com vida própria e o blog tornou-se uma criança. Ele é uma extensão da minha história, transmitiu conquistas e tropeços, alegrias e desesperos. Salvou vidas quando ainda não se conhecia outros meios.
Depois de tanto tempo, não me vejo escrevendo em outras folhas com outra tinta. Um pedaço de nós é sempre coerente, por mais tempo que faça e por mais longe que esteja.
Nesses quase dois anos de blog eu alterei a frequência dos textos conforme conciliava a vontade e o tempo; mudei a intenção com que escrevia de acordo com o humor; escolhi cuidadosamente canções para os títulos; e, umas das coisas mais importantes, depositei aqui uma parte de mim. Escrever num blog não é falar sozinho - embora possa parecer -, mas é falar com o mundo, sem que faça diferença o número de pessoas que leem o que é dito.
Aos poucos eu aprendi a levar os sentimentos nas pontas dos dedos, a fim de que esses soubessem traduzir aqueles em palavras. Não foi fácil. Entretanto, via as frases surgindo com vida própria e o blog tornou-se uma criança. Ele é uma extensão da minha história, transmitiu conquistas e tropeços, alegrias e desesperos. Salvou vidas quando ainda não se conhecia outros meios.
Depois de tanto tempo, não me vejo escrevendo em outras folhas com outra tinta. Um pedaço de nós é sempre coerente, por mais tempo que faça e por mais longe que esteja.
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