sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

'We are the champions' ♪

Parabéns ano lindo que chega. Mega abraço a todos. E uma bela canção.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

'Take another breath and say another pray' ♪

Está quase no fim. Mais uns suspiros e o ano do calendário termina. Um obrigado especial a todos que leram esse pedacinho em palavras, essas frases desajeitadas e desabafos. Espero que tenhamos todos um ano maravilhoso, cheio de felicidade, saúde, paz, amor, força e muitos sonhos.

'Then fly away from here
To anywhere' ♪

E eu, o que faço com esses números? ♪

Medir a vida em números não dá certo. Devia ser em instantes. E a gente deve ter coragem e amor o suficiente pra não deixar o momento passar. Não deixar de dizer, correr, tentar mais uma vez, buscar força. Não deixar as promessas pra um próximo ano, mês ou segunda-feira. Pra quê?
Nesse 2010, se eu posso contar uma história, ela seria realmente longa. Nas férias, como que do nada, eu decidi fazer natação a convite da Augusta. Aquelas tardes, janeiro e fevereiro, foram de uma importância tão grande, tão grande. Eu sabia que ela ia ter de ir embora, só não queria acreditar. O ano começou com uma escola mais com cara de casa. O grupo tradicional do ano passado se dilatou, e foi bom. Comecei o ano com catorze anos ainda, estranho lembrar disso.
Abril chegou, e a Augusta foi pra Curitiba, mas me deixou um presente maravilhoso. Parece que foi uma deixa, brecha entre umas conversas de msn e risadas do time adversário que aproximou de novo a Pâmela (okeey, Sakinho). Não tenho palavras que traduzam a importância dos cinco minutos que a gente sempre arruma a mais nas conversas, e o simples de coração. Não, isso não é só uma palavra.
Nisso tudo, em abril, eu conheci o CLJ. ( No meio de tudo você me salva da selva, me salva da selva ♪ ) Sem explicação. Eu acabava numa ansiedade a semana inteira pra que chegasse o sábado. Conheci pessoas maravilhosas lá, e realmente, não pensava que pudesse ser tão bom, da paz tamanha que traz. A gente só acredita quando sente. Não adianta eu tentar explicar.
Comecei a escrever aqui no blog perto do meio do ano. É divertido, bom sentir o gosto das palavras. Isso me lembra a feira do livro de Porto Alegre, que lembra as minhas vaquinhas da Cow Parade, o (meu) rio (ou lago) onde mergulha o sol. Lembra de tanto fim de tarde, de tanto céu bonito e vento bom desse ano.
Li Clarice Lispector, que foi maravilhoso. O Pequeno Príncipe, que tirou o véu de coisas que estavam aqui, meio de lado. E poesias divinas, Cecília Meireles. Goethe que o diga, também. Música boa, com o Humberto Gessinger embalando muita vida e também incontáveis postagens daqui. Violão, meu lindo! Me acompanhando muitas vezes, deixando os nós aliviarem a respiração presa. Obrigado pelas cordas-que-não-arrebentam-nunca suportarem as batidas pesadas e alegres.
Sim, converso com seres inanimados às vezes. Isso acabou de lembrar meu cachorro. Se foi também. Ele era vivo, muito vivo. E eu gosto muito dele. Mas às vezes nosso amor vai embora, não é assim?
Como sempre, não é certo que a estrada esteja livre de curvas. Houve muitos contratempos, noites insones, choro desesperado e redentor (o alívio imediato), vontade de avançar muitos quilômetros ou mesmo superar dois dedos de distância pra poder dar um abraço forte. A gente acaba encontrando uma maneira de passar por isso, deixando que os ensinamentos moldem a nós mesmos. Tão bom se renovar todo dia.
Maravilhoso céu nesse ano. A todo instante, as minhas estrelas e demais astros todos lindos lá na imensidão. Bonito ver eles assim, me conforta. E esse manto azul, nuvens brancas e laranjas e rosas e vermelhas. Sempre sem explicação.
Parece que grande parte das coisas comigo é assim. Perda de palavras. Logo as palavras que eu gosto tanto.
Sonhei bastante, os melhores sonhos. Por noites aleatórias ou acordada, no mundo paralelo. Adoro isso.
Mais um ano, um bando de números, frases soltas e algumas coisas fazendo sentido, outras não. Mas eu amei especificamente cada instante. E espero ansiosa não por um novo ano, mas pelo momento seguinte, agora mesmo. Viu? Passou. Logo virá o próximo, e será cada vez melhor. Carrego planos, como qualquer outro. Pretendo concretizá-los, e vou trabalhar bastante pra isso. Mas vou ter uma ajuda especial, como sempre.

'Eu não tenho paredes. Só tenho horizontes...' (meu poeta, Quintana)

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

'O céu não acaba' ♪

Eu estava preparando uma coisa sobre o final de ano, mas não consegui terminar essa noite ainda.
O céu azul não queria abandonar a imensidão sobre nós hoje. A cor do universo. Enfim teve que se render para que as estrelas, lá onde existem um carneiro e uma rosa. Onde a luz tem som. De risadas.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

'Só os loucos sabem' ♪

Dia complicado hoje. Lista de quem passou ou não lá na escola. Não peguei nenhuma recuperação, mas dá uma tristeza por quem ficou. O pessoal trabalhou muito, mesmo que nos últimos dias, estudando bastante.
Passando tudo isso, fui no centro. Não, eu não estava livre pra andar, mesmo sozinha. Já ouviu aquela parte que diz que é solitário andar por entre a gente? E que em cada esquina para em cada olhar esperando encontrar alguém conhecido, só pra se sentir em casa?
Afoguei o tempo que tinha em livros, maquiagem, sorvete e ainda cortei o cabelo. Obrigada Carpinejar, pelas lindas palavras.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Drive until you lose the road ♪

Primeiro dia oficialmente de férias, livre mesmo, sem nenhum tipo de vínculo com a escola. E já estou me desesperando por não achar o que fazer nesse tempo livre a mais. Mas foi um desespero rápido, até que eu achasse a série do House M.D. pra assistir. Lembrei que ela me faz sonhar, pelo menos enquanto assisto.
Pesquisei um pouco na internet sobre os cursos pré-vestibular. Foi bonito quando eu encontrei o UnificadoMed. De repente deu uma vontade imensa de tentar isso, mas é lá em Porto Alegre, meio bem distante. Por que eu não moro mais perto do meu lago onde mergulha o sol, hein!?
Eu queria morar perto do mar. É tão bom quando a gente tá viajando pra praia, vendo onde começa a aparecer a areia e onde o horizonte vira constante, quando a brisa traz gosto de sol e sal.
Rumo a mais um dia, mais um lindo dia.

domingo, 26 de dezembro de 2010

'Suave é a noite' ♪

Eu queria mesmo era pôr aqui uma outra canção, que me lembra Porto Alegre.
'Na zona Sul existe um rio
nesse rio mergulha o sol
e arde fins-de-tarde de luz vermelha
de dor vermelha
vermelho anil' ♪

Fomos passear um pouco no Natal, lá pra algum lugar da serra. Muitos tios, primos, parentes de todos os tipos. Que saudade e que força em ser uma família. É tão bom, tão bom. No sábado, como de praxe, fomos jogar futebol no campo de um time com a sede ali perto; só descer o morro, pra variar. Tinha uma chuva até meio fraca enquanto estávamos no caminho; já quando chegamos lá, de repente as nuvens todas pareceram desmanchar-se numa água torrencial vinda do céu. Parabéns Papai Noel, lindo presente pra nós. Depois de esperar meia hora, sem a chuva ceder, decidimos voltar. Isso perto das 3 horas. Chegamos em casa completamente molhados, mesmo tendo voltado correndo. Às cinco horas tinha um céu azul e sol maravilhoso. 'Vamos lá jogar de novo?', perguntou o meu primo super feliz. 'Não, agora nem que me paguem'. Lindo foi o arco-íris que apareceu depois. Primeira vez que vi um tão de perto, que vi onde ele 'desce'. Minha vó dizia que ele nasce no rio. Agora acho que é verdade. Esse feixe de luz colorida no céu é tão fantástico! Não paro de me emocionar com isso.
Hoje foi a volta pra casa, trazendo uma bagagem leve e um gosto do ar puro que vem da imensidão de árvores. Por favor, não me permitam perder isso nunca.

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

'Ninguém se engana com uma canção' ♪

Véspera de Natal hoje. Dia tão bonito, maravilhoso. O céu lindo, #gessingerday em homenagem ao aniversário do Humberto Gessinger no topo dos tweets por bastante tempo. E um fim de tarde com músicas lindas, uns abraços fortes e cheios de um amor que transborda. Podia ser Natal todos os dias, pra gente poder ser tão feliz assim sempre. A gente podia acreditar e deixar o Natal acontecer todos os dias. É só uma questão de fazer com que aconteça, que esse espírito de amor que deveria nos tomar apareça todos os dias como se fosse novo.

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

'Vou lembrar que não se morre enquanto se deixa vivo seu olhar dentro de nós' ♪

Estava tocando pra uma estrela agora. Mas de repente a janela se fecha, e só nos resta a música já fora do tom. É sempre assim. O vento que parte, a chuva do alívio imediato.
Agora, por favor, só um pouco de silêncio.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

'E essa febre que não passa' ♪

Tem um vento tão bom lá fora, que abraça a gente. Mas o céu, a imensidão, estão limitados pelas nuvens, até onde elas podem nos levar.
Eu queria aprender a não machucar as pessoas com algumas atitudes. Queria tentar explicar que uma coisa em mim faz com que eu não saiba julgar, ou não queira julgar; ou declare todos inocentes. Não sei bem, só não sei fazer de outro jeito. Mesmo que depois possa doer muito, não só em mim. Preciso mudar, mas sozinha eu não sei.
Daqui dois dias é Natal. E, para surpresa e espanto, Natal não é Papai Noel. É aniversário (não só do maravilhoso Humberto Gessinger, no dia 24) de um amor sem medidas. De onde a gente se perde pra poder se encontrar. Me traz uma paz imensa quando penso nisso.
Caminhar um pouco hoje me fez bem, sentir o sol quente. E nadar. Me lembro do quanto implorava por isso há alguns meses. Bom ganhar um abraço que a gente espera. Bom também falar com a Joana mais cedo, o que me lembrou de escrever sobre o Natal, o que talvez seja o que me mantém agora.
Saudade da sopa da tia do meu pai. Saudade da minha vó. Vovó, sinto uma falta imensa. Nem imaginas o quanto eu precisava desse teu abraço agora, do olhar bondoso e maravilhoso, carregado de sonhos e de uma vida inteira. Não lembro se te disse isso algum dia, mas te amo muito.

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

'O melhor esconderijo, a maior escuridão' ♪

Era madrugada de eclipse essa, acordei três e meia só pra ver a minha lua linda se pintar de tijolo. Quando vou revisar as janelas todas, o céu estava repleto de nuvens, e não dava pra ver lua, estrelas, infinito nem cometas. Mas vi o brilho branco, que compensou tudo. O céu é majestosamente belo de madrugada. Nada paga. Fiquei lendo O Pequeno Príncipe, esperando poder ver parte do eclipse, mas não deu. Houveram uns pequenos intervalos de sono nessa hora.
Ah, tive uns sonhos bem bonitos essa noite. Sem dor. Era uma viagem de trem, tinha umas pessoas mais velhinhas, e sol, muito sol, som, muito som. Foi maravilhoso. Só não foi melhor que o nosso ensaio, mais cedo. Eu já disse que adoro os sons do piano, da bateria e dos violões? Pois é, eu adoro.
Agora é minha hora de ouvir Oasis. Boa noite.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

'Minha terra tem a lua, tem estrelas e sempre terá' ♪


A chuva motivou esse arco-íris lindo hoje, maravilhoso. Não me canso de dizer, me encanto toda vez, todo dia.
Essa madrugada vai ter um eclipse lunar. Legal, não moro no hemisfério norte pra ver lindamente a lua cheia desaparecer. Mas vou ver ela aqui, do meu jeito, como for, porque o que mais importa é que eu sinta que o meu ar é o ar da lua, que toca no mesmo instante a superfície branca e está aqui dentro. Minha lua.

domingo, 19 de dezembro de 2010

'Now you feel what I'm feeling' ♪

Tinha sol hoje. Depois o azul, maravilhado e infinito visto da highway, deu lugar a um céu cor de terra, que jorrava sangue. Estava pressionado; se doia todo, por isso chorou.
Sonhei umas coisas bem divertidas. Instrumentos, crianças, amigos. Espero que possa voar com essa chuva linda aqui.

sábado, 18 de dezembro de 2010

'E apesar de tudo, enquanto o tempo passa' ♪

Comprei o Dvd da Cássia Eller hoje. Quando botei pra rodar, com o meu pai na sala também, ele se espantou. Confesso, até eu fiquei com medo. Esse é o aspecto revolucionário que tomou conta de diversas outras bandas nos anos 80 e 90, vou entender isso, porque não tem como não ouvir algumas músicas várias vezes. Cássia, tua voz é tão linda.
Hoje foi sábado. Um dos primeiros sábados a enfrentar sem vocês, mas com vocês, porque estão sempre no meu coração.

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

'Mas ainda é cedo pra saber se isso é ruim ou se é muito bom' ♪

Tarde de descanso. Passei a manhã com uma revisão de física pro pessoal, espero que tenham se saído bem na prova. Quero um terceiro ano lindo em 2011, pra aprovação total e garantindo a diversão.
Minha voz ainda quer ir embora. Por quê?
Hoje de manhã cedinho, enquanto eu estava no saguão da escola, apareceu uma menina bem pequena, talvez uns quatro anos. Me pediu que desenhasse um coração, assim simples, sem cumprimentos. Personificou meu desenho, ele tinha um rosto, e sorria. Acho que o sol que ela desenhou ficou ainda mais bonito, com a boca em sinal de felicidade, num reflexo, e o nariz redondo. Desculpa se eu quase chorei quando ela foi embora. Fiquei com saudade, daquela simplicidade, espontaneidade. E me lembrei exatamente do meu pequeno príncipe. Apareceu de onde menos se esperava, e assim tornou aquele instante outro, essa vida e esse sorriso outros. Não perguntou meu nome, não perguntei-lhe o nome. Uns minutos depois ela voltou, escreveu com aquelas letras em teste a sua inscrição, como lhe chamavam. Senti mais ainda a sua falta.
'As estrelas são belas por causa de uma flor que não se vê'

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

More than words ♪

Estou quase sem voz, então não posso falar muito, nem cantar. Acho que vou comer uma maçã mais tarde, pra ver se melhora. Uma vez me disseram que isso fazia bem. Milagre eu ir dormir cedo hoje, com esses dias cheios de coisas.
Vou esperar que tenha uns sonhos bons, que parecem ter saído de férias. Acho que a noite está linda, como sempre. Vi uma foto da lua e, com certeza, vou ver ela lá no céu. Me lembra aquela musiquinha gostosa que eu cantava quando era menor. Mas fico com medo de fazer ela voltar agora. Porque me dá saudade de uma voz.
Acordei de noite, sem razão, como não devia ter acordado. Foi de susto, talvez.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

'Because you don't know what it means to me'♪

As manhãs lotadas de gente pra ter aulas extras de física e matemática cansam. Porém mais do que isso, é recompensante quando alguém consegue entender. E no final vai valer a pena, tenho certeza. Isso só exige um pouco mais de mim, um período letivo prolongado, e posso recuperar mais tarde, enquanto os outros precisam da ajuda urgente.
Assim torno útil essa coisa toda, que não devia me machucar às vezes, e faço dela uma etapa, uma chance.
Tem sido difícil voar. Parece que o tempo fica ansioso, e o cansaço me toma nas noites, deixando o corpo quase cair, indiferente a qualquer protesto.
Acho que vai ser assim de novo. Hora de ir.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

'E por isso voltou' ♪

Sabe que costuma doer. E que costuma fazer bem. E doer mais ainda, cada vez.
Me traz de volta pra casa, em mim mesma. Porque não importa se costuma doer. Costuma fazer bem. E doer mais uma vez.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

'Vou lembrar do tempo de onde eu via o mundo azul' ♪

Logo mais eu devia fazer uma ligação. Mas estou com medo. De deixar escapar um pouquinho disso que insiste em ficar aqui há dias.
Meu Pequeno Príncipe. Um dia me pediram que desenhasse um carneiro, sem nenhum propósito. Foi a falta de razão mais bonita do mundo.
Me traz de volta pra casa mais um vez? Por favor.

sábado, 11 de dezembro de 2010

'Sentiu sorrir seu coração' ♪

'Saudade é um dos sentimentos mais urgentes que existem'
Obrigada Clarice, por dizer agora o que as minhas palavras entre lágrimas não sabem explicar.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

'Eu só queria te contar..' ♪

'[..]
Que eu fui lá fora
E vi dois sóis num dia
E a vida que ardia sem explicação'

Sexta-feira. Quase o começo das férias, depois desse ano inteiro, intenso de coisas. Eu queria falar sobre o ano, mas tenho pouco tempo aqui hoje. Se eu puder amanhã de manhã, escrevo um pouco mais. Hoje fica Cássia Eller por aqui.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

'Eu volto pra lembrar que a gente cresceu na beira do mar' ♪

Amanhã terminam as provas. Eu não quero estudar mais, não mesmo.
Shi. Esse parágrafo está reservado para a falta de palavras.
Quero que sábado seja ótimo também.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

'Vale mais o coração, ninguém sabia, ninguém viu' ♪

Desculpa, não pude passar aqui antes. Esses afazeres da escola e as coisas todas me dão tanto trabalho que eu prefiro tirar férias antecipadas e acabo nem escrevendo, gastando tempo com o nadismo.
Também, o calor da estação que virá se apresenta com toda força e me dirige a outras mil coisas. Acabo um tanto perdida. E agora até me ligam pra marcar grupo de estudo. Acho que vou virar professora mesmo e acabou a festa, como me disseram esses dias. Seria divertido, até, e não posso dizer que eu não ia gostar. Mas quero voar. De que adianta todo esse tempo pra não sentir o céu? A propósito, ele estava maravilhoso hoje. Não me canso de dizer isso nunca. O céu está sempre lindo, sentimental e sonhador. Inspiração. Puxar o ar, sentir os pulmões inflarem e parece que sentimos o sangue circular nesse instante. Mas inspiração é observar o fim de tarde, o começo da manhã ou o meio dia, é sentir um sorriso, fazer uma prece, abraçar forte ou de leve, ouvir uma música e cantar mesmo que na voz baixinha; é ter a espontaneidade de uma criança, encher um balão, fechar os olhos e voar nos sonhos.
Inspiração é escrever cada linha dessas.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

'Salaam-E-Ishq' ♪

Cantei música indiana hoje.
E noto cada vez mais que eu se deixar pra escrever no blog sempre antes de dormir, vai acabar sobrando cada vez menos tempo. Se eu conseguir terminar o trabalho de biologia amanhã de manhã, faço um post bem bonito.
Céu azul, tava lindo.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

'Em cada esquina paro em cada olhar, deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar' ♪

Ouvi umas cem vezes essa mesma música hoje.
O céu estava tão lindo, maravilhoso.
Por hoje vou deixar essas notas, que são muito mais do que palavras ao vento.

domingo, 5 de dezembro de 2010

'No alto da montanha, num arranha-céu' ♪

Fomos viajar hoje. Tempo que eu não conversava com uma prima minha. Foi divertido.
Vi muitos violões hoje. Me traz uma alegria imensa sentir esses sons conhecidos, esses abraços. Não vou conseguir ficar longe disso as férias inteiras, com certeza. Se uma semana já passa num ritmo quase lento, nem consigo imaginar o que seriam dois meses.
Quero voar agora. Preciso voar mais um pouquinho.
E amanhã espero ter meu simples de coração de volta, porque faz uma falta gigantesca.
Eu podia voltar no meu vira-tempo para sexta-feira? Queria mudar umas pequenas coisas. Bem pequenas

sábado, 4 de dezembro de 2010

'É o meu abrigo, meu lugar secreto' ♪

Só pra lembrar que é sábado, que o dia foi ótimo. Que será uma longa história.
Acho que vou deixar uns rascunhos por aqui. Ou a psicose vai aumentar.
Às vezes eu tenho medo. Porque eu podia fazer melhor algumas coisas, acertar um ponteiros.
Se eu explicar que estou sorrindo agora, não vão entender. Mas eu não quero deixar isso no rascunho, não posso. É simples.
Talvez eu tenha ficado com sono agora, porque me lembrei de como voar. Então preciso sonhar um pouco. Porque 'sonhar é acordar-se para dentro'. De novo, de novo.

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

'Atores sem papel' ♪

No começo eu cantava esse trecho como 'A torre sem Babel'. Tem uma torre com esse nome na história, e eu acabei relacionando.
Ver o mundo entre uma e outra braçada na natação é como uma câmera de imagem ruim. Tudo roda, volta, água, afoga. É bom, se afogar de fez em quando.
Amanhã é sábado, e acho que vai ser um dia muito bom.
Vou ali voar porque, sem prática, não há perfeição.

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

'It's so unreal' ♪

Hoje cai uma chuva fraca, mas bem acolhedora.
Deu uma saudade de tanta coisa, de recortar, colar, escrever. Uma sensação de família em todos os lugares hoje. Estou anotando aqui os sinais da paranoia, estejam cientes disso.
Vou ter sonhos bons de novo, com certeza. Sempre me acontecem mil coisas nessas viagens, são divertidas.
Acho que isso só funciona no meu travesseiro, essa história de dormir, portanto, over. Até amanhã.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

'Volta voando (vinda do alto), derrete o chumbo do céu' ♪

Não foi por acaso que tem sol hoje. Tem um céu feliz, sem nuvens. Mas eu gosto das nuvens, mas elas não estão lá, mas eu gosto da chuva, mas eu gosto do arco-íris, e eu gosto do sol de novo.
(Re)Comecei a natação ontem. Lembrei como faz, como não respirar a água. Talvez na aula de sexta eu reaprenda as braçadas que já eram complicadas antes. Acho que se eu correr antes vai ser um bom aquecimento, se não chover.
Amanhã vai ser o terceiro dia consecutivo que vou na escola estudar desde as 8, cedinho. Mas é quase proveitoso o pequeno espaço de tempo que fico lá sozinha, porque consegui terminar de ler uma coletânea da Cecília Meireles. Ela escreve de um jeito maravilhoso, inigualável (não que outros não sejam sem comparação também, cada um a sua maneira), maravilhoso. Vale realmente a pena ler seus poemas, ou poesias. Um dia eu aprendo a diferença. Mas esses dias têm me deixado cansada, um pouco. Acho que era a parte psicológica, possivelmente.
Voltei pra casa. Quase. Um dia desses eu me encontro de novo, logo.
Acabei de descobrir que perdi dentro de casa a câmera com as fotos das vaquinhas da Cow Parade. Isso me dá um desespero imenso. Vou procurar até que ache, nem que me custe dias.
Tive sonhos bons essa noite, acordei com um sorriso leve, que ainda agora volta como se tivesse acabado de abrir os olhos. Acho que estou ficando paranoica de novo.
Tecnicamente, 'paranoia' se origina do grego (esse idioma maravilhoso), e é caracterizada por um delírio crônico, lúcido e sistemático, dotado de uma lógica interna própria. Mas o resto da definição não me cabe. Melhor parar por aqui, porque assim fica até bonito.
Descobri hoje que a Cássia Eller morreu. Me avisaram tarde, hein!? Li também que quando ela estava grávida do filho Francisco, o pai da criança morreu. Parece uma outra história que li em algum lugar.
Eu acho bem divertido conjugar os verbos na segunda pessoa do singular. Tu. Parece tão pessoal, tão direto, tão lindo.
Quase tive um colapso ouvindo Sete Cidades hoje. A música é muito bonita. Mas eu queria a letra de uma versão acústica que achei. O final é em inglês, e faltam umas três palavras para que eu posso concluir a frase.
Agora vou, com uns versos da Cecília.

'E o passarinho perguntava:
"Lembras-te da tua voz devolvida pelo eco?"

E eu me lembrava, mas não das palavras,
só que as respostas eram sempre incompletas.

E o recorte da montanha, no horizonte,
lembras-te como era azul e negro? E as palmeiras?
E as sebes de flores encarnadas?

E eu me lembrava de tudo, sentia o aroma da tarde,
e o canto das cigarras, e o lamento dos sabiás
e das rolas,
e via brilhar a bola azul do telhado, que amei tanto,
e sentia, tão doce, a minha perpétua solidão.

E perguntei ao pássaro: "Onde estavas,
para me perguntares tudo isso?
Também já viveste tanto?"

E ele me respondeu: "Não, tudo isso está no fundo dos teus olhos.
E só vou perguntando o que estou lendo...
E, porque o leio, canto." '