Eu sei, tenho desaparecido daqui. Às vezes também me confundo à noite, sem saber se estou no sonho ou ainda acordada. As histórias do livro saem como cores; tudo tão calmo, em silêncio, desprovido da sensação de tempo, e chegam diversas pessoas, e caminhamos por montanhas, e começa uma música ao fundo. Até que eu abro os olhos e percebo que fui longe demais outra vez, marco a página e apago a luz sem consciência.
Uns cafés fortes para acordar e umas risadas durante a manhã toda. Mass a sensação de que já passou, que já foi e que vai levar muito tempo. É só uma ilusão. Logo chega a hora de atravessar a passarela, voltar, pôr a mochila nas costas e chegar outra vez.
Daí um monte de coisa se confunde. Não é uma mesma dimensão, não pode ser, eu acredito. Mas uns raios de sol, outro mergulho no copo d'água e o sinal toca. Alguns dias têm vôlei, mas só por hoje, até hoje. Já não vamos ter tanta chance de tentar de novo e esperar uma volta de 360° para estarmos de volta na mesma situação.
Tontura leve, um banho para acordar quando o sol se vai, a escuridão que tenta esconder as estrelas. Nesse ponto bate uma saudade, uma coisa pertinente, comichão que não cessa. Então, quando faltam cumprimentos telepáticos que acalmem o coração, vem o livro para as mãos, uma fuga da rotina que me integra ainda mais a ela. De repente saem cores do livro, o silêncio se deita como um cobertor, o tempo se vai...
Boa noite, anjos. Sinto falta de cada um. Quero retificar que minha presença não tem sido lá o que deveria e me sinto na obrigação de partilhar com vocês o desejo de agir mais, estar mais disponível, acreditar. Eu sei, deixei um pedaço importante de mim ali, guardadinho, mas vou garantir que amo esse espacinho demais demais. A propósito, o visito quase todos os dias, mas às vezes isso acontece na hora das cores. Talvez difícil demais de compreender.
"Tomara que, apesar dos apesares, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz." C.FAbreu
'Todo mundo que aprendeu a ler e escrever tem uma certa vontade de escrever. É legítimo: todo o ser tem algo a dizer.' C.Lispector
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
terça-feira, 22 de novembro de 2011
'And let them all listen to your silence' ♪
Enfim, não dormir de acordo com a quantidade recomendada pode ser interessante. Na verdade, até as coisas certas têm seu quê de arte, mas especialmente as que vão contra as regras gerais de saúde nos fazem pensar um pouco mais sobre suas repercussões.
Acontece que hoje me bateu uma saudade, não sei bem de quê. Acho que é esse meu apego ao presente que arrisca tomar um ar diferente, ansioso. Duas semanas têm a duração de duas semanas, mas nem sempre soam igual. Duas semanas para concluir as últimas provas do ensino médio parece um desafio e tanto. Era ontem quando eu lembro de ir pro colégio, cortar linhas na folha para imitar a chuva, colar algodão para fazer nuvens, plantar feijão no copinho, chegar mais tarde por causa das sessões com a fonoaudióloga, elaborar maquetes impensadas, cair jogando futebol, estudar na biblioteca durante as tardes e descobrir a grande farsa de Hitler, entender a metafísica impregnada em tijolos de paredes, escolher palavras para alguns parágrafos. Catorze ou quatorze dias podem significar uma vida, uma ponte de momentos difusos, porque tememos mas ansiamos pelo outro lado. É a busca indecifrável do ser humano sobre o que há de vir.
Como na música, 'O que virá dirá' ♪.
Talvez não tenha sido percebido, mas o propósito do texto acabou ficando ao vão. Tudo bem, já achei um lugar para ele.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Acontece que hoje me bateu uma saudade, não sei bem de quê. Acho que é esse meu apego ao presente que arrisca tomar um ar diferente, ansioso. Duas semanas têm a duração de duas semanas, mas nem sempre soam igual. Duas semanas para concluir as últimas provas do ensino médio parece um desafio e tanto. Era ontem quando eu lembro de ir pro colégio, cortar linhas na folha para imitar a chuva, colar algodão para fazer nuvens, plantar feijão no copinho, chegar mais tarde por causa das sessões com a fonoaudióloga, elaborar maquetes impensadas, cair jogando futebol, estudar na biblioteca durante as tardes e descobrir a grande farsa de Hitler, entender a metafísica impregnada em tijolos de paredes, escolher palavras para alguns parágrafos. Catorze ou quatorze dias podem significar uma vida, uma ponte de momentos difusos, porque tememos mas ansiamos pelo outro lado. É a busca indecifrável do ser humano sobre o que há de vir.
Como na música, 'O que virá dirá' ♪.
Talvez não tenha sido percebido, mas o propósito do texto acabou ficando ao vão. Tudo bem, já achei um lugar para ele.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
sábado, 19 de novembro de 2011
'They're in my head' ♪
Às vezes precisamos de ritmo. Para almoçar mais rápido revisando matéria, pra cantar uma música pensando nas notas de outra, pra dar o passo pro mesmo lado, na hora certa. Para conciliar os dias que passam com os que virão, os abraços às vezes desencaixados, os minutos a mais que a gente precisa, as palavras que ficam sendo só palavras. Para harmonizar os solos da guitarra (ou do violão) com o compasso da bateria.
Para encaixar nossa vida com nossa vida.
Se eu for abstrata demais, inconclusiva, era pra ser assim mesmo, só um pouquinho.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
Para encaixar nossa vida com nossa vida.
Se eu for abstrata demais, inconclusiva, era pra ser assim mesmo, só um pouquinho.
Boa noite, meus anjos. Bons sonhos.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
BloGessinger: P(*)EMAS C(*)M N(*)TAS DE R(*)DAPÉ - 23
BloGessinger: P(*)EMAS C(*)M N(*)TAS DE R(*)DAPÉ - 23: eu sou velho, meu velho tão velho quanto o mundo eu sou moço, seu moço e o poço não é tão fundo (*) Desnecessário fazer uma lista das indú...
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
'Cause you got your way and [...] I got mine' ♪
Então, fui à Feira do Livro hoje, porque amanhã é feriado e pretendo ter tempo de continuar a leitura de História do Cerco de Lisboa que, por mais difícil que pareça de ser compreendido à primeira impressão, é de uma rapidez imensa. Sei que vai soar estranho, mas o texto de Saramago tem gosto bom, provoca uma avidez por mais parágrafos e por mais faltas de pontos finais. Talvez seja isso que precisamos: de mais pausas curtas, no meio termo.
Por isso que providenciei outro livro do mesmo autor. Dessa vez, Ensaio sobre a Cegueira, que tem uma boa - mas impactante - adaptação para o cinema. Encontrei também uma edição com Poemas do Álvaro de Campos, que vai me poupar um pouco a correria até a biblioteca para o vestibular, uma da Lya Luft - com capa laranja, que agora não recordo o nome sem buscar o livro - e outro livro do Carpinejar, de crônicas. Aprecio os textos desse último e talvez até dê um jeito de ler antes do vestibular.
Amanhã é feriado em homenagem à Proclamação da República. É uma pena que poucas pessoas lembrem o que é isso.
A aula até foi divertida hoje de manhã, antes das oito. Acho que, na verdade, eu só acordei mesmo no período de física, depois de tomar um café, mas paciência, faltam menos de dois meses para uma férias que podem ser bem curtas - e assim espero que sejam.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Por isso que providenciei outro livro do mesmo autor. Dessa vez, Ensaio sobre a Cegueira, que tem uma boa - mas impactante - adaptação para o cinema. Encontrei também uma edição com Poemas do Álvaro de Campos, que vai me poupar um pouco a correria até a biblioteca para o vestibular, uma da Lya Luft - com capa laranja, que agora não recordo o nome sem buscar o livro - e outro livro do Carpinejar, de crônicas. Aprecio os textos desse último e talvez até dê um jeito de ler antes do vestibular.
Amanhã é feriado em homenagem à Proclamação da República. É uma pena que poucas pessoas lembrem o que é isso.
A aula até foi divertida hoje de manhã, antes das oito. Acho que, na verdade, eu só acordei mesmo no período de física, depois de tomar um café, mas paciência, faltam menos de dois meses para uma férias que podem ser bem curtas - e assim espero que sejam.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
domingo, 13 de novembro de 2011
'As cores, figuras, motivos, o sol passando sobre os amigos' ♪
Hoje, como mais um dia desses.
Comecei a ler História do Cerco de Lisboa, de José Saramago. Ele tem um estilo de escrita todo particular, quase sem o uso de pontos, mas a compreensão vai se tornando mais fácil com o correr das páginas.
Talvez eu não tenha tanta paciência ou tempo para parágrafos longos. Precisaria de ocasiões para conversas demoradas.
Não dormi muito bem à noite, acordei inquieta. Por isso tirei um cochilo a toda hora interrompido na viagem de volta pra casa, que é bastante curta. Acho que foi mais um estado de torpor, um fechar os olhos e ter o pensamento automático.
Meditar, acho que vou tentar uma dessas.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
Comecei a ler História do Cerco de Lisboa, de José Saramago. Ele tem um estilo de escrita todo particular, quase sem o uso de pontos, mas a compreensão vai se tornando mais fácil com o correr das páginas.
Talvez eu não tenha tanta paciência ou tempo para parágrafos longos. Precisaria de ocasiões para conversas demoradas.
Não dormi muito bem à noite, acordei inquieta. Por isso tirei um cochilo a toda hora interrompido na viagem de volta pra casa, que é bastante curta. Acho que foi mais um estado de torpor, um fechar os olhos e ter o pensamento automático.
Meditar, acho que vou tentar uma dessas.
Boa noite, anjos. Bons sonhos.
sábado, 12 de novembro de 2011
'O tempo continua com a oscilação' ♪
É diferente que o título não seja a música que eu estou realmente ouvindo. Não sei, ainda tem alguma coisa estranha que insiste em mim.
Umas notas sobre coisas que aconteceram hoje. Desculpem se o texto ficar pessoal demais ou qualquer coisa, talvez se eu usar as palavras erradas. Inevitavelmente, ninguém está pronto para perder alguém que ama, não importa o tempo que passe, em um único momento, que parece um milésimo de segundo e uma eternidade. Lembrei de uma crônica do F. Carpinejar, 'Querido Sérgio "Prego" Fischer', que explica um pouco desse sentimento que bate na gente.
Queria ficar só um instante vendo o sol se pôr. Esperar só um pouquinho mais.
Umas notas sobre coisas que aconteceram hoje. Desculpem se o texto ficar pessoal demais ou qualquer coisa, talvez se eu usar as palavras erradas. Inevitavelmente, ninguém está pronto para perder alguém que ama, não importa o tempo que passe, em um único momento, que parece um milésimo de segundo e uma eternidade. Lembrei de uma crônica do F. Carpinejar, 'Querido Sérgio "Prego" Fischer', que explica um pouco desse sentimento que bate na gente.
Queria ficar só um instante vendo o sol se pôr. Esperar só um pouquinho mais.
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
'Certas coisas de todo dia nos trazem a alegria' ♪
Se tem uma música que eu cantaria agora, nesse momento, seria essa, que traduz bem o vento que nunca chega, as coisas que nunca acontecem.
Como numa música ambiente, 'Me lembrarei de tudo que eu não disse'. ♪
domingo, 6 de novembro de 2011
'Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago' ♪
Enfim. Eu continuo com as minhas perguntas, teorias, digressões.
Com uma vontade de falar que nós precisamos fazer o que for preciso, falar o que for preciso.
Que às vezes eu tenho saudade do momento presente, numa dessas contradições.
Que eu gosto da água do rio/lago onde mergulha o sol; que o barulho das ondas dali é um dos melhores sons do mundo.
Boa noite, anjos. Que os seus sonhos sejam tranquilizantes.
Com uma vontade de falar que nós precisamos fazer o que for preciso, falar o que for preciso.
Que às vezes eu tenho saudade do momento presente, numa dessas contradições.
Que eu gosto da água do rio/lago onde mergulha o sol; que o barulho das ondas dali é um dos melhores sons do mundo.
Boa noite, anjos. Que os seus sonhos sejam tranquilizantes.
sábado, 5 de novembro de 2011
'Segredos que não podia guardar e não conseguia contar' ♪
Às vezes.
Já não tenho sono nas últimas noites, mas uma exaustão no corpo, das horas insones, da atenção automática, das músicas que por vezes nem sabem quem são, das letras que não fazem sentido no papel, das paredes amareladas de tão brancas, da luz que morre no fim de tarde, do vento que não para, dos questionamentos.
Acontece que eu queria um pouco mais de calma todos os dias. Mas não precisava ser uma calma estática; uma calma dinâmica me bastava.
Já não tenho sono nas últimas noites, mas uma exaustão no corpo, das horas insones, da atenção automática, das músicas que por vezes nem sabem quem são, das letras que não fazem sentido no papel, das paredes amareladas de tão brancas, da luz que morre no fim de tarde, do vento que não para, dos questionamentos.
Acontece que eu queria um pouco mais de calma todos os dias. Mas não precisava ser uma calma estática; uma calma dinâmica me bastava.
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
'Dançou e gargalhou como se ouvisse música' ♪
Tenho dúvidas.
Como é que as pessoas exercem o direito de voto elegendo alguém através do carisma sem conhecer a história da democracia? Como é que as escolas ensinam tão superficialmente sobre o sistema? Como é que podemos preferir o capitalismo desconhecendo o resto?
Por que eu ouvi Chico Buarque hoje? Por que eu decidi escolher uma música ao acaso e por que tantas vezes escolhemos um produto, uma ideia ao acaso? A que, enfim, estamos nos rendendo?
Como é que as pessoas exercem o direito de voto elegendo alguém através do carisma sem conhecer a história da democracia? Como é que as escolas ensinam tão superficialmente sobre o sistema? Como é que podemos preferir o capitalismo desconhecendo o resto?
Por que eu ouvi Chico Buarque hoje? Por que eu decidi escolher uma música ao acaso e por que tantas vezes escolhemos um produto, uma ideia ao acaso? A que, enfim, estamos nos rendendo?
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
'É impossível reprimir o que acontece toda vez' ♪
Hoje, a muito custo por parte do meu pai, fui à Feira do Livro de Porto Alegre para assistir a uma conversa com Humberto Gessinger. Nunca o tinha visto assim, tão de perto, e confesso que, num primeiro momento, era estranho vê-lo ali, em carne e osso. Esperei que ele pegasse o microfone e proferisse as primeiras palavras para garantir, mas ainda assim restava aquela ponta de dúvida. Só com o desenrolar dos minutos e com as digressões no assunto eu entendi: era o livro falado, face a face. Senti exatamente isso, que estava ouvindo a história (reflexões) que já conhecia do papel, mas que agora era percebida de uma forma totalmente diferente.
'É muito engraçado
Que todos tenham os mesmos sonhos
E que o sonho nunca vire realidade' ♪
'É muito engraçado
Que todos tenham os mesmos sonhos
E que o sonho nunca vire realidade' ♪
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