segunda-feira, 25 de outubro de 2010

'Mas como o vento, vem tão depressa' ♪

Não, acho que essa frase não diz exatamente o que eu queria que dissesse. Mas estou ouvindo essa música agora, e quero dar um replay, não ouvir as outras.
Acho que nessa segunda feira de manhã o relógio anda mais devagar, quase se arrastando. É o tempo, ele deve seguir o seu curso como sempre, só que a nossa mente insiste em direcioná-lo conforme os nossos temores.
Comprei um livro do Rubem Fonseca ontem. Terminei de ler Feliz Ano Novo, do mesmo autor, de manhã, e à tarde eu passei por um exemplar de capa prateada e não pude resistir quando vi o autor e aqueles textos pequenos escritos atrás que fascinam os leitores. 'Pequenas Criaturas' é o título, e depois de abrir a embalagem descobri que a capa prata era um invólucro, e a verdadeira era vermelha. Gostei das palavras mesmo assim. Tem uma crítica social importante nos seus textos.
Ainda não tive tempo de falar sobre o sábado aqui.
Acho que de manhã eu fiz a coisa mais errada possível. E, como eu já sabia, a pior coisa do mundo é machucar as pessoas, principalmente aquelas tão importantes. Não, não foi uma só.
Mas a tarde, essa sim vem tão depressa como o vento. Espontânea. Eu senti um alívio imenso, e as pessoas talvez não entendam. Não é uma coisa que se possa explicar; aqueles sorrisos são um vício, únicos.
Ainda não concertei as coisas do lado de fora, e isso é essencial. Mas eu sei qual é a cura, pela primeira vez.

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