Preciso fazer a redação pra amanhã, aquela sobre a nossa vida. Eu pensei em acrescentar coisa sobre como podemos fazer um mundo melhor acreditando nos nossos sonhos, mas isso seria utópico demais. Acho que se eu fosse escrever sobre a minha vida isso seria uma crônica, uma crítica, não uma história. Eu queria falar sobre as coisas que me aconteceram, sobre o que eu sinto, o que eu poderia ter feito melhor, mas que prefiro ser do jeito que foi. Talvez não soubesse lidar se fosse diferente. E a minha frase inevitável caberia aqui, mas eu não quero escrevê-la agora.
Ainda não falei sobre o dia das crianças aqui, não do jeito que eu queria. Então, lá vamos. Eu gostava de ser pequena, de fazer minhas casas de bonecas, me mudar pra um aglomerado de cobertores no meio da casa quando me contrariavam. Gostava de passear, caminhar, fazer as coisas da escola e rir muito; despejar minha caixa de brinquedos no chão, onde tinha todo um mundo de imaginação. Eu fazia planos, mas queria ter histórias pra contar, como as pessoas grandes. Sempre quis chegar e contar sobre o dia, sobre as pessoas da escola e as situações mais bobas da rotina. Eu gostava muito de ter uma mão pra segurar, e de me sentir segura. Mas um dia a gente acorda, e as coisas não
Pronto, falei sobre ser criança. Até demais.
Sobre o dia de hoje ainda, eu fiquei lembrando sobre umas partes bem engraçadas de muito tempo atrás. E o meu abraço me tirou a dor, como sempre.
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