Hoje visitei um asilo, com três violões e uma meia-lua. Confesso, nosso ritmo foi bárbaro, parece que eu não tocava há anos, e embora uma corda tenha arrebentado, não era possível parar, porque eles bateram palmas mesmo com os acordes dissonantes. Eu sei, às vezes é triste ver a situação em que essas pessoas se encontram, mas é recompensante poder dar a elas um pouquinho do que temos, da esperança, da vida. Em alguns momentos, enquanto elas nos contam seus sonhos, quase nos confundimos e começamos a contar nossas próprias vidas, Liesel e Max, como a menina e o judeu.
Incrível, eu me sinto melhor assim, mais leve, inteira.
Obrigada anjos, por serem tão especiais e por estarem no momento exato, por aliviarem as dores que nem sabem, antes mesmo de serem sentidas.
Boa noite, bons sonhos.
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