sexta-feira, 20 de julho de 2012

'Hello, is there anybody in there?' ♪

Então... Quase todo mundo em alguma fase da vida já ouviu falar do siso, o chamado dente do juízo. Para quem não está devidamente informado, nós temos quatro dessas pequenas belezas na boca - excetuando os evoluídos de '28 dentes', haha -, e eventualmente elas podem causar problemas futuros. Portanto, muita gente decide se livrar deles optando pela extração - ainda não conheci outros métodos, mas, enfim, podem existir. Como em breve começarão minhas aulas na faculdade, e esses dentes já estavam me trazendo contratempos, há algumas semanas decidi que era hora de mandá-los embora. Na terça-feira, tudo combinado, eu daria tchau aos quatro 'juízos' de uma vez só.
Já na cadeira do dentista, não havia mais escolha ou tempo pra desistir - quem foi que disse que nunca é tarde demais pra voltar atrás? - : era a hora. Logo eu, que nunca tinha levado anestesia, ponto, que nunca tive nem mesmo uma cárie, estava ali, esperando para ter quatro dentes arrancados: só poderia ser uma falta de sorte tremenda. As agulhas começaram a invadir as bochecas até chegar no céu.. da boca. Não era tão ruim... Aos poucos eu começava a me afeiçoar a essas substâncias mágicas que inibem a sensação de dor, até que o profissional começou a puxar o primeiro dente.
Não digo que foi uma das piores experiências - acho que a anestesia cuidou também de mascarar as lembranças ruins -, mas foi no mínimo estranho. Aprendi o que é sentir algo sendo arrancado de maneira indolor, mas irremediavelmente sentir.
Acontece que sorte dificilmente vem sozinha. Era decidido eu teria também a primeira queda de pressão da qual eu me daria conta. Os nove comprimidos que estava tomando por dia exigiam que o corpo estivesse relativamente forte para metabolizá-los, mas é mais difícil se manter inteira apenas com líquidos. Por conta disso, na quinta de manhã eu enxerguei luzes brancas na minha frente, e elas não vinham de nenhum lugar que eu conhecia. Só sei que era confortável. Experimentei a cegueira branca e uma perda de sentido nos membros, mas logo me dei conta do que estava acontecendo: era a hora de acordar com um pouco de sal. Passou.
Todo dia quando acordo, o primeiro reflexo é colocar as mãos no rosto e imaginar que ele recuperou a simetria. No entanto, basta olhar pro espelho e constatar que tudo continua no lugar, inchado de um lado - e do outro também. Alguém me contou que em uma semana ou mais vai passar... Faria de novo? Claro! Nem que fosse só pra ter história pra contar...

Sem dúvidas eu não poderia deixar esse dia em branco, assim como as luzes. Feliz dia do amigo a vocês, meus anjos! Vocês que têm corações sinceros, abraços cheios de carinho, palavras certas, sorrisos espontâneos, olhares que materializam confiança, presenças que alegram sempre... E não teria palavras, como sempre, para adjetivar o quão importante vocês são. Obrigada por tudo.

Boa noite, anjos. Bons sonhos.

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