quarta-feira, 25 de julho de 2012

I can't hide, I can't hide, I can't hide ♪

"Tempo é uma coisa engraçada. Estamos sempre pensando nas coisas que devemos ou queremos fazer, ou pensando nisto ou naquilo que aconteceu há certo tempo e, quando nos damos conta, ele já passou por nós, deixando lembranças e aprendizado."
Rachel Esteves Soeiro, Diário de Bordo, Parte 8 - Guidam Roumdji, 9 de janeiro de 2012


O tempo é de fato engraçado... Prega peças na gente, primeiro porque ele parece existir só mesmo nas nossas mentes. Um dos maiores desejos do homem é poder viajar completamente - não apenas na imaginação - entre o passado e o futuro. Entretanto, alguém me explica, por favor (Enquanto a vida vai e vem ♪), o que é esse espaço limite entre uma série de reações? Nossos ancestrais o mediam de acordo com o sol ou com as necessidades fisiológicas, e nós aprendemos a compassá-lo nas batidas de uma máquina que se chamou relógio.
Três anos, três minutos, três segundos... Três pontos. Quem diria que as ações nesse tal tempo pudessem ser tão importantes. É o necessário pra sentir falta, conhecer a saudade e o querer bem, subir e descer escadas, ter ideias, correr maratonas e de repente acabar, parar no tempo. Queremos viver pra sempre, postergamos a respiração até não aguentar mais o instante, mas muitas vezes nos esquecemos de entregar a vida a todo momento a coisas que valem a pena - a pena, o corante, o tinteiro por completo -. Acontece que é fácil esquecer que, no final, o tempo está no pensamento.´
Difícil é quando parecem haver tantas certezas. E quando, de repente, após fechar os olhos e mesmo assim ver, algumas ainda continuam ali e incomodam de tanto se redobrarem em si mesmas.

Boa noite, meus anjos. Vocês são sempre minhas certezas. Bons sonhos.


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