Rachel Esteves Soeiro, Diário de Bordo, Parte 8 - Guidam Roumdji, 9 de janeiro de 2012
O tempo é de fato engraçado... Prega peças na gente, primeiro porque ele parece existir só mesmo nas nossas mentes. Um dos maiores desejos do homem é poder viajar completamente - não apenas na imaginação - entre o passado e o futuro. Entretanto, alguém me explica, por favor (Enquanto a vida vai e vem ♪), o que é esse espaço limite entre uma série de reações? Nossos ancestrais o mediam de acordo com o sol ou com as necessidades fisiológicas, e nós aprendemos a compassá-lo nas batidas de uma máquina que se chamou relógio.
Três anos, três minutos, três segundos... Três pontos. Quem diria que as ações nesse tal tempo pudessem ser tão importantes. É o necessário pra sentir falta, conhecer a saudade e o querer bem, subir e descer escadas, ter ideias, correr maratonas e de repente acabar, parar no tempo. Queremos viver pra sempre, postergamos a respiração até não aguentar mais o instante, mas muitas vezes nos esquecemos de entregar a vida a todo momento a coisas que valem a pena - a pena, o corante, o tinteiro por completo -. Acontece que é fácil esquecer que, no final, o tempo está no pensamento.´
Difícil é quando parecem haver tantas certezas. E quando, de repente, após fechar os olhos e mesmo assim ver, algumas ainda continuam ali e incomodam de tanto se redobrarem em si mesmas.
Boa noite, meus anjos. Vocês são sempre minhas certezas. Bons sonhos.
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