A música que toca é do cd do Pearl Jam que roda no intervalo do meio-dia e instantes de manhã, com o chá queimando os lábios, impossível de terminar em paz, porque é sempre hora de sair. E as leituras apertadas. O Filho Eterno exige que eu tenha um lápis por perto toda vez, para aqueles trechos que transcendem as páginas, e, porque quero ser paciente em lê-lo, acabo me atrasando.
Não posso deixar de dizer sobre a falta que sinto da escrita aqui todas as noites; agora tudo se concentra do lado de dentro, e acaba se transformando em energia, positiva, em geral, mas demais. Temos que tocar uma música pra amanhã, cantando em espanhol (como essas histórias parecem perdidas), e ainda não tenho certeza sobre o modo de fazer. Como ontem, eu e a folha de papel em branco, esperando que eu tomasse as rédeas para mais um texto sobre transgressão. Espero que seja melhor que o anterior - foi assim com os dois primeiros -, e fica mais fácil perceber o crescimento e os erros se as primeiras avaliações não forem tão altas, chance de corrigir e aprimorar.
No feirado fomos ao interior - lá eu quis muito escrever, não sei por que não fiz isso -, sensação boa de ver o meu pai voltando pra casa depois de tanto tempo, tanto medo. E, logo na sexta-feira, um temporal que trazia luz natural pra dentro da casa foi o protagonista. Também uma tia-avó que visitamos, e eu devia retratar aqui. As marcas da idade, mas uma lucidez invejável, aos oitenta e cinco anos. Nas mãos calejadas, obviamente do trabalho árduo, a aliança intocável, tal como a recordação do marido que se foi, na crença certeira; olhar forte, envolto em um brilho característico dos anos que passam, e seu abraço duro; o cabelo que parece jovem, raros fios sem cor. Excetuando o frio que me empata, gosto mesmo desse chão, onde as horas não passam.
Obrigada anjos, que entendem minha ausência por aqui. Vou estudar bastante, pra orgulhar vocês. Boa noite, bons sonhos. E abraços apertados.
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